Parques de Curitiba vão ganhar “Jardins de Mel”

Parques de Curitiba vão ganhar Jardins de Mel Foto: domínio público/pixabay

Pequenas, mas importantíssimas para o equilíbrio ambiental, as abelhas são essenciais para o processo de polinização na natureza e consequentemente, para a produção de flores, frutos e alimentos. Infelizmente, há um enorme declínio na população de abelhas no mundo inteiro, seja nas grandes cidades ou mesmo no campo, onde os agrotóxicos têm sido os principais responsáveis pelo seu desaparecimento. Em muitos países, algumas espécies já estão na lista de animais em risco de extinção.

Mas na capital paranaense, um novo projeto quer mudar esta realidade. Idealizado pelo agrocólogo Felipe Thiago de Jesus, o Jardins do Mel irá levar mais abelhas para os parques de Curitiba e educação ambiental para a população. “Nosso objetivo é que a cidade se torne referência de preservação de polinizadores e as pessoas sejam mais conscientes sobre o papel das abelhas em ser um elo na regulação do planeta”, contou Felipe ao Conexão Planeta.

Serão instalados 15 Jardins do Mel nos parques da cidade. Cada jardim terá seis colmeias e material visual que trará informação, com textos e fotos, sobre a espécie contida ali. Ao todo, o projeto pretende colocar 90 caixas (colmeias) e em cada  uma delas estarão “trabalhando” de 500 a 2.000 abelhas. As colmeias serão protegidas (para evitar depredação), mas abertas, desta maneira, os insetos poderão ir e vir para polinizar a mata nativa da região. “As abelhas voam em um raio de até 2 km”, explica o idealizador do projeto.

O Jardins do Mel terá seu lançamento oficial na primavera, mas em junho próximo, toda a estrutura deverá estar pronta. Entre os parques já confirmados para receber a novidade estão Jardim Botânico, Tingui, Tanguá, Passeio Público, Jardim Zoológico, Barreirinha, Barigui e Bosque do Papa.

O projeto Jardins do Mel também tem como foco a educação ambiental. Escolas públicas de Curitiba receberão material didático sobre o tema, com jogos didáticos que falam sobre a importância da preservação dos rios, compostagem e a prática da agricultura orgânica para a conservação das abelhas. Foi criada ainda uma peça, com teatro de bonecos, que irá percorrer a cidade, apresentando o assunto para as crianças.

Pais e professores das escolas envolvidas também serão convidados a participar de um treinamento para fazer a manutenção das caixas nos parques. “Eles serão os guardiões do mel. Queremos que as pessoas sejam incentivadas a cultivar plantas que atraiam insetos polinizadores”, destaca.

Existem 25 mil espécies de abelhas catalogadas no planeta. Destas, 88% tem hábitos solitários, ou seja, vivem sozinhas. As demais 12% são divididas em outros grupos, entre elas, as meliponídeas, abelhas nativas sem ferrão. No mundo todo, há 400 espécies de meliponídeas e 300 delas estão no Brasil. “Mas elas ainda são muito pouco conhecidas por aqui”, diz Felipe.

Para quem não estiver em Curitiba, o Jardins do Mel terá um website e um aplicativo, que mostrarão a localização das colmeias e todas as informações disponibilizadas nos parques da cidade, que certamente, em muito pouco tempo, estarão mais floridos graças às abelhas do novo projeto.

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Fonte – Suzana Camargo, Conexão Planeta de 24 de abril de 2017

Lançamento da publicação “cidades mais ricas em natureza”

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O Criança e Natureza lançou no último dia 28 de março, a publicação ‘Cidades mais ricas em Natureza’ elaborada em parceria com o Grupo de Trabalho (GT) Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis.

O lançamento ocorreu na Roda de Conversa com a arquiteta e urbanista, Irene Quintáns, que trouxe reflexões sobre como as cidades podem garantir que as crianças tenham o direito de usufruir e apropriar dos espaços públicos e naturais das cidades. Clique aqui para assistir a apresentação.

Com o intuito de contribuir com o tema entre os gestores públicos, as perguntas foram formuladas pelo GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo para o jornalista norte-americano Richard Louv, autor do best-seller ‘A Última Criança na Natureza‘.

O resultado desta entrevista está neste material que traz temas relevantes sobre a relação da criança com a natureza e apresenta também experiências inspiradoras que podem contribuir para que as cidades brasileiras se tornem mais ricas em natureza. Boa leitura!

