Mudanças climáticas são ameaça à segurança dos EUA, afirma Obama

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (20), durante um discurso, que o aquecimento global é uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e insistiu em que o tema seja tratado como uma prioridade da defesa no país.

Falando em New London (Connecticut) para jovens graduados da Academia da Guarda Costeira, Obama destacou a necessidade de adaptar as forças armadas de todo o país, do Alasca à Flórida, para enfrentar o degelo do permafrost (solo permanentemente congelado) ártico, o aumento do nível dos mares e as secas prolongadas.

“Vocês são parte da primeira geração de oficiais que começará a servir em um mundo onde os efeitos das mudanças climáticas serão sentidas claramente”, disse.

Ele também advertiu para o custo das mudanças que estão por vir e citou uma estimativa, segundo a qual uma elevação de 30 centímetros nas águas até o fim do século poderia custar US$ 200 bilhões nos Estados Unidos. Neste sentido, disse que o nível do mar no porto de Nova York já aumentou 30 cm em um século.

O Departamento de Defesa (DoD) lançou um estudo para avaliar a vulnerabilidade de 7.000 bases e instalações do exército americano, anunciou a Casa Branca.

“Em todo o mundo, as mudanças climáticas aumentam os riscos de instabilidade e de conflitos”, insistiu Obama, para que estes eventos meteorológicos aumentarão a quantidade de “refugiados climáticos”.

“Nenhuma nação está a salvo”, advertiu. Isto “impactará na forma como nosso exército terá que defender nosso país”, razão pela qual será necessário fazer profundos ajustes dentro da organização, no treinamento do pessoal e na proteção das infra-estruturas.

Obama, que deixará a Casa Branca em janeiro de 2017, elevou o tom nos últimos meses sobre os riscos das mudanças climáticas, um tema sobre o qual não pode fazer muito em seu primeiro mandato, em parte devido à oposição no Congresso.

A ciência é indiscutível

“Nos arredores de Norfolk (Virgínia, leste), grandes marés e tormentas provocam cada vez mais inundações em algumas áreas da nossa base naval e da nossa base aérea”, prosseguiu. “No Alasca, o derretimento do permafrost danifica nossas instalações militares (…) No oeste, as prolongadas secas e incêndios ameaçam zonas de treinamento cruciais para nossas tropas”.

Ao mesmo tempo em que reconheceu que certo nível de aquecimento a estas alturas é inevitável, o presidente americano pediu fazer tudo o possível para limitar a elevação das temperaturas mundiais.

No fim de 2014, Obama anunciou em Pequim um acordo inédito entre Estados Unidos e China sobre as emissões de gases de efeito estufa, que são os que causam o aquecimento global. Pequim prometeu que suas emissões deixarão de aumentar a partir de 2030, enquanto os Estados Unidos asseguraram que reduzirão entre 26% e 28% suas emissões até 2025, com base nos níveis reportados em 2005.

Há algumas semanas, o presidente americano expressou otimismo sobre a possibilidade de que se alcance um acordo “ambicioso e duradouro” na conferência mundial sobre o clima, que será celebrada em dezembro, em Paris.

O objetivo da comunidade internacional é limitar o aumento da temperatura a um máximo de 2°C com relação à era pré-industrial.

Obama também mostrou exasperação diante dos legisladores republicanos – alguns dos quais competirão por ocupar seu lugar nas eleições de 2016 – que põem em dúvida os estudos científicos que asseguram a responsabilidade das atividades humanas nas mudanças climáticas.

“Eu sei que ainda há gente em Washington que se nega a aceitar a realidade das mudanças climáticas”, acrescentou, mas “a ciência é indiscutível. O planeta está esquentando”.

“Negar o aquecimento e se negar a fazer algo a respeito é por em risco a nossa segurança nacional”, disse Obama aos jovens oficiais, prestes a receber seus diplomas.

Fonte – G1 de 21 de maio de 2015

Crianças se transformam em automóveis na Oficina de Trânsito

Imagine uma rodovia ocupada por crianças e cada uma delas interpretando um veículo diferente: automóveis, bicicletas, motos, bombeiro, policia, ambulância, ônibus, caminhão.

A partir desta quinta-feira (21), essa iniciativa inédita fará parte da oficina pedagógica da VIAPAR. A primeira instituição a participar será Escola Municipal Julia Wanderlei, de Alto Paraná. Cerca 45 crianças com idades entre nove e dez anos estarão participando da Oficina de Trânsito, na sede da concessionária, em Maringá.

Cada uma delas receberá um colete com um desenho lúdico inspirado em veículos de desenho animado. Algumas receberão coletes de carros, outras de bicicletas e assim por diante. A ideia é utilizar a própria mini-rodovia existente na sede da VIAPAR com todos os seus personagens automotivos.

“É uma forma de fazer com que todas as crianças possam entender as regras para cada veículo, sem esquecer que elas também são pedestres. Essa aula lúdica permite que todas os estudantes participem”, conta Bruna Santos, pedagoga e coordenadora da Oficina.

A Oficina de Transito consta de palestra, lanche e aulas praticas na mini-rodovia. Desde 2002 vem atendendo mais de 4 mil crianças por ano, contemplando todos os municípios da malha da concessionaria e cidades vizinhas.

Sobre a empresa – A concessionária VIAPAR é responsável pela administração de 546,9 quilômetros de rodovias [Lote 2 do Anel de Integração] nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. Extensão total concedida composta pelas rodovias: BR-376 (Paranavaí a Apucarana), BR-369 (Rolândia a Apucarana / Campo Mourão a Cascavel), BR-158 (Peabiru a Campo Mourão), PR-317 (Maringá a Peabiru), PR-444 (Arapongas a Mandaguari) e PR-986 (Cambé a Rolândia).

