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Energia solar em casa? Site faz diagnóstico completo

Resultado de imagem para Já são mais de 23,5 mil residências consumidoras no país com geração de energia solar fotovoltaica distribuída | DIVULGAÇÃO/ANEEL

Calculadora fotovoltaica feita pelo WWF e pelo BB mostra espaço e investimento necessários, além dos benefícios ambientais

Está cada vez mais fácil e barato produzir a própria energia em casa. No caso  a energia solar fotovoltaica – com placas no telhado ou outra área descoberta – o crescimento exponencial nos últimos meses comprova isso.

Em janeiro deste ano o Brasil havia acabado de passar as 20 mil unidades  consumidoras com geração distribuída. Agora, seis meses depois, já são 30.669, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Disto,
mais de 99% são da fonte solar fotovoltaica e 76,7% são residenciais.

Apesar da adesão cada vez maior, muitas pessoas não têm ideia do espaço que precisariam e principalmente qual seria o investimento inicial
necessário, além da economia futura. Para isso seria indispensável a consulta de um engenheiro ou uma empresa especializada no assunto, mas
agora não mais.

Na semana passada foi lançada uma calculadora fotovoltaica digital disponível ao público no site www.eficienciaverdebb.com.br. A ferramenta,
resultado de uma parceria para soluções sustentáveis do WWF-Brasil com o
Banco do Brasil, permite descobrir, de acordo com o consumo
de eletricidade e localidade do usuário, o potencial de economia na fatura de
luz e a redução de emissões de gases de efeito estufa proporcionados por um sistema fotovoltaico.

Além disso, a calculadora também mostra a quantidade de placas fotovoltaicas e a área necessária para instalação, além do investimento
aproximado.

“75% foi a redução no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos dez
anos, segundo a Absolar, enquanto a elétrica subiu 500% desde 2012″

Isso porquê a calculadora é baseada em dados de irradiação solar do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), pesquisas de preço
com fornecedores realizadas nacionalmente pelo Instituto Ideal, assim como características de desempenho típicas para os equipamentos.

O Metro Jornal fez uma simulação de uma residência com três pessoas na capital paranaense e o investimento seria de aproximadamente
R$ 10 mil com a necessidade de 8m2 de área descoberta (veja box ao lado). Como a vida útil de um sistema fotovoltaico é de 25 anos, o investimento
seria pago em menos de nove anos e o lucro no fim seria superior a R$ 18,5 mil.

“Ainda tem muita desinformação em potenciais usuários. A calculadora mostra o investimento com retorno financeiro e a contribuição ao
meio ambiente”. explica o analista de conservação do WWF-Brasil, Ricardo Fujii. Na ferramenta, o banco também simula financiamentos para o sistema.

“O lucro com o sistema fotovoltaico é muito superior a poupança ou outros tipos de investimento como o CDB. Outra vantagem é a proteção
contra a inflação. Se a conta de luz subir, a vantagem é ainda maior”, diz Fujii.

Paraná

Depois de três anos da proposta feita, e atrás de 22 estados, o Paraná enfim aderiu as regras do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)
para permitir a isenção do ICMS sobre o excedente de energia elétrica de sistemas de geração distribuída (trocada entre consumidor e distribuidora).
O projeto paranaense foi enviado à Assembleia Legislativa no último dia 6 pela governadora Cida Borghetti (PP). Quando aprovado, o
consumidor que gerar a própria energia por meio de fontes
renováveis poderá obter descontos na conta de luz.

O Governo do Estado já conta com uma linha de financiamento
para empresas – a Fomento Energia – para a aquisição de equipamentos
para micro e mini geração de energia a partir de fontes renováveis. Neste mês, o BNDES anunciou uma linha para financiar energia solar distribuída
às pessoas físicas.

Exemplo

Uma vez na calculadora, pegue sua conta de eletricidade e preencha os
dados. Aqui vamos usar uma conta real de maio de uma casa com três pessoas em Curitiba.

• Consumo mensal de eletricidade. 172 kWh.

• Tarifa de eletricidade com impostos. Na conta da Copel, em Curitiba,
está no campo “valor unitário”, que foi de 0,66 R$/kWh

Parcela do consumo a ser gerada (%). 90%. Costuma ser apropriado suprir até 90% do total consumido, visto que sempre é preciso pagar um valor referente à disponibilidade da rede, mesmo que não haja consumo dela.

Como resultado desta simulação temos o seguinte:

• Potência. 1,33 kW

• Quantidade de placas fotovoltaicas. 5 (placas de 1,6 m2 e 265W cada)

Área descoberta necessária. 8 m2

• Economia na fatura no primeiro ano. R$ 1.140,78

• Investimento aproximado. R$ 9.950,75

• Emissões de carbono evitadas. 1.075 kg CO2/ano (da eletricidade gerada por fontes fósseis, como gás e carvão). Durante a vida útil de 25 anos, equivale ao absorvido por 154 árvores

Fonte – Brunno Brugnolo, Metro de 25 de junho de 2018

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