4 gifs que mostram como a vida marinha está em perigo

A vida marinha pode estar em perigo. Como mostram alguns dos dados contidos nos gifs listados abaixo, as consequências destes riscos já são de grande preocupação. Durante anos de pesquisa, a cientista Sylvia Earle focou seus esforços nos problemas que hoje envolvem os oceanos do planeta. Seu documentário ‘Mission Blue’, disponível no Netflix americano, explora estes quatro exemplos assustadores da situação nos mares da Terra.

Corais

 (Foto: Reprodução)

Os dados mostram que desde 1950, metade dos corais do mundo morreram.

Animais em extinção?

 (Foto: Reprodução)

Animais como o atum, tubarões e o bacalhau do atlântico norte já se encontram quase em extinção. Da década de 50 até o ano de 2014, restam apenas de 5% a 10% dos peixes.

Áreas mortas do oceano

 (Foto: Reprodução)

As áreas mortas dos oceanos são espaços sem vida marinha existente. Elas acontecem pelo uso excessivo de fertilizantes, que acabam diminuindo os níveis de oxigênio da água e consequentemente o da vida marinha. Em 1975 existia apenas uma área morta no planeta, hoje já são mais de 500.

Vazamentos de petróleo

 (Foto: Reprodução)

As consequências de um vazamento de óleo são imensuráveis. Imagine, então, o impacto de 30 mil. Essa é a proporção exata de acidentes até 1947 em comparação com o ano de 2014.

Fonte – Revista Galileu de 03 de dezembro de 2014

Em 35 anos, ‘superbactérias’ poderão matar mais que câncer

Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número atual de mortes provocadas por cânceres, se providências não forem tomadas por autoridades médicas ao redor do mundo. É o que afirma um estudo encomendado pelo governo britânico.

Coordenado pelo economista Jim O’Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric – para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projeções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “superbactérias”, como também seu impacto econômico nos sistemas de saúde.

Segundo O’Neill, os custos de tratamento de infeções causadas por essas superbactérias chegarão a US$ 100 trilhões nas próximas décadas.

“Para se ter uma ideia (do impacto econômico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de US$ 3 trilhões, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial”, disse O’Neill à BBC.

Mas são justamente os países emergentes que poderão ser os mais atingidos pelos aumentos no número de casos.

Vulnerabilidade emergente

Atualmente, as infeçcões de superbactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que cânceres matam 8,2 milhões. De acordo com as projeções do estudo de O’Neill, as mortes anuais relacionadas a casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 na África e 392 mil na América Latina.

“Na Nigéria, por exemplo, uma em cada quatro mortes a partir de 2050 poderá ser atribuída a infeçcões resistentes a antibióticos, ao passo que a Índia teria dois milhões de mortes adicionais por ano”, acrescentou o economista.

Pulmões com tuberculose

A tuberculose faz parte das doenças super-resistentes, que já fazem 700 mil vítimas por ano ao redor do mundo.

A escalada prevista pelo estudo poderia provocar um redução de entre 2% a 3% no crescimento econômico global.

Os pesquisadores envolvidos no estudo alertam para o que chamam de subestimação do impacto potencial das falhas no combate às superbactérias por parte de autoridades de saúde ao redor do mundo, já que infecções mais resistentes causarão problemas generalizados na área de saúde.

Procedimentos como cesárias, trocas de articulações, quimioterapia e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.

O estudo coordenado por O’Neill, por exemplo, estima que atualmente as cesarianas contribuem para 2% do PIB mundial. Sem antibióticos eficazes, os procedimentos não apenas ficariam mais arriscados como teriam mais possibilidades de insucesso.

O economista e sua equipe agora se debruçarão sobre possíveis soluções para a crise, como foco em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na ação mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana. O’Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e ressaltou a importância do fato de que Turquia e China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.

Especialistas concordam com a necessidade de desenvolvimento de novos medicamentos. Laura Piddock, microbióloga da Universidade de Birmingham e que pesquisa o fortalecimento de bactérias como e. coli e a salmonela, afirma que não há investimento suficiente para a descoberta de novos remédios.

“Bactérias como o e.coli são muito resistentes e é difícil encontrar drogas contra elas. Precisamos de mais investimento e novos modelos de negócios para que as drogas estejam disponíveis quando os pacientes precisarem”, disse Piddock à BBC.

Fonte – BBC Brasil de 11 de dezembro de 2014

Você sabia que plásticos podem ajudar a prevenir este problema? A inovação no combate às infecções está em evitar que microrganismos entrem em nossos corpos.

E não esperar ficarmos infectados para depois tratar o doente.

Plásticos antimicrobianos produzidos com d2p™ apresentam resultados positivos contra diversos tipos de bactérias, fungos e algas.