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 20 de maio de 2015

MPT/MT processa fabricantes de agrotóxicos em R$ 50 milhões

Empresas são acusadas negligência no descarte de embalagens em Sapezal

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) processou as multinacionais Basf, Du Pont, Monsanto, Nufarm, Syngenta, Adama, Nortox e FMC por expor trabalhadores a risco de contaminação por agrotóxico. O MPT pede a condenação das empresas em R$ 50 milhões por danos morais coletivos. As companhias são acusadas de serem coniventes com o “manuseio e descarte inadequado das embalagens dos produtos” pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sapezal (Aeasa) e pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev).

O procurador do Trabalho Leomar Daroncho argumenta que a Aeasa e a Inpev atuam como “extensão” das multinacionais. As duas instituições também respondem a ação. “Basf, Du Pont, Monsanto, Nufarm e Syngenta integram o Conselho de Administração da Inpev e são os maiores produtores de agrotóxicos. Desta forma, nada mais justo e razoável que acioná-las solidariamente”, explica o procurador Trabalho Renan Bernardi Kalil, que assina a ação juntamente com Daroncho.

Kalil afirmou que caso as multinacionais sejam condenadas o valor da indenização pode ultrapassar a casa dos R$ 50 milhões. “Isso porque o MPT também pede o pagamento de indenizações de R$ 1 milhão a cada um dos trabalhadores submetidos, desde o início do funcionamento da Aeasa, na década de 1990, aos enormes riscos da atividade”, diz ele.

O procurador explica que a ação é desdobramento de inspeção realizada pelo MPT na Aeasa em fevereiro deste ano, quando verificou “a falta de condições mínimas de segurança aos empregados expostos ao veneno e a inexistência de local para a higiene dos funcionários”. A fiscalização foi feita em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Fonte – Venilson Ferreira, Globo Rural de 18 de maio de 2015

Veja soluções de seis países para vencer a falta de água e o desperdício

Com a aproximação do inverno, grande parte do país entra em estado de atenção devido à falta de chuvas.

Com isso, o fantasma da escassez de água passa a rondar governos, que tentam agilizar projetos para evitar um possível desabastecimento nas grandes cidades e áreas rurais.

Em vários países, os períodos de seca já não representam tanto risco. Eles são enfrentados com tecnologia e planos ambiciosos de gestão da água, alguns implementados há décadas. Sem essas ações, Israel, encravado em um deserto, ou Cingapura, uma ilha que importa água de outros locais, não sobreviveriam.

Suas experiências podem servir de inspiração ao Brasil, que desde 2013, quando o Sudeste enfrentou a pior seca já registrada nos últimos 50 anos, passou a se preocupar mais com os recursos hídricos, já escassos em várias localidades.

O G1 lista o que seis países de diferentes partes do mundo fizeram ou fazem para manter o abastecimento, evitar o desperdício e conscientizar a população sobre a importância da água. As iniciativas foram apresentadas em um seminário internacional realizado em São Paulo, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Austrália – O país que viveu entre 1997 e 2009 o mais severo período de seca já registrado, e que entre 2013 e 2014 teve 156 recordes de temperatura, precisou se adaptar para manter o abastecimento de milhões de moradores.

Foram investidos cerca de R$ 6 bilhões em infraestrutura, o que ajudou a combater vazamentos e a economizar água.

Segundo Tony Wong, do Programa de Cooperação em Pesquisa da Austrália, em Melbourne, um dos exemplos para combater o desperdício foi a realização de obras para que as águas residuais que saem das casas sigam para reservatórios próprios.

Depois de tratada, a então “água de reúso” retorna para as moradias, já adaptadas para receber o líquido em uma torneira especial, que poderá ser utilizado na limpeza da casa, lavagem de roupas e outras atividades em que se consiga evitar o emprego de água potável.

Além disso, em várias cidades do país foram construídas usinas de dessalinização, que transformam a água do mar em potável. Em Melbourne, o complexo ainda não foi utilizado, mas foi erguido para ser uma espécie de seguro em casos de extrema escassez hídrica.

É viável para o Brasil? – Dante Ragazzi, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), diz que o Brasil pode utilizar essas tecnologias para melhorar o abastecimento e a adaptação a eventuais secas. Porém, ele afirma que algumas delas só funcionariam plenamente a longo prazo.

Ragazzi diz que o combate a vazamentos já é feito no país, mas que é preciso investir muito mais em infraestrutura para a água de reúso chegar até as casas. “Tecnicamente é possível, mas do ponto de vista financeiro, são precisos estudos aprofundados”, explicou.

Sobre uma possível usina de dessalinização, Dante diz que um projeto como esse é caro e pode gerar impacto ambiental (é preciso saber o que será feito com o sal extraído), apesar da instalação ser possível em cidades litorâneas.

China – Com um risco muito alto de seca no Nordeste e Norte do país, a China criou uma agenda especial para os recursos hídricos, distribuindo ações integradas por todas as camadas de governo.

Foi desenvolvido um sistema de etiquetas para mictórios, vasos sanitários e pias que determina o grau de eficiência hídrica desses produtos. Desta forma, há o incentivo à compra de produtos que usam menos água (no estilo do selo Procel de eficiência energética, utilizado aqui no Brasil).

O governo incentivou também a criação de cisternas em várias cidades. Atualmente, há 83 mil distribuídas pela China, além de outros 4 mil reservatórios de médio e grande portes.

Desde 1960, é realizada a transferência de água entre rios do Sul para o Norte, com estações de bombeamento em diversas regiões. Elas são acionadas em períodos de seca extrema, o que garante o abastecimento emergencial à população.

É viável para o Brasil? – De acordo com Alceu Guérios, da seção São Paulo da Abes, a transferência entre bacias hidrográficas é uma solução já adotada no Brasil há décadas, já que dá segurança hídrica a regiões carentes. Um dos exemplos é a transferência entre várias bacias para formar o sistema Guarapiranga, que abastece 5,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, e a transposição do Rio São Francisco, no Nordeste.

