Ondas de calor crescerão em frequência e intensidade

OMM e OMS publicaram nesta quarta-feira, de forma conjunta, novas orientações para poder fazer frente aos riscos para a saúde por essas situações

Genebra – As ondas de calor que atingem parte da Europa nesta semana são normais, mas incomuns, porém, por causa dos efeitos da mudança climática, a frequência, intensidade e o alcance destes fenômenos extremos aumentará a curto prazo, por isso que o mundo deve se preparar para evitar estragos na população.

Perante esta realidade, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram nesta quarta-feira, de forma conjunta, novas orientações para poder fazer frente aos riscos para a saúde por essas situações.

“As ondas de calor são um fenômeno natural perigoso que cada vez requer mais atenção”, manifestaram o diretor do Escritório de Prognóstico do Clima e de Adaptação à Mudança Climática da OMM, Maxx Dilley, e a diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira.

“Não têm o caráter espetacular e nem a violência repentina de outros perigos, como os ciclones tropicais e as enchentes repentinas, mas suas repercussões podem ser severas”, agregam.

Durante os últimos 50 anos, as ondas de calor ficaram cada vez mais frequentes.

A duração, a frequência e a intensidade das mesmas provavelmente aumentem na maioria das zonas terrestres ao longo deste século, segundo o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC).

Nas últimas semanas, tanto a Índia como o Paquistão foram afetadas por ondas de calor que deixaram 700 vítimas mortais.

No entanto, este caso é paradigmático da importância que tem o contexto no qual o fenômeno ocorre.

As altas temperaturas no subcontinente indiano, apesar de terem sido extremas, não foram as máxima já observadas.

O problema foi que, por exemplo, em cidades como Karachi, normalmente refrescadas pela brisa marinha, desta vez este fenômeno não ocorreu, ao contrário, recebeu rajadas de ar do interior que ainda aqueciam mais uma cidade imensa em pleno mês do jejum muçulmano, o Ramadã.

Isto provocou que muitas pessoas seguissem o preceito de não beber água durante o dia, o que contribuiu para desidratação.

Atualmente, a Europa sofre uma onda de calor por uma combinação natural e normal de fatores meteorológicos, mas o continente conta com sistemas de alarme para que os governantes e a população estejam prontos.

A maioria dos sistemas europeus surgiram após o verão de 2003, quando uma onda de calor causou a morte de 70 mil pessoas.

O problema recai no fato de que a maioria das nações em desenvolvimento não contam com estes sistemas, e deveriam desenvolvê-los, porque os relatórios do IPCC são nítidos.

“A mudança climática não só acarretará em alterações na frequência e duração das ondas de calor em regiões onde tradicionalmente ocorreram, mas também uma alteração da distribuição geográfica dos desastres”.

Isto faz com que possam aparecer em lugares onde nunca antes ocorreram.

O calor excessivo pode causar desde desidratação, insolação e enjoo momentâneo a acidentes cardiovasculares e tromboses.

Perante esta realidade, devem ser criados sistemas adaptados ao lugar e que sejam, sobretudo, eficazes.

O mais importante é saber quando este sistema deve ser colocado em andamento. Na Espanha, considera-se que há uma onda de calor quando a temperatura em alguns lugares do país supera os 41ºC de máxima e os 25ºC de mínima, enquanto na Grã-Bretanha é de 28ºC e 15ºC respectivamente.

Além disso, apesar de toda a população estar informada, é preciso ter especial cuidado em prestar assistência aos mais vulneráveis: as crianças, os idosos e os doentes.

Os menores, sobretudo, porque não são conscientes de suas necessidades e nem da mudança de seu estado, e os idosos porque têm uma resposta termo-reguladora reduzida, problemas renais frequentes, e são mais suscetíveis às alterações pelos remédios ingeridos.

Sobretudo, as ondas de calor exacerbam qualquer doença preexistente.

Finalmente, o relatório reitera as palavras de ordem de bom senso para evitar uma insolação: estar na sombra, beber muita água, lavar-se com mais assiduidade, e não se isolar.

