Corbélia – BR-369 será fechada parcialmente por quatro dias

Atenção usuário, programe a viagem. É que nos dias 21, 22, 23 e 24 de maio a concessionária de rodovias Viapar fará a instalação de 18 vigas pré-moldadas de concreto na BR-369 Sul, no trecho urbano de Corbélia.

Para a execução deste serviço haverá a necessidade de interrupção parcial da pista marginal esquerda – aproximadamente 15 minutos para o transporte de cada viga.

Os trabalhos vão ter início às 7 horas se estendendo até às 18 horas.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 18 de maio de 2018

Grupo de São Paulo terá frota de 200 caminhões elétricos

ctv-bed-bydImportado. Valente (à esq.) e Roma com o novo caminhão Foto: André Akio Shinozuka

Corpus Saneamento, que atua em cidades de SP e ES, fechou encomenda com a chinesa BYD e terá a maior número de veículos fora da China

INDAIATUBA – A Corpus Saneamento e Obras, empresa que atua na coleta, transporte e destinação de resíduos em seis municípios de São Paulo e em Vitória (ES), encomendou 200 caminhões elétricos para substituir, gradualmente, parte de sua frota movida a diesel. Além de não emitirem poluição, os veículos são mais silenciosos e econômicos.

Inicialmente os veículos serão importados da matriz da BYD, na China, mas o grupo estuda a fabricação local em sua filial de Campinas (SP), onde produz ônibus elétricos desde 2015. Os primeiros 21 caminhões serão entregues em setembro. Outros 60 chegarão em 2019 e os demais ao longo dos quatro anos seguintes.

“Com essa aquisição a Corpus será a maior frotista de caminhões elétricos fora da China”, diz o diretor de vendas da BYD, Carlos Roma. Segundo ele, a empresa aguarda a nova política industrial para o setor automotivo, chamada de Rota 2030, para definir se produzirá os veículos no País futuramente.

Hoje, o veículo importado é isento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas recolhe 35% de Imposto de Importação (II). O transporte é feito de navio e leva cerca de 30 dias para chegar ao Brasil.

O presidente da Corpus, Cineas Feijó Valente, não divulga o investimento na compra dos caminhões, chamados de eT8A, mas informa que, no mercado, cada um custa R$ 1,5 milhão. A versão movida a diesel custa entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. O contrato com a BYD prevê o pagamento de 20% de entrada e o restante será financiado pela própria montadora.

A Corpus testou um exemplar do caminhão nos últimos dois anos na coleta de lixo em Indaiatuba, onde está a sede da empresa. Com a economia de combustível de 65% por km rodado em relação ao modelo a diesel, além de custos menores em manutenção (a pastilha de freio, por exemplo, dura quatro vezes mais), o grupo calcula que o retorno do investimento ocorre em até sete anos.

“Vamos tentar reduzir esse prazo para cinco anos, que é o tempo de retorno para um veículo a diesel”, diz João Francisco Paschoalini, diretor operacional da Corpus

A própria empresa desenvolveu o compactador de lixo acoplado ao caminhão e também movido a eletricidade, “bem mais silencioso do que o comum”. A solução, diz Roma, será inclusive adotada pela BYD.

A Corpus foi fundada em 1987 por Valente, hoje com 87 anos. Tem frota de 400 veículos, sendo 300 caminhões, e emprega 8 mil pessoas. O nome da empresa aparece em investigação por fraude em licitações do Consórcio Soma, do qual tem 18% de participação. O grupo informa que “trabalha dentro dos critérios da legalidade”.

Várias montadoras disputam segmento de caminhões elétricos

No Brasil, a MAN, da Volks, mostrou no ano passado caminhão leve elétrico desenvolvido em Resende (RJ)

Várias montadoras, entre as quais Volvo e Tesla, trabalham no desenvolvimento de caminhões elétricos, a maioria para início de produção na Europa e Estados Unidos em 2019. No Brasil, a MAN – fabricante de caminhões e ônibus da Volkswagen –, mostrou no ano passado um caminhão leve elétrico, o e-Delivery, desenvolvido na fábrica de Resende (RJ). A previsão do grupo é iniciar operação em frotas piloto ainda neste ano.

A maioria das empresas aguarda a publicação do programa Rota 2030, prevista para os próximos dias, para decidir políticas locais para elétricos e híbridos.

No caso dos automóveis, é esperada uma redução de 25% para 7% na alíquota do IPI. No primeiro quadrimestre foram vendidos no País 1.260 veículos elétricos e híbridos, 70% a mais ante igual período de 2017.

A BYD tem capacidade anual para 300 ônibus elétricos na fábrica de Campinas, em um turno, e espera vender este ano 100 unidades. A empresa também produz módulos solares fotovoltaicos e vai inaugurar, no fim do ano, uma fábrica de baterias de lítio em Manaus (AM). Também vende rebocadores e automóveis elétricos, como o sedã e6. “Além dos caminhões, também avaliamos a produção local de automóveis”, informa Tyler Li, presidente da BYD do Brasil.

Outra iniciativa de uso de veículos elétricos em São Paulo vem do grupo Urbano, que opera com compartilhamento há seis meses. A empresa tem 65 automóveis, dos quais cinco elétricos da BMW. “A previsão era ter 20, mas não há disponibilidade no mercado”, informa Vini Romano, diretor de marketing. “Agora aguardamos o Rota 2030 para importar 100 unidades do Smart elétrico”, diz.

A Elektra, importadora de carros da Tesla desde o fim de 2016, vendeu oito modelos S e X, que custam entre R$ 450 mil e R$ 1,2 milhão. Em até dois meses chegarão ao País dois Model 3, último lançamento da marca, também na faixa de R$ 450 mil.

Fonte – Cleide Silva, O Estado de S. Paulo de 12 de maio de 2018

Clique no link da matéria para assistir ao vídeo do caminhão em funcionamento.

