O bosque sensorial e seus frutos

Jabuticaba a R$ 23,27 o quilo. Aproximadamente 20 jabuticabas a R$ 4,56.

Carambola a R$ 11,05 o quilo. 5 carambolas a R$ 4,29.

Acerola a R$ 16,17 o quilo. Um punhadinho de carambolas a R$ 7,76.

Nêspera a R$ 20,67 o quilo. Umas 10 nêsperas a R$ 9,30.

 

E a finalmente, a grande oferta do dia: jaca a R$ 4,12.

Ninguém está dizendo que frutas tem que ser distribuídas gratuitamente pelo comércio. Ninguém trabalha de graça. Quem trabalha tem que ganhar com o fruto – neste caso, as frutas – do seu trabalho.

O que nos causa estranheza é a dependência com o comércio que as pessoas tem para comer frutas. Primeiro, se perguntar para qualquer criança de 10 anos o nome dessas frutas, a esmagadora maioria não saberá o nome de sequer uma delas. Depois, essas frutas acabam apodrecendo nas gôndolas porque ninguém conhece e portanto ninguém compra.

O normal é comer o que? No sul, laranja e banana no dia a dia e mais raramente maçã e mamão. As outras vendem muito menos e nem se encontra normalmente nos supermercados, só em frutarias epecializadas em frutas não convencionais.

Ao analisarmos o consumo de frutas da população, tivemos a ideia do Projeto Bosque Sensorial em 2007, projeto que só iniciou em 2009. Serão bosques nos bairros ou no centro das cidades para as pessoas voltarem a ocupar as praças, fazerem piqueniques com suas famílias e ao mesmo tempo educar as crianças a respeitar a natureza e comer frutas que não comeriam normalmente.

Queríamos com o projeto também incentivar também as pessoas a plantarem frutas em seus quintais, em vasos, para aproximar a população urbana de um modo de vida mais saudável e natural, criando respeito e incentivando a conservação da natureza, da qual todo humano depende mas que se afastou tanto do meio natural que acha que sua vida independe do ambiente, que pode viver no meio artificial, esquecendo que o humano é um ser biológico, orgânico, e que depende da exclusivamente da natureza.

Então, se vocês estiverem em Maringá – por enquanto o projeto está sendo desenvolvido na cidade – você pode comer da época frutas gratuitamente quando for fazer sua caminhada no bosque sensorial. Estas e muitas outras espécies.

Lançamento mundial das Sacolas Reusáveis BAG4LIFE Anti Micróbios d2p – Sanafor

“Sacola reusável” não significa “sacola sem micróbios”.

Sua sacola plástica reusável deve levar somente o que você comprou. Não dê carona para infecções.

O risco de contaminação é coisa do passado com o lançamento mundial das sacolas reusáveis, recicláveis e anti micróbios fabricadas com a tecnologia d2p SANAFOR.

Mais informações fale com a RES Brasil pelo telefone (19) 3871 5185.

Fonte – News RES Brasil de 28 de outubro de 2014

Curta nossa página no Facebook. Symphony Environmental Ltda. detentora das tecnolgias d2w®, d2p® e d2t®, é empresa certificada ISO, é uma subsidiária integral da Symphony Environmental Technologies PLC, uma empresa pública britânica criada em 1995 e dedicada a encontrar soluções técnicas para os problemas ambientais do mundo. É um membro da Associação dos Plásticos Oxibiodegradáveis, da Sociedade da Indústria Química (Reino Unido), da British Plastics Federation (BPF), da Organização Européia de Embalagem e Meio Ambiente (Europen) e do Grupo Britânico de Marcas. Symphony participa ativamente dos trabalhos da British Standards Institute (BSI), da American Society for Testing and Materials (ASTM), da organização europeia de normatização (CEN) e da International Standards Organization (ISO). A Symphony tem laboratórios e instalações de testes na Inglaterra, onde constantemente testa, desenvolve e aprimora seus produtos, em colaboração com universidades e especialistas no Reino Unido e no exterior.

