Problemas com a página e com o email

Estamos trocando de servidor desde o início do mês e por isso as coisas estão meio estranhas na página. Perdemos algumas postagens, a página sai do ar quando dá vontade, passamos o final de semana sem página e sem email… Enfim, é só felicidade. Mas tenham calma que até o final desta semana a página e os emails devem se normalizar. Tomara.

Miami, Miami Beach na Flórida e Carmel na Califórnia e plásticos biodegradáveis d2w

Você sabia? Miami / Miami Beach (Flórida) e Carmel (Califórnia) são localidades pet friendly.

Os animais domésticos são bem-vindos e a administração pública coloca à disposição saquinhos plásticos biodegradáveis d2w® para coleta de fezes de cães e gatos e assim manter as cidades limpas.

Plásticos d2w® foram escolhidos depois de rigorosa seleção, onde as certificações e laudos que provam a degradação e biodegradação do d2w® foram analisadas e aprovadas pelas autoridades locais.

Curiosidade: O ator Clint Eastwood já foi prefeito de Carmel.

Fonte – News RES Brasil de 07 de novembro de 2014

Curta nossa página no Facebook. Symphony Environmental Ltda. detentora das tecnolgias d2w®, d2p® e d2t®, é empresa certificada ISO, é uma subsidiária integral da Symphony Environmental Technologies PLC, uma empresa pública britânica criada em 1995 e dedicada a encontrar soluções técnicas para os problemas ambientais do mundo. É um membro da Associação dos Plásticos Oxibiodegradáveis, da Sociedade da Indústria Química (Reino Unido), da British Plastics Federation (BPF), da Organização Européia de Embalagem e Meio Ambiente (Europen) e do Grupo Britânico de Marcas. Symphony participa ativamente dos trabalhos da British Standards Institute (BSI), da American Society for Testing and Materials (ASTM), da organização europeia de normatização (CEN) e da International Standards Organization (ISO). A Symphony tem laboratórios e instalações de testes na Inglaterra, onde constantemente testa, desenvolve e aprimora seus produtos, em colaboração com universidades e especialistas no Reino Unido e no exterior.

A RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias. A RES Brasil é distribuidora exclusiva dos aditivos d2p® em todo o Brasil.

You are green and we are very curious

Você está sem água? As represas e os rios estão secando? Você está preocupado com o futuro sem água?

Já pensou em beber água recuperada dos esgotos? Parece que muitas lojas e marcas de produtos não estão nem aí para esse problema.

Vá numa loja que distribui sacolas “I am green” e pergunte quanta água foi consumida na produção daquele plástico, que não é biodegradável, e que vai parar no lixo. Isso mesmo, água consumida numa coisa que vai parar no lixo = água no lixo! E a marca de papel higiênico e a marca de cosméticos que sente orgulho de divulgar que usam essa coisa?

Já torcemos uma sacola com este plástico e não conseguimos ter de volta uma gota d’água que ela tirou da natureza.

Estranho, várias marcas divulgam que usam o tal do plástico verde “I am green”, mas nenhuma consegue responder nossas perguntas?

Vamos repetir toda semana. Por favor respondam. Vamos publicar as respostas.

Enviem fotos das sacolas “I am green” de lojas que usam a pouca água que resta para fazer plástico para sacolas que viram lixo. Vamos publicar.

Afinal, já que vocês estão usando a embalagem que se diz “I am green” e “we are very curious”, desejamos repetir as perguntas.

Queremos saber as respostas sobre o tal polietileno fabricado a partir do etanol que sua sacola ou saco diz usar.

1 – Segundo informação do próprio fabricante, a produção do PE “verde” é de 200.000 tons por ano. Como podem existir tantos plásticos “verdes – I am green” no mundo com uma produção tão pequena? Queremos saber para entender.

2 – Quanta água – que falta nos reservatórios e nas torneiras no Brasil – é usada na produção da cana e etanol?

3 – Quanto dióxido de carbono a floresta que existia antes e foi derrubada para plantar cana de açúcar, já sequestrava da atmosfera?

