Consumismo e poluição

Este lago acumula boa parte do lixo que nossa necessidade por gadgets produz

Essa imagem que mais parece um filme de ficção científica no qual o planeta foi destruído é, na verdade, uma fotografia bem real de um lago tóxico em Baotou, a maior cidade industrial na Mongólia Interior, na China. Ele foi criado artificialmente para servir como local de despejo de resíduos que o processamento de minerais gera — minerais estes que estão presentes em nossas TVs e celulares. O município é um fornecedor global de minérios, sendo o principal distribuidor de metais de terra-rara do mundo — minerais presentes em muitas coisas: ímãs, turbinas de energia eólica, motores de carro e nas pequenas peças que fazem nossas TVs funcionarem. Acompanhado de arquitetos e designers do Unknown Fields Division (grupo que viaja o mundo em expedições em busca de “mundos alternativos, paisagens alienígenas, ecologias industriais e cenários precários”), um repórter da BBC esteve no local para conhecer, e entender, o que é este lago tóxico e como nossa gana por novos produtos tecnológicos está relacionada a ele.

Os metais de terra-rara são um dos grandes responsáveis pela ascensão tecnológica e econômica da China. Só em 2009, o país produziu 95% desses minérios e Baotou sozinha é dona de 70% das reservas mundiais. Mas tudo isso vem com um custo: a indústria desses minerais deixou uma marca clara na cidade, e não foi só neste lago artificial nojento. É difícil dizer onde termina a cidade e onde começa a área industrial; canos enormes surgem do chão e passam por ruas e calçadas; as ruas são largas para acomodar os enormes caminhões que transportam carvão que dominam o trânsito e a cidade tem um “constante cheiro de enxofre”, segundo a BBC.

A cidade explora o cério, mineral raro aplicado das mais diversas formas, desde colorir vidro, até a produção de catalizadores — a BBC visitou uma fábrica que produz óxido de cério, usado para polir touchscreens de smartphones e tablets. Baotou também explora neodímio, minério usado para a produção de lasers, tingir vidro, mas usado especialmente na produção de ímãs de pouco peso, que são encontrados em fones de ouvido internos, microfone de celulares e discos rígidos de computadores. O neodímio é encontrado também na produção de turbinas eólicas e na nova geração de carros elétricos.

Ambos os minerais, apesar de serem chamados de raros, são encontrados com certa abundância em todo o planeta. Para tornar estes minerais utilizáveis, no entanto, é preciso que eles passem por processos perigosos e caros. Por exemplo: o cério é extraído ao esmagar misturas minerais dissolvidas em ácido nítrico e sulfúrico e isso precisa ser feito em escalas industriais, o que gera grandes porções de lixo tóxico — e estes minerais não são apenas processados com ácido: são extraídos do solo usando químicos. “Não existe um passo desse processo que não seja desastroso para o meio ambiente”, diz Du Youlu, do departamento de segurança e proteção ao meio ambiente do Baogang Group, uma entidade mantida pelo governo que opera na maioria das fábricas processando toneladas do lixo antes dele ser despejado. O fato de esses minerais serem garimpados apenas na China talvez esteja mais relacionado à disposição do país em receber este dano ambiental do que à localização e extração dos minérios. E é possível ver como isso afeta o ambiente com o lago tóxico.

O lago foi criado represando um rio e inundando o que um dia foram fazendas — hoje, as antigas fazendas servem apenas de despejo de lixo tóxico. É possível vê-lo pelo Google Maps aqui, e ao aproximar a imagem, dá pra ver os dutos usados para despejar o líquido preto no lago. Du Youlu explica ao Daily Mail que o lago possui 30 metros de profundidade, aproximadamente 10 km de diâmetro e fica um metro mais largo a cada ano. Representantes do Greenpeace dizem que aldeões vizinhos se expõem a inúmeros riscos de saúde, de cancerígenos a radioativos — e não é só o lago que apresenta risco a estes moradores: a fumaça do processo utilizado nos minerais também é de grande risco à saúde desta população.

É aterrorizante ver como a nossa necessidade por novas tecnologias — cada vez menores e mais rápidas — destrói pouco a pouco vidas e cidades inteiras, nos fazendo questionar não só a real necessidade de se fabricar tantos aparelhos, mas também a de energias tidas como limpas, como a eólica: os aerogeradores, ou turbinas de vento, usados em grande parte da Europa, utilizam minerais extraídos e processados na China, o que faz com que nos perguntemos quão limpa é esta energia. Nos faz questionar também se a nossa realidade não está lentamente se tornando um aterrorizante filme de ficção científica. Mas nós ainda podemos mudar o final dele.

Fonte – Renan Lopes, BCC, Daily Mail de 14 de abril de 2015

Imagem – Liam Young/Unknown Fields

Revista Página 22 de abril de 2015

O ano de 2015 tem sido desafiador também para a agenda global da sustentabilidade. Os próximos meses são de preparação para uma das mais decisivas Conferências das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a COP 21, a realizar-se em dezembro. Além disso, o ano marca um novo período que deverá endereçar novas e ambiciosas metas, os ODS, ou Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que constituem a chamada agenda pós-2015. As questões relativas a água, clima, mobilidade, bem-estar, justiça social, entre tantas outras, indicam que estamos perdendo batalhas e precisamos ganhar velocidade e eficiência na busca de soluções.