A RES Brasil Ltda é representante exclusiva no Brasil da Symphony e suas tecnologias. A RES Brasil é distribuidora exclusiva dos aditivos d2p® em todo o Brasil.

Teremos de usar água de esgoto

O governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem tentado tranquilizar a população da capital de que ela não ficará sem água. Ainda assim, o sentimento na cidade é de apreensão e é grande a torcida para que chuvas torrenciais venham.

Mas, a despeito da estiagem ser apontada como a principal razão do decréscimo constante do volume do Sistema Cantareira — que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana —, os níveis de consumo também explicam o grave cenário. A demanda da cidade por água já ultrapassa 4% a quantidade disponível nos reservatórios.

De acordo com a ONG The Nature Conservancy, em menos de dez anos essa diferença poderá chegar a 16%. A crise hídrica pela qual passam algumas das metrópoles mais importantes do mundo é, para o americano David Sedlak, resultado da falta de investimento em redes de abastecimento e tratamento de esgoto.

Professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Sedlak é uma das maiores autoridades no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a segurança hídrica das cidades.

Ele é autor de Water 4.0 — The Past, Present and Future of the World’s Most Vital Resource (“Água 4.0 — O passado, presente e futuro do recurso mais vital do mundo”, sem tradução para o português), livro no qual faz uma retrospectiva das revoluções de engenharia que ocorreram nos sistemas de abastecimento.

Nesta entrevista a EXAME, ele conta o que deverá ser feito para que a água potável não seja privilégio de poucos num futuro próximo.

EXAME - Cidades como Los Angeles e São Paulo estão enfrentando crises severas de falta de água. O que pode ser feito para evitá-las?

David Sedlak - Como em São Paulo, há partes dos Estados Unidos onde a população continua crescendo e as pessoas querem consumir cada vez mais água. O sistema fica sob pressão e, quando ocorre uma seca — como a que está em curso agora na Califórnia —, é preciso encontrar outra forma de suprimento.

As opções de importar água acabaram. Todas as fontes conhecidas já têm um destino. Então, ou briga-se pela água disponível, ou encontram-se novas fontes. É aí que entra a virada que chamo de “água 4.0”, que utiliza principalmente reúso de esgoto e dessalinização da água do mar para atacar o problema.

EXAME - Quais foram os momentos marcantes na história de uso da água?

David Sedlak - Os sistemas urbanos de fornecimento de água começaram a se desenvolver há 2 000 anos, na Roma antiga. Foi a primeira metrópole que precisou importar água de dezenas de quilômetros de distância, por meio de aquedutos. É o que chamo de água 1.0.

A evolução para a água 2.0 ocorreu no fim do século 19, quando as metrópoles modernas começaram a filtrar e a clorar a água que ia para as residências. Essa etapa também permitiu a descentralização do esgoto. As casas consumiam água tratada, mas devolviam quantidades estupendas e descentralizadas de esgoto para os rios e para o mar.

A água 3.0 consistiu em tratar o esgoto, algo que nos Estados Unidos só foi universalizado a partir de 1970. Agora, ou adotamos a água 4.0 — o reúso e a dessalinização —, ou sofreremos com a escassez.

EXAME - Mas a dessalinização não é ainda muito cara?

David Sedlak - O que torna cara a dessalinização é seu uso intensivo de energia, mas o preço dessa água caiu cerca de 50% nos últimos 20 anos, à medida que as empresas detentoras da tecnologia melhoraram seus equipamentos. De 2003 a 2009, após uma severa seca, as grandes cidades da Austrália, como Sydney, Melbourne e Perth, optaram por construir usinas de dessalinização.

Hoje, em Perth, metade da água potável consumida vem do mar. A situação é similar em Israel. A Espanha também está construindo usinas. Há 20 anos, só países muito ricos do Oriente Médio utilizavam a dessalinização.

EXAME - Quando comparado à dessalinização, o reúso é uma tecnologia segura?

David Sedlak - O reúso da água de esgoto custa metade do preço da dessalinização e é considerado muito seguro pelos cientistas e engenheiros da área da saúde. Existem projetos funcionando há 30 anos sem problemas. A água de reúso passa por múltiplas barreiras de tratamento, o que a torna provavelmente mais segura do que a tecnologia tradicional de tratamento de esgoto.

