Agrotóxico não é Perfumaria! Agrotóxico Mata!

Agrotóxico não é Perfumaria.Agrotóxico Mata!

Agrotóxico não é Perfumaria! Agrotóxico Mata! A palavra oferece risco até na pronuncia. Então, prepare-se, pois o leque de doenças é assustador!

Agrotóxicos e CÂNCER

Agrotóxicos e câncer

E se, infelizmente, a informação não chega até você como deveria, ainda contamos com alguns políticos que querem mudar o nome de agrotóxico para fitossanitário. Percebe a diferença? Isto é Tóxico! Isto é Veneno! Para Isto é fitossanitário. Percebe melhor agora a diferença na repercussão da pronuncia? Então, o que dirá sobre seu impacto na saúde, comprovadamente devastador?

Leia – Dossiê Abrasco

Impactos dos Agrotóxicos na Saúde! 

É uma grande incoerência destes políticos que nos representam, como Senador Alvaro Dias (PV) e Deputado Covatti Filho (PP), pois no lugar de assegurar nossa Saúde e nossa Soberania Alimentar – afinal foram eleitos para isso – temos que nos mobilizar muito para rejeitar seus projetos “capciosos” que insultam a saúde mental, moral e física da Nação Brasileira. Isto é muito sério neste momento!

O projeto 3200/2015 do Deputado Ruralista Covatti Filho , por exemplo, além da mudança de nome para fitossanitário , caso seja aprovado, irá retirar atribuições do IBAMA (meio ambiente), da ANVISA (saúde) e dos órgãos estaduais de fiscalização, centralizando todas as ações e tomadas de decisão sobre os agrotóxicos no Brasil pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O MAPA , ancorado na política do agronegócio, é um dos maiores apoiadores dentro deste “lucrativo” mercado de agrotóxicos. Utiliza fortes políticas de subvenção, praticando incentivos fiscais que chegam na casa dos 100% em certos estados. E por conta de termos atualmente 70% dos alimentos contaminados por venenos proibidos em outros países, o Mapa por sua vez ; vem trilhando um faturamento por volta de 12 bilhões de dólares/ano!

A alteração também confundirá a distinção entre as substâncias utilizadas nas culturas orgânicas e não orgânicas.

A nova denominação não exigirá o registro de herbicidas, como o 2,4D, o paraquat e oglifosato, os mais consumidos no Brasil, já que estes não pertencem ao conceito de defensivos fitossanitários previsto no projeto de lei. No entanto, pesquisas já apontaram a forte relação entre esses agrotóxicos e a incidência de câncer.

Trata-se de um verdadeiro Projeto Desastre!

Covatti Filho - Projeto Desastre para o Brasil

Covatti Filho, Autor do Projeto Desastre 3200/2015 para o Brasil. Atitude para um novo tempo com muito mais Veneno no seu Prato. Katia Abreu, ex-Ministra da Agricultura não abraçava a iniciativa não apoiava o PRONARA Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos. E sem o aval da Ministério da Agricultura , será impossível este programa sair do papel.

E agora , com o atual Ministro, Conhecido com o “Rei da Soja e da Motosserra”, Blairo Maggi, Produtor Mundial de Soja, declarou inclusive ao jornal The New York Times: “Um aumento de 40% no desmatamento da Amazônia não significa nada. Não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo por aqui”.

Fica fácil de se presumir que se o Projeto de Covatti Filho do PP for aprovado, podemos assistir o PRONARA ir para a gaveta do esquecimento neste Ministério.

Você acha isso coerente? Incoerente mesmo será permitirmos que se aprove o “Monopólio do Veneno” um verdadeiro retrocesso para a Soberania Alimentar de uma Nação.

Essa corrida “maluca” nos faz perceber “com demasiada tristeza e desapontamento” que afinal de contas não é a nossa segurança alimentar que está em pauta. E sim os 12 bilhões de dólares gerados neste mercado de veneno por ano! Afinal, são tantos os benefícios!

O Brasil foi escalado para esta Seleção desastrosa e se rendeu ao grande técnico: a Multinacional Monsanto! E no decorrer de sua partida com a expansão dos transgênicos fez um verdadeiro gol de placa arrebatador. Tornou-se o Campeão Mundial no uso de Agrotóxicos.

