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Sacolinhas plásticas: as vilãs do planeta

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Os proximos cinco artigos se referem a uma batalha ganha pelo deputado estadual de Goiás, Daniel Goulart contra as petroquímicas, uma batalha em que ganha o deputado politicamente, ganha a população do seu estado e finalmente, ganha todo o planeta.

Este é o exemplo do político esclarecido, que merece estar na condição de político, que sabe que está lá na assembléia para defender o planeta e seus habitantes.

Parabéns Deputado Daniel Goulart pela sua perseverança, pois sabemos que a guerra contra a sacola de plástico eterna passa pelas batalhas contra as petroquímicas, que se acham poderosas e intocáveis, mas que cidade a cidade, estado a estado, estão perdendo a batalha, essas petroquímicas que desejam o fim do mundo através de sua cria, a sacola de plástico eterno.

Diário da manhã de 06 de agosto de 2008

É impossível comprar qualquer objeto no comércio, seja no supermercado, na padaria ou na farmácia, e não sair acompanhado de uma sacolinha plástica. Hoje, elas fazem parte da nossa rotina como consumidor e se tornaram uma verdadeira “praga” ambiental. Elas são bastante cômodas e eficientes, tanto para carregar nossas compras como para descartarmos o lixo. Mas o planeta pede socorro e está na hora de mudarmos esses nossos velhos hábitos em prol do meio ambiente.

A cada ano, o Brasil produz 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolinhas. Isso representa 10% do lixo do País. Elas demoram cerca de um século para se decompor. Onde não existe a coleta seletiva, esse plástico termina em aterros sanitários, em lixões ou na natureza. Dificultam e, por vezes, impedem a decomposição de materiais biodegradáveis. E para piorar, esse filme plástico convencional é produzido a partir do polietileno de baixa ou de alta densidade, originário do petróleo. Ou seja, além de não ser biodegradável, é poluente até mesmo durante a sua produção.

No ano passado, apresentei um projeto de lei para que o comércio goiano substitua a sacolinha convencional pela biodegradável, que demora, no máximo, 18 meses para se decompor. Essa matéria, juntamente com projetos de outros dois colegas parlamentares, deu origem à Lei Nº 16.268, de 29 de maio de 2008. Ela estabelece ainda que o prazo para que o comércio providencie essa substituição é de um ano após a sua publicação. O descumprimento prevê multa de até R$ 7mil.

O quinto post será sobre a lei.

Porém, após a lei ser sancionada pelo governador Alcides Rodrigues (PP), eu tenho percebido uma movimentação de lideranças políticas e empresariais para que o comércio tivesse mais tempo para fazer a adequação. Diante da importância que esse projeto representa para todos nós, não vejo a possibilidade de mudar o meu propósito. Tomar uma atitude contrária à lei seria andar na contramão de tudo o que está sendo feito no mundo para que os efeitos do aquecimento global sejam amenizados.

Porque pedem tempo se em apenas um mês qualquer fabricante pode fazer a transição do plástico convencional para o plástico oxi-biodegradável sem ter que mudar um funcionário ou uma máquina sequer? Malandragem das petroquímicas, de novo.

Em Bangladesh, por exemplo, é proibido fabricar, comercializar e até portar sacos plásticos. O cidadão que desrespeita a lei é punido com multa. Em caso de reincidência, acaba preso. Essa medida radical precisou ser tomada porque as sacolinhas entupiram as redes de esgoto provocando um verdadeiro caos em várias localidades do país.

Este negrito acima é para você chiquito das esmeraldas, que em reunião na FECOMÉRCIO jurou de pés juntos que no planeta não existia uma só lei que proibisse as sacolas eternas que você é pago para defender.

Mas não é preciso ir ao outro lado do mundo para ver que a medida é perfeitamente cabível à nossa realidade. Em Gurupi, interior do Estado de Tocantins, a prefeitura distribuiu sacolas biodegradáveis coloridas nos comércios da cidade. A iniciativa pretende motivar a população a fazer a coleta seletiva na cidade, separando o lixo seco reciclável dos resíduos orgânicos. Com pouco mais de 75 mil habitantes, a cidade dá um passo a frente no quesito consciência ambiental e se torna exemplo para que outras localidades façam o mesmo. A meta gurupiense é conseguir reciclar 95% dos resíduos que hoje são descartados.

Em Rio Verde, que fica a 230 quilômetros da Capital, um projeto da iniciativa privada provou que é possível fazer algum sacrifício para beneficiar o meio ambiente. Desde abril, todas as sacolas distribuídas aos clientes pela rede de supermercados Comercial Campeão são feitas de material oxi-biodegradável. A empresa trocou o fornecedor. O custo com a compra de sacolas aumentou de 5 % a 6%. Mesmo assim, para a empresa, a iniciativa se tornou essencial.

O quarto post será sobre a rede Campeão de supermercados e farmácias.

Diante desses exemplos, concluo que é possível as empresas goianas se adequarem à nova lei dentro dos próximos dez meses que ela determina.

Às vezes, é preciso abrir mão de pequenas comodidades ou de algum percentual de lucro em prol de um bem maior para todos.

Daniel Goulart é deputado estadual e vice-presidente do PSDB goiano www.danielgoulart.com danielgoulart@
assembleia.go.gov.br

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