Estudo mostra que crianças criadas em fazendas são mais saudáveis

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Os cientistas há muito tempo especulam que, quanto mais “sujo” for o ambiente em que crescemos — com vários germes de diferentes pessoas e até animais —, melhores serão o nosso sistema imunológico e nossa saúde física. Um novo estudo publicado na segunda-feira (30) na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, fornece evidências iniciais de que um mundo sujo pode ser melhor até para a nossa saúde mental.

A hipótese da higiene, como é chamada, diz que nosso sistema imunológico precisa lutar contra germes relativamente inofensivos e substâncias estranhas (incluindo alimentos como o amendoim) em seus primeiros anos para que possa se calibrar. Sem esse treinamento, ele pode se tornar muito sensível e reagir exageradamente a coisas que não deveria, como poeira doméstica e pólen, levando a alergias e asma. Várias pesquisas mostraram que crescer em um ambiente rural, ou com animais de estimação, está associado a taxas mais baixas de doenças autoimunes, enquanto as taxas de alergias e distúrbios autoimunes têm subido constantemente nas áreas urbanas.

Vários dos autores do novo estudo, em particular Christopher Lowry, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder, teorizaram, há uma década, que um mundo excessivamente higiênico também poderia influenciar nosso risco de certas doenças psiquiátricas, como depressão e estresse pós-traumático. Se for verdade, isso ajudaria a explicar por que as taxas de doenças psiquiátricas são mais comuns entre as pessoas que vivem em áreas urbanas.

Mas os cientistas só foram testar essa teoria diretamente quando Lowry colaborou com pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha.

Neste último estudo, os pesquisadores recrutaram 40 homens jovens e saudáveis da Alemanha para participarem do experimento. Metade dos homens disse que havia sido criada (até os 15 anos) em uma fazenda com muitos animais, enquanto a outra metade foi criada em uma cidade sem animais de estimação. Ambos os grupos tiveram seu sangue e saliva coletados antes e em vários pontos durante o experimento.

Foi pedido aos voluntários que completassem uma série de tarefas destinadas a estressá-los: primeiro, eles fizeram um discurso na frente de pessoas de jalecos sobre por que mereciam seu emprego dos sonhos. Então, eles tiveram que contar de trás para frente, de 17 em 17, a partir de 3.079.

Depois dos testes, os homens que haviam sido criados nas cidades, em média, apresentaram níveis mais elevados de certas células sanguíneas e proteínas no sangue. Esses componentes específicos do sistema imune, conhecidos como células mononucleares do sangue periférico (PBMCs, na sigla em inglês) e interleucina 6, indicam uma forte resposta imune inflamatória. Os homens da cidade também apresentaram níveis elevados desses marcadores por mais tempo — pelo menos até duas horas, quando pararam de ter seu sangue coletado.

Embora a inflamação seja uma parte crucial de um sistema imunológico saudável, pesquisas anteriores sugeriram que pessoas com níveis baixos e crônicos de inflamação têm maior risco de desenvolver transtornos mentais, como a depressão aguda. As descobertas do estudo sugerem que as pessoas criadas na cidade podem ser mais propensas a se encaixar nesse grupo, embora mais pesquisas sejam necessárias para estabelecer definitivamente essa conexão.

“Em nosso campo de pesquisa, esse teste de estresse social é a maneira mais eficaz de induzir uma resposta ao estresse neuroendócrino. E também sabemos que ele induz uma resposta pró-inflamatória em humanos que é exagerada em pessoas que têm transtorno depressivo agudo, por exemplo”, disse Lowry ao Gizmodo.

No entanto, o estudo também teve alguns resultados contraintuitivos. Homens criados em fazendas, em média, relataram que se sentiram mais estressados pelas tarefas do que os homens da cidade. E eles realmente apresentaram níveis maiores de cortisol, um hormônio indicativo de estresse, em sua saliva. Essa descoberta aparentemente contrária poderia ser explicada pelo fato de que nossas reações ao estresse podem se manifestar por meio de sistemas corporais interconectados que funcionam de forma independente uns dos outros. O cortisol é um componente-chave do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, uma via que percorre nosso cérebro e nossas glândulas hormonais e que regula tudo, desde a digestão até a reação de fuga e luta. A presença de PBMCs e interleucinas causada por uma resposta imune hiperativa ao estresse pode não afetar os níveis de cortisol e vice-versa.

Existem limitações importantes ao estudo, como o tamanho pequeno da amostra e a falta de mulheres, que são mais propensas do que os homens a relatar doenças mentais. A conexão entre o local onde crescemos e a saúde mental posterior pode também ter mais a ver com os benefícios psicológicos bem documentados de viver perto da natureza do que seu efeito direto sobre nosso sistema imunológico, disse Lowry.

Lowry e sua equipe se apressam para advertir que seu trabalho não confirmou qualquer ligação entre higiene e saúde mental, pelo menos não ainda. Porém, considerando que mais e mais famílias estão se mudando para as cidades, eles acreditam que suas pesquisas podem ter implicações enormes.

“É potencialmente alarmante, por várias razões”, disse Lowry. “Há um enorme aumento na urbanização em todo o mundo, e, em 2050, espera-se que dois terços da população mundial vivam nas cidades. Então, estamos gradualmente mudando para uma existência que cria um descompasso entre nosso passado evolucionário e o relacionamento coevoluído com coisas como microrganismos.”

“Uma coisa que podemos antecipar é que, de alguma forma, teremos que compensar essa falta de exposição, especialmente durante o desenvolvimento, a esses microrganismos”, acrescentou Lowry. “E a estratégia para fazer isso não está bem clara… Esperamos poder resolver isso com o tempo.”

A seguir, os autores planejam estudar grupos maiores de pessoas, incluindo mulheres, que vivem em diferentes áreas do mundo. E eles esperam destacar se é a exposição a animais (que incluem animais de estimação, não apenas animais de fazenda) ou outros aspectos da vida rural que explicam o vínculo.