Sobre os reservatórios pelo país, Dante Ragazzi afirma que é possível criar mais unidades no Brasil, mas não em grande quantidade como na China. “É preciso que se faça a devida análise dos impactos ambientais”. No caso das etiquetas em equipamentos mais eficientes, Guérios afirma ser uma boa ideia.

Califórnia (EUA) – Um das regiões mais populosas dos Estados Unidos enfrenta uma das piores secas em décadas. Tal fato obrigou o governador Edmund Jerry Brown a decretar racionamento de água em abril deste ano.

Desde então, a Califórnia terá nove meses para economizar 1,8 trilhão de litros de água. A meta é que as cidades e comunidades reduzam seu consumo em 20%. Mas como?

Algumas das iniciativas são: aumento das tarifas de água, multas de US$ 500 por dia a quem for flagrado desperdiçando água potável para lavar calçadas ou lavar carros, remoção de paisagismo que exija aumento de consumo em casas, centros comerciais e campos de golfe, e substituição por grama resistente à seca.

Além disso, para evitar prejuízos no abastecimento, há bombeamento de águas subterrâneas para uso humano e a água reciclada é represada para irrigação e descargas sanitárias.

É viável para o Brasil? – A redução do consumo individual, com medidas como as da Califórnia, é eficiente e viável em todo o país, segundo Alceu Guérios. Ele cita que São Paulo é um dos exemplos onde as ações para conter o consumo individual deram certo, desde que o estado foi afetado brutalmente pela seca.

A respeito da água de reúso, ele afirma que a crise atual intensificou a discussão em torno desse procedimento, ainda não adotado no país. Não há leis próprias para isso, mas o Ministério do Meio Ambiente afirma que há estudos para uma nova legislação. “Pode reduzir significativamente o gasto de água. [Mas] é necessário apenas orientar tecnicamente as práticas, para evitar usos inadequados”, explicou Guérios.

Japão – Desde 1955, não há um ano em que o país não seja atingido por episódios de seca extrema. Por isso, o governo criou o Manual Geral contra a Seca, com medidas preventivas para o fenômeno e ações a serem feitas quando houver estiagem.

O racionamento de água em determinados horários é uma das ações tomadas para reduzir a vazão pelo país, mas essa decisão só ocorre quando não há economia voluntária de água. A conscientização dos japoneses é o grande trunfo do governo, que realiza campanhas massivas com uso de anúncios para diminuir o consumo de água. Desde 1978, todo o dia 15 de cada mês é considerado o “dia de economizar água”.

Houve ainda investimentos para captação de chuva e reaproveitamento da água residual, além de combate a vazamentos para reduzir perdas de água para o consumo. A indústria japonesa, famosa pelos avanços tecnológicos, também fez sua parte e desenvolveu torneiras, chuveiros e vasos sanitários que diminuem o consumo.

Segundo o Japão, a perda de água estimada (por culpa de vazamentos, fraudes e etc.) é de 9%. No Brasil, esse índice é de 39%, de acordo com levantamento do IBNET – International Benchmarking Network for Water and Sanitation Utilities.

É viável para o Brasil? – O uso de águas residuais e pluviais é viável no Brasil, mas precisa ser objeto de análise financeira, técnica e ambiental, segundo Dante Ragazzi. Para ele, é preciso ter cuidado com o armazenamento caseiro, a fim de evitar que o local se torne um possível criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

A redução de perdas precisa ser ampliada no país, de acordo com Alceu Guérios. “Inclui ações de rastreamento das redes, de redução de pressões, de substituição de ramais prediais e de redes por materiais mais resistentes, de controle de tempos de reparos, entre outras. São ações contínuas, que produzem resultados progressivamente”.

Israel – Transformando o deserto em oásis. Esse é o lema de Israel, país que luta contra a seca desde o seu nascimento, há 67 anos. Por causa disso, foi necessária a criação de leis claras para o uso da água, com sistemas de economia e regulação, e muita conscientização a respeito.

Foi preciso ainda o desenvolvimento de tecnologias capazes de extrair água até de geadas, que é revertida para a agricultura.

Segundo o governo, o tratamento e reúso são vitais para o país: 91% do esgoto é coletado e 80% dele é tratado e reutilizado para a agricultura na parte Sul de Israel (totalizando 525 milhões de m³ ao ano).

Outra técnica que abastece a área agrícola é o sistema de irrigação por gotejamento, desenvolvido em Israel e responsável por fornecer água para 30% das lavouras do mundo.

Há ainda um controle rígido de perdas, que evita o desperdício de recursos e perdas de apenas 7%. Em todo o país, há cinco plantas de dessalinização, que utilizam a água do Mar Mediterrâneo. Essas usinas geram mais de 100 milhões de m³ de água ao ano e abastecem 70% do consumo doméstico.

É viável para o Brasil? – Sim, em partes. O reúso e tratamento de esgoto ainda são um problema para o Brasil. No país, apenas 50% dos resíduos domésticos são tratados e o restante é despejado em rios e no oceano. Mas com o tempo, o percentual de tratamento sanitário deve aumentar, “mas é difícil que a solução seja implementada em grande escala e rapidamente”, diz Dante Ragazzi.

Sobre o gotejamento, é necessário que o setor agrícola do Brasil passe por um grande avanço tecnológico. “Nossa agricultura adota técnicas de irrigação que gastam muita água, o que não é compatível com situações de limitação de disponibilidade, como é o caso do Sudeste brasileiro. É necessário modificar essas práticas. Com a crise, isso já foi iniciado em São Paulo, com a discussão de políticas de estímulo aos produtores”, afirma Alceu Guérios.

Cingapura – Na pequena ilha de 718 km², 100% da população é servida por água potável e todo esgoto do país é tratado e reutilizado. O país é considerado um dos polos mais eficientes de reaproveitamento de água.

