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Para Marina, é ‘lamentável’ Brasil não ter assinado acordo das florestas

Candidata do PSB criticou decisão de Dilma de boicotar proposta da ONU. Governo brasileiro optou por não endossar iniciativa antidesmatamento.

Ex-ministra do Meio Ambiente, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, classificou nesta terça-feira (23) de “lamentável” a decisão do governo brasileiro de não assinar uma iniciativa global antidesmatamento anunciada na Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas, em Nova York (EUA). A presidenciável do PSB afirmou que o discurso da adversária do PT, Dilma Rousseff, na conferência da ONU ficou limitada às conquistas do passado, em vez de assumir compromissos para o futuro.

Nesta terça, Dilma discursou para uma plateia de autoridades estrangeiras na cúpula do clima. Em seu pronunciamento, a petista disse que a determinação do Brasil em enfrentar as alterações no clima não se limita à conservação da Amazônia. O governo brasileiro, entretanto, optou por não endossar o acordo de proteção às florestas proposto pelas Nações Unidas.

“Infelizmente, a presidente Dilma está participando em Nova York da Cúpula do Clima, a convite do secretário-geral das Nações Unidas, que a chamou para debater o grave problema das mudanças climáticas. Ela fez uma fala se reportando tão somente às conquistas do passado, não assumindo nenhum compromisso para o futuro”, criticou Marina durante entrevista coletiva em Florianópolis.

“[Dilma] Não assinou o acordo sobre a proteção das florestas dos países que têm mais florestas. Ela não assinou, o que é lamentável. Nós podemos juntar economia e ecologia”, complementou a ex-senadora, ao lado de seu vice, Beto Albuquerque, e do candidato do PSB ao Senado por Santa Catarina, Paulo Bornhausen.

Procurado pelo G1, o Palácio do Planalto não quis comentar as declarações da candidata do PSB. Já a assessoria da campanha de Dilma informou que não costuma comentar declarações de outros candidatos.

De acordo com a atual ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Brasil “não foi convidado a se engajar no processo de preparação” da declaração que propôs uma meta para zerar o desmatamento no planeta. Em vez disso, destacou Izabella, o país recebeu uma cópia do texto da ONU, que pediu para aprová-lo sem a permissão de sugerir qualquer alteração.

“Infelizmente, não fomos consultados. Mas eu acho que é impossível pensar que pode ter uma iniciativa global para florestas sem o Brasil dentro. Não faz sentido”, disse a titular do Meio Ambiente, em entrevista concedida à Associated Press nesta segunda-feira (22). Ah, então foi o ego ferido que impediu a assinatura. Então tá. E quem sofre? As florestas, os animais que dependem das florestas e todos os humanos que dependem do ambiente natural para viver, só isso.

Para Marina Silva, a decisão do governo federal “compromete” as florestas, a biodiversidade, as populações locais e, principalmente, a agricultura brasileira. Ela ponderou, por exemplo, que as chuvas nas regiões Sul e Sudeste são produzidas pelas condições climáticas na Amazônia.

“Quando o governo, por políticas erráticas, retrocede em relação a processos que vêm sendo encaminhados para que se tenha uma agenda de desmatamento zero, isso é um grande retrocesso. Não somente em relação ao acordo de florestas, mas também o protocolo de Nagoya, que o governo brasileiro não ratificou. Foi retrocesso sobre retrocesso”, enfatizou.

Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, concederam entrevista coletiva em Florianópolis.

Fonte – G1 de 23 de stembro de 2014

Imagem –  Géssica Valentini, G1

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