4 – Quantas espécies da flora e animais foram extintos quando a floresta foi derrubada para plantar cana de açúcar para fazer o seu plástico?

5 – O que aconteceu com as minas de água que existiam nestes locais?

6 – Onde estão os pés de cana do Rio Grande do Sul, onde é produzido o tal polietileno de etanol? Se lá não tem, de onde vem, qual distância, quantos caminhões são usados, qual as emissões dos caminhões carregados de cana ou Etanol?

7 – Como vocês sabem se é falso ou verdadeiro um produto “I am green”? Qual teste, quanto tempo leva, quanto custa?

8 – Quanto de polietileno originado de Etanol tem em cada saco do tal “green PE”, e quanto de origem fóssil? Qual a vantagem de misturar derivado de petróleo com derivado de Etanol?

9 – Vocês tem análise de ciclo de vida desde a derrubada da floresta para plantação da cana para medir emissões, venenos, consumo de água, poluição por queimadas?

10 – O que vocês acham da crise de produção de açúcar e etanol no Brasil? E dos trabalhadores semi escravos que cortam a cana? E das queimadas da cana?

We are curious…

Imagem – Guido de Kleijn

Página 22 de novembro de 2014

Primeiro livro a narrar história de Maringá será relançado neste mês

Terra Crua foi escrito pelo advogado, empresário, vereador e piloto de avião, José Ferreira Duque Estrada; livro é patrocinado pela VIAPAR

Você acha que a Maringá de hoje é uma cidade violenta? Se a resposta for sim, saiba que nas primeiras décadas do município a hostilidade entre os moradores foi ainda maior. Isso está retratado no primeiro livro sobre a história da cidade, Terra Crua, escrito pelo já falecido advogado, empresário, piloto de avião, vereador e colecionador de documentos e fotografias, José Ferreira Duque Estrada. A obra será relançada neste mês, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Maringá.

O livro relata acontecimentos reais, como a constante falta de energia e a necessidade da utilização de uma lanterna na mão esquerda, uma vez a direita segurava o revolver carregado até a tampa de balas. Este trabalho de resgate histórico está sendo coordenado pelo pesquisador, Miguel Fernando, o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Reginaldo Dias, e pelo cientista político, Sérgio Gini. “Ele também retrata o primeiro embate político de Maringá, na época, travado pelo então prefeito Innocente Villanova Junior e os vereadores, que votaram pela deposição do mesmo. O prefeito se entrincheirou na prefeitura e disse que de lá não saia”, contou Miguel Fernando.

Segundo ele, Terra Crua foi escrito no ano 1957 e não ficou restrito apenas as histórias oficiais da época. “Está tudo lá. Além dos embates políticos, a Maringá boca de sertão da época”, comentou. Um lugar onde muitas pessoas foram assassinadas. Em determinada parte do livro, o relato de pessoas que tiveram os pés amarrados às cabeças e foram jogadas em rios – uma dança macabra e desesperada, segundo o escritor, contada em detalhes por Duque. “Como o livro é muito antigo os exemplares que restam estão muito deteriorados. É uma forma de preservar a história”, completou Miguel Fernando.

A reedição da obra Terra Crua terá 280 páginas, sendo 166 delas reservadas a cópias originais do livro. O restante será composto por fotos antigas de locais citados no texto original, um posfácio escrito por Fernando Duque Estrada, filho de José Ferreira, além de um ensaio produzido por estudiosos da UEM, uma carta direcionada ao então prefeito de Maringá na época e poemas escritos pelo Duque. Ao todo devem ser impressos 3 mil exemplares do livro, o qual será distribuído gratuitamente para bibliotecas e escolas de Maringá e toda a região.

Lembrando que a obra está sendo patrocinada pela concessionária de rodovias VIAPAR, empresa responsável pela administração de estradas nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. “O relançamento do Terra Crua é um dos eventos mais importantes da cultura maringaense em 2014. Estamos contentes e patrocinar esta nova reedição”, finalizou o assessor de comunicação da empresa, Marcelo Bulgarelli.

