You are green and we are very curious – Wickbold lança pães integrais sem conservantes em embalagens que utilizam plástico verde

Livres de conservantes, integrais, com baixo teor de sódio e gordura, e zero aditivo.

Assim são os produtos Wickbold trigo integral e Wickbold castanhas e sementes, novidades da empresa para o mercado. Elaborados com grãos e sementes criteriosamente selecionados e farinha de trigo integral, fornecem 18% da necessidade diária de fibras. Ideais para deixar o café da manhã e o lanche dos brasileiros ainda mais saudável e nutritivo.

A linha de pães integrais sem conservantes da Wickbold foi concebida para oferecer ao consumidor produtos naturais, que sejam fonte de fibras, perfeitos para contribuir com uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável. Entre os principais ingredientes estão a farinha de trigo integral e a de centeio, sementes de girassol, abóbora e linhaça, grãos de trigo e quinoa, a noz pecan e a castanha-do-Pará, que preservam e conferem aos pães vitaminas, minerais e fibras.

O Wickbold trigo integral é rico em fibras, versátil e fácil de combinar com diversos recheios. Já o Wickbold castanhas e sementes possui adição de nozes e castanhas em sua formulação que, além de serem muito saborosas, são fonte de gorduras mono e poliinsaturadas, benéficas para a saúde e na prevenção de doenças do coração.

Além disso, a empresa será pioneira na utilização de plástico verde em embalagens para pães. O polietileno de cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável, produzido pela Braskem, tem como diferencial contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera. Com o objetivo de ajudar o consumidor a reconhecer o produto, a companhia criou o selo ‘I´m green ™’, que garante a origem renovável da embalagem.

Os pães Wickbold Trigo Integral e Wickbold Castanhas e Sementes serão vendidos exclusivamente em São Paulo.

Fonte – Embanews

Os pães parecem ser deliciosos.

Mas, já que vocês estão usando a embalagem que se diz “I am green” e “we are very curious”, desejamos fazer umas perguntas.

Queremos saber as respostas sobre o tal polietileno fabricado a partir do etanol que sua sacola ou saco diz usar.

1 – Segundo informação do próprio fabricante, a produção do PE “verde” é de 200.000 tons por ano. Como podem existir tantos plásticos “verdes – I am green” no mundo com uma produção tão pequena? Queremos saber para entender.

2 – Quanta água – que falta nos reservatórios e nas torneiras no Brasil – é usada na produção da cana e etanol?

3 – Quanto dióxido de carbono a floresta que existia antes e foi derrubada para plantar cana de açúcar, já sequestrava da atmosfera?

4 – Quantas espécies da flora e animais foram extintos quando a floresta foi derrubada para plantar cana de açúcar para fazer o seu plástico?

5 – O que aconteceu com as minas de água que existiam nestes locais?

6 – Onde estão os pés de cana do Rio Grande do Sul, onde é produzido o tal polietileno de etanol? Se lá não tem, de onde vem, qual distância, quantos caminhões são usados, qual as emissões dos caminhões carregados de cana ou Etanol?

7 – Como vocês sabem se é falso ou verdadeiro um produto “I am green”? Qual teste, quanto tempo leva, quanto custa?

8 – Quanto de polietileno originado de Etanol tem em cada saco do tal “green PE”, e quanto de origem fóssil? Qual a vantagem de misturar derivado de petróleo com derivado de Etanol?

9 – Vocês tem análise de ciclo de vida desde a derrubada da floresta para plantação da cana para medir emissões, venenos, consumo de água, poluição por queimadas?

10 – O que vocês acham da crise de produção de açúcar e etanol no Brasil? E dos trabalhadores semi escravos que cortam a cana? E das queimadas da cana?

We are just curious…

O ano mais quente da história, de novo

Nesta semana ocorrem dois eventos importantes para a agenda climática.

