Quanto de água e dinheiro vai pro ralo em cada estado

Ligações clandestinas, vazamentos, obras mal executadas…A lista de problemas na rede de abastecimento é grande e gera perdas vultosas – em média de cada 100L só 60L chegam à sua casa. Um desperdício imperdoável para um recurso tão precioso

Ineficiência que custa caro

Já pensou em quanta água se perde no caminho entre a estação de tratamento e a torneira da sua casa? Não é pouca coisa. Um estudo feito pelo Instituto Trata Brasil revela que quase 40% da água tratada no Brasil é desperdiçada. Um quadro imperdoável para um recurso tão precioso e cada vez mais escasso. A título de comparação, na Europa, essa taxa é de 15% e no Japão, de apenas 3%.

Ligações clandestinas, vazamentos, obras mal executadas ou medições incorretas no consumo de água são as principais causas da perda de faturamento das empresas operadoras e dos estados. A pesquisa mostra ainda que uma redução de apenas 10% das perdas do país representaria uma receita de R$ 1,3 bilhão, o que representa quase metade do investimento feito em abastecimento de água no ano de 2010.

No Amapá, pior caso, uma redução de apenas 10% traria um ganho de R$ 8,3 milhões, ou seja, valor 6.135% maior do que o Estado investiu em água em 2010.

O estudo utiliza dados de 2010, que são os números oficiais mais recentes, e se baseiam nas perdas financeiras dos provedores dos serviços informadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. Veja a seguir as perdas por estado.

1º Amapá
Participação na produção nacional de água: 0,54%
Média de perdas de faturamento: 74,16%
Receita operacional direta de água (R$ mil/ano): 28.761
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$/mil): 8.253

2º Alagoas
Participação na produção nacional de água: 1,32%
Média de perdas de faturamento: 65.87%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 175.564
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 71.568

3º Roraima
Participação na produção nacional de água: 0,36%
Média de perdas de faturamento: 64,29%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 33.177
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 5.973

4º Maranhão
Participação na produção nacional de água: 2,78%
Média de perdas de faturamento: 63,98%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 170.669
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 30.304

5º Acre
Participação na produção nacional de água: 0,39%
Média de perdas de faturamento: 62,78%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 23.472
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 3.958

6º Amazonas
Participação na produção nacional de água: 2,18%
Média de perdas de faturamento: 58,37%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 221.486
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 31.049

7º Pernambuco
Participação na produção nacional de água: 4,99%
Média de perdas de faturamento: 56,83%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 619.446
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 81.531

8º Rondonia
Participação na produção nacional de água: 0,67%
Média de perdas de faturamento: 54,81%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 107.213
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 13.004

9º Sergipe
Participação na produção nacional de água: 1,36%
Média de perdas de faturamento: 51,63%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 237.867
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 25.392

10º Rio Grande do Norte
Participação na produção nacional de água: 1,96%
Média de perdas de faturamento: 49,28%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 278.419
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 27.054

11º Rio Grande do Sul
Participação na produção nacional de água: 6,84%
Média de perdas de faturamento: 47,07%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 1.746.744
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 187.040

12º Piaui
Participação na produção nacional de água: 1,31%
Média de perdas de faturamento: 47,04%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 215.022
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 19.100

13º Rio de Janeiro
Participação na produção nacional de água: 15,01%
Média de perdas de faturamento: 46.95%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 2.581.874
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 246.444

14º Mato Grosso
Participação na produção nacional de água: 2,1%
Média de perdas de faturamento: 43,79%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 212.518
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 16.558

15º Belém
Participação na produção nacional de água: 1,95%
Média de perdas de faturamento: 41,32%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 194.406
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 13.687

16º Paraíba
Participação na produção nacional de água: 1,6%
Média de perdas de faturamento: 36,79%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 280.482
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 17.175

17º São Paulo
Participação na produção nacional de água: 16,69%
Média de perdas de faturamento: 32,55%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 5.700.564
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 275.774

18º Goiás
Participação na produção nacional de água: 4,74%
Média de perdas de faturamento: 31,29%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 1.214.641
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 57.278

19º Bahia
Participação na produção nacional de água: 5,94%
Média de perdas de faturamento: 30,27%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 1.146.201
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 49.762

20º Minas Gerais
Participação na produção nacional de água: 10,83%
Média de perdas de faturamento: 29,15%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 2.252.801
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 92.693

21º Espírito Santo
Participação na produção nacional de água: 2,55%
Média de perdas de faturamento: 27,15%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 441.372
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 16.447

22º Santa Catarina
Participação na produção nacional de água: 3,34%
Média de perdas de faturamento: 22,03%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 838.722
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 30.015

23º Tocantins
Participação na produção nacional de água: 0,6%
Média de perdas de faturamento: 21,93%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 145.988
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 4.102

24º Ceará
Participação na produção nacional de água: 3,01%
Média de perdas de faturamento: 21,76%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 487.080
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 13.547

25º Paraná
Participação na produção nacional de água: 5,53%
Média de perdas de faturamento: 19,65%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 1.076.484
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 28.765

26º Mato Grosso do Sul
Participação na produção nacional de água: 1,41%
Média de perdas de faturamento: 19.65%
Receita operacional direta de água (R$mil/ano): 333.433
Aumento na receita se reduzir em 10% as perdas (R$mil/ano): 8.155

Fonte – Exame de 27 de julho de 2014

Contaminação por Listeria resulta em recall de frutas nos EUA

Uma empresa de embalagem de alimentos está recolhendo diversos tipos de frutas devido à preocupação com possível contaminação pela bactéria Listeria monocytogenes. As frutas foram distribuídas sob três marcas diferentes para diversos supermercados norte americanos.