As tomadas de decisão no âmbito da ONU têm como trunfo a alta legitimidade, mas, em paralelo, os demais atores da governança global precisam agir, imprimindo dinamismo ao processo. São eles os governos, as empresas, as organizações do Terceiro Setor, as multilaterais, as bolsas, os sistemas de certificação, o cidadão. O importante é que esses players se articulem em torno de metas em comum, para que as forças ganhem sinergia. Nesse ambiente multiarticulado, o maior não necessariamente quer dizer melhor. A força está na capacidade de fazer conexões e na inovação que se consegue produzir a partir delas.

Conheça o “tempero” mais usado por brasileiros que pode matar a sua família

Imagine que um amigo convida você para almoçar na casa dele. Na mais saudável das intenções, a proposta é um menu leve. Digamos que uma salada de entrada e batatas recheadas no prato principal. Você possivelmente toparia o convite, não? E se ele dissesse que usaria veneno no tempero?

É isso que acontece na casa de uma pessoa qualquer como eu, você e esse amigo fictício. E também nos restaurantes de esquina, buffets por quilo e praças de alimentação. Pode lavar as folhas, deixar a cenoura no vinagre e esfregar cada pepino com bucha. Se na lavoura eles receberam agrotóxicos, ainda estarão contaminados. Quem diz isso não é o Hypeness, é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Veja aqui.

O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Se todos os defensivos agrícolas utilizados por ano em nosso país fossem divididos pela população, daria um galão de 5,2 litros para cada brasileiro. Vai um aí na janta?

Foi no pós-2a Guerra que o uso de agrotóxicos passou a ser disseminado, com o crescimento exponencial da agricultura industrial. A chamada Revolução Verde levou uma série de inovações ao campo para aumentar a produção agrícola. Entre elas, a substituição da mão-de-obra humana pela mecanizada, o advento de sementes geneticamente modificadas e o uso de adubos químicos e venenos para pragas. O objetivo declarado até poderia ser nobre: combater a fome. Porém, cinquenta anos depois, além dos impactos sociais causados pelo êxodo rural, as consequências para o meio ambiente e para a saúde das pessoas evidenciam que esse modo de produzir pautado apenas na quantidade e não na qualidade está ultrapassado.

No ano passado, a Embrapa deixou disponível na internet um estudo realizado por seus pesquisadores entre os anos de 1992 e 2011. O objetivo do levantamento era traçar um panorama sobre a contaminação ambiental causada pelos agrotóxicos no Brasil. E o cenário é assustador: em todas as regiões do país são encontradas amostras de resíduos tóxicos em concentrações acima do recomendável, seja nas plantações, no solo, nas águas ou nos peixes. Isso porque não foram avaliados os impactos sobre a carne, ovos e leite, que indiretamente também trazem agrotóxicos para a mesa.

Muito se fala sobre como o Brasil disputa a liderança no mercado mundial de soja. O que não se fala tanto é sobre como essa cultura lidera o uso de defensivos agrícolas no país. Um bastante aplicado para limpar terrenos antes do cultivo é o herbicida 2,4-D. Trata-se de um dos componentes do agente laranja, utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. O herbicida é proibido em países como a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, em vários estados do Canadá e os Estados Unidos vêm discutindo o seu banimento também. Aqui é liberado. E ele é apenas um.

Em nosso país temos mais de 400 tipos de agrotóxicos registrados. Entre eles, pelo menos 14 venenos proibidos no resto do mundo acabam sendo desovados por aqui e têm permissão para o comércio. Na União Europeia e Estados Unidos, são considerados lixos tóxicos. No Brasil manuseamos, respiramos, bebemos e comemos. Alguns a gente até proíbe, mas a venda e o uso ilegal correm soltos pelo campo frente a uma fiscalização falha. E, das substâncias permitidas, em inúmeros casos são aplicadas quantidades acima dos limites aceitáveis. Até porque há um mito entre produtores rurais de que, quanto maiores as doses, mais tempo a lavoura fica livre de pragas. Mas parece que esse controle se tornou ele próprio a maior praga. Porque os impactos na saúde pública são evidentes.

A cada 90 minutos, um brasileiro é envenenado em decorrência do uso de agrotóxicos no país. E isso são apenas os casos notificados ao sistema de saúde. É uma epidemia de intoxicações agudas, com direito a dores de cabeça, vômitos, infecção urinária, alergias. O uso de agrotóxicos é uma prática tão deliberada, inconsequente e sem controle que chegamos ao absurdo de episódios como esse, onde um avião simplesmente despejou sua carga do inseticida engeo pleno em cima de uma escola, hospitalizando funcionários e dezenas de crianças. Aliás, a prática da pulverização aérea foi proibida pela União Europeia lá em 2009, dada sua baixa eficiência e riscos ambientais. Por aqui, apesar da pressão dos movimentos sociais, a discussão sobre proibição da pulverização aérea está nesse nível aqui.

Ainda sobre os impactos que o uso massivo de agrotóxicos têm sobre a saúde, eles vão além do mal estar. Especialistas apontam uma relação direta entre o acúmulo de agrotóxicos no organismo e o desenvolvimento de câncer de mama, fígado e testículos. Uma contradição quando se pensa que o consumo de frutas e legumes é exatamente uma das atividades saudáveis recomendadas para ajudar a prevenir o surgimento de tumores malignos. Há pouco tempo, uma pesquisa realizada no município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, mostrou que havia resíduos de agrotóxicos no leite materno de todas as mulheres examinadas. Todas, 100%. A mesma cidade é apontada como ícone do desenvolvimento trazido pelo agronegócio, como mostrou essa reportagem que foi à TV.

