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Mata Ciliar

Mata Ciliar

Em agosto de 2004, após 5 anos de existência da FUNVERDE desenvolvendo diversos projetos, decidimos que era hora de colocar o PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE em ação.

Era um sonho antigo nosso, que para sair do sonho e se transformar em realidade, precisou de muito trabalho para que conseguíssemos plantar a primeira árvore.

Fomos ao ministério publico municipal e o promotor de meio ambiente, Dr. Manoel Ilecir Heckert, nos apresentou seus planos de revegetação das margens dos rios de Maringá.

Já há alguns anos, o promotor realizava reuniões com os proprietários de lotes às margens dos córregos da cidade para que assinassem o termo de ajustamento de conduta e revegetassem a mata ciliar de seus terrenos e sempre estávamos presentes nessas reuniões.

Nessas reuniões, nós nos deparamos com muitos casos e entre eles, havia pessoas que estavam morando em locais próximos aos fundos de vale, mas que não tinham condição financeira de plantar as árvores que eram necessárias. O Dr. Ilecir solicitou que lançássemos o projeto replantando o fundo de vale do Córrego Mandacaru e poderíamos iniciar o projeto em áreas de pessoas carentes e em áreas da prefeitura.

Ele já havia notificado a prefeitura para reconstituir os fundos de vale que são de propriedade do município – mais de 1.000 lotes – mas não havia conseguido que se cumprisse sua determinação até aquele momento.

A primeira revegetação que fizemos, foi na escola Maria Gorette, que se encontra às margens do Córrego Mandacaru e estava desprovida de mata ciliar.

O Dr. Ilecir, para nos ajudar, enviou pessoas que haviam cometido crime ambiental e que foram condenados – pena alternativa – a prestar serviços à comunidade por um determinado período. iniciamos com duas pessoas neste local em agosto de 2004, quando ainda plantávamos 10 mudas no período das 14 às 16 horas dos sábados.

Escolhemos o sábado à tarde, por não atrapalhar nossos compromissos e de nossos colaboradores e o período de duas horas para não cansar ninguém, pois esse nunca foi o objetivo do projeto. Sempre dissemos que naquele momento de plantio estamos em contato direto com a natureza e tem que ser um momento de diversão e contemplação do planeta.

Desde 2004 até hoje, já plantamos quase cinquenta mil árvores e vocês poderão ver nossa historia contada pelas fotos que sempre tiramos durante o plantio nos sábados à tarde.

Este projeto deu visibilidade a outros projetos e foi o berço do projeto de substituição da sacola plástica convencional pela sacola plástica biodegradavel, que se degrada centenas de anos antes do que o plástico convencional.

O projeto sacolas biodegradáveis e sacolas retornáveis teve início em 2005, pois temos o habito de fazer limpeza nos rios que revegetamos. Durante esta limpeza, fizemos uma espécie de radiografia da vizinhança dos córregos em que estávamos trabalhando e pudemos e ver o cuidado ou falta de cuidado com que os moradores tratavam os córregos.

Por falar em pessoas ao redor dos locais onde plantamos, temos um histórico fantástico de atitudes, são mais de 100 sábados de plantio. Sempre tivemos uma ajuda fabulosa dos vizinhos assim como tivemos também ameaças de acabarem com tudo que plantamos.

Algumas vezes, tudo que plantamos foi queimado – veja em fevereiro de 2006 – onde perdemos milhares de árvores em uma só queimada. Temos a sorte do fogo se extinguir muito rapidamente e assim as árvores sofrem pouco, voltando a crescer novamente, mas perde anos de crescimento anterior, iniciando tudo de novo.

Sempre plantamos árvores com 1,5 metros ou mais, para que o mato não as sufoque. Já fizemos estudos que mostram que, durante o verão, o capim colonião que é muito comum na região, cresce mais de 1 metro por mês, inviabilizando o plantio de árvores menores. Existe perda de árvores, mas são poucas, não chegando a 5% do total plantado no primeiro ano.

Em 2005 assinamos um convênio com a prefeitura municipal de Maringá, em que a prefeitura se comprometeu a realizar a roçada inicial e a fazer os buracos para o plantio.

Quanto à manutenção, em 2006 firmamos uma parceria com a VIAPAR – concessionária de rodovias da região – que faz a roçada em áreas que plantadas até que a copa das árvores se feche e o local não necessite mais de manutenção. Existem locais que não podem ser roçados, pois o fogo não demoraria a aparecer – vizinhos piromaníacos. Tudo isso fomos aprendendo neste período de desenvolvimento do projeto. O projeto é continuado, por isso, não há prazo para terminar.

Enquanto vemos no dia da árvore, na semana do meio ambiente e em outras datas relacionadas ao meio ambiente um monte de políticos, escolas e clubes de serviço fazerem um plantio de um dia, de mudas ridiculamente pequenas, que irão ter uma perda de mais de 95%, fazemos nosso trabalho de formiguinhas, mas continuadamente e só encerraremos o projeto quando não houver mais uma margem de rio sem árvores.

Agradecemos ao Dr. Manoel Ilecir Heckert, nosso promotor de meio ambiente, que sempre nos apoiou e ainda apóia, nos dando condições de desenvolver o projeto Mata Ciliar FUNVERDE.

