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Resiliência genética à seca do Ipês é revelada em pesquisa com participação de professora da UFG

Por Funverde – 25 de junho de 2026 – Ipês florescendo: símbolo de beleza e resiliência da flora brasileira. Ipê amarelo em floração Imagem: Sandra Martins/Unsplash.

Os ipês, símbolos vivos da flora brasileira, continuam encantando com suas flores vibrantes e demonstrando uma impressionante capacidade de adaptação às condições adversas.

Um estudo conduzido em parceria com o professor Evandro Novaes, do Instituto de Ciências Naturais da Universidade Federal de Lavras (UFLA), investigou como diferentes espécies de ipês respondem ao estresse hídrico (falta de água), trazendo insights valiosos sobre sua resiliência diante das mudanças climáticas.

A professora Rosane Collevatti, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), participou ativamente dessa pesquisa.

O trabalho, iniciado em 2013 na UFG e continuado na UFLA, foi publicado na revista científica BMC Plant Biology.

Utilizando análise de expressão gênica (RNA-Seq), os pesquisadores compararam espécies típicas de cerrado e de mata.

Principais descobertas da pesquisa

Foram avaliadas mudas de quatro espécies:

  • Ipês de cerrado: Tabebuia aurea (ipê-amarelo-do-cerrado) e Handroanthus ochraceus.
  • Ipês de mata: Handroanthus serratifolius (ipê-amarelo) e Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo).

As plantas foram submetidas a condições controladas de irrigação normal e estresse hídrico (solo com cerca de 40% da umidade).

Os resultados mostraram que as espécies de cerrado são menos responsivas ao estresse — alteram menos a expressão de seus genes.

Isso se deve às adaptações morfológicas naturais, como maior desenvolvimento radicular, que facilitam a absorção de água em ambientes mais secos e suscetíveis ao fogo.

“Em resumo, nós estudamos a expressão dos genes de ipês de floresta e de cerrado quando desafiados pelo estresse hídrico, e observamos que os ipês de cerrado são muito menos responsivos”. — Professor Evandro Novaes

Relevância para a conservação e o clima

Com o aumento de eventos extremos como secas prolongadas, compreender esses mecanismos genéticos é essencial.

Os ipês não só embelezam o paisagismo urbano e natural, mas também desempenham papel fundamental na biodiversidade, polinização e fixação de carbono.

Para a Funverde, que promove o plantio de espécies nativas em Maringá (PR) e região, essa pesquisa reforça a importância de priorizar árvores adaptadas ao clima local na restauração ambiental.

Espécies nativas como os ipês contribuem para a recuperação de solos, proteção de nascentes e aumento da resiliência dos ecossistemas frente às mudanças climáticas.

O que podemos fazer?

  • Plantar ipês e outras espécies nativas em ações de reflorestamento;
  • Apoiar pesquisas científicas que geram conhecimento para a conservação;
  • Educar a comunidade sobre a importância da manutenção de áreas verdes.

Fontes: Portal UFLA, Exame, IstoÉ Dinheiro e publicações científicas (BMC Plant Biology).

funverde

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