Fonte – Exame de 01 de julho de 2015

Alemanha fecha outra usina nuclear e mantém blecaute total para 2022

A central atômica de Grafenrheinfeld, a mais antiga em funcionamento na Alemanha, encerrará definitivamente neste sábado sua atividade, dentro do plano desenhado pelo governo após a catástrofe da usina japonesa de Fukushima e que fixa para 2022 o blecaute nuclear total no país.

Grafenrheinfeld, administrada por E.ON, estava em funcionamento há 33 anos e é a primeira central a fechar na segunda fase desta estratégia energética, aprovada em 2011 pela chanceler alemã, Angela Merkel, após ratificar o compromisso adquirido uma década antes por seu antecessor, o social-democrata Gerhard Schröder.

O fechamento provisório das oito usinas foi anunciado após a catástrofe de Fukushima.

A de Grafenrheinfeld, que fornecia em torno de 11,5% da energia consumida na Baviera, estado federado do sul, será a nona instalação cancelada, seis meses antes da data estabelecida, segundo a E.ON diante da falta de rentabilidade econômica pelos impostos por sua atividade.

As oito plantas restantes deverão ser desligadas até 2022. A próxima prevista é a de Grundremmingen B, no final de 2017.

“Fora. Acabou. A central de Grafenrheinfeld se desliga da rede. Um motivo de felicidade, embora ainda devam ser apagadas oito centrais”, lembraram os deputados dos Verdes no Twitter.

Em comunicado, a organização ambientalista Greenpeace qualificou o fechamento da usina de “grande êxito” do movimento anti-nuclear e de um “marco para a transição energética”.

O desafio é agora, destacou esta ONG, enfrentar a herança de toneladas de resíduos nucleares que devem ser armazenadas de maneira segura durante milhares de anos.

Para compensar o fechamento das nucleares, a política energética alemã está centrada no fomento das energias renováveis.

Fonte – UOL de 27 de junho de 2015

Imagem – juergen_lindemann

Robert Redford diz que resta “última chance” para salvar o clima

O ator Robert Redford disse na ONU nesta segunda-feira que a reunião global a ser realizada em dezembro em Paris visando um acordo sobre o clima pode ser a “última chance” para combater o aquecimento global.

“Neste mês de dezembro, o mundo deve se unir em torno de um objetivo comum”, disse o ator e produtor. “Porque olha, já está feito. Este é nosso único planeta, nossa única fonte de vida. Pode ser a última chance”.

Na cúpula do clima das Nações Unidas em Paris, países desenvolvidos e países em desenvolvimento devem comprometer-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O acordo, se alcançado, limitaria um aumento de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até 2020.

“Somos todos responsáveis por esta crise”, disse Redford. “A missão é tão simples quanto assustadora: salvar o mundo antes que seja tarde demais”.

Redford disse que o aquecimento global está causando mudanças extremas de temperatura, tais como ondas de calor mortais que deixaram milhares de mortos na Índia e no Paquistão.

“Onde quer que a gente olhe, o clima moderado parece estar extinto”, afirmou Redford, que atuou em filmes clássicos como “Butch Cassidy e Sundance Kid” e fundou o festival de cinema independente de Sundance.

“A menos que abandonemos rapidamente os combustíveis (fósseis), nós vamos destruir o ar que respiramos, a água que bebemos e a saúde de nossos filhos e netos e as gerações futuras”, alertou o artista de 78 anos.

Fonte – Terra de 29 de junho de 2015

Supremo barra plano de Obama de limitar emissões de usinas

Legislação limitava pela primeira vez as emissões de mercúrio, arsênico e gases ácidos das usinas térmicas que utilizam carvão

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira contra a iniciativa do governo do presidente Barack Obama de limitar as emissões de usinas termoelétricas, movidas a carvão.

Por cinco votos a favor e quatro contra, o Supremo invalidou a legislação de emissões da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), por considerar que ela não levava em conta o custo que isso representaria para as termoelétricas.