ESCRITOR – Jorge Ferreira Duque Estrada nasceu, em 1916, na cidade de São Gonçalo (RJ) às margens da Baia de Guanabara – em Niterói (RJ) estudou odontologia e direito. Chegou a Maringá no final da década de 40, onde viveu por 14 anos. Antes de vir para Maringá morou dois anos em São José do Barreiro (SP), onde foi promotor público.

Fonte – Assessoria de imprensa da VIAPAR de 12 de novembro de 2014

Amazônia já está entrando em pane, afirma cientista

Com 20% da floresta desmatada outros 20% degradados, a floresta amazônica já começa a falhar em seu papel de regulação do clima da América do Sul, diz o biogeoquímico Antonio Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A pedido de ONGs ambientalistas coordenadas pela ARA (Articulação Regional Amazônica), Nobre publicou um relatório revisando 200 estudos sobre o cenário de pesquisa na área, e concluiu que a floresta já dá sinais de desgaste em seu papel de bombear umidade do oceano para o interior da América do Sul, entre outros problemas.

O papel de “bomba d’água biótica” que a floresta exerce, demonstrado por trabalhos anteriores do próprio Nobre, pode estar em risco.

A consequência disso, afirma o cientista, é que chuvas dentro do bioma e também num polígono ao sul do continente, a leste dos Andes, podem não chegar com a mesma regularidade.

Para reverter a situação, Nobre diz que a solução é não apenas parar o desmatamento mas também iniciar um amplo processo de reflorestamento, pois a seca que a região Sudeste vive hoje já pode ser resultado da destruição da Amazônia.

Nobre diz ter ficado “assombrado” com a quantidade de evidências recentes que encontrou para esse fenômeno em estudos de revisão publicados em revistas científicas indexadas. Mas preferiu publicar suas conclusões primeiro em um relatório em linguagem voltada ao público em geral.

“Falar disso para os cientistas é meio como pregar o pai-nosso para o vigário”, disse Nobre ontem num evento em São Paulo, onde o trabalho foi lançado. A decisão de publicar um estudo em linguagem acessível também se deu por uma vontade de prestar contas de suas pesquisa à sociedade, diz o cientista.

“É uma decisão arriscada da minha parte, mas o ‘peer review’ [sistema de revisões independentes adotado por revistas científicas técnicas] dificulta muito esse tipo de analise integrativa”, afirmou.

O relatório de Nobre, intitulado “O Futuro Climático da Amazônia”, cita trabalhos mais atualizados do que aqueles apresentados no último relatório do IPCC (painel do clima da ONU), por exemplo, que não previa problemas tão graves na região.

Savanização

O painel foi mais reticente em afirmar, por exemplo, que a Amazônia pode se transformar em uma savana no futuro, impulsionada pelo aquecimento global, conclusão antes tida como mais segura.

“Como nenhum modelo climático atual incorpora os mecanismos e os efeitos previstos pela teoria da bomba biótica de umidade, principalmente nos potenciais efeitos das mudanças na circulação do vento, suas projeções podem ser incertas”, escreve Nobre no relatório.

Para o cientista, outro fator também vinha sendo subestimado em alguns modelos matemáticos que tentam reproduzir a interação entre a floresta e o clima: a degradação florestal, os trechos de vegetação que já perderam boa parte de suas árvores e sua biodiversidade, mas que aparecem como floresta intacta em fotos de satélites.

Isso faz com que 40% da floresta esteja prejudicada em diferentes níveis, porcentagem similar à que alguns estudos previam como o ponto de virada no qual a floresta não mais conseguiria se sustentar sozinha, incapaz de garantir a própria umidade.

“A gente já está chegando nesse ‘tipping point’, e a capacidade de compensação do sistema não está mais aguentando”, diz.

Fonte – Rafael Garcia, Folha de São Paulo de 31 de outubro de 2014

Campinas usará água de esgoto tratada para consumo

Em meio à maior crise hídrica da história do Estado de São Paulo, Campinas será a primeira grande cidade do país a usar água tratada de esgoto para consumo humano. A medida foi anunciada na quinta-feira (30/10) pela prefeitura e pela Sanasa, empresa responsável pelo fornecimento de água para a cidade de 1,1 milhão de habitantes, e deve atingir 7% da população.

