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Maior bosque sensorial urbano do mundo fica em Maringá e reúne mais de 100 espécies frutíferas

Por Thiago Danezi – Publicado primeiro em GMC Online – 15 de novembro de 2025 – Considerado o maior bosque sensorial aberto urbano do planeta, o Bosque Sensorial Ana Domingues, localizado dentro do Bosque das Grevíleas, na Zona 5 de Maringá, ocupa uma área de mais de 44 mil m² e vem se transformando em um verdadeiro pomar a céu aberto. Fotos: Thiago Danezi / GMC

Há centenas de árvores frutíferas espalhadas pelo espaço, que permanece aberto ao público durante todo o dia.

O local, que surgiu em 2009 por meio de um projeto desenvolvido pela FUNVERDE, conta atualmente com mais de 2 mil árvores plantadas, representando mais de 100 espécies, cerca de 90% delas frutíferas.

O objetivo é estimular os sentidos dos visitantes por meio de experiências como degustar frutas diretamente do pé, observar texturas e aromas das árvores e aproveitar o ambiente de forma espontânea.

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A proposta sensorial também inclui o estímulo à convivência social, ao lazer, às aulas de campo e à educação ambiental.

O espaço abriga espécies raras, nativas em risco de extinção e frutas pouco conhecidas no dia a dia.

Entre as variedades disponíveis, é possível encontrar pitangas de diferentes cores, calabura, cabeludinha, vários tipos de anonássia, manga e abacate — espécies que frutificam ao longo do ano.

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Trabalho voluntário e manutenção constante

Em entrevista ao GMC Online, o presidente da FUNVERDE, Cláudio Jorge, destacou que todo o trabalho de plantio e manutenção é realizado por voluntários.

Aos sábados, das 15h às 17h, a equipe se reúne para cuidar do espaço, realizar podas, plantar novas árvores e preparar o terreno durante períodos de seca.

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A criação do bosque só foi possível graças à parceria entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

A prefeitura cedeu o terreno e realiza as roçadas; a VIAPAR doou mudas de 2009 a 2021; e voluntários mantêm o espaço preservado.

Conforme Cláudio explica, novas árvores são plantadas apenas quando as grevíleas originais morrem ou caem, garantindo que o bosque esteja sempre em evolução.

Variedade de espécies e experiências sensoriais

Segundo Cláudio, o diferencial do bosque é oferecer contato direto com a natureza e diversidade de frutas difícil de encontrar até mesmo em mercados.

“No centro da cidade, temos mais de 120 tipos diferentes de frutas que dão o ano inteiro”, afirma.

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Ele reforça que o projeto busca incentivar crianças e famílias a vivenciarem experiências que fogem da rotina urbana.

“Quanto mais crianças subirem nos pés e criarem memórias colhendo frutas, melhor. Hoje muita gente vive em apartamento e não tem esse tipo de contato”, disse.

A história da FUNVERDE

A FUNVERDE foi criada em 1999 por Ana Domingues, que buscava maneiras de atuar efetivamente em ações ambientais.

Ao longo das últimas décadas, a organização liderou projetos de recuperação de fundos de vale, combate ao uso de sacolas plásticas convencionais e iniciativas de educação ambiental.

Em 2016, a instituição tornou-se Instituto FUNVERDE, ampliando sua atuação e consolidando o Bosque Sensorial como um dos maiores legados ambientais da cidade.

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funverde

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