Agora, nem eu e nem você somos obrigados a ingerir produtos contaminados por agrotóxicos. A alternativa está bem ao nosso alcance: optar pelo consumo de alimentos provenientes da agricultura orgânica. Além de serem isentos de adubos químicos e venenos para pragas, eles também não contêm remédios veterinários, hormônios e organismos geneticamente modificados. Quando se trata de alimentos orgânicos processados, nada de corantes, aromatizantes e conservantes sintéticos. É um modo de produzir que respeita os ciclos da natureza e estabelece formatos de trabalho colaborativos, valorizando a qualidade de vida de quem produz, de quem vende e de todos que consumimos.

Muito se diz sobre os alimentos orgânicos serem mais caros do que os demais. É uma meia-verdade. Nos supermercados e mesmo nos sacolões, talvez possa ser. Até porque ainda não temos por aqui um varejista como o Whole Foods Market, que desde os anos 80 vende somente comida orgânica. A rede começou com apenas 19 pessoas trabalhando, e hoje já são mais de 50 mil colaboradores em suas lojas pelos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Com seu capital aberto, a empresa é uma prova de que a agricultura orgânica não é inimiga do business. Um exemplo de como é possível vender com escala e obter lucros sem ser nocivo ao meio ambiente e às pessoas.

Olhando para a nossa realidade, a maneira mais fácil de encontrar orgânicos a preços acessíveis é comprando direto do produtor. E com isso não estamos dizendo que é preciso fazer uma viagem à roça cada vez que a geladeira esvaziar. Hoje já são mais de 300 feiras orgânicas espalhadas pelo Brasil, onde é possível encontrar de tudo a preços justos e sem riscos à saúde. Fizemos até uma matéria mostrando algumas. Uma simples busca por “orgânicos” no Google ou Facebook também traz vários resultados de produtores vendendo os mais diversos insumos, alguns provavelmente localizados perto de você.

Outras iniciativas que devem ser apoiadas e multiplicadas são as dos hortões urbanos. Que, além de gerarem alimentos saudáveis, também contribuem para o cinza das cidades se tornar mais verde. Recentemente visitamos um incrível no meio de São Paulo. Aliás, também podemos cultivar alimentos em nossas próprias residências. Dentro de casa ninguém vai jogar agrotóxico, concorda? Hortaliças e temperos são alguns exemplos do que pode ser plantado facilmente em pequenos vasos para suprir a demanda doméstica. Quem sabe fazendo isso você não toma gosto pela coisa e chega ao nível dessa família norte-americana, que a 15 minutos do centro de Los Angeles produz toneladas de alimentos orgânicos no próprio quintal.

O cultivo de orgânicos dentro de cooperativas familiares poderia suprir a todos com alimentos de qualidade a preços justos. Seria uma questão de organizar a produção e o escoamento de forma mais descentralizada. Tanto que a própria ONU incentiva o desenvolvimento dessas práticas. Mas, no Brasil, de um lado estão os grandes interesses econômicos do agronegócio e, do outro, as questões ambientais e de saúde pública. Evidências científicas alarmantes nem sempre são decisivas frente à contribuição que certos grupos dão ao nosso PIB. Apesar de algumas iniciativas localizadas do poder público serem muito bem-vindas, esperar que o governo solucione todo esse embate pode ser esperar tempo demais.

Claro que para haver mudanças é importante atuar politicamente em relação ao tema, cobrando dos 3 poderes as medidas que queremos, fazendo petições, organizando protestos e não votando nos representantes que vão contra nossos valores. Entretanto, de forma bem pragmática, podemos no dia a dia tomar decisões que pressionem os grupos econômicos a mudarem de rota. Quanto mais gente consumindo orgânicos, mais mau negócio o uso de agrotóxicos se torna. Só que para isso é preciso uma postura mais pró-ativa e crítica na hora de ir às compras. Não basta chegar no local mais próximo e pegar o item mais barato possível, achando que com uma lavadinha vai ficar tudo bem. Temos que ser sinceros com nós mesmos para ter uma vida com mais qualidade.

Agrotóxicos não são uma necessidade inevitável. É possível levar comida para cada mesa brasileira sem agredir o meio ambiente e nem causar danos à saúde dos trabalhadores rurais e de nós mesmos. Ar puro, águas limpas, terras férteis e alimentos de qualidade. A gente tem direito a tudo isso.

E esse é um dos motivos pelos quais apostamos na ideia de que o futuro é mesmo um retorno ao campo. Não da forma como nossas gerações passadas fizeram. O futuro é poder unir tecnologia com natureza e usufruir dos dois com equilíbrio. Muita gente já decidiu largar a cidade em busca de mais qualidade de vida, mas se esse não for um sonho seu, não é preciso ser tão radical. Basta se reaproximar da natureza reativando hábitos sábios que nossos antepassados deixaram: plantar, para comer bem. Uma varanda num apartamento já é espaço suficiente para produzir alguns alimentos básicos para uma família e evitar servir veneno como acompanhamento das refeições para as pessoas que ama. Vendo desse ponto de vista, qual o trabalho de regar alguns vasinhos todos os dias?

Fonte – Daniel Boa Nova, Hypeness

Almanaque da VIAPAR número 61

Almanaque VIAPAR já está em circulação. O periódico é distribuído em todas as praças de pedágio e unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).

Já está em circulação a edição número 61 do Almanaque VIAPAR, periódico produzido pela assessoria de comunicação da empresa e distribuído para os usuários nas praças de pedágio e unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).  A capa “Os Monstros da Criação Estão à Solta”,  apresenta a campanha vencedora do Prêmio Educriação 2014 e convida os estudantes de comunicação de toda região para o concurso 2015, que já está com inscrições abertas.

