Projeto bosque sensorial – 14 de outubro de 2014

Hoje não teve plantio. Estamos há muito tempo sem uma chuva decente e portanto hoje só fizemos manutenção nas árvores. Podamos, regamos, estaqueamos e colocamos protetores de roçada.

Ayrton no caminho da roça.

Adivinhação de espécie frutífera. Acima da árvore colocamos um número e no final da postagem o nome da fruta.

1

2

3 – Essa é mais difícil.

4

5

6

Enquanto os passageiros se divertem, os tripulantes trabalham no domingo de manhã para melhorar o planeta.

Algumas árvores plantadas nas últimas semanas estão sofrendo por falta de chuva e então aguamos.

Algumas centenas de metros do projeto tem uma torneira. Subir a ladeira até a torneira com os baldes vazios é fácil, o difícil é voltar com eles cheios e dar várias viagens.

Como queremos que as famílias frequentem o bosque sensorial para caminhar, conhecer e comer as frutas, fazemos a poda das árvore para não fechar a visão do bosque e não atrapalhar a caminhada.

Protegendo as árvores das roçadeiras.

As árvores são plantadas com grande espaço para as copas e linha para as pessoas poderem caminhar tranquilamente no meio do bosque.

Um visitante em cima do tronco.

Lá vamos nós para os nomes das frutas destas árvores. Você acertou quantas?

1 – Pitanga

2 – Goiaba

3 – Caju

4 – Ingá

5 – Romã

6 – Mangostão

Lei das sacolas plásticas de Minas Gerais

Lei das Sacolas de Minas Gerais entra em vigor em Janeiro de 2015

A lei 21.412 de 11 de julho de 2014 (sacolas plásticas) está prevista para entrar em vigor em meados de Janeiro de 2015. Por conta da proximidade da data, informamos que o Instituto IDEAIS já está em contato com as autoridades do governo de Minas Gerais, e também com o Procon daquele estado.

Colocamos à disposição nosso conhecimento relacionado aos plásticos biodegradáveis (oxibiodegradáveis ou hidrobiodegradáveis), assim como as normas e laudos que cada um deve apresentar para comprovação de suas características para cumprimento da lei e as regras para uso da logomarca da OPA e do IDEAIS como entidades certificadoras.

Salientamos a importância das certificações da OPA para as sacolas oxibiodegradáveis e da certificação do Instituto IDEAIS que é baseada em normas, critérios e na própria OPA.

Assim como é oferecido a todo o comércio e indústria, o IDEAIS ofereceu os testes de XRF para os órgãos de fiscalização mineiros.

Por fim, levamos ao conhecimento das autoridades a existência de inúmeras fraudes em plásticos biodegradáveis e apresentamos o aparelho XRF para testes para determinação da presença de substâncias promotoras de oxibiodegradação em quantidade suficiente para atendimento das normas ASTM 6954 e BS 8472.

Para mais informações sobre certificação OPA e IDEAIS, assim como produzir e distribuir plásticos em conformidade com a lei, entre em contato com o IDEAIS.

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS de 20 de outubro de 2014

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3º Maringá Jazz Festival será neste fim de semana no Teatro Marista

A entrada será gratuita no Teatro Marista; os convites individuais devem ser retirados somente no mesmo dia dos shows

A cidade canção se renderá ao Jazz nos dias 24 e 25 de outubro (sexta e sábado), datas em que será realizado a 3ª edição do Maringá Jazz Festival, evento que reúne os melhores artistas do gênero do Brasil. Ele será no Teatro Marista, com início previsto para as 20 horas. Como ocorreu nas edições anteriores a entrada será gratuita, com distribuição prévia dos convites.

O violinista Marcel Powell, filho do consagrado violinista, Baden Powell, além do grupo “Três Paus” formado por Bruno Alves (teclados, piano & Sinth), Ximba Uchyama (baixo de 4 e 6 cordas, Vertical e Fretless) e Douglas “ShakerHand” Las Casas (bateria e percussão) ficam responsáveis pelas primeiras apresentações. Já no segundo dia o baterista Cuca Teixeira Reunion e o grupo Makimatrio comandam os espetáculos.

Segundo o produtor executivo do evento, Willian Fisher, “o Maringá Jazz Festival entra em sua terceira edição este ano e contará, como sempre, com atrações de renome nacional e internacional. Novamente com o apoio irrestrito da concessionária de rodovias VIAPAR por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, será possível realizar mais este festival para toda a comunidade de Maringá e região”, informou. “Assim como Maringá as cidades de Cascavel e Toledo também vão ser presenteadas com eventos semelhantes até o mês de dezembro”.