É preciso lembrar que a filtragem e a cloração foram inventadas para lidar com rios que estavam contaminados com esgoto. Aumentamos a quantidade de esgoto, mas também o estamos tratando com muito mais intensidade para obter água potável. A questão é fazer as pessoas aceitar essa ideia.

Essá é uma das razões que me levaram a escrever o livro. Nele, dou o exemplo de Houston, no Texas. Um dos reservatórios da cidade recebe metade de sua água de uma estação de tratamento de esgoto convencional de Dallas, e isso não gera nenhum problema para a população.

EXAME - Que soluções o senhor costuma propor para as cidades?

David Sedlak - Em um subúrbio americano, com baixa densidade de casas, é possível optar até por tecnologias de captação e armazenamento da água de chuva. Há outra tecnologia que está evoluindo rapidamente: os biorreatores de membrana, que permitem criar pequenas estações de tratamento para grupos de casas ou prédios. Mas isso não funcionaria em São Paulo.

EXAME - O que funcionaria numa cidade desse porte?

David Sedlak - Misturar a solução convencional de importar água de longe com um programa de conservação e reúso pode dar certo. Se São Paulo reutilizasse metade de sua água, a oferta aumentaria 50%, com a vantagem de que a água reciclada não é afetada por secas.

Outra boa notícia para a cidade é que há muito a melhorar quando as necessidades de conservação apenas começaram. As cidades da Califórnia tentam incrementar a eficiência de seus sistemas de água há 30 anos, e está cada vez mais difícil encontrar novos ganhos.

Meu conselho para São Paulo é pensar em soluções como trocar as tubulações e reduzir os vazamentos na distribuição. Isso custa uma fração da alternativa de construir um novo reservatório.

EXAME - Não é importante também conscientizar os consumidores para evitar o desperdício?

David Sedlak - Na Califórnia, costumava-se criar regras como proibir as pessoas de lavar o carro ou irrigar os gramados. Isso fazia com que as concessionárias de água tivessem de agir como polícia, dirigindo pelas ruas para encontrar infratores. É mais simples ajustar a cobrança.

Nos últimos 20 anos, a maioria das concessionárias americanas mudou para um sistema em que a quantidade de água necessária para uma vida confortável tem um preço baixo. Quem quer consumir mais paga um preço maior. O sistema é chamado de cobrança por blocos, no qual cada bloco representa certa quantidade de água.

Cada bloco extra de consumo tem um preço mais alto. Mudar as regras de construção também ajuda. Antes, um vaso sanitário consumia 20 litros por descarga. Por lei, os novos devem consumir 5 litros. Mas isso funciona no longo prazo, não numa situação de emergência.

Fonte e imagem – Eduardo Pegurier, Exame de 22 de outubro de 2014

Lembra daquela frase “se poupar, não vai faltar”? Então, ninguém poupou, faltou e irá faltar muito mais. Ninguém poupou, todos terão que tomar água de cocô.

You are green and we are very curious – Wickbold lança pães integrais sem conservantes em embalagens que utilizam plástico verde

Livres de conservantes, integrais, com baixo teor de sódio e gordura, e zero aditivo.

Assim são os produtos Wickbold trigo integral e Wickbold castanhas e sementes, novidades da empresa para o mercado. Elaborados com grãos e sementes criteriosamente selecionados e farinha de trigo integral, fornecem 18% da necessidade diária de fibras. Ideais para deixar o café da manhã e o lanche dos brasileiros ainda mais saudável e nutritivo.

A linha de pães integrais sem conservantes da Wickbold foi concebida para oferecer ao consumidor produtos naturais, que sejam fonte de fibras, perfeitos para contribuir com uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável. Entre os principais ingredientes estão a farinha de trigo integral e a de centeio, sementes de girassol, abóbora e linhaça, grãos de trigo e quinoa, a noz pecan e a castanha-do-Pará, que preservam e conferem aos pães vitaminas, minerais e fibras.

