Carrinhos elétricos para Estudantes são atrações na Oficina de Trânsito da VIAPAR

Carrinhos elétricos para Estudantes são atrações na Oficina de Trânsito da VIAPAR

Os seis protótipos cedidos pela empresa Renault, que passam a ser utilizados nas aulas de educação no trânsito são totalmente seguros; não passam dos 4 km/h

A alegria das crianças na aula inaugural da Oficina de Trânsito da concessionária VIAPAR, ocorrida na manhã desta quarta-feira (27), com os seis carrinhos elétricos cedidos em comodato pelo Instituto Renault ao projeto, foi um dos pontos altos do evento. Um dos primeiros a pilotar a protótipo, o pequeno Giovani da Silva Marçal, 9 anos, aluno da 4º série do ensino fundamental da Escola Municipal Paulo Freire, de Iguatemi, município de Maringá, disse: “É a segunda vez que participo da Oficina. Com os carrinhos é mais gostoso, parece que você está dirigindo um carro de verdade”. Cabem dois alunos em cada carrinho e um deles dirige, com um instrutor acompanhando de perto. A velocidade não passa de 4 quilômetros por hora, com total segurança.

As aulas práticas são realizadas na minirodovia localizada na sede da concessionária, em Maringá. O espaço é similar a uma via verdadeira com semáforo, faixa de pedestre, rampa de acessibilidade, passarela, sinalização vertical e horizontal. E não para por aí. Além do conteúdo prático, as crianças assistem aulas teóricas com um instrutor da Secretaria de Trânsito e Segurança de Maringá (Setrans), que também é parceira da iniciativa. Por fim, visitam o Centro de Controle e Operações (CCO) da concessionária, recebem material didático, brindes e um lanche. “A questão trânsito já é trabalhada em sala de aula, porém aqui é tratada de uma maneira mais aprofundada. A empresa está de parabéns por contribuir com a educação no trânsito”, frisou a diretora da escola, Rosangela Perin Casarotto. A instituição possui 163 estudantes matriculados.

A solenidade que estabeleceu o Instituto Renault como parceiro do projeto contou com a presença de dezenas de pessoas, entre elas diretores das empresas VIAPAR e Renault, Prefeitura de Maringá, convidados e imprensa. Com isso, Maringá passa a integrar essa iniciativa mundial da Renault, de ceder os pequenos veículos que, em 16 anos, já alcançou 35 países. “Agradeço a confiança da VIAPAR e Prefeitura de Maringá que realizam este projeto. A Renault entende que nossa missão não é somente desenvolver veículos de qualidade, mas também contribuir com o desenvolvimento da sociedade, por isso o instituto foi criado faz cinco anos. A união de nossas forças vai possibilitar, no futuro, motoristas mais conscientes”, destacou o presidente da Renault do Brasil e do Instituto Renault, Fabrice Cambolive.

Os alunos do 4º ano do ensino fundamental serão o enfoque inicial do projeto. A capacitação dos educadores vem sendo desenvolvida em Maringá desde fevereiro. Ao todo, 35 professores e 15 agentes de trânsito receberam a formação para atuar. Eles vão utilizar kits ilustrados produzidos pelo próprio Instituto. De fácil compreensão, empregam diferentes ferramentas pedagógicas, adaptadas à realidade brasileira pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), com chancela do Departamento Nacional do Trânsito. “Hoje as crianças tem a possibilidade de trafegar por estradas de qualidade em nossa região. Isso é importante, mas infelizmente ainda presenciamos muitos acidentes graves, por isso é essencial que a educação no trânsito seja trabalhada de forma mais efetiva. Parabenizo os envolvidos por este convênio, que com certeza vai beneficiar a todos”, citou o prefeito de Maringá em exercício, Cláudio Ferdinandi.

