Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Uma oportunidade multimilionária que não podemos perder! – Proteger os Oceanos
Por Funverde – 24 de junho de 2025 – Ganho economico e ecológico, tem coisa melhor?
Na Funverde, defendemos a importância vital dos nossos oceanos para a saúde do planeta e o bem-estar humano.
Uma recente conferência da ONU sobre os oceanos, co-organizada pela França e Costa Rica, reuniu mais de 15.000 participantes e 60 chefes de Estado, reforçando uma mensagem crucial:
proteger o oceano não é apenas uma necessidade ambiental, mas uma oportunidade econômica colossal.
Atualmente, apenas 2,7% dos oceanos são considerados efetivamente protegidos.
Essa falha em estabelecer salvaguardas adequadas não só condena comunidades e ecossistemas ao declínio, mas também nos faz perder uma oportunidade econômica significativa.
O Retorno do Investimento na Proteção Oceânica
Investir na proteção de apenas 30% dos oceanos globalmente pode desbloquear cerca de US$ 85 bilhões por ano em retornos anuais e custos evitados até 2050.
Este valor provém de três benefícios principais:
- Defesas Costeiras Naturais: Preservar ecossistemas costeiros evita danos crescentes à propriedade.
- Redução de Emissões de Carbono: Evitar os custos das emissões de carbono decorrentes da perda de pradarias marinhas.
- Recuperação da Pesca: Reduzir as perdas de lucros de pescarias em declínio e sobre-exploradas.
E estes são apenas estimativas conservadoras! Benefícios adicionais, como o aumento do turismo, a melhoria dos rendimentos da pesca e a criação de empregos, podem aumentar ainda mais esses retornos.
O Desafio do Financiamento e a Liderança Necessária
Para atingir a meta global de proteger 30% dos oceanos até 2030, são necessários US$ 15,8 bilhões anualmente.
No entanto, atualmente, apenas US$ 1,2 bilhão é direcionado anualmente à proteção marinha. Isso representa uma lacuna de financiamento de US$ 14,6 bilhões, uma fração minúscula do que a comunidade global investe em defesa a cada ano.
Como destaca Iván Duque Márquez, ex-presidente da Colômbia, esta é uma questão de equidade e responsabilidade global.
Menos de um terço dos países costeiros estabeleceram metas quantificadas e com prazos definidos alinhadas com a meta 30×30.
É crucial que as nações mais ricas cumpram suas promessas e incorporem essas metas em seus planos nacionais.
Exemplos Inspiradores de Sucesso
Felizmente, não faltam exemplos a serem seguidos.
Nações como a Colômbia já excederam sua meta, protegendo 37,6% de suas áreas marinhas através de uma abordagem governamental abrangente.
O Equador está utilizando “trocas de dívida por natureza” para financiar a proteção de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) criticamente importantes.
Além disso, a iminente ratificação do Tratado do Alto Mar é esperada para catalisar ações na conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas além da jurisdição nacional.
O Chile demonstra forte liderança ao propor a criação de uma AMP no alto mar, conectando proteções existentes para formar uma rede contínua de conservação para espécies migratórias.
Estamos em um momento crucial para a proteção dos oceanos.
Ao agir agora, podemos garantir saúde a longo prazo, segurança alimentar e estabilidade econômica para as comunidades costeiras em todo o mundo, colhendo retornos econômicos e ambientais significativos.
Não se trata mais de saber se podemos pagar para proteger o oceano – a pergunta é se podemos nos dar ao luxo de não protegê-lo. Junte-se à Funverde nesta importante causa!
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