Lembrando que os interessados devem retirar os convites individuais somente no mesmo dia dos shows, sempre das 10 às 18h no próprio local. “Apoiar ações culturais faz parte da política da empresa, tanto é que neste ano lançamos novamente o VIAPAR Cultural. Tanto o Maringá Jazz Festival como o Cascavel Jazz Festival se firmaram como o grande evento patrocinado pela empresa diante da recepção positiva de publico e critica”, destacou o assessor de comunicação da empresa, Marcelo Bulgarelli.

Nesta edição do Maringá Jazz Festival vão ser disponibilizados, no máximo, dois convites por pessoa para cada dia escolhido. Não será permitida a entrega de convites para menores de 12 anos.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site: www.maringajazz.com.br ou pelos telefones: (44) 3220-4224 ou (44) 9972-7651.

Fonte – Assessoria de imprensa da VIAPAR DE 21 de outubro de 2014

Falta de água é culpa do governo de SP, afirma relatora da ONU

Relatora das Nações Unidas para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, 44, afirma que a grave crise hídrica em São Paulo é de responsabilidade do governo do Estado. “E não sou a única a achar isso.”

Ela visitou o Brasil em dezembro de 2013, a convite do governo federal.

De volta ao país, ela falou com a Folha na semana passada em Campinas, após participar de um debate sobre a crise da água em São Paulo.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) nega que faltem investimentos e atribui a crise à falta de chuvas nos últimos meses, que classifica como “excepcional” e “inimaginável”.

A seguir, trechos da entrevista à Folha.

Folha – Que lições devemos tirar desta crise?

Catarina de Albuquerque - Temos de nos planejar em tempos de abundância para os tempos de escassez. E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana.
Em Singapura, no Japão e na Suíça, a água do esgoto, tratada, é misturada à água comum. É de excelente qualidade. Temos de olhar o esgoto como recurso.

No caso de São Paulo, acha que faltou ao governo do Estado adotar medidas e fazer os investimentos necessários?

Acho que sim, e não sou a única. Já falei com vários especialistas aqui no Brasil que dizem exatamente isso. Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40% [média do país].

A água deveria ser mais cara? Há modelos de cobrança mais adequados do que o atual?

A prioridade tem de ser as pessoas. Quem usa a água para outros fins tem mais poder que os mais pobres, que têm de ter esse direito garantido.

Em muitos países, a água é mais cara para a indústria, a agricultura e o turismo, por exemplo. Deveria haver também um aumento exponencial do preço em relação ao consumo, para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais.

Que exemplos poderiam inspirar os governos?

Os EUA multam quem lava o carro em tempos de seca; a Austrália diz aos agricultores que não há água para todos em situações de emergência; e no Japão há sistemas de canalização paralela para reutilizar a água.

Qual é a importância de grandes obras como a transposição do rio São Francisco ou o sistema Cantareira?

Por várias razões, há uma atração pelas megaobras nos investimentos feitos em água e esgoto, não só no Brasil. Mas elas, muitas vezes, não beneficiam as pessoas que mais precisam de ajuda. Para isso são necessárias intervenções de pequena escala, que são menos “sexy” de anunciar.

Os lucros da Sabesp hoje são distribuídos aos acionistas. Como a senhora avalia isso diante da crise hídrica?

A legislação brasileira determina que uma empresa pública distribua parte do lucro aos acionistas. Mas uma coisa é uma empresa pública que faz parafusos, outra é uma que fornece água, que é um direito humano. As regras deveriam ser diferentes.

O marco normativo dos direitos humanos determina que sejam investidos todos os recursos disponíveis na realização do direito.

No caso de a empresa pública prestar um serviço que equivale a um direito humano, deveria haver maior limitação na distribuição dos lucros aos acionistas.

Em São Paulo, pela perspectiva dos direitos humanos, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito.

A partir do momento em que parte desses recursos são enviados a acionistas, não estamos cumprindo as normas dos direitos humanos e, potencialmente, estamos face a uma violação desse direito.

Seria o caso de se decretar estado de calamidade pública?

A obrigação é garantir água em quantidade suficiente e de qualidade a todos. Como se chega lá são os governantes que devem saber.

A senhora sobrevoou o sistema Cantareira e disse ter visto muitas piscinas no caminho. O que achou disso?