O informativo de 44 páginas também relata a entrega de mais um trecho duplicado da PR-317 [do quilômetro 141,5 ao 147], entre o distrito de Ivailândia e a cidade de Engenheiro Beltrão. Ao todo, 53 quilômetros vão ser duplicados entre Floresta e Campo Mourão, obra orçada em R$ 210 milhões – até o momento 25% dos trabalhos foram concluídos.

Nesta edição o leitor vai conhecer o novo presidente da VIAPAR. Trata-se do engenheiro civil, Camilo Carvalho, 44 anos, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ). Ele assume o posto de Marcelo Stachow Machado, que ocupou o cargo até dezembro de 2014.

Além disso, os leitores vão ter a oportunidade de conhecer os projetos culturais e esportivos apoiados pela concessionária, sem contar as medidas adotadas pela empresa para reduzir o consumo de energia elétrica. E falando em economia, o Almanaque VIAPAR trás uma matéria bem legal com dicas que ajudam a reduzir o consumo de combustível. Ainda sobre consumo, você vai querer saborear as verduras fresquinhas produzidas pelo agricultor, Osvaldo Martins, que vende seus produtos às margens da BR-376, ali em Iguatemi. Ele é o personagem desta edição.

Por fim, os usuários vão saber como os colaboradores da empresa têm contribuído para a redução de acidentes com animais, principais equinos e bovinos. No quadro Viaje com a gente, recomendando lugares imperdíveis na BR-369, na região Oeste e, na BR-376, no Noroeste paranaense.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 14 de abril de 2015

Quem é a Elite Brasileira

Alguns ditados ou frases com o passar dos anos ou séculos se tornam lapidar. Tem uma que vale a pena não esquecer “o pior cego é aquele que não quer enxergar”.

O Brasil passa por uma crise jamais vista na história, uma crise programada para acontecer, pois quando se destroem os valores morais de uma sociedade, todos os fundamentos a seguem.

Os valores mais cultuados por todas as sociedades democráticas, independentes de fronteiras são atirados ao lixo, a saber: Trabalho, Moral e Ética.

Cria-se um novo conceito de trabalho, acordar cedo, produzir, ter obrigações, são substituídos pelo subtrair o que já está pronto, assistencialismo sem responsabilidade. Os idealizadores dessa nova ordem encontram um campo fértil para a disseminação de suas idéias. Para os chefes e subalternos imediatos ficam o dinheiro na Suiça, Land Rover, mansões e as grandes maracutaias, etc. para a imensa maioria dos seus seguidores o de sempre pão e circo. Quando se encontram, cantam somente uma parte de um hino maravilhoso. “Deitado eternamente em berço esplêndido”.

A atual governo, que tomou de assalto o país no maior estelionato politico que o mundo moderno conhece, além de seguir o modelo populista de governar está dividindo esse maravilhoso país em vários: norte, sul, branco, negro, trabalhadores e o que eles chamam de “elite”.

Nós temos problemas no sul, diferentes do nordeste, nossos negros foram humilhados e açoitados, nossos trabalhadores…trabalhadores, carecem de melhores condições. Mas essas dificuldades têm nos unidos mais dos que nos separados. Os nordestinos estão totalmente integrados no Paraná, São Paulo, Brasília e etc. indústrias do sul foram para o nordeste, somos muito bem recebidos quando vamos ao nordeste, quantos de nós tem pais nordestino, mas nascemos aqui no sul, e eu sou um exemplo disso.

Temos uma dívida para com os nossos negros, que precisa ser resgatada, mas isso não nos impediu de nos orgulharmos de suas glórias e conquistas obtidas através de suas qualidades e esforços próprios. Glórias essas alcançadas de maneira correta e ética, conquistas merecidas pelo seu trabalho duro, sem necessidade de nenhuma cota. Temos muito orgulho de Leonidas da Silva, Pelé, Pixinguinha, Jair Rodrigues, Joaquim Barbosa, ficamos por aqui para não nos estendermos.

Esse sempre foi um país multirracial e de contrastes, que nos ensina a lidar com suas diferenças. É por isso que aqui árabes e judeus vivem em harmonia, japoneses e chineses, cristãos, evangélicos, mulçumanos e umbandistas, se respeitam. A única coisa que não abrimos mão é que esse país é verde e amarelo.

Estamos assistindo diariamente nos jornais escritos e na TV, um mar de lama que nos envergonha, um governo que não paga seus funcionários, deputados se dirigindo ao plenário da assembleia legislativa dentro de um camburão, por não ter condição de caminhar entre seus eleitores. Uma presidenta que não pode aparecer em público porque perdeu o respeito de seus cidadãos, seus ministros e assessores diretos envolvidos nos escândalos que não tem fim. A mais alta corte do país promove uma justiça morosa e tímida, blindando os principais envolvidos nos escândalos, um poder legislativo que está lançando novos verbetes na língua portuguesa, onde roubo, maracutaias, passa a ser caixa 2 ou doações “legitimas” de campanha. E em todos esses poderes quando encontra um culpado (peixe pequeno) a pena é prisão domiciliar e breve, não precisando devolver a fortuna amealhada de maneira fraudulenta.

Nossa sorte é que recentemente passamos a ter o apoio do Ministério Público e da Policia Federal, que hoje são motivos de orgulho .

Eu falo isso porque fico indignado quando vejo e ouço políticos se dirigirem ao trabalhador brasileiro de maneira pejorativa, referindo-se a nós como elite.

Senhores políticos será que ser elite é acordar todos os dias de segunda a segunda as 6 horas da manhã, ser estuprado pelo governo, pagar todos os impostos devidos, pagar por saúde, segurança e educação e não tê-las? Ser assaltado inúmeras vezes em um ano, ser responsável pelo salário de vários funcionários, pagar vale transporte, oferecer cesta básica, pagar consulta particular para um especialista para seu funcionário, pois esse foi na UBS e a vaga só daqui a um ano.