Fontes – Proceedings of the National Academy of Science / Ed Cara, Gizmodo de 01 de maio de 2018

PL altera a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, para determinar que os fabricantes de produtos industrializados utilizem plásticos biodegradáveis como insumo

Outro projeto de lei importante da Senadora Rose de Freitas obriga que fabricantes industriais devem utilizar plásticos biodegradáveis como insumo na produção de suas mercadorias

Não é possível que as empresas continuem a poluir e matar a vida selvagem do planeta com suas embalagens plásticas que nunca são coletadas e recicladas e viram lixo plástico.

Parabéns e coragem senadora! Você e seus colegas vão sofrer pressão do setor plástico, principalmente daqueles que defendem os interesses de empresas do Grupo Odebrecht.

Mandem e-mails apoiando a senadora Rose de Freitas contra a pressão dos interesses dos plásticos mortais. Essa lei é urgente para salvar a vida selvagem, despoluir os oceanos e acabar com os tóxicos microplásticos não biodegradáveis.

Cinco anos para a poluição acabar quando ela pode acabar amanhã? Não é muito tempo? rose.freitas@senadora.leg.br

***

https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=5961191&disposition=inline

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º O art. 31 da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:

“Art. 31. ………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………….

§ 1 o Os fabricantes industriais devem utilizar plásticos biodegradáveis como insumo na produção de suas mercadorias.

§ 2 o É proibida a adição de metais pesados na fabricação de plásticos oxi-biodeogradáveis.“ (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor após decorridos cinco anos de sua publicação oficial.

Fique tranquila senadora. Existe norma ABNT PE-308.01 para os plásticos oxibiodegradáveis e quando certificados eles são seguros e não contém metais pesados.

Justificativa

O plástico, pela sua durabilidade, é muito utilizado em atividades industriais, medicina ou acondicionamento de alimentos e compras. É difícil imaginar o mundo moderno sem o uso de plásticos.

No entanto, como os plásticos demoram mais de 100 anos para se desintegrarem, a sua durabilidade tornar-se um problema. A reduzida taxa de degradação e a gestão incorreta dos resíduos de plástico promove a dispersão de plásticos pelo ambiente, onde eles se fragmentam em pequenos pedaços que se acumulam. Desse modo, os plásticos causam impactos negativos para a saúde humana e animal, economia e meio ambiente.

Nos oceanos, a poluição por plásticos tem consequências danosas para os animais aquáticos. Muitos deles morrem asfixiados ou por ingestão de fragmentos maiores, ao passo que as micropartículas acabam se acumulando e contaminando a cadeia alimentar marinha.

Os plásticos também são impermeáveis e, por isso, retém a água e causam a impermeabilização do solo e dos depósitos de lixo, dificultando a biodegradação dos resíduos orgânicos. Esses resíduos orgânicos em decomposição, sob condições de alta umidade, emitem gás metano, que é vinte vezes mais forte que o gás carbônico na geração de efeito estufa.

Torna-se, portanto, necessário tomar medidas para evitar a contaminação do solo e dos oceanos pelos materiais plásticos. Para isso, urge substituir os plásticos atuais por plásticos que sofrem decomposição pela atividade de bactérias e fungos. Esses plásticos são produzidos a partir de matéria orgânica vegetal (bioplásticos) ou pela adição de sais metálicos que promovem a degradação de plásticos comuns (plásticos oxi-biodegradáveis).

Sendo assim, apresentamos o presente Projeto de Lei do Senado que altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 – com o objetivo de exigir que os fabricantes de produtos industrializados utilizem plásticos biodegradáveis como insumo. Além disso, devemos tomar o cuidado para que os plásticos oxi-biodegradáveis não contenham metais pesados, que são danosos para a saúde humana.

Finalmente, para permitir a adequada regulamentação da norma e a adaptação do sistema produtivo, estabelecemos um período de cinco anos de vacatio legis, até a entrada em vigor da lei ora proposta.

Por todas essas razões, pedimos o apoio das Senhoras e Senhores Senadores para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões, Senadora ROSE DE FREITAS

Descubra a quantidade de lixo produzido por uma pessoa diariamente no Brasil

O Brasil produz 64 milhões de toneladas de lixo diariamente, sendo que 24 milhões são descartadas de maneira inadequada. Imagem: iStock / Getty Images Plus / Peter Horrox

A quantidade de lixo produzido diariamente no mundo é um dos mais sérios problemas da sociedade humana. A mudança da cultura de subsistência para a cultura intensiva e industrial, aliada ao aumento da expectativa de vida das populações e à explosão demográfica, intensificou de forma descontrolada o consumo de produtos.

Os hábitos de consumo da sociedade lideram a lista dos principais indutores da degradação ambiental. A indústria produz cada vez mais itens para atender a demanda da sociedade consumidora, o que implica em uma maior produção de embalagens e gasto de energia.

Não é apenas o consumo desenfreado que gera uma grande quantidade de lixo: toda atividade humana gera detritos de alguma maneira, sejam eles orgânicos ou sólidos. Para complicar a situação, vale ter em mente que práticas simples e desejáveis — como a separação do lixo e encaminhamento para reciclagem e descarte inteligente por parte das empresas — ainda estão longe de fazer parte da rotina diária.

Qual a quantidade de lixo produzido por pessoa no Brasil?

Em geral, todo o lixo produzido por um cidadão comum acaba indo parar nos lixões, o que contribui para o aumento da poluição e leva à ocorrência de alagamentos e diversos outros problemas que afetam milhares de vida e espalham doenças. Além disso, o descarte inadequado é responsável pela morte de milhões de animais, entre peixes e pássaros.

Em 2012, apenas no Brasil foram produzidas 64 milhões de toneladas de resíduos, dos quais 24 milhões de toneladas foram descartadas de forma inadequada. No mesmo ano, a estimativa era de que cada brasileiro gerasse, em média, 383 kg de lixo ao longo dos 365 dias. Só a cidade de São Paulo, a maior do país, produz 56 mil toneladas de lixo diariamente.