A situação é grave. Isso foi algo que me saltou à vista.

Quando aterrissei no Egito para uma missão, tendo ciência da falta de água que existe no país, vi nas zonas ricas do Cairo uma série de casas com piscinas e pessoas lavando carros. Quem tem dinheiro e poder não sente falta de água.

O que talvez seja um pouco diferente na situação de São Paulo é que, pela proporção que a crise tomou, ela poderá atingir pessoas que tradicionalmente não sofrem limitação no uso da água -e isso é interessante.

Que efeito isso pode ter?

Pode levar a uma mudança de mentalidade, a uma pressão por parte de formadores de opinião no Estado de São Paulo para que haja melhor planejamento e uma gestão sustentável da água.

Quando os únicos que sofrem com a falta de água são pobres, pessoas que não têm voz na sociedade, as coisas não mudam.

Quando as pessoas que são ameaçadas com a falta de água são as com poder, com dinheiro, com influência, aí as coisas podem mudar, porque eles começam a sentir na pele. Pode ser uma chance para melhorar a situação. As crises são oportunidades.

Fonte – Lucas Sampaio, Folha de São Paulo de 31 de agosto de 2014

Culpa do governo sim, do federal, estadual e municipal. E não só culpa do governo atual. Ninguém faz nada porque não dá voto. Continuam as perdas nas tubulações, os gatos, porque a empresa visa o lucro sem querer investir em melhorias, o que o governo deveria exigir, mas como é cúmplice, fica nisso mesmo.

New Study Predicts Impending Collapse of Industrial Civilization

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For years, scientists and social activists have warned that income inequality, resource depletion, and unchecked population growth could lead to the collapse of civilization. However policy makers have so far regarded these assertions as little more than the predictions of delusional cardboard sign-carrying oracles on street corners. A new study by researchers from the University of Maryland and the University of Minnesota confirms these terrifying prophesies, stating that industrialized society as we know it could completely collapse within the next few decades.

It happened to the Roman, Han, Gupta, and Mauryan empires, and now University of Maryland researchers Safa Motesharrei and Eugenia Kalnay, and University of Minnesota’s Jorge Rivas warn that utter destruction could befall our global economy as well. Working with a framework that incorporates mathematical analysis, social science, and observation of natural phenomena, the ‘Human And Nature Dynamical’ (HANDY) model projects “business as usual” could lead to the end of industrialized civilization. Accepted for publication in the Elsevier Journal of Ecological Economics, the study finds ample historical evidence that overpopulation, failing agriculture, limited access to water, energy consumption, and the unequal distribution of wealth could all combine to spell the end for society as we know it.

The report predicts that increased strain on the ecological carrying capacity of the Earth will further the stratification of wealth, dividing society into what the researchers term the “Elites” and “Masses”. As the rich hog all of the resources and dictate political policy, they will allocate little to the majority of the population who are also the ones responsible for creating their wealth. Advances in technology and agriculture will not improve the situation by increasing resource efficiency due to the fact that it will likely also raise consumption rates.

The researchers believe that humanity is on a collision course with disaster, and they outline two likely scenarios. In the first, everything will appear to be fine for a short period of time, but eventually a small number of Elites will begin to deplete everyone’s resources. Even under the most “conservative” consumption rates, the Elites will take too much and cause a famine amongst the Masses and later themselves. In this model, society is sabotaged by human rather than natural forces. In an alternate future, the faster consumption of resources wipes out the Masses in a short period while the Elites still survive, but soon after disappear. In both situations, the Masses get hit harder and faster while the upper echelons fail to adjust their behavior until it is too late.

To avoid an apocalypse, the scientists urge economic equality, stark decreases in consumption, and the fairer distribution of resources. Energy production should rely on cleaner, renewable technologies and support a smaller, more conservative population. If humans are to survive on the planet, immediate political action is needed to curtail the runaway growth of the economy, the threat of pollution, and the unfair allocation of wealth. To preserve not just the quality of life but its very existence, it is time to restore balance to both natural and social systems.

Fonte – Morgana Matus, The Guardian / Inhabitat

Cantareira só volta ao normal em 4 anos, dizem especialistas

A crise da água em São Paulo deve continuar no próximo mandato do governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB), caso se confirmem cenários projetados por pesquisadores da área.

Simulações mostram que o Cantareira vai demorar de quatro a cinco anos para se recuperar caso chova dentro da média histórica na região das represas do sistema, cujo nível era de 4,8% de sua capacidade neste domingo (12).