A nova legislação, aprovada em 2011 e em vigor desde abril, limitava pela primeira vez as emissões de mercúrio, arsênico e gases ácidos das usinas térmicas que utilizam o carvão. A indústria energética americana criticava a regulamentação por ser uma das mais onerosas já impostas ao setor.

A EPA estimava que a regulação custaria US$ 9,6 bilhões e criaria entre US$ 37 e US$ 90 bilhões em benefícios no longo prazo, além de prevenir 11 mil mortes prematuras e 130 mil casos anuais de asma. O Supremo decidiu que a agência descumpriu a lei “Clean Air” por não levar em conta os custos das novas normas na indústria, o que a EPA argumentou que não seria determinante na hora de impor novas regulações.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse acreditar que a decisão da Suprema Corte não afetará a aplicação da lei “Clean Air”, que estabelece as condições para a Administração regular as indústrias poluentes. “Obviamente, estamos decepcionados com o resultado” da sentença, admitiu Earnest durante sua entrevista coletiva diária, mas ressaltou que “não há razão” para que a decisão impeça o desenvolvimento da lei ambiental.

Os juízes do Supremo se dividiram entre os quatro de corte liberal (Elena Kagan, Sonia Sotomayor, Stephen Breyer e Ruth Bader Ginsburg) e os cinco de perfil conservador (Antonin Scalia, John Roberts, Clarence Thomas, Samuel Alito e Anthony Kennedy).

A opinião dos magistrados a favor de manter as regulações argumentava que a EPA levou em conta os custos de implementação em uma fase posterior da tramitação da legislação.

Desde que entraram em vigor as novas normas de emissões para usinas térmicas, a maioria das termoelétricas fecharam ou adaptaram suas instalações para ficar em dia com os requerimentos. Agora, a EPA pode emitir uma nova regulamentação levando em conta a análise custo-benefício desde o começo.

Earnest explicou que a legislação invalidada pelo Supremo continua a ser uma “prioridade” para o presidente Barack Obama “pelos benefícios que tem para a saúde” dos americanos, mas a EPA que deverá definir uma nova estratégia.

A Associação Nacional de Mineração comemorou hoje “que se tenha imposto o bom senso, perdido na maioria das regulamentações desta Administração”. Por sua vez, o Fundo de Defesa Ambiental disse que esta decisão é “infeliz” e põe a saúde das famílias americanas em perigo.

Fonte – Terra de 29 de junho de 2015

Nossos descendentes pagarão muito caro por essa decisão.

Falta de saneamento básico compromete saúde do mundo

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde 41% dos seres humanos não têm acesso a privadas ou a banhos com água encanada e tratada. São quase três bilhões de pessoas no mundo, assim, expostas a bactérias, vírus e parasitas encontrados em dejetos humanos. A cada ano, no mundo, morrem mais de 15 milhões de pessoas vítimas de doenças infecciosas. O dado é alarmante e vale ser repetido: 15 milhões de pessoas, todo ano, morrem no mundo por falta de saneamento básico!!!

A falta de saneamento básico é, assim, um fator que compromete a própria saúde pública mundial, promovendo óbitos e doenças gastrointestinais de toda ordem.

Os governantes, em grande maioria, enquanto assistem a morte e o sofrimento de muitos dos seus governados, reclamam, às vezes até com razão: não dispõem de recursos para tratar a água fornecida à população e fazer redes de esgotos. No Brasil, infelizmente, são milhões as famílias que não dispõem de água tratada, de instalações sanitárias adequadas ou de rede de esgoto nas ruas. Em muitas cidades, o esgoto coletado – quando ainda existe essa coleta – é jogado in natura em córregos e rios pela falta de uma estação de tratamento para livrá-lo das naturais impurezas..

Dizem: os recursos públicos são pequenos! Logicamente o poder público precisa de mais dinheiro mas, lamentavelmente, falta critério na aplicação do dinheiro existente. Só isso para explicar os bilhões de reais dirigidos pelos nossos governantes para obras secundárias como, por exemplo, em construção e reformas de estádios de futebol.