Ou será que elite é ser dono de lote conseguido através de uma invasão, se bem que o lote não está no seu nome mas sim no de sua mãe e arrendado para terceiro, ter um emprego registrado e estar afastado por estar a serviço do sindicato (CUT) emprego esse garantido caso volte, mas no sindicato receber um excelente salário.

Meus senhores quem é elite nesse pais?

Alguém está querendo não enxergar.

Fonte – José Carlos Amador, Médico Pediatra

SENAI recebe equipamentos para novos cursos profissionalizantes na área de construção e pavimentação de rodovias

SENAI recebe equipamentos para novos cursos profissionalizantes na área de construção e pavimentação de rodovias

A iniciativa se faz possível graças ao repasse de R$ 723,4 mil em equipamentos feitos pela concessionária VIAPAR, em parceira com o BNDES

Nesta quarta, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estará recebendo da VIAPAR os equipamentos para dar início aos novos cursos profissionalizantes na área de construção e pavimentação de rodovias.

A iniciativa só foi possível graças ao repasse de R$ 723,4 mil em equipamentos feitos pela concessionária em parceira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A solenidade de entrega será na quarta-feira (8), às 10 horas, no Senai Centro Automotivo, localizado na Avenida Centenário [sem número], antigo prédio do Instituto Brasileiro de Café (IBC). Integram a lista: prensa hidráulica, pá carregadeira de rodas [trator], aparelho de diagnóstico e bancada didática hidráulica.

“O investimento em infraestrutura é um dos fatores fundamentais para alavancar a competitividade do setor produtivo brasileiro. Por isso, a indústria de construção pesada tem papel importante para o desenvolvimento do país. Formar profissionais qualificados que atendam às necessidades dessa indústria torna-se, então, uma prioridade. Nesse sentido, a iniciativa da VIAPAR de oferecer ao Senai equipamentos adequados para esse capacitação é digna de louvor. Estou certo de que essa parceria trará muitos frutos não apenas para o setor da construção, mas para toda a sociedade paranaense”, destacou o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo. Os cursos oferecidos estão em fase final de formatação e vão ser apresentados durante a solenidade.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 07 de abril de 2015

Sacolas plásticas não podem mais ser distribuídas no comércio de São Paulo

Matéria do Estadão de ontem traz informações da prefeitura. Destacamos alguns trechos e comentamos:

(…) “O secretário municipal de Serviços Simão Pedro explica que os estabelecimentos não são obrigados a disponibilizar aos consumidores as sacolas verde e cinza “(…)

Comentário do Instituto IDEAIS: Baseado nesta afirmação do secretário Simão Pedro, os estabelecimentos comerciais podem continuar a distribuir as sacolas que antes distribuíam, desde que não sejam verdes ou cinzas fabricadas com 51% de resina de origem renovável, nos tamanhos, espessura e layout previstos na resolução que regulamentou estas duas cores de sacolas?

(…)“O titular explica que as sacolas autorizadas pela prefeitura são biodegradáveis, compostas por 51% de matéria prima vegetal, e por isso menos agressivas ao meio ambiente”.(…)

Comentário do Instituto IDEAIS: Quer dizer que misturar 51% de resina plástica de origem renovável com 49% de resina plástica não renovável torna uma sacola plástica biodegradável?

Desde quando matéria prima renovável é necessariamente biodegradável? Por que uma sacola plástica não degradável é menos agressiva ao meio ambiente? Só por conter 51% de material supostamente renovável?

O Polietileno derivado do Etanol da cana ou milho não é biodegradável. A sacola também não vai ser.

Existem normas que regulamentam a biodegradabilidade do produto final, neste caso, o plástico da sacola. Não existem normas de determinação de biodegradabilidade de matéria prima / insumo, mesmo por que não são produtos finais, como é o caso das sacolas de material plástico.

As normas mundiais que regulamentam plásticos biodegradáveis ( oxibiodegradáveis ou hidrobiodegradáveis compostáveis ) deixaram de existir?

(…)Para os fabricantes de sacolas, diz Simão, “não muda nada”. Os estabelecimentos não terão dificuldade porque as fábricas que produzem hoje as sacolas convencionais também fornecem o material biodegradável.(…)

Comentário do Instituto IDEAIS: “Não muda nada” porque os estabelecimentos não são obrigados a mudar para este modelo regulamentado de sacolas, ou não muda nada por que desde há muito tempo os fabricantes já produzem sacolas a partir de plásticos biodegradáveis certificados de verdade, que nada tem em relação a matéria prima e sim em relação ao atendimento de normas pelo produto final?

Desde Fevereiro deste ano este Instituto tem tentando, sem sucesso, marcar audiência com a prefeitura e Amlurb para esclarecimentos.

Será que não conseguimos por que “não nada muda”, conforme o secretário disse? Só adota a sacola regulamentada quem quiser? Neste caso melhor não querer adotá-las, pois o comércio vai estar enganando o consumidor que pensa que a sacola é biodegradável.

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS  de 06 de abril de 2015

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+ 55 (19) 3327 3524

Leia a matéria completa abaixo.

