Prefeitura de SP lança aplicativo com informações sobre serviço de limpeza

O download da ferramenta estará disponível a partir do dia 25 na Play Store e na Apple Store

A Prefeitura de São Paulo lançou na quarta-feira, 15, o aplicativo do Programa Limpa-Rápido, plataforma que reunirá informações sobre todos os serviços de limpeza, coleta e destinação de resíduos do Município. Com a ferramenta, será possível, por exemplo, acompanhar em tempo real a localização dos caminhões de coleta seletiva e domiciliar, assim como conferir datas e horários em cada região.

A administração informou que o aplicativo começou a ser desenvolvido no início deste ano e visa a facilitar o acesso aos serviços de limpeza urbana, “uma vez que centraliza informações das quatro empresas responsáveis pelo trabalho na cidade”.

O desenvolvimento da ferramenta foi feita pelo setor privado e doado à Prefeitura, que não informou os custos envolvidos. A solicitação de serviços de limpeza de bueiros, capinagem, varrição de rua e a retirada de entulho em pontos de descarte irregular continua ocorrendo pelo Disque Limpa-Rápido, um 0800 que será divulgado por meio do aplicativo.

O secretário de Prefeituras Regionais e vice-prefeito, Bruno Covas (PSDB), destacou os custos com o descarte irregular de resíduos. “Vimos aumentar no ano passado em grande a quantidade o número de pontos irregulares de descarte. Em 2016, foram mais de 3,7 mil pontos identificados na cidade”, disse.

Para o prefeito João Doria (PSDB), o aplicativo representa modernidade. “É uma evolução importante que nos coloca no mesmo patamar de capitais europeias, americanas e canadenses, além de outras grandes metrópoles. Em tempo real, veremos a localização do caminhão da coleta de lixo”, disse em entrevista na sede da Prefeitura, nas imediações do Viaduto do Chá.

De acordo com a Prefeitura, as empresas responsáveis pela limpeza urbana recolhem todos os dias cerca de 12 mil toneladas de lixo na cidade. A capital conta com 150 mil lixeiras espalhadas pelas ruas, além de 1,5 mil pontos de entrega voluntária e 98 ecopontos.

Entre janeiro e fevereiro, foram recolhidos 16 mil toneladas de resíduos em pontos de descarte irregular. A multa para a prática é de R$ 18.421,20, se for identificada em flagrante.

Fonte – Isto É de 15 de março de 2017

Ilha remota tem maior densidade de lixo plástico do mundo

Lixo numa praia da ilha HendersonLixo plástico se acumula pelas praias da ilha Henderson

Localizada no meio do Pacífico, ilha Henderson acumula quase 38 milhões de peças plásticas trazidas pelas correntes marítimas a suas praias. Pesquisadores dizem que é urgente repensar uso do material.

Pesquisadores afirmaram que a maior densidade mundial de lixo plástico de que se tem conhecimento fica numa pequena ilha inabitada do Oceano Pacífico. Eles estimaram haver 37,7 milhões de peças plásticas, ou 17,6 toneladas, nas praias da ilha Henderson, que é parte do território ultramarino britânico Pitcairn, localizado entre a Nova Zelândia e o Chile.

Segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, há de 21 a 671 itens plásticos por metro quadrado nas areias da ilha, incluindo uma ampla variedade de objetos, como brinquedos, escovas de dente, capacetes e isqueiros, nas mais variadas cores.

Para chegar a esses números, os pesquisadores limparam uma parte da praia e acompanharam o acúmulo diário de lixo. Segundo eles, a estimativa é de que mais de 13 mil objetos alcancem a ilha todos os dias.

“A quantidade de plástico lá é realmente alarmante”, declarou a principal autora do estudo, Jennifer Lavers, da Universidade da Tasmânia, na Austrália, à agência de notícias Associated Press. “Temos de repensar drasticamente nossa relação com o plástico. É algo feito para durar para sempre, mas usado por alguns instantes e depois jogado fora”, acrescentou.

Karte Henderson Island ENGLocalização da ilha Henderson, no Oceano Pacífico

Segundo Lavers, é a localização da ilha que faz com que o plástico se acumule nas suas praias. Com 3.700 hectares, a ilha Henderson fica na beira de um vórtice de correntes oceânicas conhecido como Giro do Pacífico Sul, o que faz com que o oceano expila o lixo jogado por navios ou vindo da América do Sul nas suas praias.