O BNDES, banco do governo federal, liberou bilhões de reais para a construção ou reforma de estádios que foram utilizados na última Copa do Mundo (no qual nossa seleção passou pelo vexame de ser goleada pela Alemanha por 7X1) e atualmente, em grande parte deles, estão ociosos e ainda dando prejuízos para o seus gestores Para onde foi esse dinheiro? Belo Horizonte, R$ 400 milhões; Cuiabá, R$ 393 milhões; Fortaleza, R$ 352 milhões; Manaus: R$ 400 milhões; Natal, R$ 400 milhões ; Salvador, R$ 324 milhões; Recife:R$ 400 milhões; Rio de Janeiro: R$400 milhões . Estou citando apenas os estádios mas muito mais dinheiro foi aplicado nessa Copa do Mundo ora tendo sua própria lisura contestada pelo MP.

Para futebol, não falta dinheiro. Onde estaria o dinheiro para saneamento básico das cidades do Brasil sem estações de tratamento de esgoto e que jogam esgoto sem tratamento em córregos e rios, provocando a poluição dessas águas e comprometendo a saúde de seus moradores? Lamentavelmente, esse dinheiro falta e, ainda agora, os governantes de todos os níveis estão fazendo os chamados “contingenciamentos.” Como há uma crise econômica no País, todos eles cortam verbas indiscriminadamente, atingindo e comprometendo o direito que todo o cidadão brasileiro deveria ter de dispor do seu esgoto e de sua água tratadas como fatores de higiene, saúde e bem estar

Welson Gasparini – deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto

Fonte – Brasil Agro de 30 de junho de 2015

Por isso é que nós queremos nossos impostos investidos em educação, saúde, saneamento básico, transporte público… e exigimos menos políticos e que eles tenham salários compatíveis aos da iniciativa privada. Chega de pagarmos impostos para mantermos políticos.

Governo sensibiliza empresários para iniciativa “Cabo Verde Sem Plásticos”

O Governo cabo-verdiano está a promover uma campanha de sensibilização junto de empresários ligados à produção, comercialização e importação de sacos de plástico, que serão proibidos em Cabo Verde a partir de 01 de janeiro de 2017.

A decisão governamental, aprovada em maio no quadro da campanha “Cabo Verde Sem Plásticos”, proíbe o fabrico, importação e comercialização de sacos de plástico a partir de 01 de janeiro de 2017 e interdita a sua utilização a partir de 2018, permitindo ao país ficar livre do poluidor ambiental até 2025.

Para o ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, Antero Veiga, há que fazer face ao “consumo intensivo” de sacos de plástico e aos consequentes “impactos negativos”.

Nesse sentido, o Governo entendeu ser necessário tomar medidas que se mostrem “eficazes na mitigação do problema”, adotando, paralelamente, uma nova política de resíduos assente na “redução, reutilização e reciclagem”.

Para se aplicar as medidas “sem provocar incómodos aos agentes económicos”, há que, temporária e progressivamente, reduzir o consumo dos sacos de plásticos e substituí-los por alternativas menos poluentes e com menos gastos de matérias-primas, água e energia, nomeadamente através de sacos reutilizáveis feitos de tecido.

A legislação prevê a “obrigatoriedade” de redução da utilização de sacos de plásticos, a prazo, mediante a aplicação de uma sanção efetiva que configura a medida mais adequada à redução do seu consumo.

Por outro lado, garantiu, não vai descurar a busca de soluções tecnológicas inovadoras que permitam o desenvolvimento de novos produtos que ajudem a população a suprir as suas necessidades com o “menor impacto ambiental possível”.

Para Antero Veiga, o saco de plástico é uma “preocupação central e extremamente urgente” por resolver, tendo em conta que milhares deles acabam por ser abandonados no solo, gerando “inúmeros perigos” para o ambiente, já que podem durar entre 100 a 500 anos a decompor-se na natureza.

Para os operadores, que assumiram o compromisso de alterar o panorama, as novas regras vão obrigar ao aumento dos custos de produção de sacos de plástico biodegradáveis, que ficarão 6% mais caros do que os convencionais.

