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Prefeitura analisa usar novas espécies

Novidade. Uma das espécies em estudo é a olaia, que tem flores no caule e galhos. Divulgação

As espécies que vão embelezar cada uma das ruas e avenidas da cidade serão definidas até o fim do ano. Essa é a previsão de membros da Câmara Técnica de Espécies, que integra a elaboração do Plano Diretor de Arborização de Maringá. Pelo decreto 529/2017, o plano tem até 27 de março para ser concluído.

Maior das câmaras técnicas, com cerca de 30 membros, a de Espécies tem o papel de estudar quais são as plantas mais adequadas para a arborização de Maringá, estabelecendo um padrão a ser seguido pelos gestores municipais. “Vamos definir o que plantar, como plantar e o local de cada espécie”, explica a ambientalista Ana Domingues, presidente da ONG Funverde.

Membro da câmara técnica, que também é composta por engenheiros florestais, paisagistas, arquitetos, professores de faculdades e universidades, entre outros, Ana diz que o grupo já concluiu os estudos para as zonas 1 (Centro) a 10 e para a Vila Esperança. Os demais bairros virão na sequência. “Não tem ninguém no País pensando a arborização rua a rua. Maringá vai ser referência para outras cidades, que virar coletar sementes e estudar nosso plano”, diz Ana.

Os estudos levam em conta beleza, florada, conforto térmico, longevidade das plantas, e variedade, com no máximo 10% de cada espécie. Abundante na cidade, a sibipiruna será gradativamente substituída por outras espécies. “Isso vai ocorrer conforme as árvores forem morrendo”, esclarece a ambientalista. Plantas proibidas na lista do Instituto Ambienta do Paraná (IAP) e do Instituto Horus, acrescenta Ana, também serão substituídas.

Em contrapartida, Maringá receberá novas espécies, que serão testadas primeiramente em ruas curtas. Caso elas e adaptem bem ao clima local, poderão ser usadas em novos bairros futuramente. Um exemplo dado por Ana é a olaia, também conhecida como árvore-de-judas, de porte pequeno (de 10 a 15 metros de altura) e de uma exuberante florada rosa.

O objetivo dos trabalhos é constituir um padrão da arborização, preservando um patrimônio de Maringá. “Para não se fazer mais imbecilidades que vão descaracterizar uma arborização que é histórica é que estamos elaborando esse plano”, diz Ana, citando equívocos recentes como o plantio de ipê roxo onde há ipê rosa, e de ipê rosa no lugar de flamboyant.

O Plano de Arborização de Maringá também tem em sua elaboração as seguintes câmaras técnicas: Geral, Histórico, Educação Ambiental, Legislação, Cadastro, Matéria-prima. O decreto 529/2017 é baseado em resoluções do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Maringá (Comdema). Os trabalhos são coordenados pela Secretária Municipal de Meio Ambiente (Sema), chefiada por Ederlei Alkamim.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, O Diário de 12 de novembro de 2017

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