O consumo de sacolas plásticas pelo mundo

default

Alemanha – O uso de sacolas de pano ou de papelão para carregar compras é hábito de boa parte da população alemã. Sacolas plásticas são vendidas nos supermercados por 0,05 e 0,10 euros. Ainda assim, somente em Berlim, 30 mil sacolinhas deixam lojas e mercados por hora. Em toda a Alemanha, em torno de 17 milhões de sacolas plásticas são consumidas por dia – ou 6 bilhões por ano.

Argentina – Assim como na Alemanha, é hábito de muitos portenhos levar sacolas próprias para carregar as compras. Em setembro de 2008, o governo da Província de Buenos Aires (território à parte da capital, mas com quase 40% da população do país) aprovou lei para banir o uso e a comercialização das sacolas plásticas. A intenção é eliminá-las completamente até 2016.

Bangladesh – O país asiático foi o primeiro do mundo a banir completamente a utilização e a comercialização de sacolas plásticas, em 2002. A exemplo de outros países em desenvolvimento, como Quênia e Ruanda, Bangladesh baniu as sacolas plásticas depois que resíduos originários delas ajudaram a inundar até dois terços do país em enchentes que ocorreram em 1988 e 1998.

China – A China baniu o uso de sacolas plásticas em 1º de junho de 2008. Quatro anos depois, o governo chinês declarou que o país economizou 4,8 milhões de toneladas de petróleo, o equivalente a 6,8 milhões de toneladas de carvão, sem contar as 800 mil toneladas de plástico não utilizadas.

Espanha – O governo espanhol aprovou o Plano Nacional Integrado de Resíduos, em 2010. Uma série de regras pretendia diminuir e possivelmente banir o uso de sacolas plásticas até o fim de 2015. Com isso, supermercados começaram a planejar ações para reduzir o consumo, como dar desconto aos cliente para cada sacola não consumida.

Estados Unidos – São Francisco foi a primeira cidade americana a banir sacolas plásticas, em 2007. Seguindo a linha, o estado da Califórnia aprovou, no ano passado, uma lei que proíbe a distribuição gratuita – e consequente utilização – das sacolas. Problema: o lobby industrial. A medida só será aprovada em referendo em novembro de 2016.

França – Para frear a poluição e reduzir a produção de lixo, em junho de 2014 o governo francês resolveu agir rumo ao banimento das sacolas plásticas. Nos supermercados franceses, elas devem desaparecer a partir de janeiro de 2016. Não será a primeira vez que os comerciantes vão encarar uma drástica redução no consumo de sacolas: em 2002, elas eram 10,5 bilhões; em 2011, 700 milhões.

Irlanda – Em 2002 a Irlanda introduziu uma taxa de 15 centavos de libra por sacola plástica e, com isso, diminuiu em até 94% o consumo do produto. Em 2007, a taxa ainda subiu para 22 centavos de libra.

Itália – Desde junho de 2013, a Itália obriga estabelecimentos comerciais a vender sacolas plásticas biodegradáveis. A medida levou a uma disputa com o Reino Unido, que questiona a validade da lei perante as regras no mercado interno da União Europeia. Especialistas criticam ainda o real benefício dessas sacolas para o meio ambiente.

Mauritânia – O país do noroeste da África proibiu, no início de 2013, a comercialização e utilização de sacolas plásticas. O principal motivo é nobre: a preservação ambiental e proteção dos animais. Até o fim de 2012, constatou-se que pelo menos 70% das mortes acidentais de bois e ovelhas no país ocorriam devido à ingestão de plástico.

Reino Unido – Desde setembro de 2013, o Reino Unido cobra 5 centavos de libra por sacola do consumidor. O motivo é óbvio: apenas em 2013, os supermercados distribuíram gratuitamente mais de 8 bilhões de sacolas plásticas, o que significa 130 sacolas por pessoa. Mais: o número equivale a 57 mil toneladas de sacolas plásticas durante um ano.

Fontes – AS/ap/afp/ DW de 16 de maio de 2017

No link acima assista ao vídeo.

 

Fórum de Acessibilidade Crea – PR

35mmMan

Apresentação

A Comissão de Acessibilidade do CREA-PR realizará em 2017 Fóruns de Acessibilidade em diversas cidades do Paraná visando a divulgação e discussão do tema Acessibilidade, o que trará benefícios para as Pessoas com Deficiência – PcD, para os Idosos e a sociedade em geral.
Objetivo:

– Criar parcerias entre o Crea-PR e os Poderes Públicos quanto ao entendimento e implantação da Acessibilidade.