Sacolas plásticas não podem mais ser distribuídas em pontos comerciais de São Paulo

Em substituição, poderão ser disponibilizados embalagens de origem vegetal, que são menos prejudiciais ao meio ambiente

Entre idas e vindas, quatro anos após a sanção da lei, desta vez parece que é para valer: os estabelecimentos comerciais de São Paulo estão proibidos de vender ou distribuir as tradicionais sacolas plásticas a partir deste domingo, 5. Em substituição, os comércios poderão disponibilizar, gratuitamente ou não, embalagens nas cores verde e cinza, de origem vegetal e, portanto, menos prejudiciais ao meio ambiente. As embalagens verdes só deverão ser usadas para descartar lixo reciclável e as de cor cinza, para lixo comum. Quem não respeitar as cores será multado.

O descumprimento da lei, que é de 2011 e foi regulamentada em janeiro, pode render multa de R$ 500 a R$ 2 milhões aos estabelecimentos, segundo a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. O cidadão que não cumprir as regras poderá receber advertência. Em caso de reincidência, poderá pagar multa com valor entre R$ 50 e R$ 500. A multa vale apenas para quem colocar lixo orgânico no saco verde. Não será multado quem colocar resíduos sólidos secos na sacola cinza.

O secretário municipal de Serviços Simão Pedro explica que os estabelecimentos não são obrigados a disponibilizar aos consumidores as sacolas verde e cinza. Ficará a cargo de cada comércio a decisão de distribuí­las. “Alguns já cobram pelas novas sacolas, mas não vamos entrar nessa discussão. Essa é uma relação de mercado. Alguns vão cobrar R$ 0,08, outras, R$ 0,50. É uma decisão dele (estabelecimento) com o cliente dele”, afirmou.

Segundo Simão Pedro, os grande supermercados são responsáveis por cerca de 70% das sacolas plásticas distribuídas na capital. O titular explica que as sacolas autorizadas pela Prefeitura são biodegradáveis, compostas por 51% de matéria­prima vegetal e, por isso, menos agressivas ao meio ambiente. “Essa sacola nova é feita de uma forma renovável. Um vegetal você planta e colhe, o petróleo não. Você só extrai e não tem reposição na natureza”.

Para os fabricantes de sacola, diz Simão, “não muda nada”. “Os estabelecimentos não terão dificuldade porque as fábricas que produzem hoje sacolas convencionais também fornecem o material biodegradável. Só vai mudar o tamanho e a gramatura, porque essas sacolas verde e cinza são mais resistentes. (Os comerciantes) têm reclamado que vai ficar mais caro 8%. Mas a sacola é maior e mais resistente”, afirmou.

A lei pretende estimular o cidadão a adquirir o hábito de utilizar caixa de papelão, sacolas retornáveis, mochilas ou qualquer outro meio para transportar as compras. A coordenadora de telecomunicações Cristina Gabriel, de 55 anos, faz coleta seletiva em casa e é uma das que não vão sentir falta das tradicionais sacolas plásticas. “Para mim vai ser fácil porque já separo tudo que é descartável do lixo reciclável. E para as lixeiras da cozinha e do banheiro, já não usava sacolas brancas. Compro sacos em rolinho, que depois vão para o sacão preto”, diz. Cristina afirmou estar ciente da lei, embora não tivesse ouvido falar da sacola cinza. Segundo ela, os supermercados já deveriam estar distribuindo as novas sacolas para que os consumidores se adaptassem.

Adaptação

Na última quarta-­feira, o Estado visitou cinco estabelecimentos comerciais ­ uma padaria 24 horas na zona sul, além de duas redes de supermercados na mesma região, outro grande mercado na zona oeste e um na zona norte. Apenas um supermercado distribuía as sacolas verde e cinza padronizadas pela Prefeitura. Neste estabelecimento, uma funcionária do caixa chegou a dizer: “Aproveita enquanto não cobram. A minha encarregada disse que iam cobrar. Tem até o código de barras. Antes não tinha na sacola branca”.

Outro supermercado exibia um cartaz na entrada, informando que a lei entraria em vigor no domingo e incentivando o consumidor a procurar alternativas: “Não serão mais distribuídas sacolas plásticas para embalagem de produtos no caixa. Lembramos a todos os clientes que tragam suas sacolas reutilizáveis”. A auxiliar de vendas Flávia Telles, de 34 anos, não estava sabendo da lei, confessa que poderá ter dificuldades no início, mas disse concordar com a ideia. “Se todo mundo fizer sua parte, será ótimo. Quem quer consegue. Mas na hora de fazer compras só penso no dinheiro que vou gastar e em não esquecer algum produto. É tão difícil lembrar de levar sacola”.

Na padaria 24 horas da zona sul, uma funcionária não soube informar se o estabelecimento irá aderir às novas sacolas e questionou um colega, que confirmou, mas não soube dizer a data. Em uma das maiores redes de supermercados do País, um adesivo nos caixas informava: “Poupe recursos naturais. Use sacolas reutilizáveis”. As tradicionais sacolas de plástico que estarão proibidas amanhã, no entanto, continuavam disponíveis para os clientes. Questionada sobre as novas sacolas, uma funcionária disse: “Foi prorrogado por mais dois meses. Ainda não estão falando disso aqui”.

Desde a regulamentação em janeiro, a lei foi alvo de questionamentos das entidades comerciais. Para atender às queixas das associações, a Prefeitura decidiu estender até 5 de abril (amanhã) o prazo de adaptação dos estabelecimentos. Nesse período, equipes do governo fizeram ações de fiscalização e conscientização.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga­SP), Álvaro Furtado, a lei é de “difícil cumprimento e execução neste primeiro momento”. Furtado critica o valor das multas e a falta de campanhas de conscientização. “Sem trabalho de mudança de cultura, não vai funcionar”. Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) informou que tem orientado os associados a colaborarem com a Prefeitura na “sensibilização de seus consumidores para a redução do uso de sacolas plásticas descartáveis”. A Associação defende que os valores das sacolas verde e cinza indicadas pela gestão municipal sejam comunicados ao consumidor para que possa optar pela compra ou meios alternativos, como embalagens próprias.