A concessionária VIAPAR é uma das pioneiras em Maringá em educação no trânsito. Há 13 anos a Oficina de Trânsito atende não apenas escolas públicas como também particulares. Mais de 40 mil estudantes já participaram do projeto. “Começamos de forma modesta com uma minipista, mas aos poucos o projeto foi se estruturando, até chegar aos moldes de hoje. Dos primeiros alunos, com certeza, muitos já estão habilitados e acreditamos mais conscientes. Essa é a missão desse projeto, que passa contar com novos parceiros. Agradeço a todos os envolvidos pela confiança”, comentou o presidente da concessionária de rodovias VIAPAR, Camilo Carvalho.

SERVIÇO – O projeto é oferecido gratuitamente. Para participar basta entrar em contato pelo telefone 44 3033-6031. Falar com Priscila.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR

Como a economia circular pode revolucionar a indústria e criar riqueza através dos resíduos

A economia circular ganhou popularidade mundial entre as empresas nos últimos anos, graças aos seus benefícios ambientais onde os resíduos se transformam em recursos úteis para a fabricação de novos produtos. A economia circular também tem a capacidade de aumentar os lucros e a competitividade econômica das empresas, e este potencial tem sido largamente subestimado, segundo o professor Walter Stahel, amplamente considerado como um dos fundadores da economia circular.

A economia circular é um termo genérico para os modelos de negócios e processos industriais que não geram resíduos, mas sim, reutilizam os recursos naturais repetidamente. De acordo com a consultoria de gestão global Accenture, a economia circular pode adicionar cerca de US $ 6 trilhões para o crescimento econômico global em 2030. Na sua essência, a economia circular é “sobre a economia e competitividade”, segundo Walter Stahel me uma entrevista ao Eco-Business. “O impacto ecológico vem como um presente”.

A economia circular vai tornar o capitalismo mais sustentável e eficiente

O acadêmico suíço de 70 anos é conhecido por seu trabalho pioneiro sobre a extensão do ciclo de vida dos produtos, desde a década de 1970, muito antes de termos como economia circular, ciclo fechado e zero resíduos se tornarem termos usados nos negócios. Ele também é o cérebro por trás dos principais conceitos como a fabricação “do berço ao berço” (Cradle to Cradle), onde as mercadorias são feitas, desmontadas e re-transformadas em novos produtos de economia circular. Walter Stahel também criou a ideia da economia de serviços também chamada de economia do desempenho.

Este é um modelo de negócio dentro da economia circular, onde em vez de vender itens para os clientes, as empresas manterão a propriedade dos produtos físicos e os clientes pagam apenas pelo uso que delas derivam. Isso estimula as empresas a tornarem seus produtos mais duráveis pelo maior tempo possível. Isso ajuda a diminuir a obsolescência programada que é a principal responsável pelas toneladas de resíduos que vão parar nos ateros anualmente.

Um exemplo da economia de serviços é a fabricante de pneus Michelin, que vende quilometragem para seus clientes, e não pneus. Quando um pneu não está mais em condições de circular, a empresa simplesmente os substitui para os clientes, fazendo o recauchutamento e reparo dos pneus velhos em suas próprias oficinas. Outro exemplo disso são os carros autônomos elétricos que estarão nas ruas em poucos anos. Esses veículos farão parte das frotas de empresas de compartilhamento como a UBER, para atender aos clientes. Ter a posse de um automóvel não vai ser mais vantagem.

Arquiteto de formação, Walter Stahel vem alertando desde 1976 das vantagens financeiras e ambientais da economia circular na qual argumenta que fabricar carros, objetos e edifícios mais duradouros e mais fáceis de desmontar, pode criar mais postos de trabalho e, simultaneamente, reduzir o consumo de energia, água e utilização dos recursos. Em 1982, ele passou a criar um centro de pesquisa, o Product-Life Institute em Genebra, com o economista italiano Orio Giarini. A missão da organização é desenvolver modelos de negócios para reutilizar produtos, estender os ciclos de vida dos produtos e evitar o desperdício.

Desde então, muitas multinacionais tem abraçado este modelo de negócio como a empresa de computadores americana Dell, que começou um sistema de reciclagem de plástico para seus aparelhos, a gigante automobilística Renault coleta peças de automóveis usadas e as reutiliza em novas máquinas, a gigante do fast fashion sueca H & M recicla roupas usadas, esses são apenas alguns exemplos. Mas ainda assim, a maioria das empresas e os governos não compreenderam totalmente a escala de oportunidades que pode ser gerada pela economia circular, diz Walter Stahel.