Essa é a intenção já manifestada pelo empresário Chady Hojeige, responsável pela única empresa de produção de sacos de plástico em Cabo Verde, a Caboplást, que tem já projetada a produção de sacos de plástico biodegradáveis, que, depois de um ano de uso, acabam por desfazer-se.

A empresa, acrescentou, já fez testes aos novos produtos, cujos resultados foram entregues a entidades governamentais, aguardando a provação da lei para começar definitivamente com a produção.

Além do projeto de produção de sacos de plástico biodegradáveis, a Caboplást pretende apostar na recolha de todos os plásticos para reciclagem, transformando-os em sacos biodegradáveis.

Mensalmente, sublinhou, a empresa produz 70 toneladas de sacos de plásticos convencionais, quantidade que vai ser mantida, só que em opção biodegradável e para dar cobertura a nível nacional.

Fonte – Portal Sapo, Portugal / Boletim do Instituto IDEAIS de 30 de junho de 2015

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Maiores aquíferos do planeta estão sob ameaça de esgotamento

Um terço das maiores bacias de águas subterrâneas do mundo estão sendo esgotadas pelo consumo humano. A conclusão está em de dois estudos da Universidade da California, divulgados nesta semana no site da Agência Espacial Americana (Nasa).

De acordo com os pesquisadores, a população mundial usa as águas subterrâneas de forma indiscriminada, apesar de não haver informações precisas sobre a dinâmica de reposição dessas reservas.

É o primeiro estudo que analisa as perdas dos aquíferos a partir de dados coletados no espaço, pela Nasa. As leituras dos satélites Grace, especializados em analisar a gravidade do planeta, permitiram a interpretação do volume de água e mostraram que 13 dos 37 maiores aquíferos estudados entre 2003 e 2013 estão sendo esvaziados em velocidade superior à da reposição de água nos sistemas.

Dos 13 aquíferos ameaçados, oito foram classificados de “superestressados”, por terem muito pouca ou nenhuma reposição natural, e cinco foram considerados “extremamente” ou “altamente” estressados, o que varia de acordo com o tempo da reposição.

Os aquíferos mais sobrecarregados estão nas regiões mais secas do planeta, onde as populações usam intensamente águas subterrâneas. A equipe de pesquisa descobriu que o Sistema Aquífero Árabe, que atende 60 milhões de pessoas, é o mais superestressado do mundo. O segundo é a Bacia Aquífera Indu, no Noroeste da Índia e no Paquistão, e o terceiro é a Bacia Murzuk-Djado, no Norte da África.

Fonte – Agência Brasil de 17 de junho de 2015

Alimentos industrializados: Corantes, espessantes, gordura trans e outros produtos podem fazer mal

Gordura trans, vegetal ou hidrogenada, espessantes, acidulantes, ácido cítrico, ciclamato de sódio, aspartame, conservante antimofo. Você sabe o que está colocando no seu prato quando consome produtos industrializados que contêm esse bando de ingredientes e qual a relação deles com sua saúde? A maioria das pessoas, não. Devido à sua praticidade, os industrializados ocupam uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos — afinal, o único trabalho que se tem é o de abrir a embalagem e colocá-la, geralmente, no forno de microondas. Definitivamente, os industrializados vieram para ficar, pois representam uma solução confortável para a vida corrida de um mundo cada vez mais globalizado.

Esses alimentos, entretanto, podem ser uma verdadeira armadilha para a saúde, causando alergias, doenças cardiovasculares e até câncer quando consumidos demasiadamente, segundo o nutrólogo Ênio Cardillo Vieira, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente da Academia Mineira de Medicina. Reportagem de Ludmylla Sá, no Correio Braziliense.

“Para tornar esses alimentos mais vistosos, práticos e duráveis, os fabricantes se valem de algumas dezenas de aditivos químicos. Os mais comuns são os corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes. São eles os responsáveis por dar sabor, cheiro e aspecto naturais aos alimentos industrializados, além de maior durabilidade. Os embutidos e os enlatados, ou seja, os alimentos cárneos, que dominam a nossa vida, caso dos hambúrgueres, defumados e salsichas, são os grandes vilões”, ataca. “Eles têm alto índice de nitrito, uma espécie de conservante que pode produzir nitrozanina, substância altamente cancerígena. No Japão, há um índice elevado da doença atribuído ao alto consumo de defumados.”