Tudo isso graças a uma imponente infraestrutura implantada para coleta da água de chuva, usinas de dessalinização, combate a vazamentos, além de campanhas de conscientização.

Em casos de falta de água, o país importa água da Malásia por meio de dutos, uma logística considerada complexa e cara.

Além disso, há um programa local que incentiva a compra de produtos que diminuem o uso de água (etiquetas de eficiência hídrica) e uma campanha com o público que faz as pessoas “amarem” a água.

É viável para o Brasil? – O reúso, a campanha de conscientização e a criação de etiquetas para aparelhos domésticos mais eficientes são viáveis e recomendáveis. A importação de água também, tecnicamente falando, mas a medida teria um custo muito alto e não haveria capacidade suficiente para atender grandes demandas, como a de São Paulo, atualmente.

Fonte – G1 de 24 de maio de 2015

Cartilha ensina a usar as Cotas de Reserva Ambiental

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) lança uma cartilha para ajudar produtores rurais a conhecerem e aplicarem o sistema de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), uma das ferramentas do Código Florestal pensadas para resolver o passivo de quem desmatou demais no passado.

Entender as cotas é simples: o proprietário que avançou na reserva legal além do permitido por lei pode comprar um título daquele que tem vegetação em abundância. Essa transação é feita por meio de títulos negociáveis em bolsas de mercadorias ou por sistemas de registro e liquidação de ativos.

Dessa forma, o CRA é um mecanismo que premia quem preservou, ajuda a manter a vegetação existente e permite a quem desmatou regularizar seu imóvel. “As cotas favorecem a conservação e regularização de passivos de reserva legal com grande efetividade”, afirma o pesquisador do Ipam Marcelo Stabile, um dos autores do estudo. “Elas constituem excelentes oportunidades para proprietários e para o governo, tanto do ponto de vista ambiental como do econômico.”

Fonte – IPAM / EcoDebate de 20 de maio de 2015

‘O resíduo se renova, enquanto o catador se desgasta’

“Na medida em que os catadores e catadoras buscam a sobrevivência por meio da coleta de recicláveis, dando uma característica de mercadoria ou produto vendável a algo que não tinha mais valor, eles vivenciam nesse processo várias cargas de trabalho e desgaste da saúde física e mental”, constata a enfermeira.

“Embora o trabalho dos catadores seja enaltecido pelas vantagens ambientais que proporciona, tal discurso fica apenas no campo da retórica, em especial nos discursos midiáticos e políticos”, adverte Tanyse Galon, em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail.

Autora da tese de doutorado “Do lixo à mercadoria, do trabalho ao desgaste: estudo do processo de trabalho e suas implicações na saúde de catadores de materiais recicláveis”, a enfermeira analisa o outro lado do trabalho desenvolvido a partir da reciclagem, o qual, embora traga vantagens para o meio ambiente, causa um impacto direto na saúde dos catadores de resíduos recicláveis, especialmente daqueles que estão no mercado informal, já que “apenas 10% dos catadores no Brasil” atuam em cooperativas.

Na avaliação dela, “tais trabalhadores estão reduzindo gastos dos municípios com o gerenciamento dos resíduos sólidos, promovendo lucratividade às indústrias de reciclagem e reduzindo impacto ambiental desencadeado pelos comportamentos de desperdício da sociedade, sem serem de fato reconhecidos enquanto trabalhadores”. Enquanto isso, ressalta, “as ações concretas voltadas para a saúde dos trabalhadores informais ainda são defasadas”.

Entre os problemas constatados em sua pesquisa, Tanyse chama atenção para os riscos à saúde aos quais os catadores estão submetidos, desde implicações osteomusculares, por conta do peso carregado nos carrinhos de mão, acidentes de trabalho envolvendo materiais perfurocortantes, até o contato com “animais mortos, vidros, agulhas e seringas contaminadas presentes nos resíduos urbanos”. De acordo com ela, a situação é agravada “pelo fato de a sociedade não separar ou descartar corretamente tais materiais”. O “descuido no descarte dos resíduos”, frisa, aumenta a propensão de os catadores adquirirem “doenças graves, dentre elas as hepatites, o HIV e tétano”.

Tanyse Galon é bacharel em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP e doutora em Enfermagem pela USP. Atualmente é enfermeira no Hospital da USP / Ribeirão Preto.

IHU On-Line – Que considerações sua pesquisa “Do lixo à mercadoria, do trabalho ao desgaste: estudo do processo de trabalho e suas implicações na saúde de catadores de materiais recicláveis” faz acerca da saúde dos trabalhadores que trabalham com reciclagem?

Tanyse Galon – Como sintetiza o título do trabalho, os resultados da pesquisa mostraram que na medida em que os catadores e catadoras buscam a sobrevivência por meio da coleta de recicláveis, dando uma característica de mercadoria ou produto vendável a algo que não tinha mais valor (resíduos ou lixo), eles vivenciam nesse processo várias cargas de trabalho e desgaste da saúde física e mental. Ou seja, o resíduo se renova, enquanto o catador se desgasta. E, para entender a saúde dos trabalhadores, consideramos a importância de se compreender o entorno econômico, social, político e cultural que envolve nossa sociedade e que afeta o trabalho dos catadores, como, por exemplo, a cadeia produtiva da reciclagem, as políticas que envolvem o gerenciamento dos resíduos sólidos no Brasil, e a sociedade atual que se constitui como uma sociedade do consumismo e do desperdício, gerando exorbitantes produções de resíduos sem preocupações com as questões ambientais, sanitárias e sociais que tal comportamento pode gerar. Nesse sentido, a contradição se dá pelo fato de que os catadores estão desenvolvendo um papel do qual a sociedade e muitos municípios se isentam em participar ativamente, e ainda são desvalorizados por sua atividade promotora de preservação e renovação do meio ambiente.