“A possibilidade de um desabastecimento, até no ano que vem, com graves consequências sociais, econômicas e ambientais, existe”, afirma o pesquisador Antônio Zuffo, da Unicamp.

Já as principais obras para aumentar a produção de água e ajudar a resolver o problema de escassez só devem ficar prontas em 2016, segundo cronograma da Sabesp.

É o caso da ampliação do sistema Rio Grande e da polêmica interligação entre as represas Atibainha e Jaguari (entre o sistema Cantareira e a bacia do rio Paraíba de Sul).

A parceria público-privada do sistema São Lourenço, que deve abastecer as áreas críticas na zona oeste da Grande São Paulo, está prevista para terminar em 2018.

No planejamento inicial da Sabesp, a obra estava prevista para 2016. O governo corre para entregá-la no segundo semestre de 2017.

Nesta semana, o secretário Mauro Arce (Recursos Hídricos) disse que a crise vai fazer com o que o governo “adiante” obras e faça projetos que não estavam planejados.

Uma das possibilidades é aumentar a interligação entre os sistemas de abastecimento com “tubulação mais pesada”, provocando obras que poderão afetar as grandes avenidas da capital paulista nos próximos anos.

Outras medidas

A sobretaxa para quem gastar muita água, anunciada no primeiro semestre pelo governador, está descartada, segundo Arce.

Outra ação que poderia ajudar a aliviar o problema é a redução de perdas no sistema –um processo lento, segundo a própria presidente da Sabesp, Dilma Pena. Hoje, a chamada perda física (que envolve vazamentos) é de 19,8%.

Zuffo, porém, defende que o combate às perdas de água amenizaria a escassez de maneira mais significativa do que as obras de interligação de sistemas. “O volume que se perde na gestão da água na grande São Paulo é maior do que está sendo retirado do Cantareira hoje”, afirma.

Para ele, mesmo que a Sabesp conseguisse cortar pela metade suas perdas na grande São Paulo, isso já seria o dobro do que se retira hoje do Paraíba do Sul”, disse.

O replantio e a conservação da vegetação perto de mananciais ajuda a regular o abastecimento das represas, segundo Walter de Paula Lima, professor aposentado da Esalq, escola de agricultura da USP.

“A floresta não vai aumentar o nível das represas, mas vai evitar que a água escoe rapidamente para lugares em que não serão armazenadas”, afirma o engenheiro florestal.

Segundo o professor da USP, a vegetação é essencial no entorno das cabeceiras dos pequenos afluentes, ajudando na manutenção dos cursos de água.

Fonte – Artur Rodrigues / Eduardo Geraque / Fabrício Lobel, Folha de São Paulo de 13 de outubro de 2014

Volume do Cantareira em 20 de outubro de 2014

Choveu ontem em São Paulo, mas nada que ajudasse a parar a queda no volume dos reservatórios que abastecem o Cantareira.

Nos últimos dias o Cantareira tem sofrido uma queda de 0,2 ponto percentual por dia. A chuva ajudou a diminuir a queda para 0,1%.

Mesmo assim, estamos nos aproximando rapidamente para a situação de torneiras vazias, para o caos total.

Sábado – volume de 3,8%

Domingo – volume de 3,6%

Segunda-feira – volume de 3,5%

E aí, paulistanos, vamos continuar varrendo a calçada com mangueira, lavando carro, enchendo piscina e tomando banho de mais de meia hora.

Estamos esperando o nível cair para 0,1% para ver se vocês acordam deste sonho coletivo de abundância de água, de abundância de recursos naturais.

São Paulo merece e precisa viver o horror da falta de água

Vai ser didático para o paulistano ficar sem água. Não, este não é mais um daqueles malditos posts irônicos. Eu realmente acredito que a escassez prolongada terá um efeito transformador na forma através da qual percebemos as consequências de nossos atos.

Não quero parecer leviano. Sei que hospitais e escolas vão enfrentar crises, a economia murchará e a vida das pessoas se tornará um rascunho da titica do cavalo do bandido. Afinal, estamos falando de milhões concentrados em um pequeno espaço poluído e caótico dependente do sistema Cantareira.

Mas o ser humano só se mexe mesmo quando está à beira do abismo. E, às vezes, nem isso.