– Atualizar os profissionais e estudantes das engenharias e agronomia quanto às Leis e Normas de Acessibilidade e apresentar as oportunidades de atuação no segmento.

– Promover o diálogo das autoridades Federais, Estaduais e Municipais com o Ministério Público, Tribunal de Contas, Associações e Ongs que atuam em defesa das PcD.

– Gerar Políticas Públicas.

Público-alvo

Prefeito, Secretários, Vereadores, Engenheiros, Professores, Estudantes, Administradores, Ministério Público, Juízes, Advogados.

Programação

14h – Credenciamento/Café de boas vindas

14h30 – Abertura

15h – Palestra 1 – Palestra Secretaria Municipal de Maringá – Responsável Prefeitura de Maringá

15h30 – Palestra 2 – Palestra Acessibilidade para todas as idades – Palestrante Simone Fernandes – Fisioterapeuta e Mestre em Saúde Coletiva – Responsável Instituto Longevidade

16h – Palestra 3 – Palestra Comissão de Acessibilidade Crea – PR – Responsável Crea – PR

16h30 – Debate

17h – Encerramento

Temas a serem abordados

Legislação, normas, calçadas, arborização, tecnologias assistivas, direitos das PcDs, inclusão no ambiente de trabalho, entre outros.

Data e horário – Dia 02/06/2017 (sexta-feira) das 14h às 17h

Local – Auditório do Crea-PR
Av. Bento Munhoz da Rocha Netto, 1139, Maringá-PR

Contato para mais informações

Crea-PR – Inspetoria de Maringá: 44 3293-7200

Período de Inscrições: 16/05/2017 a 01/06/2017

Clique aqui para se inscrever neste EVENTO

EVENTO Gratuito

Promoção – Comissão de Acessibilidade do Crea-PR

Após ver vídeo de tartaruga com canudo na narina, empresário proíbe uso de canudos de plástico em seus bares

Após ver vídeo de tartaruga com canudo na narina, empresário proíbe uso de canudos de plástico em seus baresFoto: Reprodução/YouTube

Peter Borg-Neal, dono da rede de bares Oakman Inns, percebeu o impacto negativo do plástico no meio ambiente após ver um vídeo perturbador de uma tartaruga marinha com um canudo preso em uma de suas narinas.

Se você tem estômago forte para assistir, confira o vídeo abaixo. Nele, você pode compreender a dificuldade para repelir um simples canudo de plástico da narina de um animal – e também toda a tortura que foi causada ao bicho.

Após terminar de ver o vídeo, Borg-Neal refletiu sobre o intenso consumo de canudos de plástico em sua companhia: algo em torno de 100 mil unidades por mês. Com isso, anunciou a restrição imediata do uso deste material em todos os 17 bares de sua rede. E convidou outras empresas do setor a seguir seu exemplo.

Alternativas

Para aqueles que fazem questão de tomar seus drinks com canudos, há alternativas como canudos de papel ou até mesmo canudos biodegradáveis, feitos com polímero vegetal. Outra solução é o uso de canudos reutilizáveis de inox ou vidro, que não precisam ser descartados e sim apenas lavados.

O leque de produtos ecológicos é ainda maior se considerarmos os copos recicláveis, por exemplo. A ideia é, sobretudo, impedir que resíduos de plástico continuem a adentrar nos rios e oceanos, para que os animais parem de sofrer com isto. Custa?

Fonte – Guilherme Lupino, The Greenest Post de 03 de maio de 2017

Pare de usar canudo! Não há necessidade. Assim como sacola plástico de uso único, canudo é uma invenção que deve desaparecer, ser esquecida.

I Workshop Regional sobre Resíduos Sólidos de Londrina

I Workshop Regional sobre resíduos sólidos urbanos de Londrina: a lei 12.305/2010 é possível de ser aplicada pelos municípios? Soluções e alternativas

A Lei 12.305/2010 foi discutida durante vários anos, sendo considerada um avanço no Brasil para a gestão dos resíduos sólidos urbanos. Porém, passados 07 anos de sua aprovação pouco coisa mudou nesta área: de um ponto de vista realista, os municípios paranaenses alegam falta de capacitação técnica recursos financeiros para colocar a Lei em prática. Quais os requisitos necessários para implantação da Lei? Há alternativas técnicas, gerenciais e institucionais para melhorar o desempenho dos municípios neste importante setor?