IHU On-Line – Qual é o perfil dos catadores analisados na sua pesquisa? O que eles relatam sobre o processo de trabalho e que avaliações fazem desse processo?

Tanyse Galon – Na pesquisa que desenvolvemos, de abordagem qualitativa, foram entrevistados 23 catadores de materiais recicláveis de rua autônomos da cidade de Ribeirão Preto – SP, cujo perfil geral (dados sociodemográficos e ocupacionais) muito se assemelhou ao de outras pesquisas desenvolvidas no país, tanto de abordagem quantitativa quanto qualitativa. Grande parte dos catadores é composta de homens e mulheres adultos jovens, embora haja a presença de idosos atuando na atividade para complementar a renda da aposentadoria; pessoas com dependentes financeiros, sustentando suas famílias com a reciclagem; homens e mulheres oriundos de outras regiões, mostrando uma relação entre migração e trabalho informal; vários deles com imóvel alugado, o que aumenta as dificuldades financeiras; maioria com ensino fundamental incompleto, situação que dificulta a inserção no mercado formal de trabalho; histórico laboral de atividades pouco valorizadas (construção civil, trabalho doméstico); necessidade de conciliar a reciclagem com outras atividades laborais, considerando a renda com os recicláveis insuficiente; e por fim, a realização de um trabalho com horários flexíveis e com renda mensal muito variável, a depender da quantidade e qualidade dos materiais recicláveis coletados, além das oscilações de preço das empresas compradoras desses materiais.

IHU On-Line – A quais problemas de saúde eles estão expostos por conta das especificidades do tipo de trabalho que desenvolvem?

Tanyse Galon – Os problemas de saúde enfrentados pelos catadores em decorrência do seu contexto de trabalho são amplos, sendo que nosso estudo destacou: os problemas osteomusculares (dor na coluna e membros inferiores, câimbras, etc.) pelo peso carregado, deficiência de instrumentos laborais adequados e as longas distâncias percorridas em busca dos recicláveis; acidentes de trabalho envolvendo materiais perfurocortantes, picadas de animais peçonhentos (escorpião, etc.) e risco de atropelamento pelo trabalho nas ruas, com quedas e contusões; por fim, a ansiedade e o estresse, em decorrência da instabilidade da renda, do trabalho sem horário regular e delimitado, das vivências no trânsito com seus “carrinhos de mão”, e principalmente devido ao preconceito e desvalorização que sofrem, referindo que são comumente vistos como pessoas de má índole e não como trabalhadores de fato.

“Um dos catadores referiu transportar em torno de 980 kg por percurso de coleta, visto que, quanto mais material for encontrado, maior a renda adquirida”

IHU On-Line – Você menciona que os catadores de materiais recicláveis enfrentam cargas de trabalho biológicas, mecânicas, fisiológicas e psíquicas. Pode explicar cada uma delas?

Tanyse Galon – Dentro do referencial teórico que adotamos em nossa pesquisa, entende-se que as cargas de trabalho, geradas no interior do processo de trabalho (ou cotidiano laboral), são os elementos ali presentes que vão gerar desgaste da saúde dos trabalhadores, potencial ou estabelecido. Dentro das cargas de trabalho que os catadores enfrentam, destacamos:

1. Biológicas: contato com animais mortos, vidros, agulhas e seringas contaminadas presentes nos resíduos urbanos, situação que, segundo os trabalhadores, é agravada pelo fato de a sociedade não separar ou descartar corretamente tais materiais;

2. Mecânicas: risco de atropelamento no trânsito, sendo que os trabalhadores referiram que sua presença nas ruas com seus carrinhos carregados de recicláveis são vistos pelos demais como entraves ao funcionamento do tráfego, aumentando os riscos de queda e contusões graves;

3. Fisiológicas: o esforço físico pesado por carregarem grandes quantidades de materiais por longas distâncias. Um dos catadores referiu transportar em torno de 980 kg por percurso de coleta, visto que, quanto mais material for encontrado, maior a renda adquirida (renda por produção);

4. Psíquicas: preconceito e desvalorização que sofrem em seu cotidiano laboral, destacando que este foi o tema mais demandado pelos catadores dentre todos os demais. Os trabalhadores referiram que sua invisibilidade é comum, sendo que muitas pessoas “fecham os vidros do carro” ou “passam de longe”, evitando a presença dos catadores. Todo este quadro de cargas laborais é agravado pela falta de recursos de proteção, reconhecimento e valorização do trabalho que desenvolvem, ficando o catador sozinho em seu cotidiano laboral.

IHU On-Line – A que tipo de materiais os catadores ficam expostos e quais os riscos do contato com esses materiais à saúde?

Tanyse Galon – Relatos de exposição a vidros, agulhas e seringas, e até fetos humanos presentes nos resíduos urbanos mostram que ainda há um descuido no descarte dos resíduos e uma elevada propensão entre os catadores de adquirir doenças graves, dentre elas as hepatites, o HIV, tétano, entre outras. Tal situação mostra que o trabalho dos catadores nas ruas ainda apresenta-se muito precarizado, visto que os mesmos constantemente abrem sacos de lixo, desprovidos de luvas ou máscaras, sem saber ao certo o que encontrarão. Nesse sentido, muitos deles buscam fornecedores fixos de materiais recicláveis em lojas, supermercados, empresas, etc., com o objetivo de evitar o contato com tais materiais perigosos à saúde.

“Vidros, agulhas, seringas e até fetos humanos, mostram o descuido no descarte dos resíduos”

IHU On-Line – Como os problemas de saúde aos quais os trabalhadores são expostos são abordados na área de saúde no país atualmente?