Competitividade circular

A nível nacional, os países podem aumentar a sua competitividade econômica através do apoio a uma mudança para processos industriais que minimizam o desperdício e concentram-se na recuperação de recursos, diz Walter Stahel. Isso ocorre porque a economia circular, com seu foco na reciclagem, desenvolvimento de competências e de inovação, é com certeza mais trabalhoso do que o modelo linear de “extração, fabricação e descarte”, mas tem a vantagem de produzir gastando muito menos água, energia e matéria prima.

A diminuição dos recursos naturais também levaram muitos países a procurar maneiras de aumentar a sua capacidade de resistência a um défice no fornecimento de matérias-primas industriais. Assim, reciclar os resíduos pós-industrializados para fazer novos produtos é uma solução barata e eficaz.

Enquanto isso, as empresas vão descobrir que os recursos naturais virgens se tornarão cada vez mais caros e onerosos para se obter devido às várias regras sobre sua origem ambiental e a problemas causados pelas mudanças climáticas. Ao reutilizar materiais existentes, as empresas podem evitar os problemas e custos de aquisição de novas matérias-primas. Aproveitar 100 % dos recursos em novos produtos promete ser bem lucrativo no final.

Por exemplo, as empresas ainda estão procurando um modelo adequado que permita aos fabricantes de várias indústrias assumir a responsabilidade por todo o ciclo de vida de seu produto e ainda fazer um lucro ao fabricá-lo. Hoje, muitos fabricantes estão buscando os investimentos necessários para fazer isso, incluindo melhores matérias-primas, logística para recuperá-los no final da sua vida útil e a tecnologia para reutilizá-los em novos produtos. Mas esse é o futuro de toda a indústria.

Existe também um potencial para desenvolver novas formas para quebrar itens ao seu nível molecular, tais como a quebra de ligas metálicas ou polímeros orgânicos para obter seus componentes individuais, o que poderia ajudar a abrir novos mercados mundiais. No sistema de economia de serviços, a propriedade dos bens não é mais transferida para os clientes, e esse é o modelo de negócio mais lucrativo da economia circular, segundo Walter Stahel.

Nestes modelos de negócios onde as empresas tem a propriedade das mercadorias, elas têm uma capacidade garantida para recuperar todos os materiais usados para fazer o item, e como resultado, as empresas também ficam protegidas contra os picos repentinos nos preços das commodities. Felizmente, os governos ao redor do mundo estão lentamente tomando conhecimento da importância ambiental e econômica da economia circular.

A gestão dos resíduos de forma responsável é importante não só para os objetivos de sustentabilidade das empresas, mas também cria uma infinidade de oportunidades econômicas. Se as empresas e os governos se comprometem a integrar conceitos circulares e economia de serviços em seus modelos de trabalho, vamos ver “saltos quânticos” na competitividade dos governos e empresas, finaliza Walter Stahel .

Fonte – Renato Cunha, Stylo Urbano

Agroecologia e alimentação

O vídeo Comida que Alimenta é uma realização do Centro Sabiá, vinculado ao projeto Trabalho, Renda e Sustentabilidade no Campo, patrocinado pela Petrobras. O projeto busca fortalecer as experiências de agricultura Agroflorestal de base Agroecológica na Zona da Mata Sul de Pernambuco, além de ter um forte componente de agregação de valor à produção da agricultura familiar desse território, com a instalação de Unidades de Beneficiamento de frutas e de mel, para atender principalmente as compras institucionais via Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e o mercado turístico do território. Além de buscar fortalecer a estratégia de comercialização direta produtor / consumidor via Feiras Agroecológicas.

