A guerra contra o fracking

O documentário ‘La guerra del fracking’ do cineasta e hoje senador argentino Fernando ‘Pino’ Solanas é um soco no estômago. Lançado em 2013, o filme revela testemunhos de moradores e técnicos sobre os efeitos poluentes e devastadores do processo de exploração de petróleo e gás não convencional chamado fraturamento hidráulico, ou fracking.

A tecnologia minerária usada para a extração do subsolo do gás de xisto (shale gas) destrói o subsolo e contamina a água com mais de 700 substâncias químicas nocivas, muitas cancerígenas e até radioativas. Nas províncias argentinas, dezenas de municípios proibiram a instalação desses poços, declarando-se livre de fracking. Mesmo diante da resistência da população, o governo argentino insiste na exploração, “transformando Vaca Muerta numa região de sacrifício”, denuncia Solanas no documentário. O metano liberado do subsolo pelo fracking é 86 mais potente para o aquecimento global que o dióxido de carbono e está alterando o clima no planeta, que está registrando recordes de temperatura nos últimos três ano desde a era industrial.

Fonte – Não Fracking Brasil

Sementes florestais Guia para germinação de 100 espécies nativas

Este manual apresenta técnicas para tratamentos pré-germinativos de sementes florestais nativas que apresentam dormência ou germinação desuniforme. Ele traz informações sobre cem espécies de árvores que ocorrem em formações vegetais do estado de São Paulo: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado. São abordados apenas métodos físicos e mecânicos que podem ser realizados nas situações encontradas comumente em viveiros.

Autores – Edson Seizo Mori, Fátima C. M. Piña-Rodrigues, Nobel Penteado de Freitas. Realização: Instituto REFLORESTA

Livro – Uma Encomenda para um Novo Mundo

“Em 2313 a Floresta Atlântica, tecnicamente chamada, por nós especialistas, de Floresta Ombrófila Densa, a floresta amiga das chuvas, que foi grotescamente desmatada em um passado trágico, já recobria uma área imensa do Brasil, em especial a do Estado do Paraná, abrigando a maior diversidade de vida do planeta.”

Thomas Waldmann acorda do coma em um futuro muito distante daquele que possui recordações de ter vivido. Descobre um mundo renovado, onde as questões socioambientais são primordiais. Neste novo cenário o Brasil tornou-se o mais admirável país do mundo e as pessoas são educadas e altruístas. Enquanto recupera a memória Thomas desvenda seus vínculos e segredos implicados nessas modificações desconcertantes. Venha se aventurar nessa trajetória de vida de 350 anos, distribuídas em capítulos que alternam momentos do passado e do presente.

Uma Encomenda para um Novo Mundo
Livro vencedor do prêmio nacional línguas & amigos 2016
Livro vencedor do prêmio internacional Wattys 2016 – Categoria: preferida dos funcionários
Autor – Deco Sampaio
Editor – José Flauzino
Fotógrafo – Giordano Aita
2016

Adquira clicando aqui.

Cerrado, desmatamento, extinção

Postagem rápida, só para refletir.

Primeiro, por favor, leiam os posts abaixo.

Cerrado perde metade da vegetação nativa; agronegócio acelera o processo.

Farmacopéia Popular do Cerrado.

Guia de campo: vegetação do cerrado – 500 espécies.

Usem o google, pesquisem sobre o cerrado e a destruição de um bioma riquíssimo. Pensem em quantas frutas, plantas medicinais, raízes, enfim, alimentos que já são naturalmente adaptados às mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, que não necessitam de muita água, terra fértil, que serviriam para alimentar a humanidade sempre crescente que logo terá 10 bilhões de bocas para alimentar, saciar a sede, curar doenças que ainda nem se manifestaram.

Tudo isso está sendo destruído, por descaso do governo, dos ruralistas, e de nós, que não estamos dando a devida importância e não estamos nos empenhando em salvar este bioma.

Ah, a humanidade… Sempre arranjando um jeito de se sabotar. Até a inevitável extinção.

Quando desaparecermos e formos mais uma entre as inúmeras raças extintas desde a criação do planeta e tudo o que construímos for destruído pelo tempo, sem deixar uma única lembrança da nossa civilização, ao menos todas as outras espécies terão uma chance de sobreviver e evoluir neste belo e maltratado planeta azul.

Ana Dom – Presidente do da FUNVERDE, vice-presidente do IDEAIS.