A água produzida atualmente a partir de esgoto tratado é de qualidade, mas não é potável. O produto é usado apenas em jardins e para lavar praças da cidade. No entanto, a construção de um sistema adutor estimado em 12 milhões de reais, em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos, que já consome água de reúso para limpeza e outros serviços, vai permitir o consumo humano. A obra será concluída em um ano e meio.

O novo sistema adutor, com 19 quilômetros de extensão, levará a água da Estação Produtora de Água de Reúso (EPAR) para a área de captação do Rio Capivari. Esse volume poderá elevar em até 290 litros por segundo a vazão do rio e incrementar em até 600 litros por segundo a capacidade de fornecimento do Rio Atibaia. Os dois rios integram a Bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e são abastecidos pelo Sistema Cantareira, que no interior atende 5,5 milhões de pessoas.

“Esta medida traz dois ganhos: eliminação de odor e aumento da oferta de água na captação do Rio Atibaia, por meio da recarga do manancial com água de altíssima qualidade, com 99% de pureza, resultante da operação da EPAR”, disse o prefeito Jonas Donizette (PSB).

A água de reúso será adicionada ao volume do rio e passará por um novo tratamento, o que permitirá o fornecimento à população. “Os técnicos disseram que a água de reúso, que sai da estação de tratamento de esgoto, é mais limpa que a água do Rio Capivari”, assegurou o secretário de Comunicação de Campinas, Luiz Guilherme Fabrini.

Mais medidas – A Sanasa informou que troca 123 quilômetros de rede por ano, mas pretende chegar a 140 quilômetros. De acordo com a empresa municipal, a cidade é que tem o menor índice de perdas no país – 19,2%.

Entre outras ações anunciadas, está a criação de um programa de pagamento por serviços ambientais que prevê incentivos fiscais para pequenos proprietários, como a manutenção de mata ciliar. Além disso, a prefeitura vai tornar mais rigorosa a lei contra o desperdício de água.

Fonte – Veja Online de 03 de novembro de 2014

Imagem – Daniel.Wilhelm

Então… lembram daquela frase “se poupar não irá faltar”? Ninguém poupou.

O bosque sensorial e seus frutos

Jabuticaba a R$ 23,27 o quilo. Aproximadamente 20 jabuticabas a R$ 4,56.

Carambola a R$ 11,05 o quilo. 5 carambolas a R$ 4,29.

Acerola a R$ 16,17 o quilo. Um punhadinho de carambolas a R$ 7,76.

Nêspera a R$ 20,67 o quilo. Umas 10 nêsperas a R$ 9,30.

 

E a finalmente, a grande oferta do dia: jaca a R$ 4,12.

Ninguém está dizendo que frutas tem que ser distribuídas gratuitamente pelo comércio. Ninguém trabalha de graça. Quem trabalha tem que ganhar com o fruto – neste caso, as frutas – do seu trabalho.

O que nos causa estranheza é a dependência com o comércio que as pessoas tem para comer frutas. Primeiro, se perguntar para qualquer criança de 10 anos o nome dessas frutas, a esmagadora maioria não saberá o nome de sequer uma delas. Depois, essas frutas acabam apodrecendo nas gôndolas porque ninguém conhece e portanto ninguém compra.

O normal é comer o que? No sul, laranja e banana no dia a dia e mais raramente maçã e mamão. As outras vendem muito menos e nem se encontra normalmente nos supermercados, só em frutarias epecializadas em frutas não convencionais.

Ao analisarmos o consumo de frutas da população, tivemos a ideia do Projeto Bosque Sensorial em 2007, projeto que só iniciou em 2009. Serão bosques nos bairros ou no centro das cidades para as pessoas voltarem a ocupar as praças, fazerem piqueniques com suas famílias e ao mesmo tempo educar as crianças a respeitar a natureza e comer frutas que não comeriam normalmente.