Fonte – News RES Brasil de 15 de dezembro de 2014

Curta nossa página no Facebook. Symphony Environmental Ltda. detentora das tecnologias d2w®, d2p® e d2t®, é empresa certificada ISO, é uma subsidiária integral da Symphony Environmental Technologies PLC, uma empresa pública britânica criada em 1995 e dedicada a encontrar soluções técnicas para os problemas ambientais do mundo. É um membro da Associação dos Plásticos Oxibiodegradáveis, da Sociedade da Indústria Química (Reino Unido), da British Plastics Federation (BPF), da Organização Européia de Embalagem e Meio Ambiente (Europen) e do Grupo Britânico de Marcas. Symphony participa ativamente dos trabalhos da British Standards Institute (BSI), da American Society for Testing and Materials (ASTM), da organização europeia de normatização (CEN) e da International Standards Organization (ISO). A Symphony tem laboratórios e instalações de testes na Inglaterra, onde constantemente testa, desenvolve e aprimora seus produtos, em colaboração com universidades e especialistas no Reino Unido e no exterior.

A RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias. A RES Brasil é distribuidora exclusiva dos aditivos d2p® em todo o Brasil.

Viver em harmonia com a água, uma lição japonesa

É inspirador observar o que ocorreu no Japão com a gestão integrada das águas, o uso do solo e as florestas. Aquele país é cercado de mares e muito rico em fontes de água, originárias de suas montanhas. O Japão tem topografia montanhosa – 70% da superfície constitui os Alpes japoneses, espinha dorsal do arquipélago, com ocupação humana rarefeita.

Os Alpes japoneses são, em sua maior parte, ocupados por florestas, que servem para a proteção dos solos e o controle da erosão. Ainda que a maior parte das florestas seja de propriedade privada, sua exploração e a comercialização do produto são usualmente feitos por meio de associações florestais. Sendo o país de clima temperado, a vegetação demora 80 anos para ser explorável e, desta forma, as florestas são consideradas como poupança, mais do que como investimento de retorno em curto prazo.

As densidades populacionais e de ocupação do solo são muito altas nas metrópoles japonesas e no país. Com área total de 372 mil Km2 (equivalente à área do Estado do Rio Grande do Sul) e com 126 milhões de habitantes, a densidade média da população é de 337 habitantes por Km2, ou seja, cerca de 15 vezes maior do que a média brasileira.

O uso da terra urbana e rural está sujeito a regras elaboradas. Um perfil típico de ocupação do solo é a ocupação urbana das faixas de interseção entre as montanhas e os vales. As montanhas são usadas para florestamento e preservação ecológica e os vales usados para a agricultura intensiva que, em muitos casos, aproveita os espaços vazios nas periferias urbanas, onde os terrenos não construídos raramente são ociosos. Hortas, pomares e plantações diversificadas ocupam essas valiosas faixas, contribuindo para o abastecimento alimentar. Preservam-se os fundos de vale não edificados nas cidades, com canais abertos e parques lineares, que são inundados com as chuvas. Quando as águas se vão, não deixam danos econômicos ou sociais. No Japão, programas intensos de florestamento de encostas, de criação de cooperativas florestais e de proteção à cobertura vegetal, reduziram as inundações nas planícies e os prejuízos à economia agrícola.

Mas isso nem sempre foi assim e as práticas de convivência harmônica com a água resultaram de um processo de aprendizado social sobre os riscos e custos da ocupação inadequada dos vales. O exemplo seguinte é elucidativo: no início do século XX o Japão sofria sérios problemas de enchentes originadas em suas montanhas, que haviam sido desflorestadas. As planícies com plantações de arroz eram freqüentemente inundadas por enchentes que causavam prejuízos, perda da produção agrícola e fome. O país, que então se abria para o mundo, buscou no exterior apoio de quem conhecia bem as inundações: contatou os holandeses, que sabiam conter o mar com diques e evitar que as terras baixas fossem inundadas. Os holandeses estudaram o problema das enchentes japonesas e propuseram ações baseadas em sua experiência. Não tiveram sucesso. Os japoneses resolveram, então, buscar sua própria solução para o problema. No plano decenal de 1884, que fixou as linhas para a entrada do Japão no período moderno de sua história, advogava-se a importância de melhorias contínuas nas tecnologias tradicionais disponíveis no país. Assim, observaram que numa das ilhas, os problemas de enchentes eram menores que no restante do país. Ali se protegiam as montanhas com florestas e o uso da lenha não gerara muito desmatamento. Disseminaram em todo o país aquelas práticas tradicionais. Programas intensos de proteção de encostas reduziram as inundações. Cooperativas florestais foram criadas para administrar as florestas e manejá-las de forma sustentável, usando a madeira para mobiliário e construção civil. O florestamento dos Alpes japoneses foi estratégico para conter sedimentos e erosões.As medidas de prevenção e controle evoluíram e compreendem a manutenção integral da cobertura de florestas nas áreas montanhosas, a construção de represas para conter a terra que escorre das montanhas junto com a água de chuva e a proteção de encostas por meio de redes metálicas ou de plástico, que previnem os deslizamentos de terra.