O Wickbold trigo integral é rico em fibras, versátil e fácil de combinar com diversos recheios. Já o Wickbold castanhas e sementes possui adição de nozes e castanhas em sua formulação que, além de serem muito saborosas, são fonte de gorduras mono e poliinsaturadas, benéficas para a saúde e na prevenção de doenças do coração.

Além disso, a empresa será pioneira na utilização de plástico verde em embalagens para pães. O polietileno de cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável, produzido pela Braskem, tem como diferencial contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera. Com o objetivo de ajudar o consumidor a reconhecer o produto, a companhia criou o selo ‘I´m green ™’, que garante a origem renovável da embalagem.

Os pães Wickbold Trigo Integral e Wickbold Castanhas e Sementes serão vendidos exclusivamente em São Paulo.

Fonte – Embanews

Os pães parecem ser deliciosos.

Mas, já que vocês estão usando a embalagem que se diz “I am green” e “we are very curious”, desejamos fazer umas perguntas.

Queremos saber as respostas sobre o tal polietileno fabricado a partir do etanol que sua sacola ou saco diz usar.

1 – Segundo informação do próprio fabricante, a produção do PE “verde” é de 200.000 tons por ano. Como podem existir tantos plásticos “verdes – I am green” no mundo com uma produção tão pequena? Queremos saber para entender.

2 – Quanta água – que falta nos reservatórios e nas torneiras no Brasil – é usada na produção da cana e etanol?

3 – Quanto dióxido de carbono a floresta que existia antes e foi derrubada para plantar cana de açúcar, já sequestrava da atmosfera?

4 – Quantas espécies da flora e animais foram extintos quando a floresta foi derrubada para plantar cana de açúcar para fazer o seu plástico?

5 – O que aconteceu com as minas de água que existiam nestes locais?

6 – Onde estão os pés de cana do Rio Grande do Sul, onde é produzido o tal polietileno de etanol? Se lá não tem, de onde vem, qual distância, quantos caminhões são usados, qual as emissões dos caminhões carregados de cana ou Etanol?

7 – Como vocês sabem se é falso ou verdadeiro um produto “I am green”? Qual teste, quanto tempo leva, quanto custa?

8 – Quanto de polietileno originado de Etanol tem em cada saco do tal “green PE”, e quanto de origem fóssil? Qual a vantagem de misturar derivado de petróleo com derivado de Etanol?

9 – Vocês tem análise de ciclo de vida desde a derrubada da floresta para plantação da cana para medir emissões, venenos, consumo de água, poluição por queimadas?

10 – O que vocês acham da crise de produção de açúcar e etanol no Brasil? E dos trabalhadores semi escravos que cortam a cana? E das queimadas da cana?

We are just curious…

O ano mais quente da história, de novo

Nesta semana ocorrem dois eventos importantes para a agenda climática.

Em Bonn, na Alemanha, acontece a última reunião – antes da COP20, em Lima, no Peru – do Grupo de Trabalho que elabora as versões preliminares das bases para o novo acordo climático global a ser aprovado em 2015. O desafio do momento é apresentar uma proposta de decisão a ser tomada na próxima COP, em dezembro, que indique o formato e o mínimo de informações que devem ser apresentadas pelos países quando submeterem suas contribuições para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), pós 2020, que são a base essencial do novo acordo.

Em Copenhague, na Dinamarca, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU) se reúne para os últimos ajustes da 4ª é ultima parte do seu 5º Relatório de Avaliação das Mudanças Climáticas, o chamado Relatório Síntese a ser publicado na última semana de outubro.

As reuniões acontecem no momento em que as agências climáticas ao redor do mundo confirmaram o mês de setembro como o mais quente desde 1880, quando começaram a ser feitos esses registros. Não é um fato isolado. Abril, maio, junho e agosto já haviam batido recordes históricos de alta temperatura. É a primeira vez que o mês de setembro apresenta tão altas temperaturas sem a influência de um forte El Nino (que ainda não se faz presente e deve vir ainda no final do ano). No ritmo atual, 2014 terminará como o ano mais quente da história desde 1880.