Nota da RES Brasil:

Embalagens e artigos plásticos produzidos com aditivo d2pAM – Sanafor* foram testados com resultados positivos contra Listeria.

O uso de produtos plásticos fabricados com d2pAM reduz substancialmente os riscos de contaminação por diversos tipos de bactérias, fungos e algas. D2pAM Sanafor não é baseado em Prata, seu princípio ativo é de origem orgânica e é um produto único no mercado.

Para saber mais sobre d2pAM – Sanafor entre em contato com a RES Brasil.

* Sanafor é tecnologia desenvolvida pela Janssen, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson.

***

Walmart, Trader Joe’s fruit recalled in Listeria scare

A fruit packaging company is recalling peaches, plums, nectarines, and pluots due to contamination concerns; the recall is affecting Walmart, Trader Joe’s, Kroger, and other US retailers.

Wawona Packing, a California-based fruit firm, is recalling approximately three dozen different brand products of its bulk and packaged fruit from distribution around the country.

The company is recalling plums, peaches, nectarines, and pluots packed at its facility. The products affected fall under three different brand names: Wawona, Sweet 2 Eat, and Harvest Sweet.

Listeria test

The recall comes after internal testing detected Listeria monocytogenes on one packing line. The positive test moved the company to initiate the voluntary recall, affecting products packaged at the facility between June 1
and June 12 of this year.

Brent Smittcamp, Wawona Packing president, told FoodProductionDaily the company took the action of initiating a recall as a precautionary move.

“We are aware of no illnesses related to the consumption of these products,” he said. “By taking the precautionary step of recalling product, we will minimize even the slightest risk to public health, and that is our
priority.”

Proactive steps

After the presence of Listeria was detected, Wawona Packing personnel shut down the affected packing lines, retrofitted the equipment, sanitized the entire facility, and retested for the presence of contaminants. According
to Wawona Packing, subsequent tests have all come up negative.

Wawona Packing has alerted the US Food and Drug Administration (FDA) of the fruit recall, as well as reached out to its nationwide customers carrying the bulk and prepackaged items.

Fonte – Jenni Spinner, Food Production Daily de 23 de julho de 2014 / News RES Brasil de 25 de julho de 2014

Curta nossa página no Facebook. Symphony Environmental Ltda. detentora das tecnolgias d2w®, d2p® e d2t®, é empresa certificada ISO, é uma subsidiária integral da Symphony Environmental Technologies PLC, uma empresa pública britânica criada em 1995 e dedicada a encontrar soluções técnicas para os problemas ambientais do mundo. É um membro da Associação dos Plásticos Oxibiodegradáveis, da Sociedade da Indústria Química (Reino Unido), da British Plastics Federation (BPF), da Organização Européia de Embalagem e Meio Ambiente (Europen) e do Grupo Britânico de Marcas. Symphony participa ativamente dos trabalhos da British Standards Institute (BSI), da American Society for Testing and Materials (ASTM), da organização europeia de normatização (CEN) e da International Standards Organization (ISO). A Symphony tem laboratórios e instalações de testes na Inglaterra, onde constantemente testa, desenvolve e aprimora seus produtos, em colaboração com universidades e especialistas no Reino Unido e no exterior.

RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias.

MPF/SP recomenda racionamento de água na região metropolitana de São Paulo

Medida evitaria o colapso do Sistema Cantareira. Estudo indica que água pode se esgotar em 100 dias

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) recomendou ao governador Geraldo Alckmin e à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que apresentem projetos para a imediata implementação do racionamento de água nas regiões atendidas pelo Sistema Cantareira. O objetivo é evitar um colapso do conjunto de reservatórios que abastece 45% da região metropolitana da capital.

A recomendação é consequência da maior crise hídrica do estado. Um estudo da Unicamp indica que o volume do Sistema Cantareira pode secar totalmente em menos de 100 dias. Apesar da situação delicada e da previsão de pouca chuva nos próximos meses, o governo de São Paulo descartou o racionamento e estabeleceu apenas a concessão de descontos a quem economizar água. A Sabesp chegou a propor o aumento da vazão para manter o abastecimento em níveis contínuos, mas o comitê anticrise, que monitora a situação dos reservatórios, rejeitou o plano.

Desde o dia 15 de maio, a Sabesp tem captado a água do chamado “volume morto”, ou seja, das camadas mais profundas dos reservatórios, pois os níveis regulares se esgotaram. Porém, neste estrato, estudos apontam maior concentração de poluentes, que incluem metais pesados, compostos orgânicos prejudiciais à saúde, bactérias, fungos e vírus.

Outorga – Embora a Sabesp seja uma empresa de capital misto, cujo maior acionista é o governo de São Paulo, o MPF tem atribuição para atuar no caso porque os recursos hídricos do Sistema Cantareira pertencem à União, que concede o uso para a companhia paulista. A última outorga de concessão data de 2004.

Na ocasião, a Sabesp assumiu o compromisso de apresentar estudos e projetos que viabilizassem a diminuição da dependência da região metropolitana em relação ao conjunto de reservatórios. No entanto, nada foi feito nesse sentido. A concessão em vigor venceria no próximo mês, mas, devido à crise, foi prorrogada até outubro de 2015.

O governador Geraldo Alckmin e a Sabesp têm 10 dias para informar as providências a serem tomadas em relação à recomendação. O MPF não descarta a adoção de medidas judiciais caso o governo não atenda à medida.

A recomendação insere-se em um inquérito civil público para apurar a crise hídrica. O procedimento está sob responsabilidade dos procuradores da República Adilson Paulo Prudente do Amaral Filho, Priscila Costa Schreiner e Suzana Fairbanks Oliveira Schnitzlein, que oficiam no Grupo I – Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Populações Tradicionais – do MPF na capital.