Hoje, o Japão ensina a aproximação com a água, voltando-se de frente para os lagos, rios e regatos. As cidades procuram ter intimidade com a água, evitando que córregos sejam aprisionados em canais fechados. Promove-se a reintegração urbana da paisagem ribeirinha e dos seus animais, como rãs e libélulas. Evita-se asfaltar as vias, para não agravar problemas de drenagem e provocar inundações. Evita-se que a água de chuva escorra diretamente para os rios; ela infiltra lentamente no solo. Represas de armazenagem e regularização da drenagem são previstas nos parcelamentos urbanos. Adotam-se sistemas de armazenagem da água de chuva em tanques subterrâneos. Age-se preventivamente na organização humana do espaço e na ocupação do solo.

O Japão ensina que pode ser simples a solução para se prevenir inundações e para se articular a gestão da água com o uso e ocupação do solo. Ensina que a aprendizagem coletiva de convivência harmônica com a água é um processo civilizatório e cultural em que se aprende a partir dos erros cometidos, em aproximações sucessivas.

Fonte – Maurício Andrés Ribeiro, Portal do Meio Ambiente de 12 de dezembro de 2014

Imagem – Gerard de Hoop

Em meio à crise da água, deputados de SP aprovam lei que reduz matas ciliares

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na noite da quarta-feira (10) o Projeto de “Lei do Desmatamento” (PL 219/14), que regulariza usos do solo e atividades irregulares em áreas de preservação e diminui a recuperação de APPs (Áreas de Preservação Permanente), deixando desprotegidas as matas ciliares e nascentes em São Paulo. Com a perspectiva de tornar ainda mais grave a atual crise de água no Estado, o PL é alvo de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, que alerta para os prejuízos e retrocessos que o projeto trará a São Paulo – com a mobilização, conseguiu adiar a votação durante uma semana. O projeto depende agora de uma sanção do governador Geraldo Alckmin para entrar em vigor.

A coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, que participou da única audiência pública realizada na Assembleia Legislativa com representantes de organizações de defesa do meio ambiente e acompanhou a votação, apontou problemas técnicos na elaboração do projeto. Para a SOS Mata Atlântica, o texto substitutivo aprovado sofreu alterações em relação à proposta original, mas repete os mesmos vícios da norma federal e não foi modificado em sua essência.

“Na prática, todo o retrocesso do novo Código Federal foi agora sacramentado no Estado de São Paulo”, afirmou Malu. “O projeto cria a possibilidade de exportar reserva legal para outros Estados, para recomposição de reserva legal, e descaracteriza completamente a função legal das Áreas de Preservação Permanente para fins de regularização de usos e atividades que até então eram irregulares. As APPs, de acordo com o novo Código Florestal, continuam tendo a função exclusiva de preservar rios, nascentes e mananciais. Por isso, não podemos aceitar que sua recuperação seja diminuída e desrespeitada”, explica Malu.

Segundo a especialista, o texto também não respeitou o acordo para a retirada do artigo que trata do uso de culturas lenhosas e espécies exóticas na recomposição (como pínus e eucalipto), em 50% da faixas de preservação permanente para propriedades com até 4 módulos fiscais, consideradas pequenas. “Relacionar a faixa de APP a ser recuperada com o tamanho das propriedades, com base em indicadores sócio econômicos das regiões, sem considerar a geografia, a dinâmica das bacias hidrográficas e dos rios, criando uma espécie de escadinha para as faixas de recuperação ciliar é um absurdo.

Outra grave ameaça é a diminuição da proteção de nascentes e olhos d’água, por exemplo, cuja faixa de preservação permanente caiu de um raio de 50 metros para apenas 15 metros em áreas consideradas consolidadas. “Resta à sociedade, portanto, denunciar a gravidade do processo de tramitação desse projeto de lei, que não considerou o grande arcabouço legal, técnico e institucional de São Paulo, bem como a crise da água, e cobrar firmeza do Governo do Estado. O governador pode vetar os retrocessos e elaborar um decreto ampliando a proteção e a recuperação ambiental em São Paulo, ouvindo os Comitês de Bacias Hidrográficas para garantir água nas regiões de escassez hídrica e o Consema para as áreas estratégicas para conservação”, explica Malu Ribeiro.

Em estudos recentes da SOS Mata Atlântica divulgados em outubro deste ano constatou-se que a cobertura florestal nativa na bacia hidrográfica e nos mananciais que compõem o Sistema Cantareira, centro da crise no abastecimento de água que assola São Paulo, está pior do que se imaginava. Hoje, restam apenas 488 km² (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica e nos 2.270 km2 do conjunto de seis represas que formam o Sistema Cantareira. Não restam dúvidas de que o desmatamento da Mata Atlântica e da Amazônia tem relação direta com a escassez da água na região sudeste. Com menos proteção florestal, teremos menos água.