Queríamos com o projeto também incentivar também as pessoas a plantarem frutas em seus quintais, em vasos, para aproximar a população urbana de um modo de vida mais saudável e natural, criando respeito e incentivando a conservação da natureza, da qual todo humano depende mas que se afastou tanto do meio natural que acha que sua vida independe do ambiente, que pode viver no meio artificial, esquecendo que o humano é um ser biológico, orgânico, e que depende da exclusivamente da natureza.

Então, se vocês estiverem em Maringá – por enquanto o projeto está sendo desenvolvido na cidade – você pode comer da época frutas gratuitamente quando for fazer sua caminhada no bosque sensorial. Estas e muitas outras espécies.

Lançamento mundial das Sacolas Reusáveis BAG4LIFE Anti Micróbios d2p – Sanafor

“Sacola reusável” não significa “sacola sem micróbios”.

Sua sacola plástica reusável deve levar somente o que você comprou. Não dê carona para infecções.

O risco de contaminação é coisa do passado com o lançamento mundial das sacolas reusáveis, recicláveis e anti micróbios fabricadas com a tecnologia d2p SANAFOR.

Mais informações fale com a RES Brasil pelo telefone (19) 3871 5185.

Fonte – News RES Brasil de 28 de outubro de 2014

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A RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias. A RES Brasil é distribuidora exclusiva dos aditivos d2p® em todo o Brasil.

Teremos de usar água de esgoto

O governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem tentado tranquilizar a população da capital de que ela não ficará sem água. Ainda assim, o sentimento na cidade é de apreensão e é grande a torcida para que chuvas torrenciais venham.

Mas, a despeito da estiagem ser apontada como a principal razão do decréscimo constante do volume do Sistema Cantareira — que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana —, os níveis de consumo também explicam o grave cenário. A demanda da cidade por água já ultrapassa 4% a quantidade disponível nos reservatórios.

De acordo com a ONG The Nature Conservancy, em menos de dez anos essa diferença poderá chegar a 16%. A crise hídrica pela qual passam algumas das metrópoles mais importantes do mundo é, para o americano David Sedlak, resultado da falta de investimento em redes de abastecimento e tratamento de esgoto.

Professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Sedlak é uma das maiores autoridades no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a segurança hídrica das cidades.

Ele é autor de Water 4.0 — The Past, Present and Future of the World’s Most Vital Resource (“Água 4.0 — O passado, presente e futuro do recurso mais vital do mundo”, sem tradução para o português), livro no qual faz uma retrospectiva das revoluções de engenharia que ocorreram nos sistemas de abastecimento.

Nesta entrevista a EXAME, ele conta o que deverá ser feito para que a água potável não seja privilégio de poucos num futuro próximo.

EXAME - Cidades como Los Angeles e São Paulo estão enfrentando crises severas de falta de água. O que pode ser feito para evitá-las?

David Sedlak - Como em São Paulo, há partes dos Estados Unidos onde a população continua crescendo e as pessoas querem consumir cada vez mais água. O sistema fica sob pressão e, quando ocorre uma seca — como a que está em curso agora na Califórnia —, é preciso encontrar outra forma de suprimento.

As opções de importar água acabaram. Todas as fontes conhecidas já têm um destino. Então, ou briga-se pela água disponível, ou encontram-se novas fontes. É aí que entra a virada que chamo de “água 4.0”, que utiliza principalmente reúso de esgoto e dessalinização da água do mar para atacar o problema.

EXAME - Quais foram os momentos marcantes na história de uso da água?

David Sedlak - Os sistemas urbanos de fornecimento de água começaram a se desenvolver há 2 000 anos, na Roma antiga. Foi a primeira metrópole que precisou importar água de dezenas de quilômetros de distância, por meio de aquedutos. É o que chamo de água 1.0.

A evolução para a água 2.0 ocorreu no fim do século 19, quando as metrópoles modernas começaram a filtrar e a clorar a água que ia para as residências. Essa etapa também permitiu a descentralização do esgoto. As casas consumiam água tratada, mas devolviam quantidades estupendas e descentralizadas de esgoto para os rios e para o mar.

A água 3.0 consistiu em tratar o esgoto, algo que nos Estados Unidos só foi universalizado a partir de 1970. Agora, ou adotamos a água 4.0 — o reúso e a dessalinização —, ou sofreremos com a escassez.

