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Vida marinha está à beira da extinção em massa, afirma estudo

Timeline (log scale) of marine and terrestrial defaunation. The marine defaunation experience is much less advanced, even though humans have been harvesting ocean wildlife for thousands of years. The recent industrialization of this harvest, however, initiated an era of intense marine wildlife declines. If left unmanaged, we predict that marine habitat alteration, along with climate change (colored bar: IPCC warming), will exacerbate marine defaunation.

Segundo pesquisadores, a intervenção do homem causou danos graves aos oceanos do planeta

Um grupo de cientistas concluiu que os humanos estão prestes a causar um dano sem precedentes aos oceanos e os animais que vivem neles.

“Podemos estar sentados à beira do precipício de uma grande extinção”, afirmou Douglas McCauley, ecologista da Universidade da Califórnia e autor do estudo, publicado na revista Science nesta quinta-feira (15).

Segundo McCauley, ainda há tempo para evitar uma catástrofe maior. Isso porque, comparados com os continentes, os oceanos estão quase intactos.

“Os impactos estão aumentando, mas não estão tão graves a ponto de não podermos reverte-los”, afirmou Martin Pinsky, biólogo marinho da universidade Rutgers e coautor do estudo.

A pesquisa de McCauley e Pinsky é sem precedentes, pois cruzou dados de diversas fontes, desde relatórios sobre a exploração de combustíveis fosseis até estatísticas sobre remessas de containers, pesca e mineração oceânica.

Os cientistas detectaram sinais claros que os seres humanos afetaram os oceanos e a vida marinha de forma grave.

Enquanto algumas espécies sofrem com a superpopulação, outras estão ameaçadas de extinção, devido a destruição seus habitats naturais, geralmente causada pela intervenção humana.

A população de recifes de corais, por exemplo, diminuiu 40% no século passado, principalmente pelas consequências do aquecimento global.

Algumas espécies de peixes estão migrando para águas mais frias. Outras espécies, com a locomoção reduzida, não irão conseguir encontrar novos lares.

Ao mesmo tempo, as emissões de gases do efeito estufa estão alterando a química da água do mar, tornando-a mais ácida.

Ainda assim, a pesquisa afirma que há tempo para reduzir os estragos, com a implantação de programas que limitem a exploração dos oceanos.

Os autores alegam que a limitação da industrialização dos oceanos em algumas regiões permitiria que espécies ameaçadas migrassem para outras partes ainda preservadas.

“Acredito que nosso melhor parceiro para salvar o oceano é ele próprio”, afirma McCauley.

Fonte – Gabriel Garcia, Planeta Sustentável de 16 de janeiro de 2015

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