Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Micro e nanoplásticos no corpo humano: estudo revela que partículas podem persistir nas células
Os plásticos estão em toda parte: na água que bebemos, no ar que respiramos e até nos alimentos que consumimos.
Mas o que antes parecia apenas um problema ambiental, agora ganha um alerta ainda mais preocupante: os micro e nanoplásticos também estão se acumulando dentro do corpo humano e podem permanecer ali por muito tempo.
Um estudo recente, publicado por cientistas europeus, mostrou que essas partículas microscópicas não apenas entram em nossas células, mas também são transmitidas durante a divisão celular.
Isso significa que, uma vez dentro do organismo, elas podem se perpetuar de célula em célula, aumentando o risco de efeitos ainda pouco compreendidos para a saúde.
O que a pesquisa descobriu
- Os pesquisadores observaram que nanoplásticos podem ser absorvidos por células do trato gastrointestinal.
- Uma vez dentro das células, as partículas ficam armazenadas em estruturas chamadas lisossomos, sem serem degradadas.
- Durante a divisão celular, os plásticos são repassados para as células “filhas”, o que sugere uma permanência de longo prazo no organismo.
- Há indícios de que esse acúmulo pode favorecer a migração de células cancerosas, abrindo caminho para metástases — embora isso ainda exija mais estudo
Por que isso preocupa
A poluição por plásticos já é conhecida pelos impactos em rios, mares e na fauna.
Agora, cresce a evidência de que também estamos expostos internamente, com riscos que a ciência ainda está começando a entender.
O problema não é apenas ambiental, mas também de saúde pública:
- Partículas microscópicas podem inflamar tecidos e sobrecarregar o sistema imunológico.
- Podem carregar aditivos químicos presentes nos plásticos, com potenciais efeitos tóxicos.
- Como persistem no corpo, seus impactos podem ser cumulativos e de longo prazo.
O que podemos fazer
Apesar de os estudos estarem em andamento, já sabemos que reduzir o uso de plásticos descartáveis é um passo essencial. Algumas iniciativas incluem:
- Evitar produtos de uso único, como copos, talheres e sacolas plásticas.
- Apoiar tecnologias seguras, como plásticos que se biodegradam sem gerar microplásticos persistentes.
- Cuidar da água consumida, com filtros que ajudam a reter partículas.
- Valorizar certificações ambientais que garantem menor impacto dos materiais.
Caminhos para o futuro
A FUNVERDE acredita que ciência e inovação devem caminhar juntas para enfrentar a crise dos plásticos.
A recertificação recente da tecnologia d2w™ pela Associação dos Plásticos Biodegradáveis (BPA), por exemplo, já garante que esse material não deixa microplásticos no ambiente — um avanço concreto para reduzir esse tipo de poluição.
Precisamos de políticas públicas mais fortes, empresas comprometidas e consumidores conscientes. O futuro do planeta — e da nossa própria saúde — depende disso.
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