Tanyse Galon – A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora tem reconhecido a necessidade de ações de saúde voltadas também para as categorias laborais inseridas na informalidade, especialmente aquelas em condição altamente excluída, como é o caso dos catadores. Entretanto, observamos que as ações concretas voltadas para a saúde dos trabalhadores informais ainda são defasadas. Autores que investigam o mundo do trabalho têm apontado a heterogeneidade e complexidade do mundo laboral, que envolve a existência das diversas formas de trabalho flexível, dentre elas os subcontratados e os terceirizados, condições que afastam os trabalhadores dos direitos à saúde no trabalho e o descumprimento ou defasagem de leis trabalhistas que os protejam.

Entre os catadores entrevistados em nossa pesquisa, houve relatos de falta de recursos financeiros para adquirir equipamentos de proteção individual, além do fato de que buscam atendimento em serviços de saúde apenas quando consideram grave a sua condição. Alguns deles referiram que quando sofrem acidentes de trabalho, comumente prosseguem na coleta de recicláveis, trabalhando apesar de doentes, visto que não há garantia de renda ou afastamento remunerado por problema de saúde. Nesse sentido, muito deve ser feito pelos trabalhadores informais.

IHU On-Line – Existe alguma discussão nos hospitais sobre o desenvolvimento do trabalho de reciclagem de materiais usados nos próprios hospitais? Como o processo de reciclagem e implicações à saúde dos trabalhadores que são responsáveis pela reciclagem são abordados nos hospitais?

Tanyse Galon – Uma das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos é que os estabelecimentos (empresas, indústrias, etc.) e as residências realizem a segregação dos resíduos (separando os materiais recicláveis), o que inclui os serviços de saúde. Os poderes locais (municípios) devem realizar todo o sistema de coleta seletiva, com centros de triagem e meios de transporte para coleta desses materiais recicláveis separados na fonte, levando-os para cooperativas de reciclagem, com a atuação prioritária dos catadores de materiais recicláveis, que devem ser incluídos nesse processo. Vários hospitais no país têm grupos internos voltados para essa questão, treinando as equipes a separarem os materiais recicláveis dos materiais perigosos à saúde e fazendo a destinação adequada.

Entretanto, os catadores ainda referem encontrar resíduos hospitalares nos sacos de lixo comum nas ruas, expondo-os a riscos importantes à saúde, o que evidencia a necessidade de maior investimento e conscientização tanto dos produtores de resíduos (sociedade), quanto dos serviços de saúde, que precisam aplicar de fato as políticas de gerenciamento dos resíduos produzidos.

IHU On-Line – Como se dá a improvisação dos instrumentos de trabalho entre os catadores?

Tanyse Galon – Por estarem inseridos em um trabalho informal e por apresentarem, em sua maioria, dificuldades socioeconômicas, os catadores comumente improvisam seus instrumentos de trabalho com materiais retirados dos próprios resíduos. Para formarem seus carrinhos de mão, eles utilizam peças de geladeira, grades, tábuas, barras de ferro, cabos de vassoura, bags (sacos grandes), tudo com o intuito de elaborarem tais veículos para transporte dos materiais, adaptando-os na medida em que as dificuldades e necessidades vão surgindo. O que ocorre é que muitos desses instrumentos não estão adequados à corporalidade e funcionalidade dos trabalhadores, o que gera inadaptações de ordem ergonômica, levando-os a problemas osteomusculares. Visando superar tais circunstâncias, muitos deles, na medida em que vão angariando maior renda, buscam adquirir veículos motorizados (peruas) ou de tração animal, com o intuito de reduzir a carga de trabalho e aumentar a renda adquirida. Porém, até chegarem nessa possibilidade, muitos deles já desenvolveram problemas de saúde.

“Os catadores comumente improvisam seus instrumentos de trabalho com materiais retirados dos próprios resíduos”

IHU On-Line – Diante das implicações à saúde e da condição de trabalho dos trabalhadores, que alternativas sugere em relação a esse tipo de trabalho, que hoje é de certo modo enaltecido pelas vantagens que traz ao meio ambiente?

Tanyse Galon – O que nos despertou a atenção durante o desenvolvimento da pesquisa foi o fato de que, embora o trabalho dos catadores seja enaltecido pelas vantagens ambientais que proporciona, tal discurso fica apenas no campo da retórica, em especial nos discursos midiáticos e políticos. Ainda falta muito a avançar em termos concretos. Os catadores, especialmente os que trabalham de forma autônoma nas ruas, ainda nos relatam que estão desprovidos de recursos laborais, de proteção à sua saúde e de uma renda digna e condizente com o benefício que promovem.

Tais trabalhadores estão reduzindo gastos dos municípios com o gerenciamento dos resíduos sólidos, promovendo lucratividade às indústrias de reciclagem e reduzindo impacto ambiental desencadeado pelos comportamentos de desperdício da sociedade, sem serem de fato reconhecidos enquanto trabalhadores. É claro que não podemos desconsiderar os ganhos que o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR até aqui conquistou, resultando no reconhecimento da profissão na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO e na criação de cooperativas de reciclagem ao redor do país, com melhores condições de trabalho e renda. Entretanto, apenas 10% dos catadores no Brasil atuam nessas cooperativas, sendo que muitas delas ainda apresentam falta de recursos para um funcionamento adequado. Nesse sentido, a mobilização dos municípios no cumprimento das políticas, considerando a inclusão socioeconômica dos catadores, e a atuação da sociedade no reconhecimento e valorização desses trabalhadores são questões importantes a serem desenvolvidas não apenas enquanto pauta de discussão, mas também resultando em ações concretas e transformadoras da realidade dos catadores.

Fonte – Patrícia Fachin, EcoDebate / IHU de 15 de maio de 2015

Rastreabilidade de produtos evita o comércio ilegal de plásticos falsificados

Você tem certeza que aquele plástico biodegradável que sua empresa produziu, ou que recebeu do seu fornecedor, ou que sua empresa está distribuindo para o consumidor cumpre o que promete?