Estas e outras questões serão debatidas por um grupo multidisciplinar de profissionais e especialistas, que poderão apresentar alternativas concretas para os municípios paranaenses, colocando em questão as reponsabilidades, limitações, novas propostas, temas de pesquisa e alternativas para o grave problema da gestão dos resíduos sólidos urbanos, que afetam o equilíbrio ambiental e tem custo alto para as comunidades.

O workshop interessa a prefeitos, administradores municipais, pesquisadores, estudantes, profissionais ligados à Limpeza Pública e ao cidadão em geral que se preocupa com a gestão dos Resíduos e do meio ambiente.

O evento ocorrerá no dia 23 de maio, das 8:00 as 18:00h no anfiteatro do CESA, campus universitário da UEL, promovido pela UEL, Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil (CTU) e ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

O valor das inscrições é de R$30,00 para estudantes, que deverão apresentar documento válido no dia do evento e R$60,00 para outros profissionais e demais interessados. As inscrições podem ser feitas pelo site www.uel.br/eventos/residuos. No dia do evento a inscrição terá custo de R$100,00 para qualquer participante. Vagas limitadas.

Acesse aqui a programação do evento

8:00 às 8:30 h – Confirmação de inscrição e recebimento do material.

8:30 às 9:00 h – Abertura (Reitora da UEL, ABES-PR, Representante da prefeitura de Londrina, Coordenador do Programa Pós-Graduação em Engenharia Civil da UEL).

9:00 às 9:30 h – Síntese dos problemas da Gestão dos Resíduos Sólidos Municipais, discussão da Lei 12.305 e dificuldades dos municípios para sua aplicação. Prof. Dr. Fernando Fernandes – Professor e pesquisador na área de saneamento no Centro de Tecnologia e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina.

9:30 às 10:10 h – Ações de apoio para as prefeituras, Associações e Cooperativas de Catadores de materiais recicláveis: Casos concretos. ABHIPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. – Dr. Luiz Roberto Santos – CVMR – Central Valorização de Materiais Recicláveis.

10:10 às 10:30 h – Perguntas

10:30 às 10:45 h – INTERVALO

10:45 às 11:15 h – Soluções e alternativas para aterros sanitários em municípios do Paraná – Eng. José Fernandes de Oliveira, da Diretoria de Resíduos Sólidos da SANEPAR

11:15 às 11:45 h – Situação da coleta seletiva em Londrina – desafios, custos, gerenciamento. Eliene Moraes, Analista Ambiental da CMTU – Companhia Municipal de Transito e Urbanização – Londrina-PR, responsável pela coleta seletiva e organização das cooperativas de catadores.

11:45 às 12:00 h – Perguntas e encerramento da parte da manhã

12:00 às 14:00 h – ALMOÇO

14:00 às 14:30 h – Situação, problemas e alternativas para os municípios na coleta e destinação de resíduos sólidos urbanos – Dr. Carlos Roberto Vieira da Silva – ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública.

14:30 às 15:10 h – Perspectivas e desafios da Logística Reversa – eng. Vinício Bruni, representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado do Paraná.

15:10 às 15:30 h – Perguntas

15:30 às 15:45 h – Intervalo.

15:45 às 16:20 h – Alternativas de consórcios municipais para a gestão de resíduos urbanos: caso do consorcio CIRES, na RML – Silvio Damaceno – Presidente do Consorcio CIRES e prefeito de Prado Ferreira.

16:20 às 17:10 h – Posição do Ministério Público do Parana frente aos assuntos discutidos e à Lei 12.305 – Dr. Saint Clair (Ministério Público do Paraná).

17:10 às 17:30 h – Perguntas

17:30 às as 18:00 h – Considerações, moções, encaminhamentos e encerramento.

Aprenda a usar corretamente o lixo orgânico como adubo caseiro

Aprenda a usar corretamente o lixo orgânico como adubo caseiroExistem muitos produtos orgânicos que são desperdiçados no ambiente doméstico e que podem ser reaproveitados na agricultura orgânica. | Foto: iStock by Getty Images

É preciso saber exatamente qual o objetivo de cada resíduo quando aplicado ao solo

Vamos considerar lixo orgânico todo e qualquer tipo de resíduo orgânico de origem vegetal ou animal.