Outra grande vilã é a gordura vegetal hidrogenada, amplamente conhecida como gordura trans. Ela está presente na maioria dos alimentos, como biscoitos (recheados e waffers) — nos quais também são encontrados conservantes, antimofos e corantes —, salgadinhos empacotados, batatas fritas, tortas e bolos prontos, pães doces, pães de forma, sorvete, achocolatados prontos, margarina, requeijão cremoso, pipoca para microondas, temperos prontos, em tabletes ou em pó. “A diferença da margarina para o plástico, inclusive, é de apenas uma molécula”, acrescenta o nutrólogo.

Colesterol

Adotada pela indústria como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como saturada, a gordura trans foi considerada, por um tempo, por ser de origem vegetal, pouco ofensiva à saúde. Estudos posteriores, porém, descobriram que ela é ainda pior que a saturada, pois aumenta o LDL (colesterol ruim) e baixa o HDL (colesterol bom), causando doenças, sobretudo cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral, de acordo com Cardillo. “A gordura de origem animal, por seu lado, não diminuiu os níveis de HDL no organismo”, acrescenta.

A aceleração da vida moderna torna uma tarefa árdua saber o que realmente está sendo ingerido, na avaliação da especialista em nutrição Maria Isabel Correia, professora do Departamento de Cirurgia da UFMG. “Se pudéssemos trocar o bolo vistoso daquela confeitaria famosa pelo que fazemos em casa seria o ideal, porque saberíamos o que realmente estaríamos adicionando e, posteriormente, comendo. Como é difícil, o ponto-chave é saber o que é bom e o que é menos ruim, pois, na correria do dia a dia, vamos comê-lo invariavelmente. A dieta ideal é a mais natural possível, o que é quase impossível na nossa rotina”, pondera.

De qualquer forma, é bom que os hábitos alimentares sejam reavaliados, segundo Ênio Cardillo, e, sobretudo, o estilo de vida. Assim, será possível evitar uma série de malefícios à saúde, principalmente o câncer. “Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer mostram que o câncer é uma doença de estilo de vida e 30% dos casos são causados pelos maus hábitos alimentares”, acrescenta Maria Isabel.

Então, é bom abrir o olho e ler, tintim por tintim, os rótulos dos alimentos, segundo Maria Isabel. Eles devem trazer, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todas as informações referentes ao conteúdo dos alimentos, como a quantidade de colesterol, de cálcio e de ferro e também se o produto apresenta quantidade igual ou superior a 5% da ingestão diária recomendada (IDR) desses itens.

Inimigo oculto

Alguns aditivos e os efeitos colaterais dos conservantes

Antioxidantes - são compostos que previnem a deterioração dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxidação envolve a adição de um átomo de oxigênio ou a remoção de um átomo de hidrogênio das moléculas que constituem os alimentos. Os mais usados são ácido benzoico, nitratos e nitritos. Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, dermatite, aumento de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago.

Corantes - podem ser naturais ou sintéticos — esses, geralmente em pó ou em grãos, são tóxicos. Como, porém, a concentração usada é muito pequena, não chega a ser preocupante. Mesmo assim, certos corantes permitidos no Brasil (a exemplo do Allura) foram proibidos em vários países (como o Canadá), porque podem causar reações alérgicas, convulsões e câncer.

Espessantes ou estabilizantes - a principal função é aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emulsões. A formação e a estabilização de espuma em vários produtos também são efeitos desses aditivos. Podem provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante.

Umectantes - responsáveis por manter o alimento úmido e macio. No coco ralado, por exemplo, é adicionada glicerina. Nos marshmallows, adiciona-se monoestearato glicérico. Podem causar distúrbios gastrointestinais e da circulação pulmonar.

