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O que os peixes estão comendo de verdade?

Por FUNVERDE – 31 de março de 2026 – Cientistas confirmam: o “plástico desaparecido” dos oceanos virou nanopartículas invisívei – Foto: IA Grok.

Uma nova pesquisa publicada na revista *Nature* revelou onde foi parar grande parte do plástico que “sumia” nos oceanos: ele se fragmentou em **nanoplásticos** — partículas tão pequenas que são invisíveis a olho nu e circulam por toda a coluna de água.

Pesquisadores do Royal Netherlands Institute for Sea Research (NIOZ) e da Universidade de Utrecht analisaram o *Oceano Atlântico Norte* e estimaram que 27 milhões de toneladas de nanoplásticos (menores que 1 micrômetro) estão presentes apenas nessa região.

Esse valor é comparável ou superior às estimativas anteriores de todo o plástico macro e microplástico do Atlântico ou até dos oceanos mundiais.

As partículas identificadas são principalmente de PET (usado em garrafas), poliestireno e PVC.

Elas estão distribuídas desde a superfície até o fundo do mar, com concentrações mais altas na camada superficial próxima ao continente europeu e no giro subtropical.

Por que isso é preocupante?

– Nanoplásticos são pequenos o suficiente para serem ingeridos por plâncton e entrarem na cadeia alimentar marinha.
– Podem ser transportados por correntes oceânicas, vento e até chegar ao ar que respiramos.
– Sua capacidade de penetrar células e tecidos vivos levanta questões sobre impactos na saúde de animais marinhos e, indiretamente, dos seres humanos.

Essa descoberta ajuda a explicar o “paradoxo do plástico desaparecido”: embora joguemos milhões de toneladas de plástico nos oceanos todos os anos, encontrávamos muito menos do que o esperado na superfície.

A maior parte não desapareceu — ela simplesmente se tornou invisível.

O que podemos fazer?

Na FUNVERDE, acreditamos que a solução passa por prevenir a geração de mais resíduos plásticos. Reduzir o consumo de plásticos de uso único, fortalecer a reciclagem, apoiar pesquisas sobre impactos ambientais e cobrar políticas públicas mais efetivas são ações urgentes.

O oceano não tem fronteiras.

A poluição que geramos aqui no Brasil também chega aos grandes giros oceânicos e volta para nós na forma de contaminação da vida marinha e da cadeia alimentar.

Vamos agir enquanto ainda dá tempo.

Fonte principal:
Ten Hietbrink et al. (2025). “Nanoplastic concentrations across the North Atlantic”. *Nature*, 643, 412–416.

funverde

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