Fonte – Centro Sabiá

Crianças terão aulas de trânsito com carrinhos elétricos

Oficina de Trânsito estabelece parceria com Instituto Renault

A montadora de veículos doou seis carrinhos elétricos que vão auxiliar nas aulas praticas

A Oficina de Trânsito Rodoviário da concessionária VIAPAR contará com uma novidade a partir desta quarta-feira (27). Este trabalho, que já é feito em parceria com as secretarias de Educação e Trânsito de Maringá, passa a ter mais um envolvido: o Instituto Renault, o qual doou seis carrinhos elétricos para serem utilizados pelas crianças na mini-rodovia, espaço similar a uma estrada verdadeira, onde são realizadas aulas práticas de educação no trânsito. A parceria foi estabelecida por meio do programa ‘O Trânsito e Eu’, uma maneira que a montadora encontrou para mudar a realidade das ruas e estradas no país.

Desta forma, Maringá entra em definitivo nesta iniciativa mundial da Renault, que, em 16 anos, já alcançou 35 países e beneficiou cerca de 13 milhões de crianças. Neste espaço, que reproduz as condições das cidades, os estudantes vivenciam de forma lúdica situações de mobilidade coletiva e individual, o que inclui conduzir os carrinhos elétricos com um colega de carona, exercitar a intermodalidade, fazendo parte dos percursos de bicicleta e a pé, convivendo e respeitando as diferenças com idosos e deficientes físicos e visuais. Além disso, participam de aula teórica, recebem brindes e um saboroso lanche. O treinamento e a capacitação de educadores formam a etapa inicial do programa, que vem sendo desenvolvida em Maringá desde fevereiro. Ao todo, 35 professores e 15 agentes de trânsito já receberam a formação para atuar.

Os alunos do 4º ano do ensino fundamental serão o enfoque inicial do projeto. Os instrutores utilizam kits ilustrados produzidos pelo próprio Instituto. De fácil compreensão, são elaborados por educadores e empregam diferentes ferramentas pedagógicas, adaptadas à realidade brasileira pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) com chancela do Departamento Nacional do Trânsito. “Sem sombra de dúvidas é um projeto maravilhoso que vem beneficiando muitas pessoas. Por conta disso adianto que vamos renovar essa parceria com a VIAPAR”, revelou o secretario de Segurança e Trânsito (Setrans) de Maringá, Fábio José Ribeiro, elogiando a chegada dos carrinho elétricos. “Vão incrementar esta bela iniciativa”

Esse projeto do Instituto Renault soma à tradição da VIAPAR que mantém, há 13 anos, a Oficina de Trânsito atendendo não apenas escolas públicas como também particulares. Mais de 40 mil estudantes já percorreram a mini-rodovia na sede da empresa em Maringá, muitos deles inclusive já com habilitação em mãos. “Ter a prefeitura de Maringá e a Renault como parceiros mostra a importância deste projeto na formação da cidadania”, frisou o presidente da concessionária de rodovias VIAPAR, Camilo Carvalho.

Evento

A cerimônia de lançamento da parceria será realizada, às 8h30 da manhã, desta quarta-feira na sede da VIAPAR em Maringá. Além dos diretores da concessionária, vai contar com a participação de representantes da prefeitura municipal, Renault, além de convidados.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 26 de abril de 2016

Aquecimento poderá reduzir em até 44% a circulação das águas do Atlântico

Fonte – Agência FAPESP

Vespas e percevejos são usados como agentes de controle biológico

Fonte – Agência Fapesp

Empresa paulista produz 40 milhões de ácaros ao ano para o controle biológico

Fonte – Agência FAPESP

Suíça vai multar quem joga lixo em qualquer lugar

Muitas vezes, o lixo se acumula nos parques após festas e piqueniques

A Suíça quer adaptar as sanções contra quem suja locais públicos através da aplicação de uma multa de âmbito nacional entre 100 e 300 francos (104 e 312 dólares), além das diversas punições cantonais existentes.

O Parlamento deve aprovar neste verão a nova lei. A limpeza do lixo descartado em locais públicos custa ao país cerca de 200 milhões de francos por ano.

Mas se aprovada, a lei ainda vai ficar bem atrás de muitas multas em vigor em todo o mundo.