Estima-se que o Brasil produza, a cada 24 horas, 240 mil toneladas de lixo. O dado mais alarmante é que em 20 anos, entre 1982 e 2012, dobrou a quantidade de lixo gerado por pessoa. São números impressionantes, que refletem o quanto o ser humano precisa reciclar a si próprio, reformando seus hábitos, suas atitudes e sua visão de mundo, tendo em vista a perenidade do planeta e da própria espécie.

Como solucionar o problema do lixo?

A principal solução para tentar minimizar a grande quantidade de lixo gerada pela sociedade está na conscientização ambiental e no incremento dos esforços governamentais — que precisam incentivar, regulamentar, fiscalizar, punir e educar a população a respeito das condutas corretas no que diz respeito ao trato e descarte de resíduos.

Infelizmente, ainda há um grande entrave para este problema, que consiste no conflito entre o consumismo e as ações de preservação ambiental. Por isso, o ideal é que as empresas busquem por maneiras de adaptar suas atividades a uma condição de não agressão ao meio ambiente. O maior ponto de conflito, entretanto, está no consumo em si, responsável pelo lucro das empresas e duplamente responsável pela multiplicação de lixo.

Nesse sentido, o uso de embalagens retornáveis e processos de logística reversa são fundamentais para minimizar a produção de lixo e combater os impactos ambientais associados ao acúmulo de resíduos.

Fonte – Pensamento Verde de 08 de maio de 2018

O Perigo dos Ftalatos

ftalato

Você sabia que os plásticos (ou mais precisamente, os ftalatos) são considerados o poluidor número um ao corpo humano?
Mas afinal, o que é ftalato?
Os ftalatos são um conjunto de substâncias capazes de tornar plásticos rígidos em plásticos maleáveis.
Presentes nos materiais de construção e até em embalagens alimentares, os produtos que contêm ftalatos podem contaminar o ser humano.
Como os ftalatos saem do plástico, eles entram em contato com o alimento que será ingerido por nós. Atenção especial deve ser dada para alimentos gordurosos que vêm acondicionados em embalagens plásticas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os ftalatos são moléculas parecidas com as de gordura, e podem facilmente ligar-se a elas nos alimentos.
Essa substância química também está presentes em itens que você não consideraria plásticos, como pesticidas, detergentes, cosméticos, medicamentos, até mesmo no shampoo!
Muito provavelmente você não sabia das informações acima porque também não tem consciência dos enormes danos que eles nos causam!
Vou citar alguns:
1: Os ftalatos prejudicam a química dos ácidos graxos, em especial o ácido graxo DHA, fundamental para o revestimento celular ou membrana. Este ácido graxo é a base para a saúde cerebral, incluindo memória!
2: Os ftalatos podem criar uma deficiência de zinco que compromete o metabolismo das vitaminas A e B6. Por sua vez, isso pode levar a condições como indigestão, depressão, doenças cardíacas, câncer, diabetes e envelhecimento acelerado. Como observação, a combinação de baixo teor de zinco e baixo DHA pode levar à inflamação crônica, uma das patologias subjacentes mais comuns da maioria das doenças, levando a doenças autoimunes (artrite reumatoide, esclerose múltipla) ao câncer e doenças cardíacas.
3: Os ftalatos foram considerados responsáveis por danificar o pâncreas levando ao diabetes, resistência à insulina e síndrome metabólica.
4: Os ftalatos danificam a função hormonal, especialmente a tireoide e a testosterona.
5: Os ftalatos podem desequilibrar a química do colesterol; elevando ele e, ao mesmo tempo, evitando que ele forme os “hormônios felizes (neurotransmissores) do cérebro.
6: Os ftalatos podem danificar a capacidade do corpo de produzir a enzima catalase, absolutamente essencial para eliminar o peróxido de hidrogênio que as células cancerosas produzem para criar metástases ou se espalharem por todo o corpo. A falta de catalase é uma razão pela qual muitos tipos de câncer parecem estar em remissão após os tratamentos, apenas para ressurgir meses ou anos depois com consequências letais.
Muitas doenças nunca serão curadas até que os ftalatos sejam eliminados.
E aí, agora que você já está ciente do poder que os plásticos têm em nos fazer mal, vai continuar esquentando e resfriando seus alimentos neles?
Fonte – Dra Gabriela Castello Branco, Nutrindo Ideais de 14 de dezembro de 2017

Cientistas projetam uma Amazônia seca no futuro

Resultado de imagem para amazonia secaCriança carrega água para beber no Lago do Aleixo, em Manaus (AM), após a lagoa secar devido a vazante (Foto: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Estudo conduzido pela UCI examina o papel de árvores na transferência global de chuvas

Os modelos climáticos prevêem que um aumento nos gases de efeito estufa secará a floresta amazônica no futuro, ao mesmo tempo em que causará condições mais úmidas nas florestas da África e da Indonésia. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Irvine e outras instituições identificaram um fator inesperado, mas importante, nessa mudança de precipitação mundial: a resposta direta das próprias florestas a níveis mais altos de dióxido de carbono.

“As pessoas tendem a pensar que a maior parte da ruptura virá do calor que entra nos oceanos, o que, por sua vez, alterará os padrões de vento”, disse James Randerson, presidente da UCI na Ralph J. & Carol M. Cicerone. “Descobrimos que mudanças em larga escala na precipitação podem, em parte, ser atribuídas à maneira como as florestas tropicais respondem à superabundância de dióxido de carbono que os seres humanos emitem na atmosfera, particularmente em florestas densas na Amazônia e em toda a Ásia.”

Um novo estudo conduzido pelo ex-aluno de pós-doutorado da UCI Gabriel Kooperman e publicado hoje na revista Nature Climate Change , demonstra que as interações entre as florestas tropicais e o aumento dos níveis de CO2 contribuirão para um padrão assimétrico de mudança da precipitação nos trópicos.

Em muitos aspectos da ciência do sistema terrestre, os efeitos locais de fatores ambientais podem afetar regiões distantes através de sua influência na circulação e no movimento da umidade na atmosfera. O grupo liderado pela UCI prevê uma cascata de eventos similar, começando com estômatos, pequenas estruturas na parte inferior das folhas que se abrem e fecham para que as plantas absorvam o CO 2 que precisam crescer – e que também liberam vapor de água.