Os 10 anos mais quentes já registrados (média de temperatura global) aconteceram nos últimos 15 anos, sendo 7 nos últimos 10 anos. Não há dúvida, a temperatura média do planeta está subindo e acelerando.

São Paulo teve, neste mês de outubro, a maior temperatura registrada desde 1934 (quando se iniciou a série histórica). Todas as 10 maiores temperaturas registradas em São Paulo aconteceram nos últimos 15 anos e 7 foram nos últimos três anos (2012-2014).

Em algumas regiões do continente antártico, as temperaturas estão 10oC acima da média histórica, provocando degelos permanentes em glaciais antes considerados perenes.

A seca nas regiões sudeste, nordeste e centro oeste do Brasil ou na Califórnia e boa parte da costa oeste americana têm sido marcantes e colocam em risco a produção de alimentos, a segurança energética e a saúde das pessoas.

Abaixo, o gráfico do NOAA mostra a temperatura média global na terra e nos oceanos desde 1880. A linha azul refere-se à média de tendência:

Fonte – Tasso Azevedo, Planeta Sustentável de 23 de outubro de 2013

Imagem – Matthias Rhomberg/Creative Commons/Flickr

Brasil enfrenta maior crise hídrica de sua história, diz Observatório do Clima

Secretário-geral do Observatório do Clima ressalta a importância da inclusão da pauta ambiental como prioridade nas políticas públicas

Em entrevista ao Amazônia Brasileira, Carlos Rittl destaca a relação entre desmatamento, poluição, mudanças climáticas e a crise hídrica que avança sobre o país. Ele ressalta que durante a campanha política, pouca importância foi dada à pauta ambiental como se os candidatos tanto a cargos no legislativo como no executivo tivessem esquecido que atividades econômicas, base do discurso da maioria, não podem existir sem os recursos naturais.

Na entrevista, ele explica porque a situação tem se agravado com tamanha rapidez, fazendo com que a situação hoje em diversas partes do país seja crítica no sentido da disponibilidade de recursos hídricos indispensáveis à sobrevivência das espécies que habitam o planeta e nas atividades desenvolvidas pelo homem, sejam industriais, de infraestrutura, e principalmente na agricultura – atividade que mais consome água dentre todas. Além disso, a falta de água compromete a capacidade de funcionamento das hidrelétricas, o que nos coloca em um círculo vicioso: mais calor, menos água, busca por equipamentos eletrônicos, maior consumo de energia.

Na semana que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, o assunto ainda não foi abordado de forma franca e clara com a população brasileira, não tendo ela sido alertada para as possíveis consequências imediatas dessa situação.

Clique aqui para ouvir a entrevista.

Fonte – EcoDebate de 23 de outubro de 2014

Nível de água dos principais reservatórios do país é o mais baixo desde 2001

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse ontem (21) o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.

Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.

Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.

A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.

Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras.

Fonte – Alex Rodrigues, Agência Brasil / Edição de Fábio Massalli, GVces de 22 de outubro de 2014

Mas está tudo bem, povo. Continuem consumindo porque água e energia representam lucro para as empresas e o estado. Mesmo sendo direitos fundamentais da humanidade eles lucram com isso, pouco se importando se com o desabastecimento. Acabou, acabou, lucraram o que puderam.

TCU vai investigar atuação dos órgãos federais na crise hídrica

Tribunal quer saber se ANA e Ministério do Meio Ambiente adotaram medidas necessárias; ministro cita disputa no Paraíba do Sul, estiagem no Cantareira e emergência em 159 municípios mineiro

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar a responsabilidade de órgãos do governo federal pela crise da falta de água. O órgão quer saber se o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA) adotaram medidas preventivas e planos de contingência necessários para evitar ou, ao menos, diminuir as consequências da seca no País.

A proposta, aprovada pelo plenário do TCU, foi apresentada pelo ministro-substituto André Luís de Carvalho. Advindo da área técnica, ele afirmou que a legislação estabelece que a União é a responsável por propor soluções quando a estiagem atinge mais de um Estado. A ação será relatada por Marcos Bemquerer da Costa. Caso seja encontrada alguma irregularidade, o tribunal pode impor aos gestores o pagamento de multa e ressarcimento de valores.