Singapura talvez tenha a lei mais famosa contra quem joga lixo no chão. Em 2014, o país duplicou o valor da multa para réus primários, passando para S$ 2000 (US$1500). A segunda condenação custa aos infratores S$ 4000 e, em seguida, S$ 10.000 por delitos subsequentes. Além disso, a pessoa pode ser obrigada a realizar 12 horas de serviço comunitário – limpando ruas.

A multa de AED500 (US$ 136) por jogar lixo no chão pela primeira vez em Dubai dobra para AED1000 (US$ 272) se o lixo for descartado em suas reluzentes praias. Em Abu Dhabi a multa chega a AED10000 pelo mesmo delito.

Esse tipo de lei varia muito nos Estados Unidos, com pequenas multas até casos de prisão, dependendo do grau de infração e do estado onde é cometido. Estados com elevado risco de incêndio também multam severamente quem joga o cigarro aceso no chão. Em Maryland, quem joga um lixinho no chão pode ser condenado a 30 dias de prisão.

A Itália introduziu recentemente uma série de “leis ambientais” para limpar suas ruas. Qualquer um pego jogando fora uma guimba de cigarro leva agora uma multa de € 300.

Fonte – Fernando Hirschy, por Matthew Allen, Swiss Info de 14 de 2016

Poluição à solta

O parlamento suíço proibiu a distribuição de sacolas plásticas há quase quatro anos. A lei ainda deve ser implementada, mas, entretanto, sacos de plástico continuam sendo utilizados para todos os tipos de coisas, em toda a Suíça. Confira você mesmo.

Os suíços frequentemente reutilizam sacos plásticos, transformando-os em tudo, desde capa para selim de bicicleta a improvisados chapéus. Mas as sacolas também acabam agarradas em árvores ou flutuando em rios e lagos, como o nosso fotógrafo pôde constatar durante essa fotorreportagem.

Embora o Parlamento tenha oficialmente proibido que as lojas distribuíssem sacos de plástico em 2012, eles ainda podem ser encontrados na maioria das lojas. O governo e o Ministério do Meio Ambiente ainda estão trabalhando sobre como colocar a lei em prática.

A ministra do Meio Ambiente, Doris Leuthard, disse que a proibição das sacolas plásticas era desnecessária, já que o sistema suíço de eliminação de lixo funciona muito bem.

Mas aqueles que defendem a proibição dos sacos plásticos argumentam que sua produção gasta bastante petróleo e energia, bem como é necessário centenas de anos para um saco plástico se decompor na natureza. E quando o plástico é incinerado, como a maior parte do lixo na Suíça, ele libera dioxinas no ar.

A cada ano, a Suíça utiliza 3 mil toneladas de sacos de compras, que representam 0,5% do plástico usado anualmente.

Fonte – Fotos: Christoph Balsiger, swissinfo.ch,  texto: Veronica DeVore, Swiss Info de 20 de abril de 2016

Sacola plástica é uma das maiores vilãs do meio ambiente

Para proteger meio ambiente, projetos determinam fim das sacolas plásticas

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania analisa dois projetos de lei que estabelecem o fim de sacolas de plástico, como as distribuídas em supermercados. Já há leis municipais nesse sentido, que seguem um movimento mundial, uma vez que as sacolinhas comuns são feitas a partir de petróleo ou gás natural, que são recursos não renováveis e levam até 450 anos para se decompor. Elas estão entre as grandes vilãs das enchentes nas cidades, por exemplo, pois entopem bueiros.

Usadas em supermercados, as sacolas representam 10% de todo o lixo coletado

Belo Horizonte foi a primeira cidade no país a proibir o uso de sacola plástica em supermercados do município. Cresce no Brasil todo movimento para proibir o item não reciclável

Um bilhão e meio de sacolas plásticas são consumidas no mundo por dia. Práticas, gratuitas e presentes em praticamente toda compra do brasileiro, as sacolinhas têm alto custo ambiental:
produzidas a partir de petróleo ou gás natural (recursos naturais não-renováveis), depois de usadas, em geral por uma única vez, costumam ser descartadas de maneira incorreta e levam
cerca de 450 anos para se decompor. Nesse tempo, aumentam a poluição, entopem bueiros impedindo o escoamento das águas das chuvas ou vão parar em matas, rios e oceanos, onde acabam engolidas por animais que morrem sufocados ou presos nelas. Poucas chegam a ser recicladas.