De acordo com o Especialista em Agricultura Orgânica Thiago Tadeu Campos, o ser humano produz toneladas de lixo orgânico diariamente, tais como: restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, água utilizada no preparo de refeições, dentre outros lixos orgânicos que acabam sendo inutilizado por nós.

Felizmente, esse mesmo lixo orgânico pode ser reutilizado para fazer a adubação orgânica das plantas que produzimos em casa, já que fornecem grande parte dos nutrientes que elas precisam para crescer com saúde, além disso, na agricultura orgânica é proibida a utilização de adubos químicos, por isso, precisamos utilizar somente o que a natureza nos fornece.

O lixo orgânico utilizado como adubo orgânico

A produção de adubo orgânico pode ser feita de duas formas: por meio do reaproveitamento de materiais vindos da indústria ou da propriedade rural e reutilizando o lixo orgânico caseiro, vai depender do tamanho da produção orgânica.

Adubo orgânico rural

Para quem produz em maior quantidade, vale a pena utilizar os resíduos da indústria.

Adubo orgânico caseiro

Já quem tem interesse em produzir em menor quantidade, pode utilizar o lixos orgânico caseiro. Dessa forma, podemos produzir o nosso próprio e de nossa família e ainda ajudar a conservar o meio ambiente.

Food leftoversFoto: iStock by Getty Images

O Problema da informação superficial

O grande inimigo da produção de adubo orgânico utilizando o lixo orgânico doméstico é a falta de conhecimento sobre o assunto e a enormidade de conhecimento incompleto que encontramos na internet. Infelizmente, não basta adicionar o lixo orgânico direto no solo, temos que saber, exatamente, o que estamos fazendo e qual o objetivo daquele lixo orgânico que estamos utilizando como adubo orgânico. Se, simplesmente, adicionarmos o lixo orgânico direto no solo, ou fizermos uma pseudo adubo, sem saber para que vamos utilizá-lo, quais os nutrientes que aquele adubo orgânico fornecerá para a planta, como e quando aplicá-lo, provavelmente, vamos ter problemas na nossa produção, pois fazer a adubação orgânica correta é imprescindível para que a planta cresça com saúde e uma planta saudável terá menos ataque de pragas e doenças. Este é um dos princípios da agricultura orgânica. Mas….

Se utilizarmos corretamente o lixo orgânico para fazermos uma adubação orgânica correta, teremos resultados excelentes, pois a planta estará munida com todos os nutrientes que precisa para crescer com saúde. Clique aqui para aprender a produzir e aplicar os adubos orgânicos que a sua planta precisa, reutilizando seu lixo orgânico no composto orgânico caseiro.

Felizmente, quando aplicado corretamente, o lixo orgânico pode produzir excelentes adubos complexos que utilizaremos para fazer a adubação orgânica. Vamos entender quais são os principais lixos orgânicos que podemos utilizar para fazer adubo orgânico caseiro e quais são sua função para o adubo.

Casca de banana

A casca de banana, ou até mesmo a própria fruta são ótimas fontes de Potássio para suas plantas, principalmente para roseiras.

Casca de ovo

As cascas de ovos que sobram após a preparação da refeição são ricas em Cálcio, Nitrogênio e Ácido Fólico.

Borra de café

A borra de café é uma excelente fonte de Nitrogênio.

Vinagre branco

É rico em Potássio e auxilia a equilibrar o pH do solo mais ácido.

Sal

O Sulfato de Magnésio, ou sal Epsom como é conhecido internacionalmente, é rico em Magnésio e ideal para o desenvolvimento de sementes e para o processo enzimático da planta. Além disso, consegue fazer com que a planta absorva uma maior quantidade de nutrientes.

Grama cortada

A grama cortada é facilmente encontrada e muitas vezes é desperdiçada pelos agricultores, contudo, é um lixo orgânico rico em Nitrogênio.

Leite em pó

O leite em pó, assim como o leite comum é uma boa opção para repor o Cálcio da planta e também é rico micronutrientes.

Melaço

O melaço é rico em inúmeros nutrientes, como Carbono, Ferro, Enxofre, Potássio e outros. Quando colocado no adubo orgânico, age também como alimento para os microrganismos benéficos à planta.