Em Bonn, na Alemanha, acontece a última reunião – antes da COP20, em Lima, no Peru – do Grupo de Trabalho que elabora as versões preliminares das bases para o novo acordo climático global a ser aprovado em 2015. O desafio do momento é apresentar uma proposta de decisão a ser tomada na próxima COP, em dezembro, que indique o formato e o mínimo de informações que devem ser apresentadas pelos países quando submeterem suas contribuições para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), pós 2020, que são a base essencial do novo acordo.

Em Copenhague, na Dinamarca, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU) se reúne para os últimos ajustes da 4ª é ultima parte do seu 5º Relatório de Avaliação das Mudanças Climáticas, o chamado Relatório Síntese a ser publicado na última semana de outubro.

As reuniões acontecem no momento em que as agências climáticas ao redor do mundo confirmaram o mês de setembro como o mais quente desde 1880, quando começaram a ser feitos esses registros. Não é um fato isolado. Abril, maio, junho e agosto já haviam batido recordes históricos de alta temperatura. É a primeira vez que o mês de setembro apresenta tão altas temperaturas sem a influência de um forte El Nino (que ainda não se faz presente e deve vir ainda no final do ano). No ritmo atual, 2014 terminará como o ano mais quente da história desde 1880.

Os 10 anos mais quentes já registrados (média de temperatura global) aconteceram nos últimos 15 anos, sendo 7 nos últimos 10 anos. Não há dúvida, a temperatura média do planeta está subindo e acelerando.

São Paulo teve, neste mês de outubro, a maior temperatura registrada desde 1934 (quando se iniciou a série histórica). Todas as 10 maiores temperaturas registradas em São Paulo aconteceram nos últimos 15 anos e 7 foram nos últimos três anos (2012-2014).

Em algumas regiões do continente antártico, as temperaturas estão 10oC acima da média histórica, provocando degelos permanentes em glaciais antes considerados perenes.

A seca nas regiões sudeste, nordeste e centro oeste do Brasil ou na Califórnia e boa parte da costa oeste americana têm sido marcantes e colocam em risco a produção de alimentos, a segurança energética e a saúde das pessoas.

Abaixo, o gráfico do NOAA mostra a temperatura média global na terra e nos oceanos desde 1880. A linha azul refere-se à média de tendência:

Fonte – Tasso Azevedo, Planeta Sustentável de 23 de outubro de 2013

Imagem – Matthias Rhomberg/Creative Commons/Flickr

Brasil enfrenta maior crise hídrica de sua história, diz Observatório do Clima

Secretário-geral do Observatório do Clima ressalta a importância da inclusão da pauta ambiental como prioridade nas políticas públicas

Em entrevista ao Amazônia Brasileira, Carlos Rittl destaca a relação entre desmatamento, poluição, mudanças climáticas e a crise hídrica que avança sobre o país. Ele ressalta que durante a campanha política, pouca importância foi dada à pauta ambiental como se os candidatos tanto a cargos no legislativo como no executivo tivessem esquecido que atividades econômicas, base do discurso da maioria, não podem existir sem os recursos naturais.

Na entrevista, ele explica porque a situação tem se agravado com tamanha rapidez, fazendo com que a situação hoje em diversas partes do país seja crítica no sentido da disponibilidade de recursos hídricos indispensáveis à sobrevivência das espécies que habitam o planeta e nas atividades desenvolvidas pelo homem, sejam industriais, de infraestrutura, e principalmente na agricultura – atividade que mais consome água dentre todas. Além disso, a falta de água compromete a capacidade de funcionamento das hidrelétricas, o que nos coloca em um círculo vicioso: mais calor, menos água, busca por equipamentos eletrônicos, maior consumo de energia.

Na semana que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, o assunto ainda não foi abordado de forma franca e clara com a população brasileira, não tendo ela sido alertada para as possíveis consequências imediatas dessa situação.

Clique aqui para ouvir a entrevista.