Fonte – SOS Mata Atlântica de 12 de dezembro de 2014

É, semeando erva daninha e esperando colher alimento. Que imbecilidade, mais uma de muitas. É por isso que a água em sampa tem que acabar, pois enquanto o cantareira tiver 0,1% de água, a população estúpida e consumista irá esbanjar. Enquanto não faltar água para tomar, eles continuarão usando a velha desculpa de que não gostam de política – para não terem que usar seu tempo para mudar o mundo –  e deixando os políticos destruírem tudo. Enquanto houver um pingo de água nas torneiras, eles ainda viverão suas vidinhas de merda, de ilusão, assistindo as suas novelas e indo aos shoppings para comprar tudo o que apareceu nas novelas para ver se suas vidas vazias mudarão, ficando igual à dos personagens. Estúpidos!

Produção de biocombustíveis prejudica culturas alimentares no Mato Grosso

A publicação “Biocombustíveis: energia que não mata a fome”, produzida pela ActionAid e pelo programa da FASE em Mato Grosso, aborda a produção de biocombustíveis a partir da soja e da cana-de-açúcar, cultivadas em monoculturas do agronegócio. Com foco no Mato Grosso, a publicação demonstra como estas produções afetam o espaço ecológico e social que as cerca. O estado é o principal produtor de grãos, detentor de um quarto da área total plantada no país. Também é o oitavo maior produtor de cana de açúcar, com 80% da produção localizada nos municípios da Bacia do Alto Paraguai.

A reportagem foi publicada pela Fase Nacional e reproduzida pelo portal EcoDebate, 16-12-2014.

A pesquisa observa que, enquanto a soja, o milho e a cana-de-açúcar, matérias-primas para os biocombustíveis, crescem no Mato Grosso, a produção de alimentos, como o arroz, feijão e a mandioca, caem. “A produção diversificada de outros alimentos, como frutas, legumes e verduras, também é extremamente reduzida em relação às necessidades de consumo da população do estado”, destaca um trecho do estudo, assinado por Sergio Schlesinger.

Ainda que o foco do estudo seja o Mato Grosso, com trabalhos de campo em Mirassol D’Oeste e região, o relatório contextualiza a realidade do setor no Brasil, que desponta como o segundo maior e o maior produtor e exportador de soja e cana-de-açúcar, respectivamente. E que essas produções vêm crescendo, sobretudo da soja. Na safra 2012/13, a soja chegou a ocupar mais de 52% da área total plantada com grãos do país. A soja também representa, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), 73,1% do volume de matérias-primas utilizadas na produção brasileira de biodiesel.

Impactos à agricultura familiar

De acordo com o estudo, é frequente a contaminação de lavouras de alimentos através do lançamento de agrotóxicos por aviões. A prática também contamina rios, reduzindo as colônias de peixes, causando chuvas ácidas, dentre outros problemas. “Esse ano, eu não sei se foi o veneno, o que aconteceu: o quiabo, a abóbora, a laranjeira não está dando nada. O vento traz o veneno que eles jogam de avião pra madurar a cana. Eu tenho vontade de plantar, mas desse jeito fica difícil. Feijão não pode plantar, porque o veneno prejudica, não dá”, conta Ailton Basílio da Costa morador do Assentamento Roseli Nunes, localizado em Mirassol D’Oeste.

O relatório indica a relação direta entre o aumento da produção das monoculturas de cana e soja e o declínio da produção de alimentos: quanto mais cresce o agronegócio na região, mais se enfraquece a agricultura familiar. Como exemplo, destaca que em Lucas do Rio Verde, outro município mato-grossense, 90% de todos os alimentos consumidos por seus habitantes vêm de centros de abastecimento distantes, como de São Paulo e Curitiba.

Sergio Schlesinger questiona o discurso de conciliação entre a convivência entre a agricultura familiar e o agronegócio. Para ele, é preciso tomar lado: “A realidade nos mostra um panorama que torna evidente a necessidade de fazer escolhas, estimulando algumas atividades, inibindo ou regulamentando outras”.

Além dos agrotóxicos, a pesquisa também cita a contaminação das águas pela vinhaça, utilizada como fertilizante na produção de cana, e constata que, para cada litro de etanol produzido, são gerados dez a 15 litros de vinhaça. Cita também a queima da palha de cana, que causa sérios problemas respiratórios, além de gerar alta concentração de ozônio na atmosfera.

Energias limpas?

A pesquisa questiona os biocombustíveis como energias limpas, já que os impactos sociais e ambientais da prática da monocultura com uso de agrotóxicos não costumam entrar nessa conta. Para Vilmon Alves Ferreira, da FASE em Mato Grosso, é urgente a revisão do modelo de produção de monocultivos para produção de biocombustíveis.

“Da forma como são produzidos, não podem ser chamadas de energias limpas, renováveis, verdes ou alternativas. Está claro que elas também destroem o meio ambiente e a produção de alimentos, com enormes prejuízos sociais. Nessa questão, acreditamos ser central o debate sobre como são produzidos, com quais objetivos e a que modelo de desenvolvimento os agrocombustíveis têm atendido”, destaca.