Fonte – Criança e Natureza

Após câmara derrubar veto, lei que proíbe o Fracking é aprovada pelo Executivo

O Poder Legislativo de Wenceslau Braz derrubou na última semana o veto do Executivo ao projeto de Lei 01/2017 que proíbe operações de fraturamento hidráulico (fracking) para extração do gás de xisto do subsolo. Aprovado por unanimidade no começo do mês, o projeto contou com amplo apoio da comunidade, lideranças políticas, religiosas e dos movimentos ambientais da cidade.

“E foi também por unanimidade que nós derrubamos esse veto, numa clara demonstração que Wenceslau Braz está em sintonia com a sociedade para banir essa forma de produção de gás que contamina a água, o solo e ar, faz as pessoas adoecerem e ainda provoca terremotos. Não queremos fracking na nossa cidade”, afirmou o presidente da casa, Luiz Alberto Antônio, o Beto do Esporte (PSDB), que também é autor da proposição.

Com a decisão, o Executivo tinha até esta segunda-feira (24) para publicar a aprovação da lei. Em nota à câmara, a prefeitura divulgou que a publicação no Diário Oficial foi adiada para hoje, contudo já está oficializada a vigência da lei.

Riscos

A professora e voluntária da COESUS (Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida) Izabel Marson, acompanhou a apreciação do veto e exaltou o resultado da votação. “Wenceslau Braz está em sintonia com dezenas de cidades do Norte Pioneiro, que já aprovaram a legislação banindo a tecnologia altamente poluente que impacta o meio ambiente, a economia e a vida das pessoas”. Izabel esteve acompanhada de Patrícia Watfe, também voluntária da campanha na região.

Além da emissão de metano que contribui no aquecimento global, o fracking também provoca microssismos que em alguns casos desencadeiam tremores maiores que podem ser sentidos pelas populações locais. “Onde a técnica é empregada a vida deixa de existir devido ao alto nível de poluição. Não podemos permitir que esse tipo de empreendimento se instale em nossa região e devemos lutar em Wenceslau Braz e nas cidades vizinhas”, destacou Izabel.

Ela ainda relembra que a passagem pela região Norte Pioneiro do Paraná do comboio de caminhões vibradores contratados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) para prospectar petróleo e gás ainda permanece na memória dos paranaenses. Na memória e no bolso, já que mais de um ano após a realização dos testes para aquisição sísmica, quando são induzidos terremotos para verificar a composição geológica do subsolo, nenhum morador foi ressarcido. Centenas de residências na região apresentaram rachaduras, das quais dezenas tiveram danos que comprometem a sua utilização.

Dezenas de municípios já criaram suas regulamentações em relação à proibição dofracking no Norte e Norte Pioneiro do Paraná. Esta semana Conselheiro Mairinck teve publicada a Lei 618/2017, assim como Santo Antônio do Paraíso. No Brasil, estados como Ceará, Maranhão, São Paulo e Mato Grosso também avançam na discussão e aprovação de legislação. O Estado do Paraná foi o primeiro no país a suspender por 10 anos a emissão licenças para operações de fracking, inclusive para a fase dos testes sísmicos.

Fonte – Folha Extra de 25 de abril de 2017

O impacto da sua dieta no planeta

Os alimentos que escolhemos colocar em nossos pratos, ou jogar fora, têm um impacto ecológico muitas vezes maior do que percebemos.

Conheça alguns desses tristes números, e saiba o que fazer para melhorá-los:

Não desperdice comida

Segundo Viviane Romeiro, coordenadora de mudanças climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil, as perdas de alimentos no nosso país chegam a 40 mil toneladas por dia.

Os consumidores brasileiros contribuem com cerca de 10% do desperdício dentro da cadeia logística, que envolve também a produção, distribuição e armazenamento dos alimentos, de acordo com Alcione Silva, membro do corpo diretivo da Rede Save Food Brasil, entidade que tem apoio da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil.

Isso significa que precisamos de políticas públicas contra esse problema. No entanto, cada um de nós também pode fazer a sua parte para melhorar a situação. Tenha consciência do desperdício e de como evitá-lo. Por exemplo, cheque esse artigo sobre como conservar melhor diferentes tipos de comida, a fim de não jogá-la fora tão rápido.

Repense seus hábitos carnívoros

Tudo o que comemos tem uma “pegada ambiental”: para ser cultivado e chegar até nosso prato, levou terra, água e energia.