Fonte – Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

Imagem – SABESP

Dez dias, vamos aguardar. Enquanto isso as torneiras vão secando rapidamente.

Água nas eleições

Aécio disse que vai promover um tsunami para varrer o PT. Lula não perdeu a piada e disse que seria melhor que provocasse um tsunami para encher os reservatórios da Cantareira. Portanto, a questão da água vai estar nessas eleições, ainda que seja por caminhos enviesados, não como merece e precisa ser tratado.

A paisagem de vários e grandes rios nesse momento é o retrato do descaso da civilização brasileira para com eles. A situação já diagnosticada do desmando com nossos mananciais – de superfície e subterrâneos – até agora não implicou em uma nova concepção de relação e cuidado. O fio de água a que está reduzido o São Francisco na região de Pirapora ou entre Sergipe e Alagoas, as pedras expostas do fundo do Rio Grande na divisa de Minas com São Paulo, o leito seco do Tietê na região de Pirapora, a dramática situação dos reservatórios da Cantareira, a longa estiagem que acabamos de atravessar aqui no Semiárido, nenhuma dessas gritantes realidades parece comover políticos, corporações técnicas e capitalistas da água. Aumenta a demanda pela água e conjuntamente a irresponsabilidade no seu uso. A diminuição das chuvas apenas agrava, mas não é a causa fundamental do problema, a não ser que decidamos levar à sério as mudanças climáticas.

Esses dias, num debate no Instituto do Semiárido Brasileiro (INSA), vinculado ao ministério das Ciência e Tecnologia, em Campina Grande, os especialistas nos diziam que situação do Semiárido é pior que a diagnosticada no Atlas do Nordeste pela Agência Nacional de Águas que já indica colapso hídrico de centenas de municípios da região até 2015. Também em um debate na TV Benedito Braga – Conselho Mundial da Água – dizia que a situação dos mananciais brasileiros é pior do que as aparências indicam, inclusive o da Cantareira.

Quando quisemos debater a sério a Transposição de Águas do São Francisco, o governo se recusou e a grande mídia também. As empreiteiras, então, essas simplesmente querem obras. Quando quisemos debater a sério as mudanças no Código Florestal, particularmente aquelas que impactam diretamente os mananciais – proteção de nascentes, matas ciliares, etc. – os ruralistas nos tratoraram, apoiados inclusive por alguns parlamentares e intelectuais de esquerda. Quando criticamos abertamente a demanda de água para irrigação no Semiárido, inclusive de cana, nos dizem que somos os defensores do atraso. Entretanto, já secaram o sistema Cantareira, secaram a água subterrânea da Chapada Diamantina, estão secando as águas dos aquíferos do Oeste Baiano que abastecem o São Francisco, secaram as águas da Chapada do Apodi para irrigar frutas. Na região de Irecê, secaram a barragem de Mirorós para irrigar banana e tiveram que fazer rapidamente uma adutora do São Francisco para abastecer a região. Mesmo assim, no mapa da irrigação brasileira, se fala em irrigar mais 29 milhões de hectares. Dizem que esse é o futuro e que essa é a realidade de outros países. Só não dizem que a demanda de água para irrigação – 70% da água doce utilizada no mundo – é uma das causas fundamentais da crise da água no planeta.

Nem a cheia do rio Uruguai – e a tragédia social vivida pela população – anula esse debate. Pelo contrário, representa apenas a outra face da mesma realidade.

No atual cenário brasileiro, só vejo a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) como aquela que tem atitudes consequentes com a realidade da água e tem sido capaz de construir tecnologias, programas e políticas públicas de cuidado para com a água. De resto, só iniciativas pontuais e discursos.

Pois é, nessas eleições a água será elemento de debate, ainda que tarde. Difícil é saber em que nível – ou desnível – ele se dará. Teremos água nessas eleições, mas não sabemos se teremos água nas torneiras. Isso sim é o atraso.

Roberto Malvezzi (Gogó), Articulista do Portal EcoDebate, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

Fonte – Ecodebate de 17 de julho de 2014

Prazo legal para fim de lixões não será cumprido

No próximo domingo termina o prazo para que todos os municípios do país desativem seus lixões a céu aberto. Mas a meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010 não se verá cumprida e, pior, sequer tem data para sê-lo. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), metade das cidades brasileiras de até 300 mil habitantes não terá condições de obedecer à legislação, e mais de mil das 2,4 mil consultadas não conseguiram sequer elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), fundamental na obtenção de verbas federais para a extinção dos depósitos. O prazo final de entrega do documento era agosto de 2012.

A consulta da semana passada feita pela CNM envolveu 2.485 cidades das 5.490 com até 300 mil habitantes e mostrou que 768 ainda depositam os resíduos sólidos em lixões, a maioria nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O levantamento indica que 16 capitais não têm aterro sanitário, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Recife, Manaus e Porto Alegre. Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, defendeu que o prazo seja ampliado, com uma carência de oito anos.

— Se o prazo não for modificado, a maioria dos prefeitos será ficha-suja daqui a quatro anos. Isso se não estiverem presos — disse.

Para Erica Rusch, especialista em direito ambiental, faltou planejamento e sensibilidade para entender que o meio ambiente é uma pauta prioritária:

— O gestor municipal sempre espera a prorrogação do prazo. Muitos municípios não receberam a verba do governo federal porque não fizeram os trâmites requisitados. O governo passou a ter uma responsabilidade, mas não a colocou como pauta prioritária.