Sim! Esta taça é nossa é do Brasil Infelizmente! Mas existe uma pergunta que não quer calar nem que “a vaca tussa”: em um país onde a carga tributária é considerada uma das maiores do mundo existe uma subvenção política pra lá de privilegiada para este setor. Por que agrotóxicos recebem tantos incentivos fiscais?

Além de isenções federais, há as isenções complementares determinadas por alguns estados. No Ceará, por exemplo, a isenção de impostos chega a 100%.

Em 2015 o Instituto Nacional do Câncer estabeleceu forte relação entre os casos de câncer e agrotóxicos.

Leia o parecer.

Mesmo assim Governo e Congresso mantiveram a sua política que beneficia grandes multinacionais com isenção de impostos para o comércio, a distribuição e o uso generalizado de pesticidas agrícolas.

Pertinente e amarga indignação nos força a perguntar de forma rasgada: Por que estes produtos altamente tóxicos que envenenam nossos alimentos e causam inúmeras doenças recebem tantos benefícios fiscais?

Uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA.

Devem ser tantos os benefícios que a nossa Segurança Alimentar ficou em último ou nenhum plano! Não existe argumento plausível nem mesmo o de que estes incentivos são necessários para alimentar a grande população do Brasil.

Consentir que estas multinacionais entrem em nosso país sem pagar impostos e ainda “arregaçando” o alimento do povo brasileiro com veneno, muitos deles já proibidos em outros países tamanha a sua toxidade, não é nem de longe uma justificativa racional, nem para os mais ingênuos no assunto.

E que nos perdoe , vossa excelentíssima ex-ministra, ex-Senadora Katia Abreu e demais políticos da bancada ruralista, quando afirmam categoricamente que levantamos essa bandeira sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde para que a causa seja bonita e assim possamos sensibilizar de forma geral a opinião pública.

Bonito mesmo seria uma política de subvenção dentro do atual Ministério apoiando amplamente uma agricultura sustentável neste país!

Por que é isso que esperamos. É isso que queremos. Bonito mesmo seria destinar todos estes inúmeros benefícios para que o povo Brasileiro tenha em seu prato uma comida digna , saudável e sem veneno.

Bonito mesmo seria este Ministério se preocupar com a extraordinária contaminação do nosso solo, pois estes produtos matam componentes importantes para a sua regeneração natural, contaminam rios, o ar, afetando profundamente todo o nosso ecossistema.

Enquanto o Ministério da Agricultura não sinalizar este caminho, começando com a institucionalização do PRONARA , serão muitas campanhas de alerta a população brasileira.

Entre elas, temos o importante trabalho da Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida, que desempenha um papel de altíssimo valor em informar a população sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e de apontar novos caminhos rumo a Agroecologia.

Entidade que há cinco anos luta por um novo modelo de desenvolvimento agrário. Por uma agricultura que valoriza a agroecologia ao invés dos agrotóxicos e transgênicos, que acredita no campesinato e não no agronegócio, que considera a vida mais importante do que o lucro das empresas.

Conheça mais sobre este importante trabalho. Acesse a campanha, os materiais e aos fóruns existentes. Participe!

Nova pergunta, nova reflexão. Caso não houvesse tantos incentivos fiscais destinados aos agrotóxicos, teríamos um legítimo equilíbrio de mercado em relação aos alimentos e produtos orgânicos?

Ou seja os orgânicos perderiam por completo este estigma de que são produtos caros? Orgânicos são para a elite?

Vamos pensar um pouco. Enquanto não alcançamos respostas fieis a estas indagações, devemos alcançar isto: agrotóxico mata! Agrotóxico mata você aos poucos. Mata você a cada dia!

O leque de doenças causados direta ou indiretamente pelos agrotóxicos é absurdo. Doenças que podem aparecer em meses, anos ou até décadas depois de consumidos.

Mesmo a ingestão diária de pequenas doses terá impacto sobre a saúde, dados já comprovados na literatura científica.