Quando mais CO2 está presente, esses orifícios não abrem tão amplamente, o que reduz a quantidade de água evaporada na atmosfera. Segundo os pesquisadores, esse pequeno processo no nível da planta, multiplicado pela floresta, causará mudanças na atmosfera, afetando a maneira como os ventos sopram e o fluxo de umidade vindo do oceano.

“Em muitas regiões de florestas tropicais, a umidade fornecida pela transpiração, que conecta a água subterrânea no nível da raiz diretamente à atmosfera quando é puxada até as folhas, pode contribuir tanto quanto a umidade evaporada do oceano que chove de volta a uma dada localização – que é a reciclagem de floresta tropical normal ”, disse Kooperman, agora professor assistente de geografia e ciências atmosféricas na Universidade da Geórgia .

“Mas com maior CO2 , árvores e florestas evaporam menos umidade no ar, então menos nuvens são formadas acima da Amazônia”, disse ele. “E, em vez de [juntar-se às nuvens geralmente abundantes e] chover sobre a floresta, o vapor do Oceano Atlântico sopra pelo continente sul-americano até a Cordilheira dos Andes, onde desce como chuva nas encostas das montanhas, com benefício limitado. para a floresta tropical na bacia amazônica ”.

Esta receita para a seca na América do Sul é exclusiva da Amazônia e distintamente diferente de um aumento na precipitação prevista sobre florestas na África Central e no continente marítimo, uma vasta área entre os oceanos Pacífico e Índico que inclui a Malásia, Papua Nova Guiné e arquipélago indonésio povoado.

Randerson disse que a redução na evaporação levará ao aquecimento das florestas em ilhas como Bornéu, Java e Sumatra, que são cercadas por ar úmido acima das superfícies quentes do oceano. “Você terá um contraste mais forte no aquecimento das ilhas em comparação com o oceano nas proximidades, e assim aumentará a brisa natural do oceano, puxando mais umidade desses sistemas oceânicos vizinhos para aumentar a chuva sobre as florestas”, disse ele. .

O projeto de pesquisa, que usou uma combinação de simulações padrão fornecidas através do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados Fase 5 e simulações com o Modelo de Sistema de Terra da Comunidade, revelou que a resposta da vegetação tropical a um CO2 mais alto pode ser um importante condutor da mudança climática nos trópicos, de acordo com Kooperman.

Ele também destacou o fato de que as secas e mortalidade florestal resultantes na Amazônia e um potencial aumento de inundações em outras florestas tropicais podem ter um impacto sobre a biodiversidade, disponibilidade de água doce e suprimentos de alimentos para populações economicamente vulneráveis.

Este estudo foi apoiado pela Fundação Gordon e Betty Moore e pelo Departamento de Energia dos EUA e envolveu pesquisadores do Oak Ridge National Laboratory; a Universidade do Tennessee, Knoxville; Lawrence Berkeley National Laboratory; o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica; e a Universidade de Washington.

Referência

Forest response to rising CO2 drives zonally asymmetric rainfall change over tropical land. Gabriel J. Kooperman, Yang Chen, Forrest M. Hoffman, Charles D. Koven, Keith Lindsay, Michael S. Pritchard, Abigail L. S. Swann & James T. Randerson. Nature Climate Changevolume 8, pages434–440 (2018). doi:10.1038/s41558-018-0144-7. https://www.nature.com/articles/s41558-018-0144-7

Fonte – University of California, Irvine / tradução e edição Henrique Cortez, EcoDebate de 02 de maio de 2018

Perigo escondido – cientistas alertam para os problemas causados pelos ftalatos, compostos químicos presentes em garrafas plásticas, cosméticos, brinquedos e perfumes

Crianças participam de manifestação nos Estados Unidos contra o uso de ftalatos na fabricação de brinquedos | Crianças participam de manifestação nos Estados Unidos contra o uso de ftalatos na fabricação de brinquedos

Não importa o quão cuidadosos somos com nossa saúde, nossos corpos certamente estão repletos de compostos químicos nocivos chamados ftalatos (phthalates). Eles são praticamente onipresentes na vida moderna, sendo encontrados em garrafas plásticas, cosméticos, alguns brinquedos, condicionadores de cabelo e perfumes. Muitos cientistas associam esses compostos a vários males, desde deformidades sexuais em bebês até a obesidade e diabete.

O problema é que os ftalatos suprimem os hormônios masculinos e, às vezes, imitam os femininos. Compostos químicos chamados de perturbadores endócrinos, acredita-se, explicam a proliferação de peixes “intersexuados” – peixes em que os machos produzem ovos – assim como deformidades sexuais em animais e seres humanos. Os ftalatos (pronuncia-se talatos) estão entre os perturbadores endócrinos mais comuns, além de serem do tipo mais difícil de se evitar. Eles estão presentes até na água de torneira, e os níveis sobem de forma galopante em certos tipos de garrafas plásticas de água.

Estes compostos podem não trazer mal a nós, adultos, mas com crianças a situação é diferente. Em meninas, as pesquisas revelam que os ftalatos podem favorecer a puberdade precoce. Entretanto, os mais vulneráveis são os fetos masculinos durante o primeiro trimestre de gravidez, época em que o sexo está se diferenciando. Os pesquisadores estão convencidos de que os ftalatos podem “feminilizar” os fetos neste estágio.

“Alguns ftalatos usados com frequência podem diminuir a virilidade em humanos”, concluiu uma pesquisa realizada pela Universidade de Rochester. O estudo baseou suas conclusões, em parte, em medições da “distância anugenital” – a distância entre o ânus e os genitais, que normalmente é o dobro nos homens do que é nas mulheres. Alguns pesquisadores acreditam que a redução desta distância em indivíduos masculinos reflete uma “feminilização” da anatomia masculina.