O WRI calculou as emissões de gases de efeito estufa associadas com a produção de um grama de proteína comestível de vários alimentos. Não surpreendentemente, eles descobriram que alimentos como feijão, peixe, nozes e ovos têm o menor impacto. Aves, suínos, leite e queijos têm impactos de médio porte.

Em termos de efeito estufa, de longe, os maiores impactos estavam ligados à carne vermelha, de bovinos, ovinos e caprinos. Isso é, em parte, porque a necessidade de pastagens impulsiona o desmatamento de lugares como a Amazônia.

A carne usa 28 vezes mais terra por caloria consumida – e duas a quatro vezes mais água doce – do que a média das outras categorias de carne. Além disso, as vacas são menos eficientes do que outros animais, como porcos e aves, na conversão alimentar em alimentos.

Parar de comer carne vermelha não é algo que a maioria das pessoas está disposta a fazer. Mas, mesmo que você não desista inteiramente desse consumo, diminui-lo já pode afetar significativamente a pegada de carbono de sua dieta.

Procure melhores opções de saladas

À medida que o interesse pelas dietas centradas em plantas aumenta, novas empresas alimentares estão testando pratos diferentes, mais saudáveis e amigos do meio ambiente.

Por exemplo, uma iniciativa do WRI, chamada Better Buying Lab, está reunindo grandes empresas (incluindo Panera Bread, Sodexo, Google, Unilever e Hilton) para desenvolver e testar estratégias para incentivar os consumidores na escolha de alimentos mais sustentáveis. Parte disso é procurar colocar mais pratos à base de plantas em menus do mundo inteiro.

O grupo está trabalhando muito para alcançar essa meta, fazendo parcerias com cozinheiros e chefes de suas companhias para criar receitas novas, que apelem ao gosto do público. Ideias promissoras incluem o conceito de “super saladas”, contendo combinações dos chamados superalimentos como nozes, sementes, verduras, legumes e abacate.

Hambúrgueres mistos (de carne e cogumelos, por exemplo) também são uma excelente opção para diminuir o impacto de sua dieta. Muitos consumidores já estão se acostumando com a ideia. Não custa tentar, pelo menos ocasionalmente.

Fontes – NPR / Terra / Natasha Romanzoti, Hypescience de 25 de abril de 2017

Acabamos de ultrapassar 410ppm de CO2, o maior nível em milhões de anos

O mundo acabou de passar por um novo marco climático. Cientistas previram que isso aconteceria este ano – e aconteceu. Na terça-feira, o Observatório Mauna Loa, no Havaí, registrou sua primeira leitura de dióxido de carbono em mais de 410 partes por milhão: 410,28 ppm (partes do gás por milhão de moléculas de ar).

Segundo informa a revista “Scientific American”, o dióxido de carbono não atingiu níveis tão altos em milhões de anos. Os números representam uma nova atmosfera com a qual a humanidade terá de lidar, uma que está prendendo mais calor e fazendo com que o clima mude em um ritmo acelerado.

No que se tornou uma tradição do outono, o dióxido de carbono vem estabelecendo um recorde anual nesta época todo ano desde que começaram as medições. Em 1958, quando os registro começaram a ser feitos em Mauna Loa, os níveis eram de 280 ppm. Em 2013, passou dos 400 ppm. Apenas quatro anos depois, a marca de 400 ppm não é mais uma novidade – é a norma.

“É muito deprimente que seja apenas alguns anos desde que o marco de 400 ppm foi derrubado”, declarou ao portal do centro de pesquisa Climate Central no mês passado Gavin Foster, um pesquisador paleoclimático da Universidade de Southampton. “Esses marcos são apenas números, mas eles nos dão a oportunidade de fazer uma pausa, fazer um balanço e agir como réguas úteis para comparações com o registro geológico”.

El Niño e emissões humanas

No início deste ano, os cientistas do Met Office da U.K. emitiram sua primeira previsão em relação ao dióxido de carbono. Eles projetaram que o CO2 poderia chegar a 410 ppm em março e quase certamente chegaria a este nível em abril. Sua previsão foi confirmada com registro diário da última terça-feira, dia 18. Eles também projetam que a média mensal chegará a um pico próximo de 407 ppm em maio, estabelecendo um recorde mensal.