Gelatina

A gelatina é uma ótima forma de transferir Nitrogênio ao adubo orgânico.

Cinzas de madeira

Rica em Carbonato de Cálcio e Potássio, às cinzas vindas de madeiras são excelentes para equilibrar o pH alcalino do adubo orgânico.

Água de aquário

Ao trocar a água de aquários de água doce, você pode reutilizá-la, pois os excrementos dos peixes são uma boa fonte de Nitrogênio.

Água utilizada no preparo de refeições

Ao cozinhar legumes sempre despejamos a água na pia e nem nos preocupamos com a quantidade de nutrientes existentes ali. Utilizar essa água nas plantas faz com que nutrientes diversificados sejam adicionados no adubo orgânico, além de reaproveitar algo que iria diretamente para o lixo.

Compare os lixos orgânicos

Existem muitos produtos orgânicos que são desperdiçados no ambiente doméstico e que podem ser reaproveitados na agricultura orgânica. Além disso, é possível reunir diversos tipos de lixo orgânico para estabelecer uma diversidade de nutrientes e compor um adubo orgânico complexo que suprirá todas as necessidades da planta. Produzir um alimento orgânico é muito recompensante, pois ele é livre de agrotóxico, e mais saudável que o convencional. A hora de começar é agora e para isso precisamos aprende a fazer a adubação orgânica de nossa produção. Veja abaixo a tabela comparativa:

Tabela 1.2

Fonte – Thiago Tadeus Campos, CicloVivo de 03 de abril de 2017

22 ilustrações sinistras que retratam a crueldade humana contra os animais

Imagine se em algum momento os papéis da relação humanos X animais fossem invertidos. Ou seja, os animais dominantes seriam agora cachorros, vacas, porcos entre outros, todos aqueles cuja espécie costuma sofrer como consequência da vaidade humana. Seria uma realidade muito sinistra!

Pois é, foi exatamente isto que esta série de ilustrações nos revelou, uma espécie de pensamento fora da caixa, cujo objetivo é alertar as pessoas sobre o sofrimento dos animais quando submetido aos nossos hábitos esdrúxulos. Atenção algumas imagens podem chocar então, lembre-se de prosseguir apenas se tiver estômago para isso.

#1crueldade-contra-animais-sv-001

#2crueldade-contra-animais-sv-002

#3crueldade-contra-animais-sv-003

#4crueldade-contra-animais-sv-004

#5crueldade-contra-animais-sv-005

#6crueldade-contra-animais-sv-006

#7crueldade-contra-animais-sv-007

#8crueldade-contra-animais-sv-008

#9crueldade-contra-animais-sv-009

#10crueldade-contra-animais-sv-010

#11crueldade-contra-animais-sv-011

#12crueldade-contra-animais-sv-012

#13crueldade-contra-animais-sv-013

#14crueldade-contra-animais-sv-014

#15crueldade-contra-animais-sv-015

#16crueldade-contra-animais-sv-016

#17crueldade-contra-animais-sv-017

#18crueldade-contra-animais-sv-018

#19crueldade-contra-animais-sv-019

#20crueldade-contra-animais-sv-020

#21crueldade-contra-animais-sv-021

#22crueldade-contra-animais-sv-022

Imagens via boredpanda

Fonte – Somos Verdes

Mundo pode bater 1,5ºC em uma década

Seca em Silves (AM) em 2005 (Foto: Ana Cintia Gazzelli/WWF)Seca em Silves (AM) em 2005 (Foto: Ana Cintia Gazzelli/WWF)

Estudo diz que objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris de estabilização de temperatura global pode ser perdido em 2026 caso o Pacífico entre na fase quente de seu ciclo natural

O mundo pode ultrapassar a barreira de 1,5oC de aquecimento em relação à era pré-industrial daqui a menos de uma década. Tudo depende de como o Oceano Pacífico vai se comportar nos próximos anos – e as indicações não são nada boas.

O alerta vem de um estudo publicado nesta terça-feira (9) por uma dupla de pesquisadores australianos no periódico Geophysical Research Letters. Segundo Benjamin Hanley e Andrew King, da Universidade de Melbourne, projeções de computacionais de temperatura global indicam que o limite de aquecimento consagrado como ideal no Acordo de Paris será atingido entre 2025 e 2027 caso um ciclo natural conhecido como IPO (Oscilação Interdecadal do Pacífico) entre em sua fase quente.

