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Greenwashing

Greenwashing

“Greenwashing” palavra de origem inglesa. “Green” é verde, a cor do movimento ambientalista, e “washing” é lavagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo.

Em português, “lavagem verde” é um neologismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações-públicas.

Tal prática tem como objetivo criar uma imagem positiva, diante opinião pública, acerca do grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas, bem como de suas atividades e seus produtos, ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados.

O “greenwashing” é uma ação que empresas realizam para “maquiar” os seus produtos ou serviços e tentar passar a idéia de que os mesmos são ecoeficientes, ambientalmente corretos e provêm de processos sustentáveis.

Assim, termos como “eco”, “ecológico”, “menos poluente” e “sustentável” começam a aparecer nas embalagens e rótulos de diversos produtos, na tentativa de indicar que as empresas são ambientalmente corretas.

Essa demanda muitas vezes gera procedimentos incorretos, em que se incluem informações falsas, irrelevantes e confusas, que fazem com que o consumidor tenha ceticismo para com os produtos “verdes” e se mostre confuso quando da escolha ou avaliação de produtos de empresas realmente “verdes” e outras que primam pelas ações do “greenwashing”.

Então além de não ter nenhuma contribuição para o meio ambiente, ainda geram desconfianças que afastam os consumidores dos produtos ambientalmente corretos.

O termo “greenwash” surge em 1989, em um artigo da revista “New Scientist”, sendo logo substantivado como “greenwashing” em 1991, por analogia com “brainwashing”. O termo se difunde amplamente nos anos 2006 e 2007, paralelamente à difusão do próprio fenômeno.

São exemplos clássicos destas dissimulações maliciosas os procedimentos descritos a seguir.

  • Equipamento eletrônico eficiente energeticamente, mas que contenha materiais prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
  • Produtos verdes, como lâmpadas eficientes feitas em uma fábrica que polui rios, e outras dimensões.
  • Usos injustificado de cenários naturais para vender produtos ambientalmente inadequados como veículos poluidores do ar trafegando em florestas preservadas.
  • Uso de expressões vagas, como “ecologicamente amigável” ou “eco-friendly”.
  • Shampoos, sabões ou detergente que afirma ter certificação ambiental, mas que não se pode confirmar a veracidade.
  • Produtos que se anunciam como 100% naturais, como garantia de segurança, embora muitas substâncias que ocorrem na natureza sejam prejudiciais ou tóxicas, como arsênio e formaldeído.
  • Ênfase sobre um insignificante atributo que é “verde”, quando todos os demais atributos não o são, como informar que o produto é livre de cloro flúor carbono (CFC), substância proibida há vinte anos.
  • Uso de certificados ambientais que parecem ser emitidos por uma entidade reconhecida, mas que, de fato, não o são.
  • Uso de jargão “científico” e de informações que a maioria das pessoas não é capaz de entender.
  • Produtos muito deletérios, apresentados com formatações diferenciadas como cigarros orgânicos ou agrotóxicos químicos “ambientalmente amigáveis”, que obviamente não existem.

Referência

https://pt.wikipedia.org/wiki/Greenwashing

Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Fonte – EcoDebate de 04 de setembro de 2018

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