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Micro e nanoplásticos no corpo humano: estudo revela que partículas podem persistir nas células

Os plásticos estão em toda parte: na água que bebemos, no ar que respiramos e até nos alimentos que consumimos.

Mas o que antes parecia apenas um problema ambiental, agora ganha um alerta ainda mais preocupante: os micro e nanoplásticos também estão se acumulando dentro do corpo humano e podem permanecer ali por muito tempo.

Um estudo recente, publicado por cientistas europeus, mostrou que essas partículas microscópicas não apenas entram em nossas células, mas também são transmitidas durante a divisão celular.

Isso significa que, uma vez dentro do organismo, elas podem se perpetuar de célula em célula, aumentando o risco de efeitos ainda pouco compreendidos para a saúde.

O que a pesquisa descobriu

  1. Os pesquisadores observaram que nanoplásticos podem ser absorvidos por células do trato gastrointestinal.
  2. Uma vez dentro das células, as partículas ficam armazenadas em estruturas chamadas lisossomos, sem serem degradadas.
  3. Durante a divisão celular, os plásticos são repassados para as células “filhas”, o que sugere uma permanência de longo prazo no organismo.
  4. Há indícios de que esse acúmulo pode favorecer a migração de células cancerosas, abrindo caminho para metástases — embora isso ainda exija mais estudo

Por que isso preocupa

A poluição por plásticos já é conhecida pelos impactos em rios, mares e na fauna.

Agora, cresce a evidência de que também estamos expostos internamente, com riscos que a ciência ainda está começando a entender.

O problema não é apenas ambiental, mas também de saúde pública:

  • Partículas microscópicas podem inflamar tecidos e sobrecarregar o sistema imunológico.
  • Podem carregar aditivos químicos presentes nos plásticos, com potenciais efeitos tóxicos.
  • Como persistem no corpo, seus impactos podem ser cumulativos e de longo prazo.

O que podemos fazer

Apesar de os estudos estarem em andamento, já sabemos que reduzir o uso de plásticos descartáveis é um passo essencial. Algumas iniciativas incluem:

  • Evitar produtos de uso único, como copos, talheres e sacolas plásticas.
  • Apoiar tecnologias seguras, como plásticos que se biodegradam sem gerar microplásticos persistentes.
  • Cuidar da água consumida, com filtros que ajudam a reter partículas.
  • Valorizar certificações ambientais que garantem menor impacto dos materiais.

Caminhos para o futuro

A FUNVERDE acredita que ciência e inovação devem caminhar juntas para enfrentar a crise dos plásticos.

A recertificação recente da tecnologia d2w™ pela Associação dos Plásticos Biodegradáveis (BPA), por exemplo, já garante que esse material não deixa microplásticos no ambiente — um avanço concreto para reduzir esse tipo de poluição.

Precisamos de políticas públicas mais fortes, empresas comprometidas e consumidores conscientes. O futuro do planeta — e da nossa própria saúde — depende disso.

funverde

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