Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Mundo gasta 30 vezes mais para destruir a natureza do que para protegê-la, alerta relatório da ONU
Por FUNVERDE – Baseado na reportagem CICLOVIVO – 28 de janeiro de 2026 – Enquanto o mundo gasta US$ 30 destruindo a natureza para cada US$ 1 protegendo-a, soluções como biovetas em Niterói mostram o caminho certo. Biovaleta em Niterói, Rio de Janeiro. Foto: Fundação Grupo Boticário.
Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado em janeiro de 2026, revela um desequilíbrio alarmante nos fluxos financeiros globais:
Para cada US$ 1 investido em proteção e restauração da natureza, US$ 30 são direcionados a atividades que a destroem.
De acordo com o estudo “Estado das Finanças para a Natureza 2026” (com dados de 2023), o mundo direcionou US$ 7,3 trilhões em fluxos prejudiciais à natureza, sendo:
– US$ 4,9 trilhões de investimentos privados (concentrados em setores como energia, indústria e materiais básicos);
– US$ 2,4 trilhões em subsídios públicos nocivos (para combustíveis fósseis, agricultura, transporte, água e construção).
Em contrapartida, apenas US$ 220 bilhões foram investidos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN) — como restauração de ecossistemas, áreas verdes urbanas e infraestrutura verde —, dos quais 90% vieram de fontes públicas.
A diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, resume o problema:
“Podemos investir na destruição da natureza ou impulsionar sua recuperação — não há meio-termo”.
O relatório propõe a “Curva X de Transição da Natureza”, um roteiro prático para eliminar gradualmente subsídios prejudiciais e escalar investimentos positivos, gerando retornos econômicos, reduzindo riscos e aumentando a resiliência.
No Brasil, exemplos como a biovaleta em Niterói (RJ) — destacada na reportagem — mostram como soluções locais baseadas na natureza podem trazer benefícios reais para cidades, reduzindo ilhas de calor e melhorando a gestão de águas pluviais.
Na FUNVERDE, acreditamos que é urgente alinhar finanças públicas e privadas à proteção ambiental.
Redirecionar esses trilhões pode ser a chave para combater a crise climática, a perda de biodiversidade e alcançar metas globais de sustentabilidade.
Leia a reportagem completa no CicloVivo: aqui
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