Fonte – EcoDebate de 23 de outubro de 2014

Nível de água dos principais reservatórios do país é o mais baixo desde 2001

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse ontem (21) o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.

Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.

Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.

A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.

Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras.

Fonte – Alex Rodrigues, Agência Brasil / Edição de Fábio Massalli, GVces de 22 de outubro de 2014

Mas está tudo bem, povo. Continuem consumindo porque água e energia representam lucro para as empresas e o estado. Mesmo sendo direitos fundamentais da humanidade eles lucram com isso, pouco se importando se com o desabastecimento. Acabou, acabou, lucraram o que puderam.

TCU vai investigar atuação dos órgãos federais na crise hídrica

Tribunal quer saber se ANA e Ministério do Meio Ambiente adotaram medidas necessárias; ministro cita disputa no Paraíba do Sul, estiagem no Cantareira e emergência em 159 municípios mineiro

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar a responsabilidade de órgãos do governo federal pela crise da falta de água. O órgão quer saber se o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA) adotaram medidas preventivas e planos de contingência necessários para evitar ou, ao menos, diminuir as consequências da seca no País.

A proposta, aprovada pelo plenário do TCU, foi apresentada pelo ministro-substituto André Luís de Carvalho. Advindo da área técnica, ele afirmou que a legislação estabelece que a União é a responsável por propor soluções quando a estiagem atinge mais de um Estado. A ação será relatada por Marcos Bemquerer da Costa. Caso seja encontrada alguma irregularidade, o tribunal pode impor aos gestores o pagamento de multa e ressarcimento de valores.

Para defender a necessidade da auditoria por parte do TCU, Carvalho mencionou a crise no Sistema Cantareira, em São Paulo, cuja capacidade nesta quarta-feira era de 3,2%, a redução do volume de água no Rio Paraíba do Sul, no Rio, e a decretação de situação de emergência em 159 municípios de Minas por causa da seca.

O ministro lembrou declaração da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, segundo a qual o Sudeste tem estiagem “fora da curva”. Ela fez a constatação na semana passada, após sobrevoar o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas, atingido por incêndios.

“Bem se sabe que o interesse predominantemente nacional, pautado pela ocorrência da seca e do esgotamento dos recursos hídricos em mais de uma unidade da federação, fixa a competência da União, como ator principal, para a solução dessa crise hídrica”, disse Carvalho.

“Nesse cenário, que, inegavelmente, envolve diversas unidades da federação, faz-se necessária a atuação do TCU no sentido de fiscalizar a atuação dos órgãos federais responsáveis pelas medidas preventivas e, até mesmo, pelos planos de contingência que foram ou que já deveriam ter sido adotados para evitar ou mesmo para reduzir os efeitos perversos dessa lamentável crise hídrica que assola o País”, afirmou o ministro.

Procurados, a ANA e o Ministério do Meio Ambiente informaram que não foram oficialmente informados pelo TCU sobre a instauração da auditoria.

Atuação. Órgão auxiliar do Congresso, o TCU pode fiscalizar ações que envolvam recursos da União. Em 2001, o órgão já havia realizado duas apurações sobre o tema. Agora, de acordo com Carvalho, o Decreto 6.101/2007 impõe como competência da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente, “planejar as ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos das secas e inundações no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”.

Carvalho também citou o conflito entre a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação ao uso do Reservatório Jaguari, na Bacia do Rio Paraíba do Sul – o nível da represa caiu 60% em dois meses. A Aneel aplicou multa de R$ 5,3 milhões à empresa, que descumpriu o comando do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e reduziu em um terço a vazão do reservatório.

A medida reduziu a geração de energia na Usina de Jaguari. Na época, o secretário de Recursos Hídricos paulista, Mauro Arce, alegou que a ação visava ao fornecimento de água para municípios do Estado. Segundo o ministro, houve “possível inércia” da ANA e “descumprimento” da Aneel das premissas da Política Nacional de Recursos Hídricos, que têm o consumo humano como prioritário.