Você tem certeza que o seu fornecedor da matéria prima entrega o que você comprou? Você tem certeza que aquela sacola ou embalagem plástica que recebeu do seu fornecedor é realmente biodegradável? Sua empresa está recebendo gato por lebre, ou seja, pagou por um plástico biodegradável e recebeu um plástico convencional? Sua empresa está distribuindo para o consumidor embalagens plásticas biodegradáveis verdadeiras ou falsas?

A cada quatro sacolas biodegradáveis não rastreadas apenas uma é verdadeira e atende normas e certificações*.

Por outro lado, 100% de todas as sacolas biodegradáveis fabricadas por algumas empresas são legítimas. O que estas empresas tem de diferente daquelas que produzem fraudes? Elas tem como rotina enviar amostras para testes no IDEAIS, manter sistemas de rastreabilidade e uso de produtos certificados pela ABNT.

A rastreabilidade é um processo no qual é possível conhecer todo o caminho que um produto percorreu na cadeia de suprimentos. Da indústria até o consumidor. A recente certificação ecológica da ABNT para plásticos oxibiodegradáveis leva em conta em seu processo normas e ferramentas que analisam todo o caminho que os insumos biodegradáveis percorrem. A importância do sistema de rastreabilidade, quando bem orientado, é permitir que todos os elos envolvidos em uma cadeia de abastecimento tenham conhecimento da origem de produtos. Só aquilo que está identificado pode ser rastreado.

As informações sobre a procedência e a idoneidade dos produtos começam a ser inseridas já na origem. Tudo se inicia com a identificação do produto. Portanto, empresas que enviam e recebem produtos plásticos biodegradáveis certificados pela ABNT, e que também são rastreáveis com o uso de equipamentos especiais de alta tecnologia, têm informações precisas da sua procedência, desde a matéria-prima até a chegada ao seu estoque ou ao consumidor. O Instituto IDEAIS possui equipamento de última geração capacitado para rastrear as sustâncias promotoras de oxibiodegradação de plásticos.

A identificação destes elementos serve como referência para o princípio do processo de rastreabilidade. O que os seus olhos não veem nosso equipamento identifica para você não ser enganado.

Estas substâncias são como impressões digitais que identificam se um plástico é biodegradável por processo de oxidação (ASTM D6954-04). Diferem o verdadeiro do falso.

E o que é melhor? Os testes são gratuitos para os consumidores e empresas que distribuem embalagens plásticas biodegradáveis!

Rastreabilidade é a sua segurança. É o que sua empresa deve fazer para proteger seu consumidor.

*Índice apurado nos testes realizados pelo Instituto IDEAIS nos últimos 3 anos.

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS de 20 de maio de 2015

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+ 55 (19) 3327 3524

Lançados os Manuais do Projeto ‘MP: capacitação em conservação ambiental’

Foram oficialmente lançados no site do projeto “Ministério Público: programa de capacitação em conservação ambiental”, os Manuais de Apoio à Atuação do Ministério Público em Unidades de Conservação e em Pagamentos por Serviços Ambientais. Os manuais são resultado do projeto, que foi selecionado no Edital 2014 de Apoio a Programas da Fundação Grupo Boticário. Conforme explica a Procuradora de Justiça no Rio Grande do Sul, Coordenadora Executiva da Rede e responsável técnica do projeto, Sílvia Cappelli, os manuais e o site são parte integrante do projeto de capacitação dos membros do Ministério Público em Unidades de Conservação e Pagamento por Serviços Ambientais.

De acordo com a coordenadora técnica do projeto, Marcia Stanton, o site objetiva difundir conhecimento através da seleção de doutrina especializada e de legislação específica no tema UCs e PSA. Também foram selecionados modelos de peças processuais e jurisprudência relevantes. É possível acessar e fazer o download dos manuais especialmente elaborados para os treinamentos, que se iniciam neste primeiro semestre de 2015 no estado de MG, no link “Publicações do Projeto”, no endereço http://conservacao.mpambiental.org/

Fonte – Informe da Rede Latino-Americana de Ministério Público Ambiental / EcoDebate de 19 de maio de 2015

FAO e OIT lançam nova cartilha ilustrada para proteger crianças de pesticidas

O objetivo é conscientizar sobre os riscos dos produtos químicos e a forma de reduzi-los

Com a ajuda de uma nova cartilha desenvolvida pela FAO e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os agentes de extensão agrícola na África e em outros lugares vão poder trabalhar com as comunidades rurais para reduzir a exposição de crianças aos pesticidas tóxicos usados na agricultura.
Cerca de 100 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão submetidas a trabalho infantil na agricultura, de acordo com estatísticas da OIT. Muitas estão diretamente expostas a substâncias químicas tóxicas, quando trabalham em atividades agrícolas. As crianças também ficam expostas quando ajudam nas tarefas familiares ou brincam nos campos, e por meio da comida que comem e a água que bebem.

As crianças são muito mais sensíveis aos pesticidas do que os adultos. A exposição pode levar a intoxicação aguda e a criança pode adoecer imediatamente após o contato. Mas muitas vezes também há consequências a longo prazo – e que podem se tornar crônicas – para a saúde e desenvolvimento.

Limitar o uso de pesticidas e promover alternativas não-tóxicas é importante para reduzir a exposição, mas a educação também é crucial.

A nova cartilha da FAO e da OIT: Proteger as crianças de pesticidas!, (Protect children from pesticides!) proporciona uma ferramenta fácil de usar e acessível. Ajuda aos agentes de extensão agrícola, professores rurais, inspetores de trabalho, e as organizações de produtores, a ensinar aos agricultores e suas famílias a identificar e minimizar os riscos em casa e na fazenda. Eles também aprendem a reconhecer e responder a sinais de exposição a substâncias tóxicas.

A cartilha conta com três módulos principais: como as crianças estão expostas a pesticidas; quais os riscos para a sua saúde – e por que as crianças são especialmente vulneráveis -; e o que pode ser feito para reduzir esses riscos.