Em diálogo com a publicação “Biocombustíveis: energia que não mata a fome”, a ActionAid produziu uma animação sobre o tema. Segundo Maíra Martins, coordenadora da equipe de Políticas da organização no Brasil, o objetivo do trabalho é tentar comunicar, de forma criativa, as contradições dos biocombustíveis e os impactos sobre a produção de alimentos. “Dizem que eles são combustíveis limpos e uma alternativa, por emitirem menos CO2, mas, na verdade, seu processo de produção tem uma série de impactos”, reforça.

Fonte – IHU de 17 de dezembro de 2014

O mesmo vale para o plástico de amido – milho,mandioca, batata, arroz, trigo… – e o plástico de cana – que ainda demora os mesmos cinco séculos poluindo o planeta -. Verdes nada. Verdes mesmo só nos dólares que as indústrias faturam. Usam terra fértil, água potável, veneno e muito combustível para produzir a comida que será desviada do prato dos humanos para se fazer um produto totalmente dispensável, a sacola plástica de uso único.

Gastões de água em SP terão sobretaxa de até 50% na conta

Em meio a uma grave estiagem e com os principais reservatórios sob risco de colapso, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu cobrar uma sobretaxa na conta de água daqueles que ampliarem o consumo.

A medida, chamada de “plus” pelo governador, será anunciada na tarde desta quinta-feira (18) pelo governo do Estado.

Segundo a Folha apurou, quem tiver o aumento de consumo igual ou menor que 20% (em relação à média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014) terá 20% de acréscimo na conta de água. Já os consumidores que gastarem acima de 20% em relação a sua média terão ônus de 50% na conta.

A medida começa a valer em 1º de janeiro – resta apenas o aval da Arsesp (agência estadual de saneamento), o que deve ocorrer nos próximos dias. Aqueles com consumo baixo (inferior a 10 metros cúbicos mensais) estarão fora dessa sobretaxa. Haverá ainda opção de recursos à Sabesp, para casos de mudança de imóvel, por exemplo.

Além disso, o governo anunciará nesta quinta-feira (18) a prorrogação do programa do bônus para os consumidores que têm economizado água nesse período. As atuais faixas de desconto serão mantidas –redução entre 10% e 14,9% (bônus de 10%); de 15% a 19,9% (bônus de 20%); e de 20% ou mais (bônus de 30%).

Grave crise

São Paulo vive hoje a mais grave crise hídrica já registrada, e o principal reservatório de água da Grande SP, o sistema Cantareira, opera com apenas 6,9% de sua capacidade, isso já contando a segunda cota do volume morto -reserva técnica utilizada para evitar o desabastecimento da população.

A cobrança dessa sobretaxa é uma ideia do governo paulista que começou a ser desenhada no início do ano, mas acabou engavetada às vésperas do início da campanha eleitoral.

Voltou com força agora, com o risco de colapso dos reservatórios e com a indicação do engenheiro civil Benedito Braga, 67, para assumir a secretaria de Recursos Hídricos a partir de 2015 – ele é um defensor de punir, por meios econômicos, o consumo excessivo de água.

O próprio governador tem atacado o grupo de 25% dos consumidores que, em meio à atual crise, ampliaram o consumo de água. Alckmin tem se referido a eles como “gastões”.

Para constrangê-los, a Sabesp lançará uma nova campanha publicitária, focada essencialmente no desperdício, como lavar carro e a calçada em tempos de crise.

Estado de SP vai fazer nova campanha para constranger ‘gastão’ de água

Os moradores de São Paulo que aumentaram seu consumo de água em meio à crise hídrica no Estado serão alvo de uma nova campanha publicitária do governo paulista no começo de 2015.

A ideia é constranger os “gastões” –expressão que tem sido usada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) nos últimos dias para chamar esses consumidores.

Balanço da Sabesp aponta que um em cada quatro clientes tem elevado seu consumo.

A estratégia ocorre num momento em que Alckmin tem outras ofensivas voltadas para quem gasta muita água.

O Estado fez uma mudança no comando da secretaria responsável pela área e voltou a estudar uma sobretaxa para quem eleva seu consumo –proposta aventada e descartada meses atrás.

Alckmin negocia com prefeitos para anunciar essa sobretaxa junto com um pacote de multas contra desperdício. A ideia é que as prefeituras adotem punições para quem, por exemplo, for flagrado lavando a calçada.

O novo secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga, defende “tarifa diferenciada” para quem consome mais.

Em meio à crise hídrica, a Sabesp aumentou neste ano em R$ 11 milhões seus gastos com publicidade -previstos inicialmente em R$ 43,75 milhões para seis meses.

Em fevereiro, colocou no ar uma campanha com Rodrigo Faro pedindo aos paulistas para economizarem. No mês passado, fez outra, estrelada pelo ator Juca de Oliveira, que dizia: “Estamos vivendo a pior seca dos últimos 84 anos e, ainda assim, vemos gente jogando água fora”.

No período eleitoral, porém, houve enfraquecimento e interrupção delas na TV.

crianças conscientes

A Sabesp lançará um calendário temático (“Crianças: Guardiões das Águas Mirins”), com desenhos sobre uso racional da água feitos por crianças entre 4 e 12 anos –filhos, netos e sobrinhos de colaboradores da Sabesp.