Animação mostrando como o dióxido de carbono se move ao redor do planeta. Crédito: NASA

As concentrações de dióxido de carbono têm subido vertiginosamente nos últimos dois anos, devido em parte a fatores naturais como El Niño, fazendo com que uma quantidade maior do composto acabe na atmosfera. Porém, o aumento é principalmente impulsionado pelas quantidades recordes de dióxido de carbono que os seres humanos estão criando através da queima de combustíveis fósseis.

“A taxa de aumento irá diminuir quando as emissões diminuírem”, afirma Pieter Tans, cientista atmosférico da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, em entrevista à “Scientific American”. “Mas o [nível de] dióxido de carbono ainda estará subindo, embora mais lentamente. Somente quando as emissões forem cortadas pela metade nível de dióxido de carbono atmosférico vai parar de aumentar”.

Dano permanente

Mesmo assim, ainda que as concentrações de dióxido de carbono parassem de aumentar, os impactos das mudanças climáticas se estenderão por séculos futuros. O planeta já aqueceu 1° C, incluindo uma constante de 627 meses consecutivos de calor acima do normal. O nível do mar já aumentou cerca de 30 centímetros e os oceanos se acidificaram. Além disso, o calor extremo tornou-se mais comum.

Todos esses impactos vão durar mais e se intensificar no futuro, mesmo se cortarmos as emissões de carbono. Mas nós temos uma escolha de definir o quão intenso eles serão baseada em quando nós vamos parar de poluir a atmosfera.

Atualmente, estamos nos encaminhando para que até a metade do século criemos um clima nunca visto em 50 milhões de anos.

Fontes – Scientific American / Climate Central / Jéssica Maes, Hypescience de 24 de abril de 2017

ONU denuncia ‘mito’ de que pesticidas são necessários para alimentar o mundo

ONU denuncia ‘mito’ de que pesticidas são necessários para alimentar o mundo

O relatório alerta para consequências catastróficas e culpa os fabricantes. | Foto: iStock by Getty Images

O relatório foi severamente crítico com as corporações globais que fabricam pesticidas

A ideia de que os pesticidas são essenciais para alimentar a população mundial em rápido crescimento é um mito, é o que dizem os especialistas da ONU em alimentos e poluição em um novo relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, na última quarta-feira (8).

Segundo noticiado pelo jornal britânico The Guardian, o relatório foi severamente crítico com as corporações globais que fabricam pesticidas, acusando-as de “negação sistemática de danos”, “táticas de marketing agressivas e antiéticas” e de lobby pesado de governos que tem “obstruído as reformas e paralisado restrições a pesticidas globalmente”.

O relatório diz que os pesticidas têm “impactos catastróficos no ambiente, na saúde humana e na sociedade como um todo”, incluindo cerca de 200.000 mortes por ano de envenenamento agudo. Seus autores disseram: “É hora de criar um processo global de transição para métodos mais seguros e saudáveis na produção de alimentos e agrícola.”

A indústria de pesticidas argumenta que seus produtos – um mercado que vale cerca de US $ 50 bilhões por ano e cresce – são vitais para proteger as colheitas e garantir suprimentos suficientes de alimentos.

“É um mito”, disse Hilal Elver, relator especial da ONU para o direito à alimentação. “A utilização de mais pesticidas não tem nada a ver com a eliminação da fome, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), podemos alimentar hoje 9 bilhões de pessoas, mas mesmo com a produção crescendo, o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição.”

Elver disse que muitos dos pesticidas são usados em culturas de commodities, como óleo de palma e soja, e não o alimento necessário para as pessoas famintas do mundo: “As corporações não estão lidando com a fome no mundo, estão lidando com mais atividade agrícola em grande escala.”

Elver também disse que, enquanto os consumidores nos países desenvolvidos são geralmente melhor protegidos contra pesticidas, os trabalhadores agrícolas muitas vezes não são.

Tractor cultivating field at autumnFoto: iStock by Getty Images

“A alegação de que é um mito que os agricultores precisam de pesticidas para enfrentar o desafio de alimentar 7 bilhões de pessoas simplesmente não resiste ao escrutínio”, disse o porta-voz da Crop Protection Association, que representa os fabricantes de pesticidas no Reino Unido, também ao The Guardian. “A ONU FAO é clara sobre este – sem ferramentas de proteção de culturas, os agricultores podem perder até 80% de suas colheitas por danificações por insetos, ervas daninhas e doenças das plantas.