Desculpas e brigas por verba

De acordo com Ziulkoski, dados da Fundação Getúlio Vargas indicam que o custo para universalizar a utilização de aterros é de R$ 70 bilhões e que o Ministério do Meio Ambiente burocratiza o envio das verbas. Segundo o levantamento do grupo de gestores, 577 propostas foram recebidas entre 2011 e 2013, mas só oito foram contratadas. O financiamento chegou a R$ 6,1 milhões. Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foram destinados R$ 131 milhões em convênios para a elaboração de planos de gestão em 606 cidades.

— É um volume ridículo. Os prefeitos não acreditam mais na União porque 97% dos recursos estão contingenciados. É propagada enganosa — alegou.

A Funasa, que terá a tarefa de fiscalizar a aplicação da lei em cidades com até 50 mil habitantes, apoia o adiamento da implantação da legislação nestes casos, mas considera quatro anos prazo suficiente.

— O Ministério Público e os outros órgãos de fiscalização estão certos em cobrar, mas existem prefeitos que não tiveram condições de fazer a mudança. Então, estamos buscando aumentar esse prazo. O objetivo é ambiental, o governo não está interessado em punir — explicou o presidente da fundação, Henrique Pires.

Para Gabriela Otero, coordenadora da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), não há justificativas para o não cumprimento do prazo.

Foram quatro anos. Além disso, desde 1998 existe a lei de crimes ambientais que coíbe a manutenção de lixões. Não há justificativas plausíveis para não ter desativado. Caberá ao MP e às promotorias julgar — sustentou Otero.

As penas previstas na lei são de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade da falta, além de um a quatro anos de reclusão para os administradores municipais. Para o presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Pedro Wilson, castigar a cidade trará mais ônus que benefícios:

— Não adianta penalizar, só vai piorar. A cidade que já não tem dinheiro para realizar as ações devidas terá menos ainda.

Para o ambientalista Jorge Fachada, o perigo está em um possível retrocesso.

— Não se pode voltar atrás só porque não foi conquistado agora. Existiu descaso, e agora ele deve ser corrigido, mas sem prejudicar o meio ambiente — ponderou Fachada.

No Estado do Rio ainda existem 20 unidades em funcionamento que devem ser fechadas até o final do ano, segundo a Secretaria do Ambiente. De 2007 até julho deste ano foram extintos 50 lixões, sendo que os restantes representam 2,8% dos resíduos sólidos gerados no território fluminense. Em Japeri, cerca de 76 toneladas de lixo são recebidas diariamente, com cerca de 40 catadores trabalhando no local.

— Para todos os lixões ainda existentes já existem alternativas de disposição final adequada — explica o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho.

A face oculta da questão são os incontáveis depósitos irregulares. Como O GLOBO-Niterói denunciou há uma semana, um lixão desativado em Itaoca, São Gonçalo, continua a receber detritos. E pior, virou também palco de mais degradação ambiental, com um verdadeiro condomínio sendo construído. As bases das casas que avançam manguezal adentro são as mesmas de um dos maiores problemas ambientais do país, símbolo da crônica falta de planejamento urbano: o lixo.

Fonte – Raphael Kapa e Flávio Ilha, jornal O Globo de 29 de julho de 2014

E lá vem o presidente da CNM pedindo dilação de prazo. Mais oito anos? Tá loco? Mais oito anos de poluição? Desde 1998 há lei sobre isso. E lá vem ele com peninha dos prefeitos se tornarem fichas sujas ou irem presos. Pois deveriam ir para a cadeia sim, saírem algemados no camburão, pois não estão cumprindo com seu dever de administrarem as cidades. Agora, vá oferecer um portal na entrada das cidades, viadutos, contornos… qualquer coisa que dê visibilidade e votos a esses prefeitos. Eles aceitam na hora. Agora, cuidar da água, mata ciliar, fazer esgoto e acabar com o problema do lixo não dá visibilidade, não rende voto. E assim continuamos com os mesmos problemas do lixo que tínhamos no início do século passado, com ratos e urubus nos lixões, inclusive na capital do país. Sim, porque tivemos um choque ao chegar no final do ano em Brasília e ver estampada na primeira página de um jornal da cidade que eles ainda tem lixão.

Se nem o governo federal dá o exemplo, o que esperar de prefeitos de cidades com menos de 5 mil habitantes?

Queremos punições severas para esses prefeitos para os próximos aprenderem que se não usarem o dinheiro de nossos impostos corretamente, irão sim, para a cadeia.

Queremos seriedade na aplicação de nossos impostos, queremos responsabilidade com o planeta e a humanidade. Chega de político no poder só para fazer fortuna, queremos mais administradores competentes, queremos técnicos e menos cargos de confiança. As cidades não tem dinheiro? Paguem um salário mínimo para os vereadores e para o prefeito. Cortem todos os cargos de confiança, parem com a bandalheira. Cortem os cargos dos assessores que não são técnicos e sim uma forma de deixar felizes os cabos eleitorais. Vai sobrar dinheiro. Exigimos o fim dos lixões, agora!

O ser humano provoca a sexta extinção em massa da fauna do planeta

A extinção em massa da fauna não é nenhuma novidade: ocorreram cinco nos 600 milhões de anos em que os animais povoam a Terra, causadas por vários tipos de catástrofes planetárias como o vulcanismo intenso, os impactos de meteoritos e outros ainda não esclarecidos. A novidade da sexta extinção da história do planeta, a que estamos vivendo agora, é que a causa somos nós, os seres humanos. Em certo sentido, somos piores que um meteorito.