Vejamos um paralelo: diante da negação por parte de governos e o setor empresarial, um renomado cientista declarou, pouco antes de uma das cúpulas globais do clima, que era melhor deixar os fatos tomarem seu curso natural, o planeta aquecer, refugiados ambientais quadruplicarem, cidades nos países ricos serem invadidas pelo mar, a fome surgir no centro do mundo, guerras ambientais ocorrerem. Só assim pessoas e países tomariam atitudes mais fortes que as insuficientes alternativas atuais, como o mercado de carbono.

Situação que, no Brasil, é vulgarmente conhecida como “a hora em que a água bate na bunda”. Porém, como não tem mais água por aqui, o pessoal não se ligou.

O clima mudou por aqui. Não faltou cientista, ambientalista e jornalista para dizer isso. Poucos ouviram. Não houve conscientização pela palavra ou pelos dados, então ela será pela pedra. Pois não estamos vivendo uma situação excepcional. Crises hídricas como essa serão comuns daqui para a frente. Ou seja, é incompetência e irresponsabilidade mesmo.

O governo do Estado de São Paulo não fez a obras necessárias para aumentar a capacidade de armazenamento de água, negou-se a racionar por conta das eleições e, o pior, a debater o assunto abertamente.

Enquanto isso, o grosso da sociedade paulistana, sejam pessoas ou empresas, ainda acredita no que aprendeu na terceira série do ensino fundamental: de que o Brasil é um dos campeões mundial de água doce e que ela nunca vai faltar. E usa o recurso como se a palavra “renovável” significasse “eterno”.

Sem contar que o país como um todo, na sanha louca de uma visão deturpada de “progresso”, talhou tanto a Amazônia (que é a grande fonte hídrica para a região onde está São Paulo, através do envio de umidade) que esse fluxo sofreu impacto. O interior de São Paulo, sem ligar lé com cré, elegeu um rosário de ruralistas que ajudaram a derrubar o Código Florestal, contribuindo com a diminuição da proteção ambiental.

Acho bom que falte água. Que as torneiras sequem. Que as pessoas parem de lavar seus carros três vezes por semana. Que a mangueira seja aposentada como vassoura. Que os banhos fiquem curtos. Que as empresas deixem de desperdiçar. Que o preço da água suba – porque só se dá valor para coisa cara por aqui. Que o governo deixe de ser negacionista, mas planeje e execute. Que se entenda o real valor da água.

Pena que isso vai atingir, indiscriminadamente, quem sempre tratou o recurso de forma racional e tem questionado o poder público quanto às soluções para o problema e o bando de malucos inconsequentes, que culpa São Pedro e não a si mesmo por tudo o que está acontecendo. Como adutora não escolhe entre racionais e celerados, por aqui, o Juízo Final virá para todos.

Acredito que a São Paulo que se reerguer dessa catástrofe será mais consciente do que aquela que temos hoje. Porque vai ver o horror de perto.

Será uma cidade melhor. Mesmo que tenhamos que movê-la para outro lugar.

Fonte – Leonardo Sakamoto de 15 de outubro de 2014

Imagem – Steve Dorman

Remédios no ambiente afetam vida selvagem e ecossistemas

Estudo busca avaliar impacto

Substâncias farmacêuticas levadas ao ambiente pelo esgoto podem ser uma causa oculta da crise global da vida selvagem, de acordo com novo estudo. Cientistas advertem que o uso global de drogas, projetadas para serem biologicamente ativas em baixas concentrações, está aumentando rapidamente, embora saiba-se pouco sobre seu efeito no mundo natural.

São raros os estudos da contaminação destes produtos, mas um novo trabalho publicado ontem revela que um antidepressivo reduz a alimentação de estorninhos, e que um anticoncepcional devasta populações de peixes em lagos.

“As milhares de drogas hoje em uso têm o potencial de provocar efeitos na vida selvagem e nos ecossistemas,” disse Kathryn Arnold, da Universidade de York, na Inglaterra, editora de um número especial do Philosophical Transactions of the Royal Society B.

“Dado que as populações de muitos animais que vivem em paisagens alteradas pelo homem estejam em declínio por razões não plenamente explicadas, acreditamos estar na hora de explorar desafios emergentes,” afirmou ela.

A ingestão de drogas de forma irresponsável pode ter sérias repercussões já bem documentadas para as populações humanas. Estima-se que, no caso da Inglaterra, 6.5% das internações hospitalares se devam a isto, ao custo de U$ 3 bilhões por ano.