Para defender a necessidade da auditoria por parte do TCU, Carvalho mencionou a crise no Sistema Cantareira, em São Paulo, cuja capacidade nesta quarta-feira era de 3,2%, a redução do volume de água no Rio Paraíba do Sul, no Rio, e a decretação de situação de emergência em 159 municípios de Minas por causa da seca.

O ministro lembrou declaração da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, segundo a qual o Sudeste tem estiagem “fora da curva”. Ela fez a constatação na semana passada, após sobrevoar o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas, atingido por incêndios.

“Bem se sabe que o interesse predominantemente nacional, pautado pela ocorrência da seca e do esgotamento dos recursos hídricos em mais de uma unidade da federação, fixa a competência da União, como ator principal, para a solução dessa crise hídrica”, disse Carvalho.

“Nesse cenário, que, inegavelmente, envolve diversas unidades da federação, faz-se necessária a atuação do TCU no sentido de fiscalizar a atuação dos órgãos federais responsáveis pelas medidas preventivas e, até mesmo, pelos planos de contingência que foram ou que já deveriam ter sido adotados para evitar ou mesmo para reduzir os efeitos perversos dessa lamentável crise hídrica que assola o País”, afirmou o ministro.

Procurados, a ANA e o Ministério do Meio Ambiente informaram que não foram oficialmente informados pelo TCU sobre a instauração da auditoria.

Atuação. Órgão auxiliar do Congresso, o TCU pode fiscalizar ações que envolvam recursos da União. Em 2001, o órgão já havia realizado duas apurações sobre o tema. Agora, de acordo com Carvalho, o Decreto 6.101/2007 impõe como competência da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente, “planejar as ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos das secas e inundações no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”.

Carvalho também citou o conflito entre a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação ao uso do Reservatório Jaguari, na Bacia do Rio Paraíba do Sul – o nível da represa caiu 60% em dois meses. A Aneel aplicou multa de R$ 5,3 milhões à empresa, que descumpriu o comando do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e reduziu em um terço a vazão do reservatório.

A medida reduziu a geração de energia na Usina de Jaguari. Na época, o secretário de Recursos Hídricos paulista, Mauro Arce, alegou que a ação visava ao fornecimento de água para municípios do Estado. Segundo o ministro, houve “possível inércia” da ANA e “descumprimento” da Aneel das premissas da Política Nacional de Recursos Hídricos, que têm o consumo humano como prioritário.

Fonte Anne Warth – O Estado de S. Paulo / Agência Estado / GVces de 23 de outubro de 2014

Não é só em São Paulo. Acordem, está aumentando a falta de água em todo o país. E só vai piorar.

ANA: uso de 2º volume é ‘pré-tragédia’ e só restará lodo

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse nesta terça-feira, 21, que o uso da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira é “pré-tragédia” e que se não chover dentro da média nos próximos meses a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) “não terá alternativa a não ser ir no lodo” do manancial, que está com apenas 3,3% da capacidade.

Piorou. Hoje dia 23 de outubro de o volume do Sistema Cantareira está em 3%, isto mesmo TRÊS POR CENTO, isto é, no fim do fim do fim…

“Eles querem retirar, essa é a proposta da Sabesp, o segundo volume morto, ou seja, a pré-tragédia”, disse Andreu sobre o pedido feito pela concessionária para captar mais 106 bilhões de litros da reserva profunda dos reservatórios, que fica abaixo do nível das comportas. O dirigente participou de um debate sobre a falta d’água em São Paulo na Assembleia Legislativa, organizado pela bancada do PT, que faz oposição ao governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele afirmou que a Sabesp praticamente esgotou os 182,5 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, retirada desde maio deste ano, que já captou água da segunda reserva na Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou nesta terça-feira, e que o uso de uma terceira reserva “tecnicamente será complicado”. “Se a crise se acentuar, é bom que a população saiba, não haverá alternativa a não ser ir no lodo.”