As 12 ilustrações escolhidas foram eleitas em um concurso com 106 crianças.

Eduardo Scolese / Gustavo Uribe / Lígia Mesquita, Folha de S. Paulo de 18 de dezembro de 2014

Período de janeiro a novembro de 2014 foi o mais quente da história

O período de janeiro a novembro de 2014 foi o mais quente no mundo desde que se começou a fazer o registro das temperaturas, em 1880, anunciou nesta segunda-feira a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Mas novembro, em particular, foi o sétimo mês mais quente nos anais climáticos, com 0,65°C acima da média do século XX, acrescentou a agência.

Durante os dez primeiros meses do ano, a temperatura média da superfície dos oceanos e terrestres foi 0,68°C acima da média do século passado. Em seu conjunto, foram os meses mais quentes já registrados, superando em 0,01°C o recorde anterior, de 2005.

Neste ano, “foi o período mais quente de que se tem registro e superou o recorde de calor estabelecido em 2010″, indicou a NOAA em seu informe mensal.

Fonte – AFP / Terra de 15 de dezembro de 2014

Lei de incentivo à substituição e ao uso racional de sacos e sacolas plásticas disponibilizados por estabelecimentos comerciais, localizados no Estado do Amazonas

Levamos ao conhecimento de todos a lei 224 promulgada sobre sacolas plásticas publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas em 04/12/2014.

A lei passa a vigorar na data de sua publicação.

O Instituto IDEAIS está em contato com as autoridades do Amazonas oferecendo auxilio para entendimento sobre sacolas plásticas biodegradáveis, suas normas, certificações ( OPA e Instituto IDEAIS ) e realização de testes com aparelho XRF do IDEAIS.

Aproveitamos para lembrar que a Lei de Minas Gerais sobre sacolas plásticas biodegradáveis e oxibiodegradáveis passa a valer no mês que vem, Janeiro 2015.

Lei Promulgada Nº 224 DE 04/12/2014

Publicado no DOE em 12 dez 2014
Dispõe sobre o incentivo à substituição e ao uso racional de sacos e sacolas plásticas disponibilizados por estabelecimentos comerciais, localizados no Estado do Amazonas, e dá outras providências.
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, na forma da alínea e, I, do artigo 17, da Resolução Legislativa nº 469, de 19 de março de 2010, Regimento Interno,
Faz saber a todos que a presente virem que promulga a seguinte Lei Promulgada:
Art. 1º As sociedades comerciais e os empresários, segundo definição do Código Civil Brasileiro, titulares de estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Amazonas, promoverão o incentivo à substituição dos sacos e sacolas plásticas disponibilizados nos referidos estabelecimentos para o acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias ao cliente, por sacos e sacolas ecológicas.
§ 1º Entende-se por sacos e sacolas plásticas, qualquer invólucro manufaturado com resina petroquímica, destinados ao acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral, bem como sacos para lixo.
§ 2º Sacos e sacolas ecológicas são aquelas ambientalmente corretas, de material biodegradável, reutilizável ou regional, assim entendidos:
I – material biodegradável é aquele que apresenta capacidade de biodegradação por micro-organismos e que os resíduos finais não sejam ecotóxicos;
II – material reutilizável é aquele confeccionado em material resistente ao uso continuado, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral e que atendam às necessidades dos consumidores;
III – material regional é aquele confeccionado com a matéria-prima originária do Estado do Amazonas e que os resíduos finais não sejam tóxicos.
§ 3º Os sacos e sacolas dispostos no parágrafo anterior deverão atender aos regulamentos técnicos dos órgãos ambientais e/ou de saúde.
§ 4º Os estabelecimentos citados no caput deste artigo oferecerão aos seus consumidores a opção de compra de sacolas ecológicas, preferencialmente as biodegradáveis de matéria-prima regional.
Art. 2º Os estabelecimentos dispostos no artigo 1º da presente Lei ficam obrigados a fixarem placas informativas junto aos locais de embalagens de produtos e caixas registradoras, a contar da data da publicação da presente Lei.
Art. 3º Esta Lei restringe-se aos sacos e sacolas fornecidos pelos estabelecimentos mencionados no caput do artigo 1º desta Lei, excetuando-se, portanto, as embalagens originais dos produtos e mercadorias.
Art. 4º O descumprimento desta Lei determinará as seguintes sanções, graduadas de acordo com a gravidade e reincidência:
I – advertência para obediência dos termos desta Lei;
II – multa de R$ 1.000 (mil reais);
III – multa de R$ 3.000 (três mil reais);
IV – multa de R$ 10.000 (dez mil reais);
V – suspensão da Licença de Funcionamento por 02 (dois) dias.
Parágrafo único. O valor da multa previsto neste artigo será revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, criado pela Lei nº 2.228, de 29 de junho de 1994.
Art. 5º Caberá ao PROCON/AM, a fiscalização para o cumprimento das disposições e a aplicação de penalidade de multa prevista no artigo anterior, respeitando sempre o princípio do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo.
Art. 6º O Poder Público Estadual promoverá as seguintes ações:
I – realização de atividades de educação ambiental em escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio, nas faculdades e universidades, em associações, fundações e clubes de mães e outras entidades sociocomunitárias, bem como nos meios de comunicação, visando a esclarecer as vantagens ao meio ambiente do uso de sacolas ecológicas, bem como apresentar opções de acondicionamento do lixo doméstico;
II – concessão de incentivos fiscais aos estabelecimentos comerciais que cumprirem o disposto nesta Lei;
III – concessão de incentivos fiscais e crédito às micro e pequenas empresas que fabricam e disponibilizam sacolas ecológicas, preferencialmente as confeccionadas com matéria-prima regional;
IV – concessão de incentivos fiscais e crédito às pessoas jurídicas que promovam a reciclagem de sacos e sacolas plásticas e outras embalagens.
Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Fonte – Legisweb / Boletim do Instituto IDEAIS de 16 de dezembro de 2014