Os pesquisadores descobriram que mulheres grávidas que apresentavam uma maior concentração de ftalatos em seus organismos davam à luz bebês com uma distância anugenital mais curta. É possível que tal mudança não traga qualquer implicação ao desenvolvimento dessas crianças. Porém foi observado que os bebês do sexo masculino com menor distância anugenital apresentaram maiores possibilidades de ter testículos não-descendentes e menor volume peniano. Além disso, os ftalatos estão associados à baixa contagem de espermatozóides ou baixa qualidade do esperma em humanos.

Na China, cientistas descobriram que as fêmeas de ratos que receberam ftalatos deram à luz filhotes com uma deformidade peniana chamada hipospádia – caso em que a uretra sai pela lateral ou na base do pênis, e não na ponta. Muitos outros estudos com animais em todo o mundo obtiveram resultados semelhantes.

Alguns endocrinologistas utilizam o termo “síndrome do ftalato” para se referir à maioria dos casos envolvendo hipospádia ou testículos não descendentes.

“Dados de estudos científicos apontam para uma relação entre o desenvolvimento embrionário adverso e a exposição a ftalatos”, concluiu um artigo publicado recentemente pela revista Trends in Endocrinology and Metabolism.

A Endocrine Society – entidade composta de milhares de médicos da especialidade – publicou em junho último um aviso alarmante de que os perturbadores endócrinos, entre eles os ftalatos, representam uma “grande preocupação à saúde pública”.

Uma das charadas para cientistas e jornalistas é como chamar a atenção para estes riscos sem fazer sensacionalismo em torno de perigos que possam nem existir. Todavia, é cada dia mais comum ver endocrinologistas concluírem que as evidências apontam para se tomar certos cuidados.

É verdade também que existem vários artigos científicos questionando até que ponto os perturbadores endócrinos estão ligados à obesidade, autismo e alergias, apesar de as evidências nesses casos serem menos sólidas do que nos casos de anormalidades genitais e baixa contagem de espermatozóides.

O Conselho de Química Norte-Americano sugere que os ftalatos não representam um problema. Para a instituição, esses compostos não se soltam de produtos tão facilmente e são rapidamente eliminados pelo organismo humano. A indústria química apontou um estudo aparentemente reconfortante, publicado no Journal of Urology (Jornal de Urologia), que indica que casos de hipospádia não aumentaram no estado de Nova Iorque (mesmo apesar de pesquisas diferentes apontarem aumento dos casos nos EUA e também na Dinamarca).

James Yager, professor de toxicologia na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, concorda que existem enormes incertezas neste campo, mas acredita que gestantes e crianças devem tomar certas precauções. “Quando minha mulher estava grávida, nos preocupávamos com bebidas e cigarro. Hoje, estaríamos mais preocupados com a exposição a químicos como os ftalatos, presentes nas mamadeiras”, diz.

Theo Colborn, fundadora do Endocrine Disruption Exchange, vai mais longe. Ela incentiva os pesquisadores a jogar fora garrafas plásticas de água e as substituir por jarras de aço inox. “Eu não possuo utensílios ou recipientes plásticos em casa. Uso vidro”, afirma a cientista.

Certos ftalatos foram proibidos nos brinquedos vendidos nos EUA, mas as crianças continuam expostas a estes compostos químicos desde o momento em que são concebidas. Dr. Ted Schettler, da Science and Environmental Health Network, afirma que a forma dos agentes do governo examinar os riscos (estudando o impacto de um composto químico por vez) está errada, considerando que as pessoas são expostas a um verdadeiro coquetel químico todos os dias. Regular o uso de compostos é tão patético, de acordo com ele, que não é necessário nem divulgar quais produtos contém ftalatos.

Se terroristas estivessem contaminando nossa água com ftalatos, seríamos atingidos de forma cruel e teríamos de gastar bilhões de dólares para garantir a segurança. Entretanto, os riscos disto acontecer são menores do que envenenarmos a nós mesmos.

Fontes – The New York Times / tradução Thiago Ferreira, Gazeta do Povo de 17 julho de 2009

Quer proteger os oceanos e a vida marinha? Deixe de usar estes 10 produtos de plástico

Se quer substituir artigos do quotidiano por alternativas mais sustentáveis, a lista que se segue é para si. Quantos destes artigos ainda usa?

Os artigos descartáveis de plástico que usamos quase todos os dias não desaparecem quando acabamos de os usar e nos livramos deles. Uma garrafa de plástico pode demorar 450 anos a decompor-se, o que quer dizer que a garrafa que comprou ontem pode permanecer no planeta até 2468.

Todos os anos, despejamos mais de oito milhões de toneladas de resíduos plásticos nos oceanos. Estes resíduos são perigosos para a vida marinha: os animais ficam presos neles ou ingerem-nos, morrendo estrangulados, com lesões ou de fome.

Podemos ajudar a prevenir que o lixo vá parar às praias e aos oceanos, reduzindo a nossa dependência deste material, procurando e desenvolvendo materiais sustentáveis alternativos.

“Trata-se de fazer mudanças na nossa vida profissional e pessoal”, disse Cyrill Gutsch, fundador da organização Parley for the Ocean. “Seja persistente. Seja exigente e peça alternativas [no supermercado]. Peça e peça e peça e nem vai acreditar na rapidez com que as coisas começam a mudar.”
Foto: Vaidehi Shah/Flickr

No entanto, a luta contra a poluição por resíduos plásticos não se pode ganhar apenas com ações individuais. Os governos e as empresas precisam de ter um papel mais ativo quando se trata de salvaguardar o futuro dos nossos oceanos.

Se quiser substituir artigos do seu quotidiano por alternativas mais sustentáveis, a lista que se segue é para si. Quantos destes artigos ainda usa?

1 Escova de dentes de plástico

Pode trocar a sua escova de dentes de plástico por uma alternativa mais sustentável feita de bambu. Já existem várias marcas no mercado – por exemplo, a The Bam & Boo Toothbrush, a Babu, a Hydrophil, entre outras.