Guia de campo: vegetação do cerrado – 500 espécies

Clique na imagem para acessar o livro em pdf.

A publicação traz informações básicas sobre 500 espécies do Cerrado, acompanhadas de fotografias obtidas de exemplares crescendo em condições naturais, a maioria delas em unidades de conservação. Com ela os visitantes dessas áreas terão condições e um estímulo adicional para observar e admirar a bela e diversificada flora do Cerrado.

Fonte – MMA

Bosque sensorial – Pimenta rosa

Dia 06 de fevereiro de 2017 fomos visitar o bosque sensorial após a roçada para ver se as roçadeiras ou tratores tinham estragado muitas árvores durante a manutenção.

Ao caminhar pelo bosque, encontramos várias aroeiras, que produzem a pimenta-rosa e que estão carregadas de frutos maduros.

Conheça mais sobre a pimenta-rosa na wikipedia.

Justiça impõe mais uma derrota à ANP e à indústria do fracking no Brasil

captura-de-tela-2015-09-17-as-10-39-41

Em decisão inédita, Justiça Federal do Piauí confirma suspensão da 12ª Rodada de Licitações e proíbe operações de fracking na Bacia do Parnaíba

Agora é oficial. A Justiça Federal do Piauí anulou a 12ª rodada de Licitações promovida pela ANP e determinou que a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) e a União se abstenham de realizar procedimentos licitatórios com a finalidade de exploração do gás de folhelho de xisto na Bacia do Rio Paranaíba, através da utilização da técnica do fraturamento hidráulico (fracking).

Região do Vale do Parnaíba que está está protegida do fracking com a decisão do MPF/PI. Imagem: Reprodução do site da ANP

A sentença proferida no último dia 02 de fevereiro pelo Juiz Federal Bruno Chirstiano Carvalho na Ação Civil Pública 5610-46.2013.4.01.4003, ajuizada pelo Ministério Público Federal do Piauí, anulou o oferecimento de blocos referentes à exploração de gás de folhelho na Bacia do Rio Parnaíba na 12ª Rodada de Leilões da ANP. Determinou ainda que a agência se abstenha de realizar novos leilões. Outras 11 ações pedindo a anulação dos leilões ainda tramitam, das quais cinco já foram concedidas liminares.

Para Juliano Bueno de Araujo, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org Brasil e coordenador nacional da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, “este é só o começo da batalha judicial contra a ANP e a indústria do fracking. A decisão cria uma jurisprudência para outros estados em que o Ministério Público Federal ajuizou ações civis públicas similares. No mérito, nós sempre confiamos no discernimento da Justiça quanto aos riscos e perigos do fracking para a saúde, para a biodiversidade e produção agrícola”.

Juliano lembra que a campanha Não Fracking Brasil está alinhada como movimento internacional que está combatendo a exploração do petróleo e gás de xisto, bem como outros combustíveis fósseis. “Em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos, o fracking está sendo banido ou tendo um endurecimento da legislação em função dos impactos ambientais, econômicos e sociais que estão deixando um rastro de destruição irrecuperável e mortal para as pessoas e biodiversidade”.

Prevenir danos

Segundo a advogada Flavia de Sá Sotto Maior, consultora jurídica da 350.org e COESUS, “a sentença proferida pela Justiça Federal confirma os riscos de danos à sociedade, à saúde das pessoas e ao meio ambiente, impedindo a prática do fraturamento hidráulico na Bacia do Rio Paranaíba. Agora a nossa missão é proibir definitivamente essa prática, tanto no Brasil quanto no Mundo”.

A decisão atendeu ao pedido do MPF, por meio de ação civil pública, ajuizada em 2013, pelo então procurador da República no Município de Floriano, Antônio Marcos Martins Manvailer (e acompanhada também pelos procuradores da República no Município, Saulo Linhares da Rocha e Patrick Áureo Emmanuel da Silva Nilo), que solicitou, por meio de liminar, a proibição da exploração de gás de xisto no leilão realizado em novembro do mesmo ano pela ANP e, ainda, que não fossem realizadas outras licitações para a exploração desse gás enquanto os estudos sobre os riscos ao meio ambiente e à saúde humana não fossem aprofundados.

A ação civil pública teve como base uma representação da Rede Ambiental do Piauí (Reapi), entidade membro da COESUS e parceira na luta contra o fracking. De acordo com a coordenadora da Reapi, Tania Martins, “só descansaremos quando banimos o fracking do Piauí, do Vale do Parnaíba e do Brasil”.

