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Fé e coragem para receber 2019

Estivemos juntos aqui na CBN durante 220 dias.

A CBN Maringá e o ‘Assunto é Política’ marcaram o meu 2018. Sou grato à direção, pelo convite, à Elci, Gilson e Luciana pelo apoio, paciência e ensinamentos.

De forma especial a você, minha ouvinte, meu ouvinte, razão primeira e única do nosso trabalho. Muito obrigado pela companhia, pelas mensagens e sugestões. A participação de vocês é essencial. De forma geral, 2018 foi um ano agitado, mas foi generoso em coisas boas. A democracia e a eleição, por exemplo.

Muitas coisas que não aconteceram neste ano que está terminando precisamos cobrar dos poderes públicos. Porém, será que houve coisas que não aconteceram por nossa culpa e responsabilidade?

A cidade poderia estar mais limpa? Nós contribuímos para isso? Mesmo que tenham existido falhas da Prefeitura, e eles existiram, cada um de nós pode contribuir para uma cidade sem plásticos, garrafas, embalagens de chocolate, balas, lanches, papeis e papeizinhos jogados nas calçadas, canteiros, praças.

Pagamos nossos impostos? Podemos lutar e defender um município, um estado e um país com menos impostos a pagar, mas o que está estabelecido, é regra, precisamos fazer a nossa parte.

Esta é a tal de cidadania. A parte dos nossos deveres em contrapartida aos nossos direitos.

Na mesma caminhada vamos encontrar a solidariedade. Em Maringá, e gosto de falar sobre responsabilidade social e generosidade, milhares se dedicaram voluntariamente, a maioria de forma anônima, ajudando entidades, instituições, famílias e pessoas.

Estamos entre estes milhares?

Às vezes, quando reclamamos, esquecemos de ver se cumprimos a nossa parte. Se estamos em dia com a nossa família, nossos amigos, nossa comunidade, nossa cidade. Creio que tudo pode ser melhor no Ano Novo se nós contribuirmos, mesmo que seja só um pouquinho, para este tempo melhor.

E 2019? Será o ano do novo Terminal Urbano car pronto? O que vai mudar nos governos Ratinho Junior e Jair Bolsonaro? O que vai acontecer?

Em uma conversa com Janaína Pachoal, Jair Bolsonaro disse que “o importante não é o que vamos fazer, mas o que vamos desfazer”.

O Brasil tem uma década e meia de lixo a ser removido. Tem gente que defende que o país se prejudica mais com o que faz do que com as coisas que não faz. A lista de demências é enorme, tudo em nome de “projetos estruturantes” e “políticas públicas” que só tem servido para transferir dinheiro publico para a iniciativa privada, leia-se “para os amigos do poder”.

Mas a redução do estado não será tarefa fácil. Cada privilégio deletado custará lamúrias e esperneio.

As Câmaras Municipais do Brasil, que concentram 82% dos políticos eleitos no país, gastaram, no ano passado, R$ 14 bilhões e 665 milhões, ou seja, quase R$ 15 bilhões. Detalhe: este valor corresponde aos dados de apenas 4.759 municípios dos 5.570 existentes.

No país existem 800 Câmaras Municipais que gastam 80% ou mais do que as receitas próprias dos seus municípios. Isto porque o dinheiro que podem receber e gastar inclui partes das receitas próprias e das transferências constitucionais que os municípios recebem da União e dos Estados.

Se o cálculo constitucional exigisse que os orçamentos das Câmaras Municipais fossem feitos apenas sobre as arrecadações municipais haveria uma economia anual de R$ 10 bilhões.

Que em 2019 e nos anos seguintes o desmanche do gigantesco estado brasileiro seja iniciado e prossiga, mantendo com os brasileiros uma parte bem maior da renda que produzimos com o nosso trabalho. Isto será desenvolvimento certo, com justiça scal e redistribuição real de renda.

Amigos da CBN, caros ouvintes, muito obrigado por 2018, feliz 2019!

Diniz Neto, O assunto é política

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