EXAME - Mas a dessalinização não é ainda muito cara?

David Sedlak - O que torna cara a dessalinização é seu uso intensivo de energia, mas o preço dessa água caiu cerca de 50% nos últimos 20 anos, à medida que as empresas detentoras da tecnologia melhoraram seus equipamentos. De 2003 a 2009, após uma severa seca, as grandes cidades da Austrália, como Sydney, Melbourne e Perth, optaram por construir usinas de dessalinização.

Hoje, em Perth, metade da água potável consumida vem do mar. A situação é similar em Israel. A Espanha também está construindo usinas. Há 20 anos, só países muito ricos do Oriente Médio utilizavam a dessalinização.

EXAME - Quando comparado à dessalinização, o reúso é uma tecnologia segura?

David Sedlak - O reúso da água de esgoto custa metade do preço da dessalinização e é considerado muito seguro pelos cientistas e engenheiros da área da saúde. Existem projetos funcionando há 30 anos sem problemas. A água de reúso passa por múltiplas barreiras de tratamento, o que a torna provavelmente mais segura do que a tecnologia tradicional de tratamento de esgoto.

É preciso lembrar que a filtragem e a cloração foram inventadas para lidar com rios que estavam contaminados com esgoto. Aumentamos a quantidade de esgoto, mas também o estamos tratando com muito mais intensidade para obter água potável. A questão é fazer as pessoas aceitar essa ideia.

Essá é uma das razões que me levaram a escrever o livro. Nele, dou o exemplo de Houston, no Texas. Um dos reservatórios da cidade recebe metade de sua água de uma estação de tratamento de esgoto convencional de Dallas, e isso não gera nenhum problema para a população.

EXAME - Que soluções o senhor costuma propor para as cidades?

David Sedlak - Em um subúrbio americano, com baixa densidade de casas, é possível optar até por tecnologias de captação e armazenamento da água de chuva. Há outra tecnologia que está evoluindo rapidamente: os biorreatores de membrana, que permitem criar pequenas estações de tratamento para grupos de casas ou prédios. Mas isso não funcionaria em São Paulo.

EXAME - O que funcionaria numa cidade desse porte?

David Sedlak - Misturar a solução convencional de importar água de longe com um programa de conservação e reúso pode dar certo. Se São Paulo reutilizasse metade de sua água, a oferta aumentaria 50%, com a vantagem de que a água reciclada não é afetada por secas.

Outra boa notícia para a cidade é que há muito a melhorar quando as necessidades de conservação apenas começaram. As cidades da Califórnia tentam incrementar a eficiência de seus sistemas de água há 30 anos, e está cada vez mais difícil encontrar novos ganhos.

Meu conselho para São Paulo é pensar em soluções como trocar as tubulações e reduzir os vazamentos na distribuição. Isso custa uma fração da alternativa de construir um novo reservatório.

EXAME - Não é importante também conscientizar os consumidores para evitar o desperdício?

David Sedlak - Na Califórnia, costumava-se criar regras como proibir as pessoas de lavar o carro ou irrigar os gramados. Isso fazia com que as concessionárias de água tivessem de agir como polícia, dirigindo pelas ruas para encontrar infratores. É mais simples ajustar a cobrança.

Nos últimos 20 anos, a maioria das concessionárias americanas mudou para um sistema em que a quantidade de água necessária para uma vida confortável tem um preço baixo. Quem quer consumir mais paga um preço maior. O sistema é chamado de cobrança por blocos, no qual cada bloco representa certa quantidade de água.

Cada bloco extra de consumo tem um preço mais alto. Mudar as regras de construção também ajuda. Antes, um vaso sanitário consumia 20 litros por descarga. Por lei, os novos devem consumir 5 litros. Mas isso funciona no longo prazo, não numa situação de emergência.

Fonte e imagem – Eduardo Pegurier, Exame de 22 de outubro de 2014

Lembra daquela frase “se poupar, não vai faltar”? Então, ninguém poupou, faltou e irá faltar muito mais. Ninguém poupou, todos terão que tomar água de cocô.

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