Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

O ecstasy pode se tornar novo poluente emergente na baía de Santos
Por FUNVERDE – Com informação da Agência FAPESP – 12 de setembro de 2025 – Cientistas fizeram ensaios em laboratório com ostras-do-mangue (Crassostrea gasar) para avaliar os efeitos toxicológicos de compostos da droga sintética derivada da anfetamina (foto: Andressa Ortega/Campus Experimental do Litoral Paulista, Instituto de Biociências-Unesp).
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão investigando um problema ambiental preocupante: os impactos do ecstasy (MDMA) em animais marinhos.
A droga sintética, conhecida popularmente como “bala” ou “bala do amor”, pode se tornar um poluente emergente no litoral brasileiro, trazendo riscos ainda maiores do que os já causados pela cocaína.
Os poluentes emergentes são substâncias que não estão incluídas nas legislações de monitoramento ambiental, mas que já oferecem riscos para a natureza e para a saúde humana.
Entre eles estão medicamentos, cafeína e drogas ilícitas que acabam chegando à água por meio do esgoto, já que as estações de tratamento não conseguem eliminá-las completamente.
Nos estudos de laboratório, as ostras-do-mangue (Crassostrea gasar), espécie nativa do Brasil e considerada “organismo sentinela” por sua capacidade de bioacumulação, apresentaram efeitos letais e subletais quando expostas ao MDMA.
Segundo os cientistas, o ecstasy pode ser ainda mais tóxico para a vida marinha do que a cocaína.
“Apesar de a concentração no mar teoricamente ser menor, sua toxicidade pode ser maior. Portanto, os efeitos nos animais marinhos são mais graves”, explicou o professor Camilo Dias Seabra, coordenador do projeto.
Nos últimos anos, pesquisas já haviam identificado cocaína, ibuprofeno, diclofenaco, cafeína e outros contaminantes nas águas, sedimentos e organismos da baía de Santos.
Em 2024, até tubarões capturados no litoral do Rio de Janeiro apresentaram resíduos de cocaína em seus organismos.
Essas descobertas reforçam a necessidade urgente de monitorar e ampliar o debate sobre poluentes emergentes, que já representam uma ameaça real aos ecossistemas costeiros brasileiros.
O estudo é um alerta para todos nós.
Este estudo da Unifesp mostra como os hábitos de consumo humano – legais ou ilegais – deixam marcas profundas no meio ambiente.
O que descartamos (ou excretamos) pode chegar até os rios e mares, impactando a biodiversidade de forma silenciosa e perigosa.
A FUNVERDE sempre apoiou e divulga pesquisas como esta porque acredita que conhecimento e conscientização são fundamentais para a preservação da vida no planeta.
Leia a matéria da FAPESP aqui.
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