Os últimos dados, apresentados em uma coletânea de ensaios na revista Science, são terríveis, com 322 espécies de vertebrados terrestres extintos desde o ano de 1500, e com o resto sofrendo uma redução média de 25% no número de indivíduos, o que, na verdade, é pior que as extinções por seu efeito nos ecossistemas. O quadro é ainda mais complicado entre os invertebrados, com declínios de 45% na população de 2/3 das espécies examinadas. Os cientistas criaram o termo defaunação (semelhante a desflorestação) para se referir a esse grave fenômeno.

A extinção é tão conatural à evolução biológica quanto a morte é para a vida: as espécies nascem e morrem, assim como os indivíduos. Mas ocorreram cinco extinções nos 600 milhões de anos de história animal que se destacam por seu poder devastador. A pior de todas não foi a mais popular – a dos dinossauros -, mas outra que ocorreu 200 milhões de anos antes: a extinção do período Pérmico, que varreu do mapa metade não apenas das espécies, mas das famílias que abarcam milhares de espécies. Os braquiópodos e os corais se salvaram nos pênaltis, mas 70% de nossos ancestrais vertebrados não tiveram tanta sorte.

Os geólogos ainda não chegaram a coincidir sobre suas causas: pode ter sido por uma crise de temperatura, com a superfície marinha superando os 28 graus e arruinando o estilo de vida dos animais que viviam aí, e depois destroçando todo o resto em uma cascata autoalimentada e catastrófica. Mas também está documentada uma mudança brusca no ciclo global do carbono em que se baseia toda a biologia. Também entraram em erupção os vulcões da Sibéria e, sobretudo, na época foi formado o supercontinente Pangea, que abarcava todos os atuais em uma única massa de terra. Na geologia, quando as coisas começam a mudar, não param no meio do caminho.

“Claramente a defaunação é tanto um componente ubíquo da sexta extinção em massa do planeta quanto um dos principais eixos impulsionadores da mudança ecológica global”, afirma RodolfoDirzo, da Universidade de Stanford na Califórnia, e o primeiro autor de um dos artigos apresentados na revista Science, com o título sucinto de ‘Defaunação no antropoceno’. O antropoceno não é um período geológico convencional, mas foi adotado por especialistas em química atmosférica, como o prêmio Nobel Paul Crutzen, para denominar a época em que a atividade humana começou a gerar efeitos globais. Dirzo e seus colegas consideram que o antropoceno começou há uns 500 anos, embora existam outras opiniões.

“Nos últimos 500 anos”, dizem os cientistas da Califórnia, Rio Claro (Brasil), México, Oxfordshire e Londres, “os humanos desencadearam uma onda de extinção, ameaça e declínio das populações locais de animais que pode ser comparada, tanto em velocidade quanto em magnitude, com as cinco extinções em massa anteriores da história da Terra”. Nas escalas dos geólogos, 500 anos é realmente um piscar de olhos: nem sequer os efeitos do impacto de um meteorito têm uma duração tão curta, muito menos a formação do supercontinente Pangea.

A extinção em massa que acabou com os dinossauros é a que mais captou a imaginação popular.

A extinção em massa que acabou com os dinossauros – menos seus descendentes voadores, as aves – é a que mais captou a imaginação popular, com dois Steves (Jay Gould e Spielberg) entre os principais coadjuvantes. Seu nome técnico é “extinção K-T”, ou limite entre o Cretáceo (K, por kreide, giz ou calcário em alemão) e o Terciário (T). O que pouca gente se lembra é que não foram extintos apenas os dinossauros, mas também 80% das espécies animais existentes naquele momento, há quase 66 milhões de anos. Adeus aos amonóides, aos belemnites e à maioria dos corais. Dos inoceramus ninguém se lembra. A razão desta destruição em massa, terceira em importância na história do planeta, foi provavelmente um enorme meteorito que caiu perto do México nessa época, um impacto que eclipsou o sol por éones. Mas também houve um terrível período de vulcanismo, em um novo exemplo do caráter “pé-frio” dos eventos geológicos.

O termo defaunação quer enfatizar que o problema não se limita à extinção de espécies inteiras, mas que abarca também o desaparecimento de populações locais e a redução do número de indivíduos de cada população. “Embora as extinções tenham uma grande importância evolutiva”, explica Dirzo, “o declínio do número de indivíduos nas populações locais, e as mudanças na composição de espécies de uma comunidade, costumam causar um maior impacto imediato na função dos ecossistemas”. Os autores reconhecem que as extinções têm mais impacto nos meios de comunicação, mas ressaltam que “são apenas uma pequena parte da perda real de biodiversidade”.

Segundo diferentes estimativas, entre 16% e 33% de todas as espécies vivas de vertebrados estão ameaçadas ou “em perigo” de forma global, e somente nos últimos 500 anos, 322 foram extintas. Pior ainda, o número de indivíduos foi reduzido em uma média de 28%, com casos extremos como os elefantes, cuja população diminui a tal ritmo que sua extinção em breve é algo quase seguro. O elefante é um dos pouquíssimos animais com autoconsciência – se reconhecem no espelho – que nos acompanham neste vale de lágrimas evolutivo, junto com o golfinho e os grandes macacos.

“O declínio destas espécies animais afetará em cascata o funcionamento dos ecossistemas”, asseguram Dirzo e seus colegas, “e finalmente o bem-estar humano”.

Mesmo que seja só por causa disto, a defaunação deverá ganhar importância nos próximos anos.

Fonte – Javier Sampedro, Jornal El País / IHU de 99 de julho de 2014

A humanidade está caminhando rapidamente em direção à sua extinção.