O relatório recomendou um movimento para um tratado global para governar o uso de pesticidas e para passar a práticas sustentáveis, incluindo métodos naturais de supressão de pragas e rotação de culturas, bem como incentivar alimentos produzidos organicamente.

Segundo o relatório, a exposição crônica aos pesticidas tem sido associada ao câncer, doenças de Alzheimer e Parkinson, distúrbios hormonais, distúrbios do desenvolvimento e esterilidade. Também destacou o risco para as crianças da contaminação por pesticidas dos alimentos, citando 23 mortes na Índia em 2013 e 39 na China em 2014. Além disso, segundo o relatório, estudos recentes do governo chinês indicaram que a contaminação por pesticidas significava que a agricultura não poderia continuar em cerca de 20% das terras aráveis.

“A indústria usa frequentemente o termo” uso indevido intencional “para transferir a culpa para o usuário pelos impactos evitáveis de pesticidas perigosos”, disse o relatório. “No entanto, claramente, a responsabilidade de proteger os usuários e outros ao longo do ciclo de vida do pesticida e em toda a cadeia de varejo é da responsabilidade do fabricante de pesticidas”.

No Brasil

O Brasil hoje lidera o uso de agrotóxicos no mundo (veja aqui). Todo ano a Anvisa divulga uma lista com as frutas e vegetais mais contaminados no Brasil (veja aqui a de 2016). Um estudo também identificou quais são os agrotóxicos mais frequentes nos alimentos consumidos no Brasil (veja aqui).

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Washington, EUA, mostrou que a agricultura orgânica pode ser usada para alimentar de maneira eficiente toda a população mundial. (saiba mais aqui)

Fonte – CicloVivo de 15 de março de 2017

Uma praça para chamar de sua

rinaldo-crianca-naturezaA jornalista Carolina Tarrio, do Movimento Boa Praça, conta como todos nós podemos revitalizar – e reocupar – as praças da cidade, fazendo com que esses espaços voltem a ser lugares de convívio, lazer, inclusão e muita brincadeira!

As praças são verdadeiros oásis de natureza nas cidades, pequenas ilhas verdes em meio ao caos urbano. Por que será que não as percebemos? Porque muitas delas estão degradadas. Outras escuras, cheias de mato, com mobiliário e brinquedos quebrados, nada convidativas. Segundo o jornalista Richard Louv, fundador do Movimento Criança e Natureza, ressignificar as cidades para que seus territórios sejam devolvidos às crianças e à natureza é um desafio muito mais complexo do que influenciar o comportamento das famílias, ou colocar mais verde dentro do ambiente escolar.

_mg_0668Lançamento do Clube Natureza em Família em São Paulo. Crédito: Rinaldo Martinucci.

A jornalista Carolina Tarrio, a Carô – assim como o Movimento Criança e Natureza – topou esse desafio. Desde 2008, quando sua filha mais velha nasceu, ela passou a espiar a praça em frente à sua casa, na zona oeste de São Paulo, com outros olhos. O lugar tinha um incrível potencial para crianças, muito mal cuidado. Quando ela falava em fazer algo, todos diziam que era perda de tempo, que ali sempre haveria depredação e uso de drogas. Inconformada, Carô resolveu investigar os motivos do abandono. Conversou com vizinhos, amigos e descobriu que, bem perto, uma praça tinha sido revitalizada com a ajuda de todos, a pedido de uma menina. Ela entrou em contato e, juntando forças com esse grupo de vizinhos, começou o Movimento Boa Praça.

Hoje, o Boa Praça oferece palestras e consultoria, além de promover, desde 2008, piqueniques comunitários em praças. Todo mundo pode participar. Uma vez por mês, a turma se reúne para um encontro regado a atividades, como cinema, teatro, oficinas, aliado a trabalhos de manutenção, limpeza, instalação de mobiliário, pintura, plantio. Só nos bairros de Pinheiros e Lapa já foram revitalizadas seis praças. Sem contar as de outros cantos da cidade, promovidas em parceria com outros grupos, empresas ou por meio de editais públicos.

credito-rinaldo-crianca-naturezaLançamento do Clube Natureza em Família em São Paulo. Crédito: Rinaldo Martinucci.