Entre as principais doenças citamos: câncer, câncer de mama, câncer de próstata, câncer de cérebro, câncer de rim, câncer de fígado, distúrbios neurológicos, hiperatividade em crianças, doenças crônicas dos pulmões, doenças crônicas do fígado, doenças crônicas dos rins, doenças crônicas da pele, leucemia, autismo, linfoma, mieloma múltiplo, efeitos sobre o sistema imunológico, infertilidade, impotência, abortos, partos prematuros, malformações congênitas, cólica, vômitos, dificuldade respiratória, diarreias, espasmos, depressão, suicídio. Que tal?

Fora todas estas doenças, não podemos esquecer dos impactos que causam ao meio ambiente com esta utilização intensiva de agrotóxicos em nossas lavouras.

Eles poluem rios, contaminam o solo e estão matando animais e insetos polinizadores em quantidades alarmantes, podendo até leva-los a extinção, comprometendo drasticamente o ecossistema do planeta.

É importante destacar que a expansão do uso de sementes transgênicas no Brasil foi a responsável em potencial por colocar o país em primeiro lugar dentro do ranking mundial no consumo de agrotóxicos.

Mais uma vez, a multinacional Monsanto, não satisfeita com seus lucros bilionários colhidos com os transgênicos, ainda quer derramar aqui e pelo mundo a fora todos os seus “venenos”!

E por que será que o nosso país recebeu a MONSANTO de braços tão abertos?

Mas o mundo está acordando!

E já é hora do Brasil acordar também! E para acordar precisamos nos unir. Precisamos uns dos outros.

Não dá mais para esperar por esta transição. Enquanto o Ministério da Agricultura continuar com esta postura retrógrada de que a Agroecologia não é possível neste país!

Ou , esperar destes políticos que se elegeram a custa dos nossos votos para nos representar e, em contrapartida abarrotam o Senado Federal com projetos que insultam descaradamente o senso critico e moral de uma Nação Inteira!

Está em nossas mãos! Está em nossas mãos dizer: eu não quero agrotóxico no meu prato. Está em nossas mãos mudar o modelo de agricultura neste país. E faremos isto nos mobilizando de todas as formas, rejeitando projetos incompatíveis para que esta mudança aconteça, apoiando a produção e consumo de alimentos orgânicos, despertando para novas alternativas sociais exigindo a implantação do PRONARA.

Já está mais do que provado que a Agroecologia é um caminho crivelmente possível. “Temos que aplaudir e enaltecer o grande trabalho que o CONSEA realiza com os brasileiros e brasileiras por todos os cantos do Brasil. Um trabalho que se fortalece ao fortalecer a participação da sociedade brasileira nas discussões sobre a Segurança Alimentar e Nutricional. Pelo tremendo esforço para expandir o conhecimento sobre os perigos da produção de alimentos transgênicos e envenenados pelos agrotóxicos. Enfatizando sempre a Agroecologia e a Produção Orgânica como política pública que se tornou o carro chefe da transição Agroecológica no governo Lula/Dilma.”, ressaltou Paulo Cezar Mendes Ramos – PHD – Analista ambiental/GT sobre Transgênicos e Agrotóxicos – ASCEMA – Associação dos Servidores da Carreira de Especialistas em Meio Ambiente/Coordenador da Seção Sindical – SINDSEP-ICMBIO/, Membro do Comitê da Campanha contra os Agrotóxicos no Distrito Federal.

Saiba mais sobre este importante trabalho realizado pelo Consea. Conheça o relatório Mesa de Controvérsias sobre os impactos dos Agrotóxicos!

Mudar nosso modelo atual de agricultura é possível! É possível sim começar a planejar uma subvenção governamental de apoio no mesmo patamar para sistemas agroecológicos em nosso país!

Reconhecida personalidade no assunto: Oliver De Schutter , relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, garante em seu relatório que é possível duplicar a produção de alimentos em uma década utilizando métodos ecologicamente sustentáveis.

E por que será que até agora o Ministério da Agricultura não apostou neste caminho? Assista ao filme: O Veneno está na Mesa e tire suas próprias conclusões para responder a esta pergunta.

Neste canal você encontrará muita informação e muitas dicas para contribuir com esta transição. Para mudar de Foco. Acompanhe!

Fonte – GikaBiloba, Nosso Foco

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