MPF recomenda que governo paulista implemente racionamento de água na Grande SP

Procuradores não descartam a adoção de medidas judiciais caso governo e Sabesp não cumpram recomendação

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo recomendou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e à Sabesp que apresentem projetos para a imediata implementação do racionamento de água nas regiões atendidas pelo Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água a pelo menos 8 milhões de consumidores na Grande São Paulo. Segundo o MPF, o objetivo é evitar um colapso do manancial que abastece 45% da região. O governo do estado e a Sabesp têm 10 dias para informar as providências a serem tomadas. Caso não o façam, o MPF não descarta a adoção de medidas judiciais.

A recomendação do MPF vem durante a maior crise hídrica do estado. Segundo a recomendação, um estudo de pesquisadores da Unicamp indica que o volume do Sistema Cantareira pode secar totalmente em menos de 100 dias. O governo paulista, entretanto, descartou o racionamento e estabeleceu apenas a concessão de descontos a quem economizar água.

A Sabesp, desde o dia 15 de maio, tem captado a água do chamado “volume morto” do Cantareira, uma camada mais profunda dos reservatórios onde estudos apontam maior concentração de poluentes, entre eles metais pesados, compostos orgânicos prejudiciais à saúde, bactérias, fungos e vírus.

Em nota, o MPF diz ter atribuição para atuar no caso porque os recursos hídricos do Sistema Cantareira pertencem à União, que concede o uso para a Sabesp. A última outorga de concessão data de 2004.

Há dez anos, a estatal paulista assumiu o compromisso de apresentar estudos e projetos que viabilizassem a diminuição da dependência da região metropolitana em relação ao conjunto de reservatórios. No entanto, a Sabesp não apresentou os estudos. A concessão em vigor venceria no próximo mês, mas, em razão da crise hídrica, foi prorrogada até outubro de 2015.

Calamidade em Itu

Em Itu, no interior paulista, o Ministério Público (MP) expediu recomendação à prefeitura da cidade para que reconheça o estado de emergência e calamidade pública devido à falta d’água. Os promotores também recomendaram a proibição de novas autorizações e implantações de loteamentos e condomínios, pelo prazo mínimo de 1 ano.

Na recomendação, o MP relata que a precariedade no abastecimento de água para a população de Itu não acontece somente no período de estiagem, “mas vem de anos de má gestão e falta de investimentos sérios no aumento da armazenagem de recursos hídricos e construção de novas barragens, desassoreamento dos já existentes e modernização dos sistemas de tratamento e distribuição”.

Fonte – O Globo de 28 de julho de 2014

Imagem – Represa de Bragança Paulista em abril deste ano

O mesmo de sempre, nada de novo. A empresa não investiu, somente lucrou. E agora, quem fica com o prejuízo? A população, logicamente. E mais, o governo com medo de perder votos não quer punir ninguém. E por fim, a população, tendo acabado a copa agora se volta para novelas, consumismo e outras besteiras que distraem, cegam a humanidade de seus reais problemas.

Vamos ver o que acontecerá quando as torneiras secarem. A população irá culpar o estado e a empresa, porque estão acostumados a culparem os outros e mesmo sabendo que a água está acabando não economizam, como se fosse tudo uma grande novela e quando a novela acabar sempre com um final feliz, começará outra, mas sempre com um final feliz. E vamos churrasquear, tomar cerveja, falar de futebol, novela, da vida dos outros e, enquanto isso, o planeta seca, esquenta e a humanidade chega ao seu triste fim.

Diabos, que bando de alienados!

Entulho cidadão

Um puxadinho no fundo de casa para o filho que acabou de casar; o reparo da calçada no fim de semana; a sonhada reforma do banheiro; o conserto do muro e outras incursões ao mundo dos tijolos, somadas à construção civil formal (que ainda desperdiça inexplicáveis 20% do material utilizado) produz, nas cidades, mais de 0,5Kg de entulho/habitante/dia. Dessa forma, uma cidade de 500 mil habitantes gera mais de 250 toneladas entulhos/dia.

Entulhos ou caliças são resto de construções como pedra, caco de telha e tijolo, cimento, cal, areia, ferro, madeira. Jogados em calçadas, meio-fios, praças, terrenos baldios, fundos-de-vale, são um transtorno para a cidade.

Onde já existe entulho, as pessoas jogam pneus velhos, papel de bala, lixo orgânico e outros resíduos. Não demora, o local vira um pequeno lixão.

Uma cidade chega a ter milhares destes pontos de depósito. Legiões de roedores, baratas, moscas e mosquitos aí encontrarão abrigo e comida. Ou seja: milhares de focos de contaminação do solo, da água e do ar. Provavelmente, muitas das doenças que nos acometem originem-se daí.

Até cupins, antes de assolarem árvores e residências crescem, alimentados com a madeira deixada nestes locais.

A chuva e o vento também levam os entulhos para rios e lagos, assoreando-os. Eles entopem bueiro. Bueiros entupidos, ruas alagadas nos dias de chuva.

Que fazer?

Os entulhos podem ser reaproveitados.

Uma experiência exitosa, em Londrina (PR), construiu mais de 200 casas, quilômetros de calçadas, anfiteatros ao ar livre e prédios administrativos, com matéria prima que seria condenada a um bota-fora qualquer.

Nesta ação pioneira, em 1994, triturando-se 100 toneladas de entulho ao dia, produzia-se 3.500 tijolos. Número suficiente para construir uma casa de 25 m2. A cidade gerava 300 toneladas de entulho/dia e moia 100 toneladas.

As casas destinaram-se a favelados e ocupantes de fundos-de-vale.

Sob supervisão técnica e em mutirão, estas pessoas construíam as casas, sem saber qual seria sua. Depois de prontas, um sorteio indicava o futuro morador.

Durante a construção, um programa capacitava os mutirantes que qualificaram-se como serventes, encanadores, pintores, eletricistas.