Para lembrar: Histórico da lei

Em maio de 2011, o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou a lei 15.374 proibindo a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais da cidade. O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender a aplicação.

No mês seguinte, o desembargador Luiz Pantaleão concedeu liminar suspendendo a lei. A entidade também entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei e, com isso, a legislação foi impedida entrar em vigor, como era previsto, a partir de janeiro de 2012. A Prefeitura recorreu para suspender a liminar, mas o Tribunal manteve a decisão.

Em 7 de outubro de 2014, no entanto, o Órgão Especial do TJ­SP considerou improcedente a ação movida pelo sindicato. Após a confirmação da constitucionalidade de lei, a Prefeitura ficou responsável pela regulamentação.

Números

R$ 2 milhões

O comerciante que desrespeitar a lei a partir do dia 5 de abril poderá receber multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente

R$ 500

O cidadão que não cumprir as novas regras poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá pagar multa com valor entre R$ 50 e R$ 500.

375 kg

Os lares de São Paulo produzem diariamente 12,5 toneladas de resíduos da coleta domiciliar. Desse total, apenas 375 kg (3%) são reciclados nas duas centrais mecanizadas e 21 cooperativas conveniadas. Com a lei, uma das metas da gestão é aumentar o porcentual de reciclagem para 10% até 2016.

Perguntas e respostas

1. Posso usar a sacola verde para jogar o lixo do banheiro ou da cozinha?

Não. A lei não permite que resíduos orgânicos ou não recicláveis, como papel higiênico, fraldas ou restos de alimentos, sejam descartados na sacola verde. A nova sacolinha que o supermercado oferecer somente pode ser usada para o lixo reciclável, como embalagens de papel, plástico e vidro, por exemplo.

2. Só posso jogar o lixo reciclável se for na sacola verde?

Não. O lixo reciclável também pode ser descartado de outras maneiras, em sacos de lixo comuns ou em sacolinhas convencionais, por exemplo.

3. O que acontece se jogar o lixo comum na sacola verde?

O cidadão pode ser advertido e até multado. O objetivo da lei é evitar que as novas sacolinhas sejam despejadas nos aterros junto com os resíduos que não são reciclados. Se enviadas aos aterros, as sacolas deixam de ser reutilizadas pela reciclagem, prejudicam o meio ambiente e podem provocar acidentes por dificultar o depósito dos resíduos.

4. Sou obrigado a usar a sacola verde, mesmo que o supermercado cobre?

Não. O consumidor pode escolher qual embalagem é mais conveniente. Algumas possibilidades são as sacolas de tecido e lona, carrinhos ou caixas de papelão, por exemplo. Caso decida transportar os produtos na sacola verde, terá que descartá-­la na coleta seletiva.

Fonte – Prefeitura de São Paulo / Juliana Diógenes, O Estado de São Paulo de 05 de abril de 2015

Força-tarefa vai resultar em ações para regularizar cooperativas

Representantes da Prefeitura e organismos ligados ao meio ambiente organizam força-tarefa para ajudar as cooperativas de recicláveis a regularizar as atividades

Representantes da Prefeitura, Promotoria do Trabalho, Fórum Lixo e Cidadania, Cooperativa Cataparaná, Funverde, Sindibebidas, Corpo de Bombeiros, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Instituto Lixo e Cidadania se reuniram durante esta semana com o objetivo de organizar uma força-tarefa para ajudar as cooperativas de materiais recicláveis da cidade a regularizar as atividades, com licenciamento e registro ambiental.

O segundo encontro do grupo, nesta quinta-feira (26), reuniu o secretário de Saneamento Básico, Miguel Grillo, o procurador do município, Daniel Romaniuk, o secretário de Serviços Públicos, Dorvalino Lopes de Macedo, o coordenador do Programa Pró-cidades, Leopoldo Fiewski, o chefe do escritório Regional do IAP, José Roberto Behrend, além do procurador do trabalho e integrante do Fórum Lixo e Cidadania, Fábio Alcure.

Segundo o secretário de Saneamento, a administração municipal vem buscando uma solução para toda a questão do lixo na cidade, incluindo a preocupação em ampliar a reciclagem. “Estamos avançando com conversas e reuniões junto a outros organismos ligados ao meio ambiente”, afirmou Grillo.

A proposta consiste em solicitar apoio dos órgãos de fiscalização para que auxiliem a Cataparaná e as outras cooperativas de reciclagem da cidade a providenciar a documentação necessária, propiciando melhores condições de trabalho, possibilitando a contratação com a Prefeitura e viabilizando recursos junto a programas oficiais.

Para o procurador do Trabalho, a abertura da Prefeitura contribui na evolução do processo de regularização das cooperativas. “Estamos trabalhando já há algum tempo nesse sentido e agora vamos evoluir ainda mais montando um plano de ação conjunto, chave para o fortalecimento das cooperativas e da reciclagem”, disse Alcure.

A próxima reunião de trabalho para checar o andamento das atividades distribuídas entre o grupo está marcada para o dia 7 de abril.

Fonte – Secretaria de comunicação da Prefeitura de Maringá de 26 de março de 2015

Câmara pode derrubar rotulagem de produtos transgênicos

Desde 2008 o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) tenta derrubar a rotulagem de produtos que contenham ou sejam elaborados a partir de transgênicos. Nesse meio tempo, o projeto de lei de sua autoria (4.148/2008) já foi arquivado e desarquivado e, renitente, pode ser votado nesta segunda dia 30 pela Câmara dos Deputados. Só não o foi na semana que passou porque foi aprovado requerimento do PT e PV para retirá-lo de pauta. Partidos tanto do governo como da oposição apoiaram o adiamento.