Fonte Anne Warth – O Estado de S. Paulo / Agência Estado / GVces de 23 de outubro de 2014

Não é só em São Paulo. Acordem, está aumentando a falta de água em todo o país. E só vai piorar.

ANA: uso de 2º volume é ‘pré-tragédia’ e só restará lodo

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse nesta terça-feira, 21, que o uso da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira é “pré-tragédia” e que se não chover dentro da média nos próximos meses a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) “não terá alternativa a não ser ir no lodo” do manancial, que está com apenas 3,3% da capacidade.

Piorou. Hoje dia 23 de outubro de o volume do Sistema Cantareira está em 3%, isto mesmo TRÊS POR CENTO, isto é, no fim do fim do fim…

“Eles querem retirar, essa é a proposta da Sabesp, o segundo volume morto, ou seja, a pré-tragédia”, disse Andreu sobre o pedido feito pela concessionária para captar mais 106 bilhões de litros da reserva profunda dos reservatórios, que fica abaixo do nível das comportas. O dirigente participou de um debate sobre a falta d’água em São Paulo na Assembleia Legislativa, organizado pela bancada do PT, que faz oposição ao governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele afirmou que a Sabesp praticamente esgotou os 182,5 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, retirada desde maio deste ano, que já captou água da segunda reserva na Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou nesta terça-feira, e que o uso de uma terceira reserva “tecnicamente será complicado”. “Se a crise se acentuar, é bom que a população saiba, não haverá alternativa a não ser ir no lodo.”

A Sabesp conta com a segunda cota do volume morto do Cantareira para manter o abastecimento de água até março de 2015 sem decretar racionamento oficial de água. Na semana passada, contudo, conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” antecipou, a Sabesp já fala em usar uma terceira reserva profunda do Cantareira, de 162 bilhões de litros. “Há ainda mais 162 bilhões de litros para serem captados, além da segunda reserva”, disse a companhia.

Fonte – Paraná Online de 21 de outubro de 2014

Mas não me venha o governo federal usar isso politicamente para tentar reeleger sua presidAnta. Isso está ocorrendo em todo o país por falta de investimento e prevenção às mudanças climáticas. Não tem partido, tem falta de vergonha na cara de todos os administradores de todas as esferas, da municipal, estadual e federal.

O Alckmin tem que parar de culpar de São Pedro à ONU e declarar racionamento, implantar multas, fazer o possível. Errou, como todos estão errando. Agora é admitir o erro e acertar.

Produtores dos EUA processam Syngenta por milho não aprovado na China

As rejeições a cargas norte-americanas de milho se iniciaram em novembro do ano passado.

A suíça Syngenta deve enfrentar novas batalhas judiciais, dessa vez em ações iniciadas por produtores norte-americanos, no caso de rejeição de importação de milho dos Estados Unidos pela China, devido à presença da semente transgênica Viptera, não aprovada pelo governo chinês. Produtores norte-americanos de 11 Estados acionaram a Syngenta em tribunais federais nas últimas semanas, cobrando perdas que eles atribuem à venda de uma variedade transgênica da companhia suíça antes da aprovação de importação na China.

As rejeições a cargas norte-americanas de milho se iniciaram em novembro do ano passado, quando autoridades chinesas encontraram a semente não aprovada. Com as devoluções, os preços do cereal foram pressionados, gerando perdas de mais de US$ 1 bilhão a agricultores dos Estados Unidos, de acordo com os documentos apresentados à Justiça. As ações iniciadas por produtores, protocoladas em tribunais distritais e que buscam o status de ação coletiva, são independentes dos processos iniciados no último mês pelas tradings Cargill e Trans Coastal Supply, que também alegam perdas na casa dos milhões de dólares após as devoluções de cargas da China.

