Apocalipse das abelhas: estudo de pesquisadores poloneses encontra 57 tipos de agrotóxicos em abelhas européias

A ideia de que o uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos está tendo um efeito devastador sobre a população de abelhas em todo o mundo não é nova.  Agora, a partir da publicação de um artigo cientifico na revista “Journal of Chomotography A” um grupo de pesquisadores poloneses do “National Veterinary Research Institute” está demonstrado que o problema é muito maior do que havia sido demonstrado até agora pela ciência.

É que graças a um novo método analítico desenvolvido pela equipe liderada por Tomasz Kilijanek se tornou possível analisar de forma simultânea uma ampla gama de substâncias presentes numa única amostra (no caso mais de 200 agrotóxicos).  Para validar esse método, a equipe de pesquisadores utilizou 74 espécimes das abelhas européias que haviam morrido por envenenamento por agrotóxicos (Apis Mellifera) e chegou a um resultado impressionante: em 73 dos indivíduos analisados foi possível detectar pelo menos um agrotóxico estudado ou um derivado dele, totalizando 57 tipos de substâncias diferentes!

Ainda que o estudo não tenha sido desenvolvido para determinar as relações existentes entre o uso de agrotóxicos e o extermínio das abelhas, os pesquisadores poloneses apontam que novos estudos serão possíveis a partir deste novo método, os quais poderão contribuir para que se saiba melhor como ocorrem as intrincadas relações entre exposição a agrotóxicos e morte das abelhas.

Muitos poderão se perguntar sobre qual é efetivamente o problema em se ter esse nível de contaminação por agrotóxicos em abelhas. Afora o fato de que estes insetos são polinizadores essenciais para a agricultura, eles representam apenas a face mais óbvia do estrago feito por agrotóxicos sobre a biodiversidade de insetos que garante um sensível balanço entre presas e predadores que se for alterada de forma de forma irreversível poderá ter efeitos totalmente devastadores para a produção de alimentos em todo o mundo.

Nunca é demais lembrar que, em que pesem as crescentes evidências de que o uso de agrotóxicos está causando este tipo de estrago, há uma forte lobby no Congresso Nacional e dentro do Ministério da Agricultura, agora liderado por Blairo Maggi, para que o Brasil passe a utilizar agrotóxicos que foram banidos em outras partes do mundo.  Em outras palavras, o risco aqui é de que o Apocalipse das abelhas seja apenas a ponta de um longo iceberg envenenado.

Fonte – Blog do Pedlowski de 05 de junho de 2016

Animação faz alerta sobre o desaparecimento das abelhas

Uma em cada três refeições comidas por seres humanos só é possível devido à polinização feita por esses insetos

Muitas colmeias já desapareceram nos últimos anos, com a queda anual estimada pelos apicultores entre 30% e 90% ao ano.

Albert Einstein é sempre associado a uma frase bastante popular que diz: “se as abelhas morrerem, os humanos morrerão em seguida nos próximos anos”. Provavelmente ele nunca tenha dito tal sentença, mas ela é verdadeira: o “trabalho” desses insetos é indispensável para a humanidade e preservação da biodiversidade do planeta.

As abelhas las estão realmente sumindo. Um vídeo criado pelo site de conteúdo científico Nova, com apoio da Academia Australiana de Ciência, explica o chamado “distúrbio do colapso das colônias” e suas consequências. Muitas colmeias já desapareceram nos últimos anos, com a queda anual estimada pelos apicultores entre 30% e 90% ao ano. Só nos Estados Unidos, havia 5 milhões de colmeias em 1988, e atualmente elas são estimadas em metade disso, 2,5 milhões.

Entre os suspeitos estão parasitas como varroa, vírus, fungos e o uso de agrotóxicos à base de neonicotinóides, aprovados no início dos anos 1990 e um dos inseticidas mais usados no mundo. Entretanto, ainda não há um consenso entre os cientistas sobre os verdadeiros culpados.

O vídeo explica que se todas as abelhas fossem exterminadas, diversas plantas morreriam ou reduziriam sua produtividade, como maçãs, cebolas, abóboras e ingredientes que compõem a ração animal, o que levaria milhões de pessoas à situação de fome. Além disso, o sumiço desses insetos também causará um forte impacto econômico. A polinização movimenta cerca de US$ 265 bilhões por ano.

“Esse é um desafio a ser superado se quisermos viver com uma relativa abundância e diversidade de alimentos”, diz um dos trechos do vídeo.