Não à toa ganharam status de vilãs do meio ambiente. Já há algum tempo há uma mobilização social para acabar com elas. — Retirar as sacolas plásticas de circulação traz como principal
vantagem a preservação do meio ambiente, a despoluição, porque essas sacolas formam uma camada plástica de impermeabilização no solo, além de causar também efeitos de gases poluentes na atmosfera — alerta a coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade da Universidade de Brasília (UnB), professora Izabel Zanetti.

A cidade de Belo Horizonte foi a primeira a proibir a distribuição das sacolas, com a Lei Municipal 9.529/2008, que obriga a substituição do uso de embalagens plásticas por sacos e sacolas ecológicas. Em abril, a Prefeitura de São Paulo divulgou um balanço do primeiro ano em vigor da Lei Municipal 15.374/2011, que proíbe a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da capital. A lei havia sido aprovada em 2011, mas passou por questionamentos judiciais e só pode ser regulamentada em fevereiro do ano passado.

Os dados da prefeitura paulista na mostram uma redução de 70% nas sacolas tradicionais — que passaram a ser substituídas por dois novos modelos: um verde, destinado ao descarte de itens recicláveis, e outro cinza, para o descarte dos demais resíduos, incluindo orgânico, papel higiênico, fralda e absorventes.

Não nos esqueçamos que a lei do Kassab era ótima, mas para beneficiar alguns, o atual prefeito Haddad destruiu a lei na regulamentação e prejudicou o meio ambiente.

Também agora em abril, o movimento pelo fim das sacolas plásticas ganhou a adesão da Apple, a gigante norte-americana, considerada uma das maiores empresas do mundo em valor de mercado. Em uma nova política de preservação do meio ambiente, a Apple começa em abril a substituir suas tradicionais sacolinhas com logotipo por outras de papel reciclado. Além disso, os vendedores serão orientados a, no ato da compra, consultar o cliente para saber se quer a sacola ou se prefere colocar seu produto diretamente na bolsa ou mochila.

A pergunta mais simples da história: você precisa de sacola?

Projetos de lei visam estimular uso de plástico reciclável

No Senado, o trabalho pelo fim das sacolas plásticas está presente em duas propostas em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ): os Projetos de Lei do Senado (PLSs) 322/2011 e 439/2012.

De autoria do senador licenciado Eduardo Braga, atual ministro de Minas e Energia, o primeiro projeto proíbe a utilização, fabricação, importação, comercialização e distribuição de qualquer sacola que tenha polietileno, propileno e polipropileno na composição.

Já o segundo, criado por estudante que integrou o Projeto Jovem Senador, prevê a substituição nos estabelecimentos comerciais das sacolas plásticas comuns por sacolas reutilizáveis, confeccionadas em material reciclável e resistente ao uso, num prazo de cinco anos.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde os projetos terão de ser analisados, o senador Otto Alencar (PSDBA) acredita que proibir a circulação das sacolas plásticas é fundamental para conservação do meio ambiente. O senador relata que, principalmente nas cidades de interior, onde não há coleta seletiva de lixo ou um aterro sanitário para descarte adequado dos dejetos, os sacos plásticos acabam descartados de qualquer jeito.

— Acho que essa proibição já deveria ter sido feita há muito tempo. As pessoas jogam o saco em qualquer lugar, fazem isso sem consciência do que pode acontecer e geram uma série de problemas. O governo deveria fazer também uma campanha educacional para que as pessoas tomem consciência da gravidade desse comportamento — pondera o senador, que conta já ter adquirido o hábito de, ao ir a uma farmácia, por exemplo, dispensar a sacolinha e carregar o medicamento nas mãos ou no bolso.

Redução

Hábito semelhante tem a dona de casa Patrícia Cardoso, moradora de Brasília, que há cerca de três anos reduziu consumo de sacolas plásticas. Patrícia conta que sua meta principal é diminuir a produção de lixo da casa e, em decorrência disso, já consegue usar menos sacolas.