Voltando à natureza, alguns fatos produzem espanto. Em partes da Índia, abutres foram virtualmente extintos por drogas anti-inflamatórias dadas ao gado de cujas carcaças se alimentavam. Estrogênios sintéticos usados em anticoncepcionais quase mataram toda a população de vairões em um lago em Ontário, no Canadá.

Uma pesquisa publicada no mês passado revelou que metade das espécies do planeta foram eliminadas nos últimos 40 anos. O trabalho mostrou que, em águas doces, onde são encontrados mais comumente resíduos de drogas, foram perdidos 75% dos peixes e anfíbios, lembra o MoneyLife.

Fonte – José Eduardo Mendonça, Planeta Sustentável de 15 de outubro de 2014

Imagem – Destinys Agent

“VIAPAR Cultural” vai distribuir R$ 230 mil

Podem participar produtores culturais com projetos aprovados ou em fase de aprovação na Lei Rouanet

No dia 31 de outubro será lançada a 2ª edição do edital VIAPAR Cultural, projeto coordenado pelo Instituto Cultural Ingá. Neste ano vão ser distribuídos R$ 230 mil entre os projetos vencedores. Para participar os interessados devem ter o projeto aprovado ou em vias de enquadramento nos termos do Art. 18 da Lei Federal Nº. 8.313/91 (Lei Rouanet do Ministério da Cultura), além de seguir todas as cláusulas do regulamento acerca do edital. A solenidade de lançamento será na sede da concessionária em Maringá, na parte da manhã.

A escolha dos projetos vencedores será feita por uma comissão técnica de profissionais com ampla experiência na gestão de projetos culturais (veja abaixo critérios de seleção). “De modo geral, as regras serão as mesmas, mas com a diferença que foi criado o critério de escalonamento de recursos conforme a colocação dos inscritos. Ou seja, o primeiro colocado poderá receber mais recursos que o quinto. Até então, os valores eram sugeridos pela comissão técnica a partir de avaliações de cada proposta. Esse item estabelecerá um novo avanço no VIAPAR Cultural, que é a primeiro iniciativa desse segmento em nível estadual”, explicou o diretor executivo do Instituto Cultural Ingá, Miguel Fernando, lembrando que agora as inscrições serão 100% online, pelo site do instituto. “Anteriormente, o interessado precisava encaminhar alguns documentos via Sedex. Agora, optamos por facilitar e agilizar este procedimento”.

O objetivo da iniciativa é beneficiar diferentes formas de expressões artísticas, propondo o estreitamento entre empreendedores culturais e a democratização de acesso à parte dos recursos disponíveis via destinação fiscal da empresa patrocinadora (VIAPAR). “Ficamos satisfeitos em poder contribuir para a execução desses projetos e para o fortalecimento da atividade cultural nas comunidades”, completou o assessor de comunicação da empresa, Marcelo Bulgarelli.

Na primeira edição – que ocorreu no primeiro semestre deste ano -, o VIAPAR Cultural distribui R$ 200 mil entre os nove projetos selecionados. Um deles foi peça de teatro infantil “A simples história de uma menina e um artista”, escrita por Leiza Maria Correia da Silva, de Sarandi. Atriz profissional desde 2000, ela ficou muito contente com o aporte financeiro da VIAPAR. “Realizei o sonho de levar uma produção própria ao palco. Foi o primeiro patrocínio da minha vida”, finalizou.

SERVIÇO – O edital completo pode ser conferido no site www.institutoculturalinga.com.br. Mais informações pelos telefones: (44) 3025-9595 ou (44) 3025-9625.

Critérios de seleção

– Projeto proposto / Ineditismo: Concepção da ideia/proposta, inovação, bem como o diferencial que incrementará a programação cultural da região sugerida;

– Edições anteriores / Presença de público: Resultados auferidos, quantidade de pessoas participantes e credibilidade gerada pelo evento/espetáculo cultural;

– Circulação, distribuição e difusão da Cultura / Período de abrangência: Locais de realização, integração cultural junto a comunidades por meio de envolvimento socioeconômico e quantidade de encenações/apresentações;

– Ampliação do acesso da população aos conteúdos e serviços culturais gerados: Previsão de público, democratização e acesso aos eventos/ações propostas, além dos temas a serem abordados no projeto e sua área de impacto na sociedade;

– Relatório de Atividades do proponente;

– Currículo.

Fonte – Assessoria de Imprensa da VIAPAR de 20 de outubro de 2014

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