Na sexta-feira, produtores ingressaram na Justiça nos Estados de Alabama, Georgia, Mississippi e Louisiana após ações semelhantes registradas em outros Estados agrícolas. A Syngenta afirma que as ações não têm mérito, e que a companhia tem sido transparentes sobre o processo de aprovação do milho geneticamente modificado em questão, conhecido como Viptera. “Nós continuamos acreditando que cumprimos com todas as leis, regras e regulamentações dos países nos quais vendemos nosso produto”, disse John Ramsay, diretor financeiro da companhia, em conferência de divulgação de resultados, na última quinta-feira. Advogados dos agricultores buscam indenização para compensar o alegado prejuízo com as desvalorizações do grão.

Os preços futuros do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram cerca de 18% neste ano, reflexo do clima favorável às lavouras norte-americanas, que alimentaram expectativa de safra recorde no país. No ano passado, o tombo foi de 40%, também devido a uma produção recorde e recomposição de estoques. As rejeições de milho nos Estados Unidos efetivamente ampliaram a oferta no mercado, reduzindo as cotações em cerca de 11 cents por bushel, afirmam advogados nas ações movidas. James Pizzirusso, sócio do escritório de advocacia Hausfeld LLP, em Washington, e à frente do processo de alguns dos agricultores contra a Syngenta, afirma que a companhia enganou produtores. “A Syngenta não deveria ter colocado no mercado e promovido de forma agressiva a tecnologia Viptera enquanto distorcia a informação de que a aprovação da semente na China era iminente e também minimizava a importância do mercado chinês para exportações”, disse Pizzirusso.

Desde 2011, a Syngenta vende sementes Viptera para produtores dos Estados Unidos, Argentina e Brasil com a aprovação dos governos locais. A Syngenta disse que produtores não devem contar com o governo chinês para decidir qual produto usarão em suas lavouras.

Fonte – Globo Rural / Brasilagro de 22 de outubro 2014

São Paulo vive sob uma ameaça com toques apocalípticos: a água está terminando

O que vale para São Paulo, vale para qualquer cidade do país. Se todos não pouparem, irá acabar. E não estamos falando do futuro, estamos falando de agora, já. Aqui na cidade já tem bairros sofrendo cortes à noite, para que ninguém perceba.

Isto em uma cidade com 32 rios e mais de 68 nascentes, mas quase todas sem mata ciliar, sem cuidado pela população ou pela prefeitura. Aqui também, onde poderia ser um oásis, a água está acabando.

Nós plantamos mais de 50 mil árvores desde 2004, desde que iniciamos o projeto mata ciliar, para proteger rios e nascentes, mas só nós. A prefeitura só fala mas nunca plantou nada. Somos poucos, não conseguimos fazer tudo sozinhos.

E tem mais, a empresa estadual que abastece nossa cidade de água nunca plantou uma árvore nos rios em que capta água. Quando pedimos a eles que o fizessem – isso já há quase uma década – eles alegaram e alegam até hoje que não vendem água e vendem serviço e a responsabilidade de manter a mata ciliar é do proprietário em que o rio passa. Isso é uma bandidagem, uma irresponsabilidade.

Pior, se vocês seguem nossas postagens, sabem que desde 2006 denunciamos, filmamos, fotografamos os rios em que eles jogam esgoto sem tratamento, poluindo a água dos rios em que captam água. Mas alguém faz alguma coisa? Não, até hoje ninguém fez nada. O único que tentou fazer alguma coisa, que comprou nossa briga, foi um delegado federal, que acabou sendo transferido para Brasília, para ser calado.

E enquanto isso empresas, governo e população continuam culpando o pobre do São Pedro por sua omissão. Todos nós, governo, empresas, população, somos responsáveis por esse planeta e pela proteção dos recursos naturais. Mas todos estão tão preocupados com seus próprios umbigos que não pensam na coletividade. E jamais irão pensar, até o inevitável colapso da civilização, a extinção da humanidade.

Então como a extinção é inevitável, continuem assistindo as suas novelas, as partidas de futebol, comprando tudo o que virem pela frente e varrendo as calçadas com mangueira, até porque vocês não sabem fazer diferente. É o sapo sendo cozido em fogo brando.