— Eu levo um carrinho para compras na feira, tenho sacolas retornáveis para o supermercado e também uso caixas de papelão. Posso dizer que alcancei uma redução de 80% no consumo dessas sacolinhas — comemora.

As poucas sacolas que recebe nas compras, em casos pontuais ou numa emergência, usa para descartar o lixo molhado. Patrícia garante que o novo hábito não exigiu nenhum esforço grandioso. Foi apenas uma questão de ajustes no comportamento, como lembrar de levar a sacola retornável sempre que saía às compras e de recusar os sacos ao embalar produtos. Hoje, garante, essas ações já se tornaram automáticas.

Plenário durante sessão especial do Projeto Jovem Senador; e senador Otto Alencar, presidente da Comissão do Meio Ambiente e defensor do fim das sacolinhas

Campanha educativa garante novos hábitos

O consultor legislativo do Senado Luiz Beltrão, da área de meio ambiente, lembra que existem três tipos de políticas adotadas para mudar um hábito. A primeira delas é a política de comando e controle, por exemplo, leis que preveem multas e fiscalização, como as que terão origem a partir dos projetos do Senado. Um segundo tipo de política é a da medida econômica, como a cobrança das sacolas plásticas, o que impacta no bolso do consumidor, obrigando-o a repensar o uso das sacolas. O terceiro tipo são as políticas educativas: campanhas institucionais, mensagens e placas no mercado, propagandas na televisão e, acima de tudo, educação nas escolas.

— Se a gente não atingir as gerações mais novas, se nas escolas o tema não for tratado, outras medidas não vão adiantar. A reutilização e a reciclagem são o segundo, o terceiro passo. O primeiro passo é não gerar (o lixo poluente). A nossa educação ambiental tem de atacar o problema na raiz — reforça Beltrão.

A professora Izabel Zanetti também concorda com a necessidade de uma atuação casada entre Legislativo e Executivo. Ela considera que é importante ter a lei disciplinando a questão, mas é preciso também campanhas educacionais com a população — nas escolas e comunidades — e com os próprios governantes.

A proibição das sacolas plásticas já é prevista em lei em pelo menos 20 das 27 capitais brasileiras. A medida também foi adotada em dezenas de países pelo mundo. Na Irlanda, considerada um dos melhores exemplos de extinção das sacolas plásticas, elas passaram a ser cobradas em 2002 — por meio de um imposto batizado de Plas Tax, no valor de 22 centavos de euro por sacola — e, desde então, tiveram o consumo reduzido em mais de 90%.

Na China, onde cerca de 3 bilhões de sacolas eram consumidas por dia, a distribuição gratuita foi proibida. Já Chile e Alemanha incentivaram os comerciantes a oferecer aos clientes alternativa ao plástico, como sacolas de pano e caixas. Na França, o incentivo é para empresas que produzem sacolas biodegradáveis, que ganham benefícios para produzir mais. No Reino Unido, as sete maiores redes de supermercado fecharam acordo voluntário com o governo para reduzir o uso das sacolas plásticas em 50%. Em Bangladesh, uma lei federal proibiu totalmente o uso das sacolas.

Além deles, países como Canadá, Suécia, Estados Unidos, Austrália, Finlândia, Quênia, Taiwan, Ruanda e África do Sul também criaram leis para redução do consumo das sacolas plásticas.

Caminhão de lixo no DF: apenas 1.322 municípios, pouco mais de 20% do total, possuem sistema de coleta seletiva de lixo

Reutilização de sacolas esbarra em coleta ruim

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as sacolas plásticas não são o maior vilão do meio ambiente. O problema maior é o consumo excessivo, aliado ao descarte inadequado. Em 2009, o ministério lançou em parceria com grandes redes de supermercado a campanha Saco é um Saco, para incentivar novos hábitos. Uma das propostas era apostar nos “Rs” do consumo consciente: recusar, reduzir, reutilizar e reciclar (veja quadro abaixo).