Se o oposto acontecer e o Pacífico entrar numa fase fria, a Terra ganhará algum tempo de respiro, mas não muito: a ultrapassagem do limite de 1,5oC acontecerá entre 2030 e 2031.

Em ambos os casos, o planeta entrará num estado climático sem precedentes em milhões de anos. Eventos extremos, como ondas de calor, tempestades e secas ficarão ainda mais frequentes. E os grandes mantos de gelo da Groenlândia e do oeste antártico estarão sujeitos ao colapso, o que poderia causar uma elevação do nível do mar superior a 1 metro neste século.

O teto de 1,5oC foi estabelecido como uma espécie de “centro da meta” do Acordo de Paris. No documento, assinado em 2015, o mundo se compromete a estabilizar o aquecimento global num nível “bem abaixo de 2oC” e “envidar esforços para limitar o aumento de temperatura em 1,5oC”.

Esse grau de ambição partiu de pressão política dos países insulares, que veem em 2oC uma ameaça à sua existência – diversos estudos vêm mostrando que 2oC de aquecimento poderiam causar instabilidade catastrófica nos mantos de gelo e acelerar a subida do oceano, condenando essas nações à extinção.

Como não há muita evidência científica de como seria um mundo a 1,5oC, o IPCC, o painel do clima da ONU, recebeu em Paris a encomenda de entregar em 2018 um relatório mostrando os impactos evitados desse limite em relação aos 2oC e das trajetórias de corte de emissões necessárias para a Terra chegar lá.

O relatório do IPCC é considerado fundamental para embasar a revisão das metas nacionais (NDCs) do acordo do clima, um processo que ocorrerá a partir de 2023 para aumentar a ambição do corte de emissões de gases de efeito estufa.

O estudo publicado nesta terça-feira sugere que isso pode ser pouco demais e tarde demais.

Afinal, as NDCs só começam a rodar a partir de 2020. O primeiro ciclo de cumprimento de quase todas as grandes economias do mundo vai até 2030. E os únicos dois países que têm metas antecipadas, para 2025, estão hoje no rumo oposto de seu cumprimento: o Brasil, onde a bancada ruralista no Congresso e o governo federal promovem o aumento do desmatamento, e os EUA de Donald Trump, que deram uma banana para a ação climática e podem até mesmo anunciar a saída do acordo do clima nos próximos dias.

Os dados compilados pela dupla de Melbourne indicam que, quando o mundo entrar no segundo ciclo de NDCs, mais estritas, o planeta já poderá estar 1,5oC mais quente. Torçam pela IPO.

A Oscilação Interdecadal do Pacífico é um ciclo natural e de causas desconhecidas. Ela pode durar de uma a quatro décadas. Em cada fase, as temperaturas do Pacífico tropical ficam anormalmente mais quentes ou mais frias. Isso pode ajudar a acelerar ou a retardar o aquecimento causado pelos gases-estufa.

Ao longo de quase todo este século, a IPO esteve provavelmente em sua fase fria. Vários cientistas acham que essa é a principal causa do fenômeno erroneamente chamado de “pausa” no aquecimento global – o fato de as temperaturas da Terra desde 1998 terem subido muito menos que as concentrações de gás carbônico na atmosfera. “É possível que uma fase negativa da IPO desde a virada do século tenha amortecido os impactos do aquecimento global sobre eventos extremos, como ondas de calor”, escreveram Henley e King.

Eles advertem, porém, que essa maré de sorte pode estar no fim. O El Niño monstro de 2015 e 2016, que causou a quebra de dois recordes seguidos de temperatura global, sugere, segundo os cientistas, que há muito calor acumulado na superfície do Pacífico tropical – um sinal de que a IPO estaria virando para sua fase quente. Isso poderia “iniciar um período de aquecimento acelerado na próxima década ou duas”.

A estabilização do aquecimento em 1,5oC no longo prazo, prosseguem os australianos, envolveria duas coisas: uma ultrapassagem do limite durante algumas décadas e um esforço global de “emissões negativas”, ou seja, de sequestrar mais carbono do que se emite.

Muita gente boa prefere nem ouvir falar nisto, já que “emissões negativas” hoje são sinônimo de esquemas de engenharia planetária, cujos efeitos colaterais são desconhecidos e potencialmente graves.

Fonte – Observatório do Clima de 10 de maio de 2017