Argumenta Sua Excelência que não há no Brasil laboratórios para detectar material transgênico em alimentos ultraprocessados (óleos, margarinas, biscoitos e afins) e que identificar por meio de rótulo produtos derivados de animais alimentados com soja ou milho transgênicos prejudicaria nossas exportações.

Instituída em 2003 por decreto presidencial que regulamenta o direito à informação no caso de alimentos e ingredientes alimentares transgênicos, a rotulagem pode ser feita a partir da documentação fiscal que obrigatoriamente já acompanha o produto (seja ele transgênico ou não). Assim, não há que se falar em custos adicionais ao consumidor nem mesmo na impossibilidade de testes laboratoriais. Se na nota fiscal de um lote de soja que será transformada em óleo estiver discriminado que ela é transgênica, pronto. O óleo será derivado de soja transgênica e deve, portanto, ser rotulado como tal.

O Decreto vale para o território nacional e a informação sobre produtos exportados passa por outros regulamentos, como o Protocolo de Cartagena de Biossegurança da Convenção sobre Biodiversidade, da qual o Brasil é Parte. Assim, não é a derrubada ou não da rotulagem internamente que definirá esse ponto.

Congressistas apoiadores da iniciativa do deputado Heinze arvoram-se citando o caso dos Estados Unidos, onde lei nenhuma obriga informação sobre modificação genética nos rótulos, para defender aqui sua derrubada. Acostumados que devem estar a legislar pautados em interesses outros que não os da sociedade, esquecem, por exemplo, de mencionar que 93% dos entrevistados em pesquisa de opinião realizada pelo jornal norte americano New York Times defendem que produtos contendo transgênicos sejam sim identificados.

Falando em soja, é necessário lembrar que quase 90% desse item de peso considerável nas exportações brasileiras vem de sementes transgênicas, toda ela da Monsanto. Olhando para aspectos de saúde e deixando por ora os de soberania nacional, trata-se de sementes modificadas para resistir à aplicação de herbicidas à base de glifosato, como o Roundup. É o agrotóxico que agência ligada à Organização Mundial de Saúde acaba de incluir na lista daqueles classificados como prováveis carcinogênicos. Esse produto responde por cerca de metade de todo o volume de agrotóxicos usados anualmente no Brasil.

Antes da liberação da soja Roundup Ready, o resíduo de glifosato permitido no grão colhido era de 0,2 mg/kg. Este valor foi aumentado em 50 vezes para viabilizar e tornar “legalmente aceitável” a soja geneticamente modificada, que empresas do setor e seus apoiadores anunciaram que levaria menos agrotóxicos. Fato similar aconteceu nos EUA, maior plantador mundial de sementes transgênicas.

E o que a reforma política tem a ver com rotulagem de transgênicos? Tudo. Sua Excelência Dep. Heinze, por exemplo, recebeu para sua campanha doações de empresas de alimentos e do agronegócio, entre outras, passando pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Armamentos.

É isso. Enquanto está lançado o desafio de se construir dentro e fora do governo condições políticas que permitam a mudança de regras eleitorais como o fim do financiamento privado de campanhas, dizemos sim à rotulagem e não ao PL 4.148/2008.

Fonte – AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia / IHU 31 de março de 2015

Temos o direito de escolher o que comer. Não queremos transgênicos no nosso prato! Rotulagem, sempre!

10 bons motivos para consumir alimentos orgânicos

Cada vez mais comuns, os alimentos orgânicos são considerados sustentáveis, já que não agridem o meio ambiente e garantem a responsabilidade social

Alimentos que prezam pela qualidade e utilizam técnicas que respeitam o meio ambiente em todos seus processos de produção, os orgânicos não utilizam agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto que possa causar algum dano à saúde dos consumidores.

Confira abaixo os principais motivos para consumir esse tipo de produto:

1. Carne e ovos sem hormônios: os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes, produtos que podem provocar doenças nos seres humanos, quando consumidos por muito tempo;

2. Sabor: por não ter interferência de outros produtos e manterem os nutrientes, esses alimentos são mais saborosos;

3. Produção sustentável: com técnicas que respeitam o meio ambiente e evitam a contaminação de solo, água e vegetação, a produção de alimentos orgânicos é considerada sustentável. Além disso, garante a responsabilidade social, já que garante e valoriza a mão-de-obra.

4. Prevenção a problemas de saúde: com uma produção limpa, os orgânicos evitam problemas de saúde que podem ser causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas;

5. Nutrientes: esse tipo de alimento tende a ser mais nutritivo, já que é produzido em solos ricos e balanceado com adubos naturais;

6. Evita a contaminação química: ao não utilizar fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico, os orgânicos evitam problemas no solo e no corpo humano;

7. Solo saudável: as técnicas orgânicas, que incluem rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, entre outros, não danificam o solo e permite que ele se mantenha fértil;

8. Garante a biodiversidade: ainda no contexto de técnicas saudáveis, a agricultura orgânica protege a vida animal e vegetal, respeitando o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis;

9. Economia de energia: já que dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, a agricultura orgânica garante a economia de energia – esses produtos são feitos a base de petróleo e máquinas;

10. Certificação: todo produto orgânico é certificado pelo Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o que garante a saudabilidade e qualidade dos produtos.

Fonte – Pensamento Verde

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