O Estado de São Paulo vive hoje sob uma ameaça com toques apocalípticos: a água está terminando. Não se trata de uma previsão a longo prazo ou uma campanha de conscientização, é que não existe nenhuma garantia de que no próximo mês será possível abastecer a cidade, tampouco cerca de 70 municípios do Estado. Enquanto que na região metropolitana fala-se de cortes encobertos, no interior, a água já deixou de correr em muitas localidades.

A reportagem é de María Martín e publicada pelo El País, 20-10-2014.

A empresa estatal de saneamento Sabesp, que abastece 60% dos municípios paulistas, continua negando o racionamento. Já para as prefeituras e gestoras dos recursos hídricos dos municípios menores é mais difícil ocultar a falta de previsão e de investimento. Os cortes afetam 38% da população, mais de 15,5 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa do Instituto Ibope de setembro.

Nesta maior crise hídrica do último século, EL PAÍS percorreu quatro municípios onde a falta de chuva e a gestão dos recursos determina o cada vez mais angustiado dia a dia dos moradores.

Cordeirópolis: O impopular prefeito da seca

O município de Cordeirópolis, a 160 quilômetros de São Paulo, não vai realizar sua tradicional festa do Rodeio este ano. O prefeito Amarildo Zorzo (PV) precisou escolher entre a dupla sertaneja e os bois ou o combustível que alimenta as bombas de água da cidade. Em estado de calamidade desde junho, a coisa não está para muita comemoração. A água da qual dependem quase 23.000 habitantes, acabará em um máximo de 60 dias.

Quando Zorzo chegou à prefeitura em 2013 descobriu que 50% das contas de água estavam sem pagar, que colégios, ginásios e campos de futebol tinham perdas históricas e que as tarifas do serviço não foram ajustadas durante anos. Em um município seco e cheio de pó, onde cada morador gasta ao redor de 250 litros por dia – a média recomendada pela OMS é de 110 litros – o sistema está próximo ao colapso. Zorzo se converteu rapidamente no que, em qualquer cidade, se classificaria como o anti-político.

Aumentou as tarifas de água, cortou o fornecimento para quem não pagava, decretou o estado de calamidade que lhe dá poder para aprovar decretos e contratar sem precisar passar pela Câmara, começou a multar quem lavasse veículos e calçadas com a mangueira, dividiu a cidade em norte e sul para organizar os cortes e suspendeu a primeira festa. “Já me avisaram que seria um desgaste político. Sem dúvida é, mas tenho escolas, creches e hospitais para abastecer. Eu não me considero um político, tenho que ser um gestor. A situação é extremamente preocupante.”

Cordeirópolis depende hoje de uma reserva que ainda aguenta 30 dias. A fórmula para continuar mais um mês apareceu, quase sem se dar conta, da água que se acumulou durante anos nas já inutilizadas cavas de argila do município. Uma agressão à natureza que, paradoxalmente, se transformou na salvadora de seus detratores.

Itu: À caça do caminhão-pipa

Acaba de cair a noite em Itu e o major da Polícia Militar, Sérgio Kazuuo Abe, pede que os transeuntes se mantenham atrás da viatura.

– Não quero que sejam atingidos por uma pedra

Na sua frente tem uns vinte moradores exaltados do bairro Cidade Nova, que há duas semanas estão tomando banho com canecas. As barricadas se repetem todos os dias, cortam várias vezes uma das principais rodovias da cidade e, embora a maioria dos moradores não esteja de acordo com o método, os protestos violentos colocaram Itu no mapa dos cenários mais cruéis da seca em São Paulo.