Tudo pronto, passaram a residir em uma casa com número fixo, em uma rua com nome, a não terem mais o constrangimento de dizer na entrevista ao emprego que não possuíam endereço. O fato mudou radicalmente o comportamento dos homens e mulheres. Estes, reduziram o consumo de álcool em mais de 60% e aquelas, diminuíram a quase zero a procura de atendimento médico por queixas vagas como dores-de-cabeça, zumbido nos ouvidos e alterações menstruais. Os espancamentos e demais maus tratos entre os casais, praticamente foram abolidos.

Acabou-se com o desperdício, reciclando os materiais (que saem da natureza); acabaram-se os muitos pequenos lixões; poupou-se o ambiente; deu-se um destino social aos entulhos; o êxito da promoção social coroou o processo.

E a cidade passou a ser não só poupadora mas produtora de energia, um conceito que inverteu a lógica das políticas ambientais até então.

O que você pode fazer:

Nunca coloque material de construção sobre a rua ou calçada. É proibido por Lei e ecologicamente desastroso.

Jamais faça massa ou reboco sobre o asfalto ou a calçada. Os restos acabarão em algum bueiro e, depois, em um lago ou rio.

Venda ou dê para quem reaproveite as sobras de reforma ou construção.

Nunca entregue entulho para carrinheiros, caçambeiros ou caminhonetes de aluguel sem a certeza de que eles darão destino adequado aos mesmos.

Uma casa com número fixo, uma profissão e uma cidade limpa.

Chamado de entulho cidadão não seria exagero.

Fonte – Luiz Eduardo Cheida, médico e Deputado Estadual. Premiado pela ONU por seus projetos ambientais é membro titular do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Foi prefeito de Londrina e presidente da Comissão de Ecologia da Assembleia Legislativa do Paraná.

Esse é o nosso deputado, sempre criando leis para proteger o planeta e a humanidade.

Projeto de lei para tratamento edestinação final diferenciada de resíduos especiais

Parabéns ao deputado Cheida por mais este projeto de lei que protege a natureza e a humanidade.

Acompanharemos o andamento do projeto e republicaremos quando se transformar em lei.

Deputados, copiem, pois o planeta não aguenta mais tanto lixo gerado pela humanidade.

PL 218/2014 – Dispõe sobre o tratamento e destinação final diferenciada de resíduos especiais que especifica e dá outras providências.

Art. 1°. Os resíduos especiais, definidos na presente lei, serão objeto de tratamento e destinação final diferenciada dos demais resíduos sólidos urbanos, ficando proibido o seu descarte em qualquer local ou sob formas não previstas na presente Lei.

Art. 2°. O gerenciamento dos resíduos especiais definidos nesta lei, incluindo sua separação, acondicionamento, coleta, reutilização e reciclagem, bem como tratamento e disposição final, será realizado de forma a minimizar os impactos negativos ao meio ambiente e proteger a saúde pública.

Art. 3°. Para efeito desta Lei, consideram-se resíduos especiais toda e qualquer substância, produto ou embalagem descartados, independentemente do prazo de validade, que possam vir a ser reincorporados na cadeia produtiva ou inertizados, com potencial poluidor ou não, que possam vir a prejudicar sua adequada disposição, como abaixo relacionados.

I – pneumáticos;
II – pilhas e baterias;
III – lâmpadas;
IV – embalagens de tintas, solventes;
V – embalagens acartonadas e embalagens longa-vida (ELV);
VI – embalagens de óleos lubrificantes;
VII – equipamentos e componentes eletroeletrônicos;
VIII – resíduos da construção civil;
IX – óleos e gorduras de origem vegetal e animal;
X – isopor ou poliestireno expandido (EPS);
XI– vidros, frascos, garrafas e similares.

Art. 4°. Os fabricantes nacionais e importadores dos produtos comercializados em território paranaense, geradores de resíduos especiais, deverão elaborar, dar publicidade e submeter à apreciação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos – SEMA seus Planos de Gerenciamento de Resíduos em um prazo de 90 (noventa) dias a partir da publicação da presente Lei.

§ 1°. Os revendedores dos produtos que dão origem aos resíduos especiais ficam obrigados a disponibilizar serviço de recebimento dos mesmos no próprio estabelecimento, em local ambientalmente adequado e sinalizado, onde poderão permanecer armazenados até sua coleta pelo fabricante ou importador.

§ 2°. O consumidor dos produtos que dão origem aos resíduos especiais fica obrigado a entregar nos pontos de recolhimento previstos no § 4° os respectivos resíduos sob sua guarda.

Art. 5°. O Plano de Gerenciamento de Resíduos previsto nesta lei deverá conter:

I – Identificação e informações do fabricante ou importador e respectivos produtos;
II – descrição do empreendimento;
III – diagnóstico dos resíduos gerados ou administrados, contemplando sua categorização;
IV – objetivos e metas quanto ao destino final dos resíduos especiais;
V – procedimentos operacionais de segregação, coleta acondicionamento, triagem, roteiros, frequência, transbordo, transporte, disposição final e tratamento adequado;
VI – previsão das modalidades de manejo e tratamento que correspondam às particularidades dos resíduos especiais e dos materiais que os constituem e a previsão da forma de disposição final ambientalmente adequada dos mesmos;
VII – considerações sobre a compatibilidade dos resíduos gerados;
VIII – estabelecimento de indicadores de desempenho operacional e ambiental;
IX – identificação de soluções consorciadas ou compartilhadas, considerando formas de prevenção de possíveis riscos ambientais;
X – Planos de Emergência e de Contingência para a ocorrência de situações de manejo incorreto ou acidentes;
XI – cronograma para o desenvolvimento de ações de capacitação técnica necessárias à sua implementação;
XII – procedimentos e meios pelos quais divulgará aos consumidores os cuidados que devem ser adotados no manejo dos resíduos especiais de sua responsabilidade;
XIII – periodicidade de revisão do Plano de Gerenciamento de Resíduos, considerando o período máximo de quatro anos;

Art. 6°. Os fabricantes nacionais e os importadores dos produtos geradores de resíduos especiais comercializados no Paraná deverão promover campanhas permanentes esclarecendo aos consumidores sobre os riscos da disposição indevida para o meio ambiente, os benefícios e formas do seu correto recolhimento para posterior disposição adequada.