No dia 2 de novembro, em São Paulo, e dia 5 de novembro, no Rio, o Projeto Criança e Natureza participou deste encontro, lançando o Clube Natureza em Família junto com o Guia Boa Praça. “Temos dois olhares para a mesma coisa: quando falamos que a criança deve ter contato com a natureza nas grandes cidades, a possibilidade mais cotidiana são as praças. E esse contato só vai acontecer se as praças estiverem aptas a recebê-las”, resume Carô, que é mãe de Ana Luisa, de 12, e André, de 8 anos.

A seguir, ela conta de que maneira cada um de nós também pode fazer parte desse movimento.

Por que a maioria das praças é tão mal cuidada?

Muitas delas nem foram planejadas para serem praças. Estão ali por acaso. São áreas remanescentes: era um naco de terra que sobrou entre construções, que ninguém quis, e acabou virando praça. Muitas têm uma topografia complicada, não necessariamente com vocação para ser uma praça. Os objetos instalados ali também não são pensados: a prefeitura faz uma licitação, compra mobiliário e brinquedos no atacado e instala sem saber se aquilo faz sentido naquele local. Então, é comum você ver uma praça frequentada por crianças, jovens e skatistas ganhar, por exemplo, aparelhos de ginástica para idosos. Isso não vai durar mesmo. Sem contar que o poder público deixa a desejar na manutenção, porque muitas vezes nem tem equipe para isso.

Como você fez para recuperar sua primeira praça?

Quando minha filha nasceu, em 2004, mudei para uma casa com uma praça em frente, a praça Paulo Schiesari. Durante 4 anos, fui à praça com minha filha praça. Nesse tempo, o lugar praticamente não teve manutenção. Minha filha ia crescendo, desabrochando, e a praça ia ficando cada vez mais suja, degradada e perigosa. Aquilo me incomodava demais. Falei com os síndicos dos prédios vizinhos, com o diretor da escola em frente, com muitas pessoas. Todo mundo me dizia: “você vai perder seu tempo, tudo vai estragar”. Eles se referiam a duas “entidades” sempre que falavam em degradação da praça: “a molecada” e “os maconheiros”. [risos]

Você conhecia essas “entidades”?

Fui procurar saber, sim. Porque, para revitalizar uma praça, é preciso entender quem está em seu entorno, o que quer. Só depois vamos saber o que fazer. Fomos lá conversar com a tal molecada que detonava a praça para descobrir o que queriam e percebemos logo que o lugar não atendia às necessidades deles. Os balanços viviam quebrados porque eles enrolavam a corrente para fazer um gol. Na verdade, o que queriam era uma uma trave de futebol ali. Detectamos também um problema de circulação, pois a praça só tinha uma entrada, voltada para um prédio. A partir desses diagnósticos e conhecimentos é que começamos a agir para melhorar os incômodos.

_mg_1053Logo do Movimento Boa Praça. Crédito da foto: Rinaldo Martinucci.

Assim nasceu o Boa Praça?

Quando eu estava à procura do que fazer para melhorar a praça, fiquei sabendo que, bem próximo de casa, outra praça tinha sido revitalizada, com ajuda de muitos, a pedido de uma menina, Alice, que queria comemorar seu aniversário ali. Cecília, a mãe dela, foi atrás de vizinhos, prefeitura e empresas locais para pedir material e ajuda para a praça. No dia da festa, o local foi recuperado e esse virou o presente da Alice e também de todo mundo! Fui procura-los, me juntei a esses vizinhos e, a partir dali, começamos o Movimento Boa Praça. A ideia era ampliar a ação, replicá-la em outras praças e conseguir que a mobilização não ficasse restrita a um único dia de mutirão e recuperação. É preciso ocupar as praças sempre. Por isso decidimos organizar um piquenique comunitário todo ultimo domingo do mês. A ideia era ir aos lugares, sentir o que faltava, conversar com todos os usuários e vizinhos e deixar as praças, sempre, melhores do que as encontramos. No início, para organizar as atividades, lançamos mão dos amigos: um músico, uma contadora de histórias, alguém com jeito para marcenaria. Depois, fomos descobrindo talentos na própria vizinhança. No entorno de uma praça sempre tem alguém com jeito para consertos, para plantio, para cozinha… Assim, fomos promovendo várias oficinas: de bonecas de pano, de produtos naturais de limpeza, de pipas, carrinhos de rolemã, nossa, tanta coisa! E ao mesmo tempo melhorando os lugares, limpando, plantando, fazendo balanços…

Vocês conseguiram adesão imediata da vizinhança? Ou teve muita rejeição?