Desde fevereiro, a água corre um dia a cada dois, mas no último mês se multiplicaram os casos de famílias, sem recursos nem previsão para se prepararem, que vivem sem uma gota de água. Os moradores peregrinam várias vezes por dia até as torneiras da subprefeitura ou até os canos que trazem água de pequenas nascentes rodeadas de lixo. Os 44 caminhões-pipa do município, que devem ser escoltados pela Guarda Civil para evitar possíveis distúrbios com os moradores, não dão conta.

Noelita Pereira Sobrinho, de 68 anos, saiu da Bahia há mais de 30 anos. Fugia da pobreza que trouxe a seca. “Tinha três filhos que choravam porque não conseguia lavá-los.” A espécie de laboratório, com garrafas e tubos por todos os lados, em que transformou sua casa para que não falte água faz lembrar muito aqueles anos. “Estou passando pela mesma coisa, 33 anos depois. Naquela época era tão difícil quanto aqui. Hoje não posso mais voltar, mas nos dias de desespero não falta vontade”, conta a mulher.

Noelita vive, entre filhos, netos e sobrinhos, com outras cinco pessoas. Depois de duas semanas sem água, os barris se acumulam em cada canto e inventaram um sistema para lavar os pratos. Aprenderam através do Youtube. Juntos não gastam mais de 200 litros de água. A média por pessoa recomendada pela OMS é de 110. “O pior de tudo é ter que carregar água todos os dias, disseram que vão mandar o caminhão-pipa porque protestamos”, diz a aposentada.

Cristais: Ou água ou escola

O motorista do caminhão-pipa vai e volta da poça cinzenta até 15 vezes por dia. Condutor de perua, ele não entende de bombas de água, nem de caminhões e tampouco sabe muito bem como funciona o gerador que permite encher o depósito de 15.000 litros do veículo, mas a situação é tão crítica que a Prefeitura colocou quase todos os motoristas do lugar para levar água até as três pequenas represas do município, em estado de emergência pela seca.

“Se não fizesse isso, a água acabaria”, diz o condutor queimado de sol. As últimas nascentes desta localidade de população envelhecida e floridos flamboyants e ipês amarelos correm por terrenos privados. Seus donos aceitaram que a Prefeitura as usasse para abastecer os 8.000 habitantes que hoje só recebem água durante quatro horas por dia. “Vou ter que suspender as aulas por pelo menos duas semanas. Preciso dos motoristas do ônibus escolar para dirigir os caminhões-pipa. Já estou usando os motoristas do setor de obras e não posso usar os das ambulâncias. Seria o colapso. Além do mais, imagine os gastos de 3.000 crianças nos colégios…”, explica o prefeito Miguel Marques (PSDB).

A única esperança para que Cristais não seque é que o Estado libere 250.000 reais para instalar canos que tragam água que nasce a quatro quilômetros dali. “Esse investimento deveria ter sido feito muito antes”, critica Marques. “A única coisa boa disto, é que a situação abriu os olhos de todos. Inclusive dos administradores, que entenderam que precisam investir nisso”, afirma o responsável de tratar a água do município, Leandro Querino de Souza.

Bragança: O turista só quer água

Os clientes de Sidney Trindade, de 50 anos, desapareceram conforme a água da represa Cantareira foi chegando ao nível mais baixo da história – 3,5% esta segunda –. Proprietário de um complexo turístico que, na época de bonança, alugava 70 chalés e 16 apartamentos para férias e mantinha uma garagem com 210 embarcações, sente um nó na garganta quando faz as contas de tudo que perdeu.

“Os turistas não alugam mais um apartamento nem para passar o dia. Mais de 90% dos meus clientes vinham pela represa”, lamenta. O negócio registra perdas de 70% e trabalha com 1/3 dos 40 empregados que mantinha antes. Hoje, ele se esforça para diversificar o negócio. “Todo o comércio ao redor caiu, os turistas nem vêm mais, somos, sem dúvida, o setor mais prejudicado. Mas ainda é possível se divertir aqui, a mídia também me causou muitos problemas ao mostrar somente a terra seca. A situação está feia, mas ainda há muita água.”