Art. 7°. O descumprimento ao disposto na presente lei implicará nas seguintes penalidades:

I – Aos consumidores finais, pela disposição inadequada dos resíduos previstos na presente Lei ou por sua disposição para coleta pública, multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais);
II – Aos revendedores, pela não disponibilização aos consumidores de serviço de recebimento de resíduos especiais no próprio estabelecimento, por sua disponibilização em local ambientalmente inadequado ou não sinalizado, multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);
III – Aos fabricantes, importadores e distribuidores:

a) Pela falta do cadastro previsto no § 1° do Art. 4°, multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).

b) Pela não apresentação ou pela não implementação ou pelo descumprimento parcial ou total do Plano de Gerenciamento de Resíduos previsto no § 2° do Art. 4° e no Art. 5°, multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).

IV – Aos distribuidores, pelo descarte inadequado dos resíduos previstos na presente Lei ou por sua disposição para coleta pública, multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

§ 1°. As sanções previstas neste artigo e seus incisos poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente.

§ 2°. As multas poderão ter a sua exigibilidade suspensa quando o infrator, por termo de compromisso aprovado pela autoridade ambiental competente, comprometer-se a interromper e corrigir a infração apontada.

§ 3°. Quando de reincidência a multa será o dobro da multa anterior.

Art. 8°. Os valores arrecadados com as multas oriundas da aplicação da presente lei serão destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente, para aplicação em programas, projetos e ações ambientais.

Art. 9°. Caberá ao Instituto Ambiental do Paraná – IAP a fiscalização do cumprimento da presente Lei.

Art. 10. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das sessões, 20 de maio de 2014.

LUIZ EDUARDO CHEIDA
Deputado Estadual – PMDB

Justificativa

A despeito dos Acordos Setoriais para a implantação definitiva de um sistema de logística reversa, já em andamento, entre o Governo do Estado e os segmentos produtivos do Paraná, é fundamental o disciplinamento dos chamados resíduos especiais, definidos e objeto do presente Projeto de Lei.

Tal disciplinamento irá conferir a homogeneidade necessária a soluções desta matéria a um dos estados brasileiros, nosso Paraná, que mais tem se destacado nas soluções que envolvem a problemática dos resíduos sólidos.

Desta forma, a Assembléia Legislativa, ao normatizar a espinhosa questão dos resíduos especiais em nosso território, estará fazendo coro com a sociedade paranaense que anseia por avançar também no campo de suas soluções pioneiras.

A Natureza é finita. De recursos esgotáveis. Devolver à cadeia produtiva materiais e matérias-primas que possam ser reaproveitados é uma forma inequívoca de deixar de pressioná-la, além de demonstrar, em ações práticas, que nós queremos nosso Planeta íntegro para hoje e para sempre!

É com este espírito que conclamo os nobres deputados a apoiarem o presente Projeto de Lei.

Andamento do projeto

27/05/2014 – Diligência a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e ao IAP.

Oman – Curiosidade e plásticos d2w

Hora da refeição, sapatos do lado de fora e todo mundo sentado no chão com uma forma de sentar apropriada para a refeição.

Deve-se comer com a mão direita. A mão esquerda é considerada impura e não deve tocar na comida.

Esta é uma das curiosidades de Oman, um país muçulmano, vizinho aos Emirados Árabes, com população de 3,1 milhões.

Muscat, a capital, é uma das cidades mais antigas do Oriente Médio, fundada no século II dC.

Os omanis, como são chamados os nascidos neste país, tem à sua disposição produtos plásticos inteligentes, produzidos com a tecnologia e aditivos d2w® os quais atendem as normas BS 8472, ASTM 6954-04 relacionadas a degradação, biodegradação e ausência de resíduos nocivos.

Os plásticos d2w® fabricados e distribuídos em Oman são certificados pela OPA, autoridade mundial certificadora de plásticos biodegradáveis por oxidação.

Clique na imagem para acessar a página em Oman.

Fonte – News RES Brasil de 21 de julho de 2014

Curta nossa página no Facebook. Symphony Environmental Ltda. detentora das tecnolgias d2w®, d2p® e d2t®, é empresa certificada ISO, é uma subsidiária integral da Symphony Environmental Technologies PLC, uma empresa pública britânica criada em 1995 e dedicada a encontrar soluções técnicas para os problemas ambientais do mundo. É um membro da Associação dos Plásticos Oxibiodegradáveis, da Sociedade da Indústria Química (Reino Unido), da British Plastics Federation (BPF), da Organização Européia de Embalagem e Meio Ambiente (Europen) e do Grupo Britânico de Marcas. Symphony participa ativamente dos trabalhos da British Standards Institute (BSI), da American Society for Testing and Materials (ASTM), da organização europeia de normatização (CEN) e da International Standards Organization (ISO). A Symphony tem laboratórios e instalações de testes na Inglaterra, onde constantemente testa, desenvolve e aprimora seus produtos, em colaboração com universidades e especialistas no Reino Unido e no exterior.

RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias.

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