No início, muitas pessoas diziam que estávamos perdendo tempo. Mas batíamos de porta em porta, conversando, com paciência. Algumas pessoas eram mais desconfiadas, outras tinham de ser convidadas duas, três vezes. Mas, em geral, não tem como ser contra essa proposta. É para melhorar o lugar onde você mora! Às vezes as pessoas não estão muito disponíveis. Mas aprendemos a trabalhar com o que temos. Não dá para começar só em condições ideais. Se você for esperar tudo perfeito, não começa nunca.

Qual o melhor modelo para manter as praças?

Acho que deve existir uma trinca: a prefeitura fazendo a sua parte, em vez de ficar atrás de empresas e comércios que adotem uma praça. Essa transferência de responsabilidade não é legal. Porque a praça só será cuidada enquanto durar o contrato. Sem contar que as empresas não procuram saber o que a população quer: fazem o que acham, sem muito diálogo. O modelo mais satisfatório, a meu ver, é: a prefeitura fazer a manutenção, o cidadão colaborar e fiscalizar, propondo e executando melhorias, e as empresas e comércios participarem, seja com material, dinheiro ou mão de obra também. Afinal, todos esses atores formam a comunidade em torno da praça. Todos podem somar esforços. Dá para fazer muita coisa sem muito dinheiro. Por exemplo: instalar um balanço com uma tábua que estava sem uso ou pintar com tinta que sobrou de uma reforma. Há muitas possibilidades.

As crianças participam?

Elas sempre são convidadas e recebidas nos piqueniques comunitários. Ajudam e participam na medida da idade de cada uma. Meus filhos já fizeram de tudo. Ana Luisa, de 12 anos, começou quando tinha 4. O André, que hoje tem 8, vai aos piqueniques desde bebê. É uma forma muito orgânica e natural de eles entenderem conceitos como participação, cidadania, a quem pertence a cidade, direitos e deveres. Meu filho, por exemplo, não entende por que as pessoas sujam as ruas – afinal, as ruas são de todo mundo. Não é discurso, é o dia a dia dele. A cidade é uma extensão da casa para eles, faz parte do seu meio, do entorno. Sem contar que eles têm uma relação de pertencimento com a vizinhança. Se a mangueira do vizinho deu manga, ele bate aqui na porta para me dar algumas. Abrir-se para o entorno, conhecer seu vizinho, possibilita desde essas pequenas gentilezas, até uma maior segurança: minha filha vai sozinha até a padaria e sei que não tem perigo pois ela conhece todo mundo.

As crianças se divertem nas ações do Boa Praça?

Elas não enxergam as atividades como uma obrigação. Nós não vamos porque tem de consertar o banco. Vamos porque é gostoso ir à praça. E, enquanto os adultos consertam, elas ajudam ou brincam. São dias de encontros, de comidas gostosas, de conversa boa. O que importa para elas é simplesmente estar lá. E para nós também.

Fonte – Criança e Natureza

Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta

Árvore no ButãoDigitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies. BGCI

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito.

Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of SustainableForestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies – podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

SementesTrezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza. BGCI

O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

“Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público”, afirma.

“A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho.”

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Cendro-de-MulanjePesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país. BGCI

“Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação”, diz o especialista.

“Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram.”

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.

AmazôniaBase de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista. KYLE DEXTER

Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes.

Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

A GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.

Fonte – Mark Kinver, BBC Brasil de 05 de abril de 2017

Bombas de sementes são usadas em reflorestamento da Chapada do Araripe

Bombas de sementes são usadas em reflorestamento da Chapada do AraripeA perspectiva da Saaec é produzir e lançar na encosta da Chapada do Araripe 1 milhão de bombas de sementes, até o fim do ano. | Foto: Divulgação / SAAEC

10 mil bombas de sementes feitas por estudantes foram lançadas de um helicóptero

Junte um pouco de barro e esterco com água, faça uma bolinha de mais ou menos 5 centímetros de diâmetro. Abra-a, coloque sementes dentro, refaça a bolinha e coloque-a para secar ao sol. Essa é a receita das “bombas do bem” que estão sendo utilizadas na cidade do Crato, região do Cariri, no sul do Ceará, para reflorestar áreas da Chapada do Araripe que foram destruídas por incêndio no ano passado.

A tecnologia social, de origem japonesa e utilizada na permacultura, está sendo disseminada pela Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (Saaec) em escolas e comunidades da cidade, com o objetivo de “formar formadores”, expressão usada pela consultora do Núcleo de Educação Hidroambiental do órgão, Ana Cristina Diogo, responsável pela parte educacional do projeto.