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Lei incentiva fim das sacolas plásticas no comércio do Amazonas

Sacos e sacolas ‘ambientalmente corretas’ podem ser utilizadas nas lojas

A Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM) promulgou a Lei que dispõe sobre “o incentivo à substituição e ao uso racional de sacos e sacolas plásticas disponibilizados por estabelecimentos comerciais, localizados no Estado”. De acordo com a legislação aprovada, as sociedades comerciais e os empresários, segundo definição do Código Civil Brasileiro, titulares de estabelecimentos comerciais localizados no Amazonas, promoverão o incentivo à substituição dos sacos e sacolas manufaturado com resina petroquímica, “destinados ao acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral, bem como sacos para lixo”. O Poder Executivo regulamentará a nova lei, que já está em vigor.

A lei considera sacos e sacolas ecológicas aquelas “ambientalmente corretas, de material biodegradável, reutilizável ou regional”, que apresentem capacidade e biodegradação por microorganismos e que os resíduos finais não sejam ecotóxicos, os confeccionados em material resistente ao uso continuado, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral e que atendam às necessidades dos consumidores e confeccionado com a matéria-prima originária do Estado, cujos resíduos finais não sejam tóxicos.

Os estabelecimentos que não cumprirem as determinações, segundo a lei, ficarão sujeitos às sanções, graduadas de acordo com a gravidade e reincidência: advertência; multa de R$ 1.000, multa de R$ 3.000, multa de R$ 10.000 e suspensão da Licença de Funcionamento por 02 (dois) dias. O valor da multa previsto neste artigo será revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

Caberá ao Departamento do Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/AM) a fiscalização para o cumprimento das disposições e a aplicação de penalidade e multas, “respeitando sempre o princípio do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo”.

A lei determina, ainda, que o Poder Público Estadual promoverá a realização de atividades de educação ambiental em escolas públicas e privadas de Ensino Fundamental e Médio, nas faculdades e universidades, em associações, fundações e clubes de mães e outras entidades sociocomunitárias, bem como nos meios de comunicação, visando a esclarecer as vantagens ao meio ambiente do uso de sacolas ecológicas, bem como apresentar opções de acondicionamento do lixo doméstico; a concessão de incentivos fiscais aos estabelecimentos comerciais que cumprirem o disposto nesta lei; a concessão de incentivos fiscais e crédito às micro e pequenas empresas que fabricam e disponibilizam sacolas ecológicas, preferencialmente as confeccionadas com matéria-prima regional e a concessão de incentivos fiscais e crédito às pessoas jurídicas que promovam a reciclagem de sacos e sacolas plásticas e outras embalagens.

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Lei Promulgada Nº 224 DE 04/12/2014

Publicado no DOE em 12 dez 2014

Dispõe sobre o incentivo à substituição e ao uso racional de sacos e sacolas plásticas disponibilizados por estabelecimentos comerciais, localizados no Estado do Amazonas, e dá outras providências.

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, na forma da alínea e, I, do artigo 17, da Resolução Legislativa nº 469, de 19 de março de 2010, Regimento Interno,
Faz saber a todos que a presente virem que promulga a seguinte Lei Promulgada:

Art. 1º As sociedades comerciais e os empresários, segundo definição do Código Civil Brasileiro, titulares de estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Amazonas, promoverão o incentivo à substituição dos sacos e sacolas plásticas disponibilizados nos referidos estabelecimentos para o acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias ao cliente, por sacos e sacolas ecológicas.

§ 1º Entende-se por sacos e sacolas plásticas, qualquer invólucro manufaturado com resina petroquímica, destinados ao acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral, bem como sacos para lixo.