A área oferecida pela ANP, mediante autorização da União, na referida rodada de leilões, inclui a área do aquífero Guarani. No Piauí, a região de Floriano está inserida dentre os referidos blocos oferecidos para futura exploração.

Para o atual procurador da República no Município de Floriano, Patrick Áureo Emmanuel da Silva Nilo, a decisão judicial é de extrema relevância para a proteção do meio ambiente e saúde humana, já que a única técnica economicamente viável para a exploração do gás não convencional (gás de folhelho) É questionada em todo o mundo por apresentar riscos de danos ambientais de imensa extensão e de caráter irreversível, em especial quanto aos cursos de água e aquíferos que se localizam na região explorada.

Fonte – Não Fracking Brasil de 16 de fevereiro de 2017

Não há nível de desmatamento seguro para o clima na Amazônia

Foto: Cecília Bastos/USP ImagensDestruição da floresta nativa tem efeito negativo no transporte da umidade entre o oceano e o continente – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Destruição da floresta interfere no transporte da umidade entre o oceano e o continente, alterando chuvas

A interação entre a biosfera e a atmosfera na Amazônia é muito complexa para permitir uma estimativa segura de um nível de desmatamento que não interfira no clima da América do Sul. A conclusão é de um estudo internacional com a participação do Instituto de Física (IF) da USP. Os pesquisadores comprovaram, por meio de fórmulas matemáticas, que a destruição da floresta nativa tem efeito negativo no transporte da umidade entre o oceano e o continente, alterando a quantidade de chuvas na região destruída e em áreas distantes dos desmatamentos. Os resultados do estudo são descritos em artigo da revista Nature Scientific Reports.

A América do Sul apresenta o clima de monções, no qual a alternância entre a estação seca e a chuvosa é influenciada pelos ventos que trazem umidade do Oceano Atlântico. “Nos meses de inverno, entre junho e agosto, os ventos vão em direção à Colômbia, Venezuela e norte do Peru, até o Oceano Pacífico, e as chuvas ocorrem nessas regiões”, explica o professor Henrique Barbosa, do IF, um dos autores do artigo. “Entre dezembro e abril, em especial no verão, a Cordilheira dos Andes faz os ventos desviarem na direção do Sul do Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Sul e Sudeste do Brasil, aumentando as chuvas nessas regiões e na Amazônia brasileira.”

Imagem: Reprodução/BBC

Área da floresta amazônica – Imagem: Reprodução/BBC

Barbosa aponta que diversos pesquisadores já alertaram para o risco de “savanização” da região, em referência à formação vegetal africana de clima seco. “Isso pode acontecer por meio de um processo denominado die back, ou ‘morte espontânea da floresta”, afirma. “O desmatamento altera o regime de temperatura e precipitação. Isso faz com que a vegetação de maior porte não sobreviva, dando lugar a espécies menores, como as do cerrado brasileiro, mesmo nas regiões que não foram desmatadas. O mesmo processo pode ocorrer devido às mudanças climáticas”.

A pesquisa utilizou o método das redes complexas, uma ferramenta para análise de dados usada por físicos para o estudo de sistemas dinâmicos. “A rede é representada por um conjunto de pontos ligados por linhas. Combinados, eles formam uma rede que pode ser estudada através de métodos matemáticos”, diz o professor do IF. “Na pesquisa sobre o clima da Amazônia, os pontos são a latitude e a longitude de cada área; as linhas, a quantidade de umidade transportada pelos ventos. Assim, é possível identificar pontos muito importantes na rede, como regiões que fazem a intermediação no transporte de umidade, como o Arco do Desmatamento, no Acre e em Rondônia.”

Efeito negativo

O trabalho enfatizou que o desmatamento gera um efeito negativo no mecanismo de retroalimentação das chuvas. “Normalmente, o vapor de água é trazido dos oceanos pelos ventos. Então no continente ele se condensa e chega à superfície na forma líquida, com as chuvas”, relata o professor do IF. “Essa água é absorvida pelas grandes árvores da Amazônia, e parte volta à atmosfera por meio da evapotranspiração. Isso ajuda a manter o ar úmido, e esta umidade é carregada por milhares de quilômetros pelos ventos, levando as chuvas para toda a região.”