No dia 22 de março, Dia Mundial da Água, 10 mil bombas de sementes feitas por estudantes foram lançadas, de um helicóptero, na encosta da Chapada do Araripe, próximo à nascente da Caiana.

O local, segundo Ana Cristina, é considerado o habitat do Soldadinho-do-Araripe, ave que está em risco crítico de extinção. “Essa área tem uma importância muito grande. Se não tivermos pressa, vamos perder o Soldadinho-do-Araripe em 15 anos”, alerta.

Na receita da bomba de sementes, segundo a consultora, entram essências florestais nativas. No dia 24, houve novo lançamento de bombas – desta vez durante uma trilha de 2,5 quilômetros com estudantes na área da nascente da Preguiça. De acordo com Ana Cristina, a nascente deságua em outra nascente, a da Batateira, que é fonte da água que abastece a cidade do Crato e cuja vazão está diminuindo.

“A gente planta uma árvore para colher água, porque é a árvore que garante a permanência da água subterrânea”, explicou. Além das sementes, também foram plantadas mudas de árvores oriundas da mata úmida, como o jatobá.

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A perspectiva da Saaec é produzir e lançar na encosta da Chapada do Araripe 1 milhão de bombas de sementes, até o fim do ano, mas Ana Cristina ressaltou que o órgão quer aproveitar o período chuvoso, que vai até maio, para lançar o maior número possível de sementes. Segundo ela, esse é o melhor período, pois a água quebra a casca de barro e esterco e infunde as sementes no solo.

Além do lançamento das bombas de sementes, a iniciativa da Saeec inclui o monitoramento dos locais onde elas foram lançadas, para ver o resultado da ação. Esse trabalho também vai envolver os estudantes que participaram da confecção das bolinhas. No fim de abril, eles irão ao local onde foram lançadas as primeiras 10 mil bombas, acompanhados de um engenheiro florestal.

“A bombinha de semente virou um ícone, o símbolo da preservação do momento. Queremos que essa experiência seja sustentada, que não seja só pontual”, afirmou a consultora Ana Cristina. O projeto também criou uma revista em quadrinhos que trata da origem da água do Cariri e da importância da preservação das nascentes e do uso consciente de água.

Aviões militares na Tailândia também estão utilizando esta técnica de bombas de sementes para recuperar suas florestas. (saiba mais aqui). Quer aprender a fazer uma bomba de semente com jornal? (veja aqui)

Fontes – Edwirges Nogueira, Edição Maria CLaudia, Agência Brasil / CicloVivo de 03 de abril de 2017

Manual dá dicas para cidadãos comuns revitalizarem praças próximas de casa

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Iniciativa do Programa Criança e Natureza e Movimento Boa Praça procura estimular as famílias a se unirem e transformarem as praças em locais de confraternização.

A praça mais próxima da sua casa, aquela que seria ótima para ir com as crianças, está suja, maltratada, sem equipamentos? Que tal começar a cuidar dela para que você, sua família e os vizinhos do bairro possam curtir o local? Para incentivar as famílias a promover essas mudanças, o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, e o Movimento Boa Praça elaboraram o manual ‘Como ser um boa praça’, com dicas e orientações para ocupar e revitalizar espaços públicos.

“A vivência ao ar livre proporciona às crianças a oportunidade de brincar e permite um contato próximo com a natureza. O manual estimula as pessoas a transformarem as praças em espaços de convivência.” explica Lais Fleury, coordenadora do programa Criança e Natureza.

Entre as sugestões do manual, há brincadeiras simples que podem ser feitas entre as famílias e crianças nas praças, como jogos de elástico, bola, peteca ou corda, ou atividades culturais, como feira de trocas de brinquedos, apresentações de dança, teatro ou saruaus, por exemplo. “Frequentar uma praça perto de onde moramos aumenta os encontros entre vizinhos e aumenta a segurança e estimula a criação de um laço comunitário” diz Carolina Tarrío, do Boa Praça.

Manual está disponível no site do Criança e Natureza e pode ser usado por qualquer pessoa em qualquer cidade.

Para saber mais sobre a ocupação de praças clique aqui e leia a entrevista com a jornalista Carolina Tarrio, do Movimento Boa Praça, que explica a origem e importância da iniciativa.

Fonte – Criança e Natureza