Crescente interesse

“A ferramenta foi inicialmente desenvolvida em Mali, onde é agora amplamente utilizada pelos agentes de extensão, as escolas de campo para agricultores, inspetores de trabalho e as organizações de produtores”, disse Rob Vos, diretor da Divisão de Proteção Social da FAO. “Seu uso – acrescentou – também está se expandindo em Níger e em outros países africanos. Estamos vendo um crescente interesse de outras regiões. A cartilha não só está conscientizando sobre a necessidade de fazer alguma coisa, mas também mostra o que fazer”.

Nem todas as situações são iguais. A cartilha está disponível em várias línguas (inglês, francês, português e espanhol e em breve será traduzia ao russo), e também se adapta a diferentes contextos regionais, incluindo a Europa Oriental, o Cáucaso e a Ásia Central, a América Latina e o Caribe e a Ásia-Pacífico. Os gráficos e as ilustrações também se adaptam na mesma medida.

Apoio da Convenção de Rotterdam

O esforço para adaptar a cartilha ilustrada e promover a utilização mais ampla conta com o apoio da Convenção de Rotterdam, um tratado multilateral para promover a responsabilidade compartilhada em relação à importação de produtos químicos perigosos. A Secretaria da Convenção é presidida conjuntamente pela FAO e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Esse é um bom exemplo de como o trabalho normativo de uma convenção pode contribuir para atingir grupos mais vulneráveis e melhorar algo em suas vidas”, disse Christine Fuell, coordenadora da FAO para a Convenção de Rotterdam. “As coloridas Ilustrações – explicou – se baseiam no conhecimento local e se refere a situações muito concretas e reais, que também atraem as crianças, aumentando a sua própria consciência sobre os riscos associados aos pesticidas”.

A FAO lançou a cartilha durante uma cerimônia realizada no âmbito da Conferência das Partes para a Convenção de Rotterdam (RC COP-7), que está sendo realizada em Genebra (04-15 maio).

Por quê as crianças enfrentam o maior risco?

As crianças são particularmente vulneráveis à exposição de pesticidas por várias razões biológicas e comportamentais.

Respiram mais ar do que os adultos e, portanto, aspiram mais poeira, vapores tóxicos e gotas de pulverização. Em relação ao seu peso corporal, as crianças precisam comer e beber mais do que os adultos e se os alimentos estão contaminados, absorvem mais toxinas. A área da superfície da pele de uma criança por unidade de massa corporal é maior do que a de um adulto, e a pele é mais delicada. Todos esses fatores podem levar a uma maior absorção de produtos químicos, e os corpos das crianças são menos capazes de eliminar os pesticidas, porque eles ainda não estão plenamente desenvolvidos, alerta o manual.

As crianças pequenas frequentemente brincam no chão, colocam objetos na boca e são atraídas por recipientes coloridos, todos esses são comportamentos típicos que aumentam o risco de uma intoxicação.

Fonte – EcoDebate de 20 de maio de 2015

Mais de 80% da população subestima impacto da alimentação não saudável

Dietas não saudáveis são responsáveis por mais motes que guerras, tabagismo, consumo de álcool, HIV ou malária

Uma pesquisa da Consumers International (CI) revelou que mais de 80% da população subestima o impacto global da alimentação não saudável em comparação a outras causas. Apenas 18% responderam corretamente que as dietas não saudáveis contribuem mais para mortes que guerras, tabagismo, consumo de álcool, HIV/Aids ou malária. No Brasil, essa pergunta foi respondida corretamente por 12% das pessoas.

Mais de 11 milhões de mortes por ano acontecem em consequência de uma má alimentação, segundo estimativa do Institute for Health Metrics and Evaluation, baseado no estudo Global Burden of Disease 2010.

O levantamento, realizado em seis países, também identificou um forte apoio internacional a ações que ajudem os consumidores a ter uma alimentação mais saudável. Ações de redução de açúcar e sal na alimentação teriam apoio de 95% das pessoas (61% disseram que apoiariam fortemente e 34% disseram que apoiariam). No Brasil, 74% dos entrevistados disseram que apoiariam fortemente estas ações.

Ações de restrição do marketing de alimentos com percentuais altos de açúcar e sal teriam apoio de 92% dos entrevistados (55% apoiariam fortemente e 37% apoiariam). No Brasil, o percentual de forte apoio foi de 59%.

O apoio a ações de oferecer mais informações de níveis de açúcar e sal nos alimentos foi de 97%, sendo 67% de forte apoio. Os entrevistados brasileiros tiveram um percentual alto de forte apoio a este tipo de ação, de 83%.

A Consumers International lançou na segunda-feira (18/5) um contador para exibir o número de mortes relacionadas a dietas não saudáveis e o custo global da obesidade. Clique aqui para ver o contador da Consumers International.

Em sua campanha global para promover a alimentação saudável, a Consumers International defende que os estados membro da Organização Mundial da Saúde se comprometam com políticas que incluam ações de:

  • Restrição no marketing de comida não saudável para crianças
  • Melhora na informação nutricional nos rótulos dos produtos alimentícios
  • Reformulação da comida processada para reduzir gordura, açúcar e sal
  • Uso de ferramentas fiscais para apoiar o consumo de comida saudável

A pesquisa da CI foi realizada em seis países: Holanda, Estados Unidos, China, Brasil, Índia e Egito. No total, foram entrevistadas 2.988 pessoas, sendo 499 delas brasileiras.

A transição para um novo modelo de civilização mais sustentável tem como um de seus fundamentos justamente um estilo de vida mais saudável, que privilegie alimentos mais nutritivos. Adotar critérios mais conscientes para o consumo dos alimentos, como sua qualidade e origem, por exemplo, pode trazer uma série de benefícios para a saúde, a sociedade e para o meio ambiente.

Fonte – Akatu/ Envolverde de 19 de maio de 2015

Imagem – nbcmeissne

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