Acidulantes (ácido acético) - aumentam a acidez, ou simplesmente dão ou intensificam o sabor ácido. Pode ajudar na conservação, por atenuar o aparecimento de certos microorganismos ao aumentar o Ph do meio. Aumentam ainda a eficácia de conservantes. Quando usados demasiadamente, podem provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

Flavorizantes - são responsáveis por dar ao produto industrializado sabor característico ao in natura. Podem causar câncer e alergias.

Gordura trans - é a gordura vegetal transformada em gordura sólida. Também conhecida como óleo hidrogenado, é usada para dar crocância e consistência aos produtos industrializados. Causa obesidade, câncer de mama e doenças cardivasculares, em decorrência do aumento do colesterol ruim e da diminuição do colesterol bom.

Agentes adoçantes - estão presentes em produtos destinados a consumidores que precisam de restrição calórica, portadores de diabetes ou pessoas que têm problemas ao ingerir certos açúcares. Os mais usados na indústria são o aspartame e os elaborados a partir de ciclamato de sódio e sacarina sódica, que podem provocar câncer, o que ocorreu com estudos em ratos. Por isso, embora vendidos livremente no Brasil, foram proibidos nos EUA, ainda que sem testes em seres humanos.

Fonte – EcoDebate

Uso de agrotóxico mais que dobrou de 2000 a 2012

Em 2002, o menor uso da série, comercialização era de 2,7kg por hectare. Já em 2012, número chegou a 6,9kg/ha; Glifosato, usado na soja, impactou.

A quantidade de agrotóxico entregue ao consumidor final mais que dobrou entre 2000 e 2012, mostrou a 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável Brasil (IDS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2002, quando houve o menor uso no período, a comercialização do produto era de 2,7 quilos por hectare. Em 2012, esse número chegou a 6,9kg/ha.

“As variáveis [da análise] são a quantidade de agrotóxico que são entregues ao consumidor final. Os que são comercializados, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente. É a relação entre a quantidade entregue ao consumidor final e a unidade diária de plantio”, explicou Rodrigo Pereira, gerente de Estudos Ambientais do CREN do IBGE.

O relatório apontou que os produtos considerados perigosos foram os mais representativos, respondendo por 64,1% dos itens comercializado entre 2009 e 2012. Segundo o especialista do IBGE, esse resultado foi puxado por um herbicida denominado Glifosato.

“É um produto medianamente perigoso e muito usado na cultura da soja. Se está usando muito no país, principalmente na área do Serrado e do Centro-Oeste. Glifosato é o componente mais comercializado”, completou Rodrigo Pereira.

O IBGE divulgou no dia 11 de junho que o Brasil deve colher este ano uma safra de 204,3 milhões de toneladas, 5,9% maior em relação a 2014 (192,9 milhões de toneladas), puxada principalmente pela soja, seguido do trigo.

“Aumentou a participação de todos os agrotóxicos. Vem aumentando por conta de agricultura mais intensiva, para exportação, vem aumentando uso, assim como fertilizante também”, explicou o especialista, que acrescentou que o relatório não informa, no entanto, o quanto é convertido em estoque ao produtor.

Periculosidade ambiental

Segundo Denise Kronemberger, Gerente de Estudos Ambientais do IBGE, uma das novidades do IDS 2015, é a inclusão, a partir de 2009, da apresentação da quantidade comercializada de agrotóxico, com classificação por periculosidade ambiental.

“Um estudo feito pela Anvisa sobre o componente químico de cada agrotóxico e efeitos que podem ter na saúde humana. Os mais comercializados são da classe III. Quanto mais baixa a classe, pior é, mais perigoso”, explicou a gerente.

As classes III (produto perigoso) e II (muito perigoso) foram as mais representativas no período 2009-2012, segundo o instituto. Eles participaram 64,1% e 27,7%, respectivamente, do total de agrotóxicos utilizados.

“A classe IV (produto pouco perigoso) apresentou crescimento contínuo no período analisado. Em 2012, as classes de agrotóxicos mais comercializadas foram os herbicidas, 62,2%, seguidos dos inseticidas (12,6%) e fungicidas (7,8%)”, informou o IBGE.