“Por que não impuseram um rodízio?”, se pergunta na frente da minguada represa onde vive há 30 anos. “Não fizeram porque havia Copa e depois eleições, ia ficar feio. Enquanto isso, estão acabando com a água”, lamenta, muito crítico com gestão da Sabesp e o governo de Geraldo Alckmin (PSDB). “Na década de 70 já estava planejada a construção de outra represa que ajudasse esta. Ainda estamos esperando que saia do papel.”

Trindade se emociona quando é perguntado pelo que sente todos os dias ao olhar pela janela. Não chora porque é “muito triste” e é “um homem”, mas sente muita vontade. “Precisamos mostrar ao mundo que isto é importante, precisamos tratar a água com muito mais carinho.”

Fonte – IHU de 21 de outubro de 2014

Imagens –  Mario C Bucci

Projeto bosque sensorial – 19 de outubro de 2014

Hoje não teve plantio. Estamos há muito tempo sem uma chuva decente e portanto hoje só fizemos manutenção nas árvores. Podamos, regamos, estaqueamos e colocamos protetores de roçada.

Ayrton no caminho da roça.

Adivinhação de espécie frutífera. Acima da árvore colocamos um número e no final da postagem o nome da fruta.

1

2

3 – Essa é mais difícil.

4

5

6

Enquanto os passageiros se divertem, os tripulantes trabalham no domingo de manhã para melhorar o planeta.

Algumas árvores plantadas nas últimas semanas estão sofrendo por falta de chuva e então aguamos.

Algumas centenas de metros do projeto tem uma torneira. Subir a ladeira até a torneira com os baldes vazios é fácil, o difícil é voltar com eles cheios e dar várias viagens.

Como queremos que as famílias frequentem o bosque sensorial para caminhar, conhecer e comer as frutas, fazemos a poda das árvores para não fechar a visão do bosque e não atrapalhar a caminhada.

Protegendo as árvores das roçadeiras.

As árvores são plantadas com grande espaço para as copas e em linha para as pessoas poderem caminhar tranquilamente no meio do bosque.

Um visitante em cima do tronco.

Lá vamos nós para os nomes das frutas destas árvores. Você acertou quantas?

1 – Pitanga

2 – Goiaba

3 – Caju

4 – Ingá

5 – Romã

6 – Mangostão

Lei das sacolas plásticas de Minas Gerais

Lei das Sacolas de Minas Gerais entra em vigor em Janeiro de 2015

A lei 21.412 de 11 de julho de 2014 (sacolas plásticas) está prevista para entrar em vigor em meados de Janeiro de 2015. Por conta da proximidade da data, informamos que o Instituto IDEAIS já está em contato com as autoridades do governo de Minas Gerais, e também com o Procon daquele estado.

Colocamos à disposição nosso conhecimento relacionado aos plásticos biodegradáveis (oxibiodegradáveis ou hidrobiodegradáveis), assim como as normas e laudos que cada um deve apresentar para comprovação de suas características para cumprimento da lei e as regras para uso da logomarca da OPA e do IDEAIS como entidades certificadoras.

Salientamos a importância das certificações da OPA para as sacolas oxibiodegradáveis e da certificação do Instituto IDEAIS que é baseada em normas, critérios e na própria OPA.

Assim como é oferecido a todo o comércio e indústria, o IDEAIS ofereceu os testes de XRF para os órgãos de fiscalização mineiros.

Por fim, levamos ao conhecimento das autoridades a existência de inúmeras fraudes em plásticos biodegradáveis e apresentamos o aparelho XRF para testes para determinação da presença de substâncias promotoras de oxibiodegradação em quantidade suficiente para atendimento das normas ASTM 6954 e BS 8472.

Para mais informações sobre certificação OPA e IDEAIS, assim como produzir e distribuir plásticos em conformidade com a lei, entre em contato com o IDEAIS.

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS de 20 de outubro de 2014

Instituto Ideais
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