Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Inovação no saneamento pode beneficiar parques, ilhas e comunidades isoladas
Por FUNVERDE – 13 de março de 2026 – O saneamento básico continua sendo um dos grandes desafios ambientais e sociais do Brasil. Mesmo com avanços nas últimas décadas, milhões de brasileiros ainda vivem em locais onde o esgoto não recebe tratamento adequado. Foto: Divulgação:
Segundo dados do IBGE, mais de 30% da população brasileira ainda não possui acesso simultâneo à água encanada e à coleta de esgoto — realidade que afeta principalmente comunidades rurais, regiões isoladas e áreas ambientalmente sensíveis.
Mas uma inovação desenvolvida por um engenheiro brasileiro pode ajudar a mudar esse cenário.
Uma microestação de tratamento que funciona sem energia elétrica
O engenheiro ambiental e civil Danilo Camargo, com mestrado pela Universidade de São Paulo, desenvolveu a MicroETE Aeko, uma microestação compacta de tratamento de esgoto capaz de alcançar até 95% de eficiência.
O grande diferencial do sistema é que ele não depende de energia elétrica.
Todo o processo ocorre utilizando apenas a força da gravidade, o que reduz custos de operação e permite sua instalação em locais onde a infraestrutura tradicional não chega.
A tecnologia realiza as três etapas fundamentais de tratamento de esgoto que é o tratamento primário, separando e fazendo a decantação de sólidos, em seguida, faz o tratamento secundário que consiste na degradação biológica de materias orgânicos e por último, o tratamento final que basicamente é o polimento final dos efluentes.
Esse processo atende às exigências da norma técnica brasileira NBR 17076/2024, que estabelece padrões para sistemas descentralizados de tratamento.
Uma solução promissora para áreas naturais e parques
Sistemas de tratamento compactos e autônomos como esse podem ter grande utilidade em parques naturais, unidades de conservação e áreas turísticas, onde a implantação de redes tradicionais de esgoto muitas vezes é inviável.
Nestes locais, temos os banheiros de visitantes, os centros de apoio, os restaurantes e alojamentos que precisam de basicamente quatro fatores:
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reduzam o impacto ambiental
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exijam pouca infraestrutura
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tenham manutenção simples
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funcionem de forma segura mesmo em locais isolados
Nesse contexto, tecnologias descentralizadas podem ser uma alternativa interessante.
Aplicações possíveis em parques e áreas turísticas
No Brasil existem diversos locais onde soluções desse tipo poderiam contribuir para reduzir impactos ambientais.
Só no estado do Paraná, temos em Maringá o Parque do Ingá, que é um cartão postal da cidade, o Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu que recebe mais de dois milhões de visitantes por ano e as regiões insulares e turísticas do Parque Nacional de Ilha Grande no Rio Paraná.
Em locais como esses, sistemas compactos de tratamento podem ajudar a garantir que o aumento do fluxo de visitantes não resulte em impactos ambientais negativos.
Inovação e sustentabilidade caminham juntas
O avanço de tecnologias ambientais desenvolvidas no Brasil mostra que é possível unir engenharia, sustentabilidade e inclusão social.
Soluções descentralizadas de saneamento não substituem os grandes sistemas urbanos de coleta e tratamento, mas podem desempenhar um papel fundamental em locais onde a infraestrutura tradicional ainda não chegou.
Para organizações ambientais e gestores públicos, conhecer e discutir essas alternativas é um passo importante para construir modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.
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