Foto: Greenpeace 

2 Palhinhas ou canudos de plástico

Segundo o Serviço Nacional de Parques dos EUA, podiam encher-se 125 autocarros escolares só com as palhinhas que os norte-americanos usam num dia (500 milhões). As palhinhas são um dos detritos mais frequentemente encontrados nas praias em todo o mundo e representam uma ameaça para a vida marinha. Felizmente, são fáceis de recusar.

Se, por razões de saúde, necessitar de usar palhinhas, escolha alternativas de papel, inox, vidro ou bambu, como as da ECO Brotbox, Sorbos, Bambu e U-Konserve.

3 Talheres e pratos descartáveis de plástico

As imagens de talheres à deriva no mar das Caraíbas deviam fazer-nos pensar duas vezes antes de usarmos estes artigos. Opte por usar pratos e talheres tradicionais, mas se precisar mesmo de artigos de mesa descartáveis, escolha uns feitos de materiais compostáveis, como o farelo de trigo ou o bambu. Também pode levar consigo na sua carteira uma colher-garfo (“spork”).

Biotrem é uma marca que fabrica pratos e talheres descartáveis e biodegradáveis de farelo de trigo e a Evoware tem copos descartáveis e comestíveis feitos de algas e ingredientes naturais.


Foto: Caroline Power 

4 Copos take-away

Estes copos são feitos de papel mas são revestidos com plástico, o que os impermeabiliza mas também torna difíceis de reciclar. Só na Austrália são usados mil milhões de copos descartáveis de café por ano.
Leve consigo um copo reutilizável. Algumas cadeias de cafetarias e de fast food, como a Pret a Manger e a Starbucks, já oferecem descontos aos clientes que levam consigo copos reutilizáveis.

5 Garrafas de água de plástico

No mundo, produzem-se quase 20 mil garrafas de plástico por segundo, usam-se um milhão por minuto e não nos devemos esquecer que 91% do plástico que usamos não é reciclado.
As garrafas de plástico e as suas tampas costumam estar no top 10 dos detritos encontrados durante as limpezas de praias e são frequentemente descobertas nos estômagos de aves e até peixes.

Beba água da torneira ou leve consigo uma garrafa reutilizável. Encha-a em bebedouros públicos, cafés ou no trabalho.

6 Sacos de compras de plástico

Estes produtos são uma grande ameaça para a vida selvagem: são responsáveis por estrangular tartarugas, asfixiar leões-marinhos e fazer com que golfinhos e baleias morram de fome. Precisa de mais razões para deixar de os usar? Veja o vídeo abaixo.

Leve consigo um saco reutilizável feito, por exemplo, de tecido. Tenha vários sacos no carro. Para pesar os legumes ou frutas, use sacos de rede.

7 Embalagens para comida take-away

Em Portugal, usam-se 40 milhões de embalagens de take-away por ano.
Tenha, no seu carro, um kit com um termos reutilizável, recipientes e talheres (sem serem de plástico) e guardanapos de pano prontos para quando quiser comprar comida take-away ou para quando quiser levar sobras de uma refeição no restaurante para casa.

8 “Tupperwares” de plástico

Em vez de optar por guardar a sua comida em recipientes de plástico, use uns de vidro ou inox.

9 Detergentes e produtos de cuidado pessoal embalados em plástico

Opte por comprar sabonetes e “champôs sólidos”, em vez de produtos líquidos de cuidado pessoal que vêm embalados em plástico. Pode consultar esta lista de champôs sólidos.
Para as máquinas de lavar, compre detergentes com caixas de cartão em vez de cápsulas embaladas em plástico.

10 Cotonetes com haste de plástico

De acordo com a Sociedade para a Conservação Marinha do Reino Unido, as cotonetes perfazem 60% do lixo proveniente das águas residuais encontrado nas praias. A Escócia vai proibir o fabrico e venda de cotonetes com haste de plástico, o que, segundo os ativistas, reduzirá para metade a poluição marinha por resíduos plásticos gerada pelo país.
Escolha cotonetes com haste de papel ou de bambu. Algumas marcas que fabricam estes produtos são a Douce Nature e a Hydrophil, entre outras.

Lembre-se de reduzir e recusar primeiro. A reciclagem deve ser encarada como uma última opção.

“[Quando se recicla] não se está a fazer algo de positivo pelo ambiente. Só se está a fazer algo que é menos mau”, explica Adam Minter, escritor e ativista. “Se queremos mesmo lidar com o problema dos resíduos que estamos a enfrentar, precisamos de pensar melhor sobre a natureza do próprio consumo.”

Fonte – The UniPlanet de 06 de maio de 2018

PL sobre a obrigatoriedade da utilização de materiais biodegradáveis na composição de utensílios descartáveis destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo

Projeto da Senadora Rose de Freitas sobre utensílios descartáveis biodegradáveis é do bem, atual com o resto do mundo e tem tudo para proteger o meio ambiente. É especialmente bom pois vai desfazer a lei absurda votada pelos deputados do estado do Rio que instituíram a poluição por plástico não biodegradável que mata e polui.

Parabéns e coragem senadora! Você e seus colegas vão sofrer pressão do setor plástico, principalmente daqueles que defendem os interesses de empresas do Grupo Odebrecht.

Mandem e-mails apoiando a senadora Rose de Freitas contra a pressão dos interesses dos plásticos mortais. Essa lei é urgente para salvar a vida selvagem, despoluir os oceanos e acabar com os tóxicos microplásticos não biodegradáveis.

Dez anos para a poluição acabar quando ela pode acabar amanhã? Não é muito tempo? rose.freitas@senadora.leg.br

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Projeto de Lei do Senado n° 92, de 2018

Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de materiais biodegradáveis na composição de utensílios descartáveis destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo.

Explicação da Ementa: Estabelece cronograma de dez anos contados da publicação da lei, para a completa eliminação do plástico não biodegradável da composição de pratos, copos, bandejas, talheres, canudos e outros utensílios destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Esta Lei institui a obrigatoriedade da utilização de materiais biodegradáveis na composição de utensílios descartáveis destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo.