Os “Rs” do consumo consciente

Enquanto não há uma norma geral em todo o país tratando das sacolas plásticas no comércio, algumas atitudes podem ajudar a população a diminuir a circulação delas nas cidades

A mudança de comportamento da população também é uma das principais ações defendidas pelo Instituto Socioambiental do Plástico (Plastivida), que representa as empresas da cadeia produtiva. Segundo o presidente da entidade, Miguel Bahiense, a tríade mudanças de comportamento + sacolas de qualidade + descarte correto com reciclagem é o pilar para amenizar danos das sacolas plásticas ao meio ambiente. Bahiense explica que o instituto lançou um programa de qualidade das sacolas plásticas a fim de garantir que elas possam ser mais bem aproveitadas pelo consumidor, evitando assim o consumo excessivo. As sacolas produzidas dentro das normas da ABNT, apesar de serem de plástico comum, são mais grossas e capazes de suportar até seis quilos. Assim, o consumidor pode usar menos sacolas para carregar suas compras, além de reutilizá-las com segurança para descartar o lixo molhado.

A Plastivida destaca que a sacola plástica é utilizada por cerca de 80% da população para embalar o lixo a ser jogado fora.

Esse uso, reconhecido como uma prática aceitável pelos ambientalistas, ficaria comprometido com a saída das sacolas plásticas de circulação, já que a maioria da população não gostaria de incorporar o gasto com a compra de saco de lixo ao seu orçamento doméstico. Usar a sacola para jogar fora o lixo ou garantir que ela seja depositada nos lugares corretos para reciclagem já seriam ações de grande avanço ambiental, na avaliação da entidade.

Vamos lá. Em nome de quem a entidade fala? Dos fabricantes que não querem que seus lucros cessem ou mesmo diminuam. Preciso falar mais? Não tem legitimidade ambiental. E ele dizer que o uso como saco de lixo é aceitável para os ambientalistas, ele certamente não deveria se pronunciar em nome ambientalistas, já que não os representa. A FUNVERDE, ONG que luta contra as sacolas plásticas de uso único desde 2004 discorda totalmente desta entidade que fala em nome da indústria. Sacolas plásticas de uso único devem ser banidas para todo o sempre, até que a humanidade se esqueça que um dia foram inventadas e foram usada por um século, são totalmente dispensável e são grandes vilãs do meio ambiente.

Coleta de lixo

O descarte correto do plástico esbarra, porém, no deficiente sistema de coleta de lixo do país. Dados de 2014 do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, constataram que a prática da coleta seletiva ainda está longe da realidade da população brasileira.

O número de casas atendidas por serviços de coleta regular de lixo aumentou entre 2013 e 2014. O deficit de atendimento, no entanto, ainda é grande: 17,3 milhões de pessoas moram em regiões sem nenhum tipo de coleta, a maior parte em zonas rurais e pequenos municípios. Se a coleta regular não é universal, mais rara ainda é a seletiva, encontrada hoje em apenas 1.322 dos 5.561 municípios do país, pouco mais de 20% do total.

As informações coincidem com levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), feito no ano passado, logo após a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O estudo revelou que dos 64 milhões de toneladas de resíduos produzidos pela população, 24 milhões, ou seja, 37,5% foram enviados para destinos inadequados. A pesquisa envolveu 400 municípios, abrangendo 91,7 milhões de pessoas. Por dia, o brasileiro gera, em média, um quilo de lixo.

Para Flexa Ribeiro (PSDB-PA), também integrante da CMA, a reciclagem é o caminho ideal para o material plástico. Mas o senador reconhece que, sem a implantação da coleta seletiva, o plástico atualmente não é reciclado em quantidade suficiente para evitar a poluição. — Então, se trabalharmos para tirar as sacolas para substituí-las por um material que seja biodegradável, evidentemente que estamos trabalhando para melhorar a questão ambiental, não só no Brasil, mas no mundo.

1%! Essa é no máximo a taxa de reciclagem de sacolas plásticas de uso único. E isso sendo bem otimista.

Fonte – Paola Lima, Jornal do Senado de 19 de abril de 2016

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