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Mais de 95% da população mundial respira ar poluído

Os pesquisadores usaram dados de satélite e sistemas de monitoramento de ar de todo o mundo

Um novo estudo mostrou que quase toda a população mundial está inalando ar que excede os níveis de poluição considerados seguros pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E adivinhem? São os países em desenvolvimento os maiores prejudicados, segundo a pesquisa.

O relatório State of Global Air Report, de 2018, é resultado do trabalho da organização sem fins lucrativos Health Effect Institute, com sede nos Estados Unidos. Para reunir os dados, os pesquisadores usaram dados de satélite e sistemas de monitoramento de ar de todo o mundo. O documento destaca a densidade do ar poluído ao ar livre, tendo como foco o material particulado de ar menor ou igual a 2,5 micrômetros de diâmetro. A exposição a esse material contribuiu para 4,1 milhões de mortes em 2016.  Hoje a poluição já é considerada a sexta maior causa de morte no mundo.

China e Índia

De todos os países, apenas China e Índia respondem por cerca de 51% das mortes causadas pela poluição do ar. Entretanto, ambos estão fazendo mudanças para reverter este quadro, como ressaltou o vice-presidente do instituto, Bob O’Keefe, ao The Guardian.

“A China parece estar agora se movimentando agressivamente, por exemplo, no corte de carvão e em controles mais fortes”.

Brasil

No Brasil, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo para o Instituto Saúde e Cidadania mostra que a poluição atmosférica será a causa de 250 mil mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. A concentração de material particulado no ar é proveniente em 90% de veículos motorizados e vai levar um milhão de pessoas a se hospitalizarem, causando gastos públicos na casa de R$ 1,5 bilhão.

No Rio de Janeiro, os números são igualmente ruins. A mortalidade atribuída à poluição do ar no período entre 2006 e 2012 ficou em 31.194 mortes. Já as internações alcançaram 65.102 na rede pública de saúde. Como resultado, houve um gasto público na ordem de R$ 82 milhões em internações que poderiam ter sido evitadas caso os níveis de poluição não fosse tão altos.

E o que fazer?

A própria OMS destaca o fato de que são necessárias medidas integradas em todos os níveis de governo, do local ao nacional, além de definições e acordos no âmbito internacional. Cortar as emissões do transporte urbano, por exemplo, vai envolver prefeitos, planejadores locais e políticas nacionais trabalhando coordenadamente para investir em fontes de energia renováveis e que ao mesmo tempo tenham baixa emissão de poluentes.

O relatório completo, em inglês, pode ser conferido aqui.

Fonte – CicloVivo de 20 de abril de 2018

 

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