Art. 2º É obrigatória a utilização de materiais biodegradáveis na composição de pratos, copos, talheres, canudos, bandejas e demais utensílios descartáveis destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo.

Parágrafo único. O percentual mínimo exigido de materiais biodegradáveis na composição dos utensílios mencionados no caput aumentará progressivamente da seguinte forma:

I – vinte por cento, a partir da data do início da vigência desta Lei;

II – cinquenta por cento, após decorridos dois anos da data do início da vigência desta Lei;

III – sessenta por cento, após decorridos quatro anos da data do início da vigência desta Lei;

IV– oitenta por cento, após decorridos seis anos da data do início da vigência desta Lei; 2

V – cem por cento, após decorridos oito anos da data do início da vigência desta Lei.

Art. 3º É proibido produzir, importar, exportar ou comercializar os utensílios referidos no art. 2º que estejam em desacordo com o percentual mínimo exigido de materiais biodegradáveis em sua composição.

Art. 4º O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita os infratores às penas estabelecidas no art. 56 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e às sanções administrativas previstas no art. 56 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor após decorridos dois anos da data de sua publicação oficial.

Justificativa

A utilização de plástico em suas diversas aplicações tornou-se um dos maiores problemas ambientais da atualidade. O baixo custo e a praticidade proporcionada por embalagens e utensílios de plástico, especialmente os que são descartáveis, fizeram explodir a produção e o consumo desse material no mundo todo.

Os índices de reciclagem de utensílios plásticos descartáveis são baixíssimos. Do ponto de vista econômico, é praticamente inviável a reciclagem de copos, pratos, talheres e canudos descartáveis. O fato de esses produtos geralmente serem descartados sujos de resíduos de alimentos, o que constitui contaminação para a indústria da reciclagem, implica a necessidade de lavagem para descontaminação, o que gera altos custos e grande consumo de água, inviabilizando o retorno desses materiais ao ciclo industrial. Estima-se que cerca de 1% apenas dos utensílios descartáveis utilizados no consumo de alimentos sejam reciclados nos países desenvolvidos. Esse percentual certamente é mais baixo no Brasil.

O destino dos utensílios plásticos descartáveis é o ambiente. Quando são destinados a aterros, esses resíduos não se decompõem rapidamente, pois não são biodegradáveis. O tempo de degradação de materiais plásticos de origem petroquímica chega a centenas de anos. A vida útil dos aterros acaba comprometida pelo grande volume de plástico e pela interferência negativa que esse material causa na decomposição de resíduos orgânicos quando a esses é misturado.

A impossibilidade logística de se proceder à destinação correta de milhões de toneladas de plástico descartado diariamente em todo o mundo faz com que os corpos hídricos se tornem grandes acumuladores de plástico. Os destinos finais de grande parte dos utensílios que ingenuamente utilizamos ao fazer um lanche ou tomar uma bebida são os rios, lagos, mares e oceanos. Nossos hábitos de consumo, pautados pela pressa e pela praticidade, estão comprometendo a vida marinha de maneira extremamente grave.

Há áreas marinhas em algumas partes do planeta que se converteram em enormes depósitos de plástico. Animais marinhos, como aves, tartarugas e peixes, confundem fragmentos de plástico com alimento e morrem ao ingerir esse material devido à obstrução no sistema digestório. Além disso, a ação de raios ultravioleta e outros fatores físicos presentes no ambiente fragmentam continuamente o material plástico existente na água, facilitando sua dispersão nos vários níveis da cadeia trófica e em todos os ambientes.

Pesquisas recentes demonstram que o problema é bem mais grave do que se pensava. Análises mostram que muitas amostras de água tratada, em diversos países do mundo, estão contaminadas por microplásticos. Isso significa que os sistemas convencionais de tratamento não são eficazes em retirar resíduos de plástico da água e que, portanto, estamos ingerindo plástico diariamente, sem saber as consequências disso para a saúde humana.

Diante desse cenário desolador, urge criar regramentos que conduzam à eliminação do uso do plástico petroquímico na composição de utensílios descartáveis. Já existe tecnologia para o uso de materiais biodegradáveis na composição desses produtos, porém os custos ainda são bem superiores aos dos materiais tradicionais. O mercado disponibiliza atualmente algumas alternativas, como o poliácido láctico, o plástico de açúcar e o amido termoplástico, obtidos por meio de processos industriais que utilizam matérias primas de fontes renováveis, como milho, cana-deaçúcar, mandioca, beterraba, entre outras. O papel e o papelão, também, são matérias primas biodegradáveis aplicáveis a esse segmento industrial. Há inclusive produtos inovadores e promissores que, apesar de pouco conhecidos, já estão sendo comercializados em alguns países, como pratos feitos de papelão e folhas de árvores e canudos comestíveis.

Uma legislação que estabeleça prazos e percentuais de utilização de material biodegradável na produção de utensílios descartáveis, 4 além de proteger o meio ambiente, induzirá o avanço tecnológico nessa área e a redução de custos por meio do ganho de escala. O Brasil, sendo uma das maiores economias do mundo, precisa dar sua contribuição para a mitigação da contaminação por plástico nos oceanos e nos organismos, a exemplo de países como a França que, em 2016, editou legislação estabelecendo a obrigatoriedade do uso de materiais biodegradáveis na produção de utensílios descartáveis.

Com esse intuito, apresentamos esta proposição, que estabelece um cronograma de dez anos contados da publicação da lei, para a completa eliminação do plástico não biodegradável da composição de pratos, copos, bandejas, talheres, canudos e outros utensílios destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o consumo. O prazo proposto, com escalonamento progressivo, permitirá que a indústria se adapte, de modo a não haver impacto abrupto que poderia comprometer a economia.

Sala das Sessões, Senadora ROSE DE FREITAS

Enquanto no Rio os deputados se renderam, esta senadora pensa no planeta e seus habitantes. Tomara que passe a lei e que a máfia do plástico não atravesse para defender seus interesses.