O desmatamento, segundo a pesquisa, diminui a evapotranspiração, faz com que o ar fique mais seco e diminua a quantidade de chuvas. “Isto também reduz a velocidade dos ventos e o transporte de umidade sobre a floresta, fazendo com que venha menos vapor de água do oceano, diminuindo ainda mais as chuvas”, ressalta Barbosa. Os pesquisadores criaram uma equação para representar o mecanismo de retroalimentação, entre a precipitação e o transporte de umidade, e variaram as dimensões do desmatamento para estudar os seus efeitos. “Quando incluímos esta retroalimentação, a resposta do sistema (redução das chuvas em função do desmatamento) passou a ser fortemente não linear, caótica, imprevisível.”

Este resultado demonstrou que não é possível estabelecer um nível de desmatamento seguro, ou seja, que não vá mudar o comportamento do sistema. “Pesquisadores apontam que haveria dois estados de equilíbrio para a Amazônia, um com a floresta nas dimensões atuais e outro com menos chuvas e evapotranspiração, e vegetação similar à do cerrado”, diz o físico. “A transição do sistema para o outro estado de equilíbrio seria catastrófica. Com a redução do porte da vegetação, que armazena o carbono, a quantidade de gás carbônico liberado na atmosfera seria enorme, e consequentemente contribuiria fortemente com as mudanças climáticas em todo o planeta.”

Arte: Moisés Dorado/Jornal da USP, sobre fotos de Cecília Bastos/USP Imagens

A pesquisa faz parte de um projeto temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG), fundação de pesquisa da Alemanha. A coordenação do projeto é dos pesquisadores Elbert Macau, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Jürgen Kurths, do Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK), na Alemanha. O artigo A deforestation-induced tipping point for the South American monsoon system, publicado pela revista Nature Scientific Reports, é assinado por físicos do IF, do PIK e da École Normale Supérieure (França).

Fonte – Júlio Bernardes, Jornal da USP de 09 de fevereiro de 2017

Coleta seletiva tem novos horários a partir desta semana

Clique nas imagens para visualizar em tamanho maior.

Serviço, que antes era terceirizado, passa a ser executado pela prefeitura de Maringá. Coleta será ampliada, com mudanças de datas nos bairros já atendidos.

A Secretaria de Serviços Públicos (SEMUSP) está reorganizando a coleta seletiva em Maringá. Nos últimos anos, a coleta era realizada por uma empresa terceirizada e, segundo a prefeitura, cobria meta dos bairros.

A partir desta semana, 12 caminhões da SEMUSP – sete caminhões compactadores e cinco furgões próprios para a reciclagem – começam a coletar materiais recicláveis em toda zona urbana, incluindo os distritos de Iguatemi e Floriano.

A prefeitura pede que os moradores fiquem atentos aos dias e horários em que os caminhões farão a coleta, que será realizada em períodos e dias especiais para cada bairro. As regiões que já eram atendidas tiveram rota alterada.

O que separar

A SEMUSP orienta a população que a coleta se restringe a plástico, papel, papelão, metal e vidro, devendo este ser embalado para que evitem cortes nos coletores.

Para os imóveis que não tem contêiner ou local específico para a destinação dos recicláveis, é importante que os materiais estejam separados das lixeiras onde são depositados o lixo orgânico.

Os recicláveis coletados pela SEMUSP serão repassados às sete cooperativas de Maringá. São mais de 150 cooperados que separam e comercializam os materiais para as indústrias de reciclagem.

A diretora de apoio a cooperativas de reciclagem da secretaria de meio ambiente, Vera Lucia Tasca, explica que as cooperativas precisam do material e que a população pode ajudar. “Além de propagar a sustentabilidade ambiental, os maringaenses contribuirão para a geração de renda de diversas famílias”, afirma.

Outras alternativas para destinação desses recicláveis são os ecopontos instalados em órgãos públicos, paróquias, associações e no comércio.

Já medicamentos vencidos, lâmpadas fluorescentes, pneus, óleos lubrificantes, pilhas e baterias deverão ser destinados aos revendedores, conforme legislação da logística reversa.

Fonte – O Diário do Norte do Paraná de 14 de fevereiro de 2017

Só uma correção: desde o ano passado, quando venceu o contrato com a empresa terceirizada, a coleta já era realizada pela prefeitura, já com esses 12 caminhões que eram da coleta convencional e que foram adaptados pela SEMUSP e os 5 caminhões baú, que foram adquiridos em agosto de 2016.