Região Sudeste

A pesquisa mostrou ainda que a região Sudeste apresentou a maior comercialização de agrotóxicos por unidade de área, 8,8 quilos por hectare, seguida pela região Centro-Oeste, 6,6 kg/há.

“A região Sudeste é a que tem maior quantidade de comércio. Maior quantidade de agrotóxico por quantidade de área plantada. São 10,5 quilos por hectare no estado de São Paulo. Na Região Sudeste, total de 8,8 quilos por hectare. Então, São Paulo quem puxou”, concluiu Rodrigo Pereira.

O IBGE informou no relatório que o indicador utiliza os dados de comercialização disponibilizados pelo Ibama, “não significando que as quantidades vendidas tenham sido de fato usadas”.

“Ocorrem casos em que o produto comprado não é utilizado, por não ser necessário, quando uma praga esperada não aparece ou o produto perde a validade. Contudo, essas informações de comercialização são uma boa aproximação do consumo de agrotóxicos”

Fonte – G1 de 19 de junho de 2015

Justiça obriga Holanda a cortar emissões de gases em 25%

A Justiça da Holanda ordenou que o governo do país determine o corte de emissões de gases causadores de efeito estufa em pelo menos 25% até 2020, em um caso que ambientalistas esperam transformar em um precedente para decisões semelhantes em outros países.

Ativistas levaram o caso à Justiça em nome de quase 900 cidadãos holandeses.

Os ativistas argumentaram que o governo tem a obrigação legal de proteger seus cidadãos dos perigos da mudança climática.

Jasper Teulings, do Greenpeace, afirmou que a decisão foi um “marco”.

“Muda todo o debate. Outros casos estão sendo levados (à Justiça) na Bélgica e nas Filipinas. Este é o começo de uma onda de litígios (ligados ao) clima”, disse.

Advogados do governo da Holanda não comentaram a decisão da Justiça depois do julgamento ocorrido em Haia.

Redução menor

Segundo a Justiça holandesa, tendo como base a atual política ambiental do país, a Holanda iria conseguir reduzir apenas 17% das emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2020, o que é menos do que outros países.

“As partes concordam que a gravidade e a magnitude da mudança climática faz com que sejam necessárias medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa”, afirmou a decisão.

Os ativistas entraram com o processo tomando como base leis de defesa dos direitos humanos e de sustentabilidade que afirmam que a Holanda tem o dever de cuidar de seus cidadãos e melhorar o meio ambiente.

O argumento era de que, a não ser que se tomassem providências rapidamente, a próxima metade deste século seria marcada por situações meteorológicas extremas, diminuição das calotas polares e falta de alimentos e água potável.

A correspondente da BBC em Haia, Anna Holligan, afirma que a decisão da Justiça deve obrigar o governo holandês a honrar seus compromissos de cortar as emissões.

“Em termos de implementação na prática, o governo já concordou em fechar usinas de carvão, aumentar o uso de energia eólica e solar e reduzir drasticamente extrações de gás no norte do país”, afirmou.

Mas, agora com a decisão da Justiça, o governo será pressionado a acelerar este processo para alcançar as metas e se transformar em um país mais eficiente em termos de energia dentro dos próximos cinco anos, acrescentou Holligan.

A Holanda, com quase metade de seu território abaixo do nível do mar, é especialmente vulnerável à mudança climática.

No entanto, o carvão e a extração de gás fornecem a maior parte da energia do país, que está atrás de vizinhos como Dinamarca e Alemanha no uso de energia renovável, segundo a correspondente de meio ambiente da BBC Helen Briggs.

Em relação à decisão desta quarta-feira, o governo holandês ainda pode entrar com recurso e ainda não está claro como a decisão será aplicada.

Fonte – BBC Brasil de 24 de junho de 2015

Viu o que acontece quando você tira a bunda do sofá e para de assistir as novelas, vivendo a vida dos outros? Você simplesmente muda o mundo mudando o rumo de sua vida. De consumidor consumista a cidadão do mundo.

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