§ 2º Sacos e sacolas ecológicas são aquelas ambientalmente corretas, de material biodegradável, reutilizável ou regional, assim entendidos:

I – material biodegradável é aquele que apresenta capacidade de biodegradação por micro-organismos e que os resíduos finais não sejam ecotóxicos;

II – material reutilizável é aquele confeccionado em material resistente ao uso continuado, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral e que atendam às necessidades dos consumidores;

III – material regional é aquele confeccionado com a matéria-prima originária do Estado do Amazonas e que os resíduos finais não sejam tóxicos.

§ 3º Os sacos e sacolas dispostos no parágrafo anterior deverão atender aos regulamentos técnicos dos órgãos ambientais e/ou de saúde.

§ 4º Os estabelecimentos citados no caput deste artigo oferecerão aos seus consumidores a opção de compra de sacolas ecológicas, preferencialmente as biodegradáveis de matéria-prima regional.

Art. 2º Os estabelecimentos dispostos no artigo 1º da presente Lei ficam obrigados a fixarem placas informativas junto aos locais de embalagens de produtos e caixas registradoras, a contar da data da publicação da presente Lei.

Art. 3º Esta Lei restringe-se aos sacos e sacolas fornecidos pelos estabelecimentos mencionados no caput do artigo 1º desta Lei, excetuando-se, portanto, as embalagens originais dos produtos e mercadorias.

Art. 4º O descumprimento desta Lei determinará as seguintes sanções, graduadas de acordo com a gravidade e reincidência:

I – advertência para obediência dos termos desta Lei;

II – multa de R$ 1.000 (mil reais);

III – multa de R$ 3.000 (três mil reais);

IV – multa de R$ 10.000 (dez mil reais);

V – suspensão da Licença de Funcionamento por 02 (dois) dias.

Parágrafo único. O valor da multa previsto neste artigo será revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, criado pela Lei nº 2.228, de 29 de junho de 1994.
Art. 5º Caberá ao PROCON/AM, a fiscalização para o cumprimento das disposições e a aplicação de penalidade de multa prevista no artigo anterior, respeitando sempre o princípio do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo.

Art. 6º O Poder Público Estadual promoverá as seguintes ações:

I – realização de atividades de educação ambiental em escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio, nas faculdades e universidades, em associações, fundações e clubes de mães e outras entidades sociocomunitárias, bem como nos meios de comunicação, visando a esclarecer as vantagens ao meio ambiente do uso de sacolas ecológicas, bem como apresentar opções de acondicionamento do lixo doméstico;

II – concessão de incentivos fiscais aos estabelecimentos comerciais que cumprirem o disposto nesta Lei;

III – concessão de incentivos fiscais e crédito às micro e pequenas empresas que fabricam e disponibilizam sacolas ecológicas, preferencialmente as confeccionadas com matéria-prima regional;

IV – concessão de incentivos fiscais e crédito às pessoas jurídicas que promovam a reciclagem de sacos e sacolas plásticas e outras embalagens.

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PAÇO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS, em Manaus, 04 de dezembro de 2014.

Deputado JOSUÉ NETO – Presidente
Deputado BELARMINO LINS – 1º Vice-Presidente
Deputado ARTHUR BISNETO – 2º Vice-Presidente
Deputada CONCEIÇÃO SAMPAIO – 3º Vice-Presidente
Deputado VICENTE LOPES – Secretário Geral
Deputado WILSON LISBOA – 1º Secretário
Deputada VERA CASTELO BRANCO – 2º Secretário
Deputado RICARDO NICOLAU – Ouvidor Corregedor
Visto: WANDER MOTTA – Diretor Geral

Alto Tietê pode ser o primeiro a ficar seco em São Paulo

O sistema Alto Tietê pode ser o primeiro a ficar seco no estado de São Paulo. Nesta terça-feira, o sistema armazenava 4,6% da sua capacidade, enquanto o sistema Cantareira tinha 7,7%.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, será preciso chover acima da média histórica do mês de dezembro para que o Alto Tietê não entre em colapso. Segundo o jornal, o sistema pode esgotar em janeiro.

Os dados de armazenamento dos últimos meses mostram que o sistema Alto Tietê tem tido uma queda contínua no nível da água. Em agosto, o sistema armazenava 19,1% de sua capacidade.

Já o sistema Cantareira teve uma leve oscilação. De outubro para novembro, subiu de 5,3% para 11,4%.

O sistema Alto Tietê abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da Grande São Paulo.

Apesar de o nível na água no Alto Tietê estar mais baixo, a Sabesp tem dado mais destaque para a situação no sistema Cantareira.

Conta de água

A Sabesp afirma que cresceu o número de pessoas que conseguiram bônus na conta de água devido à redução no consumo.

Segundo a companhia, 53% dos consumidores diminuíram o consumo em no mínimo 20%, e foram beneficiados com o desconto. Em outubro esse percentual era de 50% e, em setembro, de 49%, afirma a empresa.

Ainda segundo a Sabesp, a adesão dos moradores resultou na economia de 4.100 litros de água por segundo, volume suficiente para abastecer 1,2 milhão de pessoas.

Fonte – Exame de 09 de dezembro de 2014

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