Agradecemos à prefeitura de Maringá, que nos ajuda com os buracos para que não tenhamos calos nas nossas mãos.

Agradecemos à VIAPAR por toda a colaboração que sempre nos dá, nesta nossa parceria de já há muitos anos.

Desejamos agradecer a todos que nos doam as árvores que são plantadas desde 2004, aos estagiários do Colégio JK, aos nossos voluntários e a todos que de alguma maneira nos ajudam no plantio. Todos eles que estão sempre conosco aos sábados, dando sua colaboração para que exista um mundo melhor amanhã.

Agora você pode ver quase todas as datas do plantio. Por que quase? Porque em algumas ocasiões simplesmente não conseguimos tirar fotos, de 2004 a 2005 porque não tínhamos câmera digital, então só temos fotos físicas deste período que algum dia iremos digitalizar, afinal isso é história. Em outras ocasiões acabou a bateria da câmera, esquecemos de levar a câmera ou ainda a câmera simplesmente pifou.

Divirta-se e pense em iniciar um projeto semelhante onde você mora, afinal, são as pequenas ações que juntas fazem a diferença.

Vemos anualmente a mídia noticiar que o governo irá plantar um milhão ou mais de mudas no dia do rio ou em outra época comemorativa.

Infelizmente a política suplanta os interesses da sociedade fazendo com que isso não se constitua em um projeto continuado para mudar a realidade em nosso estado que é ter seus rios privados de sua cobertura florestal em suas margens.

Fazendeiros plantando ou criando o gado até a margem do rio.

Sempre que se cria um projeto governamental, os objetivos são maiores do que os recursos e o tempo de duração do projeto não é suficiente para que os objetivo sejam cumpridos.

Nós da FUNVERDE não definimos tempo para finalizarmos este projeto, pois sabemos que a quantidade de árvores que serão destinadas a este projeto é muito grande. Como exemplo, podemos citar o primeiro córrego que finalizamos em Maringá, Neste córrego, já plantamos mais de 20 mil mudas de um metro e meio cada.

Nosso projeto se desenvolve somente nos sábados durante duas horas pelos nossos voluntários. Levamos seis meses para fazer os dois quilômetros de extensão deste córrego. O objetivo está sendo cumprido lentamente. Caso houvesse interesse governamental, o tempo que levaríamos para plantar mesma extensão seria de aproximadamente uma semana.

Este projeto visa também a formação de corredores biológicos entre as diferentes ilhas de remanescentes florestais que existem hoje. Isso ocorre muito na área agrícola onde as matas são geralmente pequenas e isoladas e não suportam alimentar um animal de médio porte.

Visa também proteger as nascentes e os cursos dos córregos e rios, melhorando a qualidade da água e conseqüentemente a qualidade de vida da população.

Um outro grande problema com que nos deparamos durante a execução do projeto, foi o lixo que se acumula nas curvas dos riachos e rios. Está aumentando visivelmente com o passar do tempo. Por isso, durante o período de revegetação de um local, estamos simultaneamente fazendo a limpeza dos córregos.

Mas o maior de todos nossos problemas neste projeto, é o fogo que destrói nosso trabalho, somente porque alguém gosta de ver pegando fogo o local. A população precisa nos ajudar nisso, quando notar alguém que esteja colocando fogo em local perto da mata ciliar, avisar a policia e ao corpo de bombeiros para que nosso trabalho não seja perdido e contribua para melhoria do ambiente.

Para podermos nos certificar de que as mudas plantadas irão crescer e também para termos resultados mais rápidos, utilizamos mudas de no mínimo 1,5 m de altura.

Somente utilizamos mudas de espécies florestais nativas da região, ou seja, espécies da floresta estacional semidecidual.

Abaixo, selecionamos algumas fotos que tiramos em alguns dos quatro rios que já revegetamos.

Nosso maior inimigo, o fogo!

Nossas árvores em fogo é um crime contra o planeta!

Outro inimigo da mata ciliar é o lixo e o esgoto sendo jogado diretamente no rio. Veja a gordura abaixo.

O lixo jogado nas ruas da cidade entra pelo bueiro e acaba nos fundos de vale como visto abaixo.

Caso a mata ciliar não seja plantada, veja o que ocorre!!!

Abaixo, nossa equipe em um sábado, trabalhando.

A última verificação, depois do plantio.

Quando plantamos fora da área da mata ciliar, as mudas precisam ser grandes, para evitar vandalismo.

Local onde foi revegetado, com placa de nossa parceira, a Viapar.

Neste caso abaixo, o pai trouxe a filha para ajudar a plantar árvores, conscientização, educação, sempre juntos.

Tem coisa que não tem preço e muito menos, idade.

Limpeza do rio, sempre muito plástico, pet, lixo, lixo, lixo.

Depois da limpeza, a foto da turma do segundo semestre de 2006.

Descarregando as árvores para plantio.

Nossas mudas são de pelo menos 1,5 metros de altura para evitar a concorrência com o mato.

Veja lugares lindos em nossa cidade, escondidos e desconhecidos da população.

Estas fotos são dos fundos de vale de Maringá, mas poderiam ser de sua cidade.

Existem milhares de fotos. Caso deseje vê-las, visite a página da Funverde no flickr. Lá se encontram fotos de todas as atividades da Funverde.

Para conhecer mais sobre o projeto, clique aqui.

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