A Sabesp conta com a segunda cota do volume morto do Cantareira para manter o abastecimento de água até março de 2015 sem decretar racionamento oficial de água. Na semana passada, contudo, conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” antecipou, a Sabesp já fala em usar uma terceira reserva profunda do Cantareira, de 162 bilhões de litros. “Há ainda mais 162 bilhões de litros para serem captados, além da segunda reserva”, disse a companhia.

Fonte – Paraná Online de 21 de outubro de 2014

Mas não me venha o governo federal usar isso politicamente para tentar reeleger sua presidAnta. Isso está ocorrendo em todo o país por falta de investimento e prevenção às mudanças climáticas. Não tem partido, tem falta de vergonha na cara de todos os administradores de todas as esferas, da municipal, estadual e federal.

O Alckmin tem que parar de culpar de São Pedro à ONU e declarar racionamento, implantar multas, fazer o possível. Errou, como todos estão errando. Agora é admitir o erro e acertar.

Produtores dos EUA processam Syngenta por milho não aprovado na China

As rejeições a cargas norte-americanas de milho se iniciaram em novembro do ano passado.

A suíça Syngenta deve enfrentar novas batalhas judiciais, dessa vez em ações iniciadas por produtores norte-americanos, no caso de rejeição de importação de milho dos Estados Unidos pela China, devido à presença da semente transgênica Viptera, não aprovada pelo governo chinês. Produtores norte-americanos de 11 Estados acionaram a Syngenta em tribunais federais nas últimas semanas, cobrando perdas que eles atribuem à venda de uma variedade transgênica da companhia suíça antes da aprovação de importação na China.

As rejeições a cargas norte-americanas de milho se iniciaram em novembro do ano passado, quando autoridades chinesas encontraram a semente não aprovada. Com as devoluções, os preços do cereal foram pressionados, gerando perdas de mais de US$ 1 bilhão a agricultores dos Estados Unidos, de acordo com os documentos apresentados à Justiça. As ações iniciadas por produtores, protocoladas em tribunais distritais e que buscam o status de ação coletiva, são independentes dos processos iniciados no último mês pelas tradings Cargill e Trans Coastal Supply, que também alegam perdas na casa dos milhões de dólares após as devoluções de cargas da China.

Na sexta-feira, produtores ingressaram na Justiça nos Estados de Alabama, Georgia, Mississippi e Louisiana após ações semelhantes registradas em outros Estados agrícolas. A Syngenta afirma que as ações não têm mérito, e que a companhia tem sido transparentes sobre o processo de aprovação do milho geneticamente modificado em questão, conhecido como Viptera. “Nós continuamos acreditando que cumprimos com todas as leis, regras e regulamentações dos países nos quais vendemos nosso produto”, disse John Ramsay, diretor financeiro da companhia, em conferência de divulgação de resultados, na última quinta-feira. Advogados dos agricultores buscam indenização para compensar o alegado prejuízo com as desvalorizações do grão.

Os preços futuros do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram cerca de 18% neste ano, reflexo do clima favorável às lavouras norte-americanas, que alimentaram expectativa de safra recorde no país. No ano passado, o tombo foi de 40%, também devido a uma produção recorde e recomposição de estoques. As rejeições de milho nos Estados Unidos efetivamente ampliaram a oferta no mercado, reduzindo as cotações em cerca de 11 cents por bushel, afirmam advogados nas ações movidas. James Pizzirusso, sócio do escritório de advocacia Hausfeld LLP, em Washington, e à frente do processo de alguns dos agricultores contra a Syngenta, afirma que a companhia enganou produtores. “A Syngenta não deveria ter colocado no mercado e promovido de forma agressiva a tecnologia Viptera enquanto distorcia a informação de que a aprovação da semente na China era iminente e também minimizava a importância do mercado chinês para exportações”, disse Pizzirusso.

Desde 2011, a Syngenta vende sementes Viptera para produtores dos Estados Unidos, Argentina e Brasil com a aprovação dos governos locais. A Syngenta disse que produtores não devem contar com o governo chinês para decidir qual produto usarão em suas lavouras.

Fonte – Globo Rural / Brasilagro de 22 de outubro 2014

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