Fonte – Globo Rural de 17 de junho de 2016

Se precisar usar a legenda, mova o mouse para o canto inferior direito, clique em LEGENDAS e em seguida clique em DETALHES, LEGENDAS e escolha PORTUGUÊS.

Semam recebe doação de banners para confecção de sacolas retornáveis

Idosa segura sacola feita com material reciclável. Na sacola há o brasão da Prefeitura. Ao lado da senhora, uma mulher, que olha para dentro da sacola. Ao fundo, barraca da estação ambiental, com diversos livros, e um banner onde se lê, em letras garrafais brancas, em fundo verde; 'Estação Ambiental'. #pracegover

A Prefeitura de Santos já recebeu mais de 240 banners sem uso que resultaram na confecção de sacolas retornáveis, distribuídas a consumidores nas feira livres. A Secretaria de Meio Ambiente (Semam), responsável pelo desenvolvimento do projeto, continua aceitando doações do material para produção de mais peças.

O projeto funciona nas feiras livres com posto de coleta de óleo de cozinha e de informações sobre sustentabilidade e espaço para de troca de livros e brinquedos. Nesta quinta-feira (23), levou orientações a feirantes e consumidores na Vila Belmiro e Saboó. O público também pôde fazer troca de livros e brinquedos.

Elizabeth Oliveira, de 67 anos, aproveitou à ida a feira da Vila Belmiro para tirar dúvidas e ganhou uma sacola retornável ao responder a pesquisa sobre hábitos sustentáveis. “É ótimo para aprender e tirar dúvidas”, avalia.

Doações

Interessados em fazer doações podem ligar para 3226-8080 (falar com Lucimara). ”Além de usar os banners para fazer as sacolas, também estão sendo reaproveitadas as madeiras utilizadas nesse material de propaganda para a produção de jogos educativos”, ressaltou Nilva Nunes Campina, da Semam.

Fonte – Prefeitura de Santos

Foto – Carol Fariah

‘Moda rápida’ alimenta rede global de reciclagem de roupas

Milhares de pessoas trabalham na zona econômica especial de Kandla, na Índia, separando toneladas de roupas, de lençóis e meias a bonés de baseball.

Enquanto montanhas de roupas descartadas vindas dos Estados Unidos caem numa esteira rolante, filas de mulheres vestidas com o tradicional sári indiano separam freneticamente as peças de acordo com o tipo — camisetas em um contêiner, jeans femininos em outro. Há moletons, roupa íntima, blusões, casacos e até peles.

Essa profusão é parte das milhares de toneladas de roupas usadas que chegam mensalmente ao porto de Kandla, na costa oeste da Índia, um centro na vasta rede global que compra roupas de segunda mão em países ricos e as revende nos mercados em desenvolvimento.

“Não entendo por que as pessoas jogam fora todas essas roupas”, diz uma das separadoras, sentada no chão de um armazém durante um intervalo no trabalho. “Talvez elas não tenham tempo de lavá-las.”

Na verdade, o excesso de roupa é resultado do crescimento da chamada moda rápida, que inundou o mundo com vestuário barato, frequentemente produzido nos mesmos países de salários baixos para onde as roupas acabam voltando. Lá, elas são vendidas em mercados populares ou reprocessadas em produtos como cobertores ou enchimento de travesseiros.

Para alguns, este é um círculo virtuoso, que minimiza o desperdício, ao mesmo tempo em que cria empregos e uma fonte de roupa barata para os pobres. Mesmo varejistas como a sueca Hennes & Mauritz AB e outras já coletam roupas usadas para reciclar. Desde que começou a fazer isso em suas lojas, em 2013, a H&M já reciclou mais de 20 mil toneladas de vestuário.

“Os EUA não precisam encher seus aterros [de lixo] quando há um uso melhor para isso”, diz Jaideep Sajdeh, diretor-gerente da Texool, uma processadora de roupas de Kandla.

Mas alguns fabricantes de roupas nos mercados emergentes dizem que a oferta sem fim de vestuário afeta o crescimento da indústria têxtil local. A Índia permite o processamento e a reexportação de roupas usadas, mas proíbe sua venda no mercado doméstico, assim como muitos países preocupados com o impacto do crescimento do comércio de roupas usadas.

Tais proibições, combinadas com a desaceleração econômica em partes da África, prejudicaram a demanda. Mas as roupas continuam chegando. A maioria dos itens é depositada em cestos de doações no Ocidente e, depois, vendida por associações de caridade a intermediários.

Milhares de pessoas trabalham na zona econômica especial de Kandla, separando toneladas de peças, de lençóis e meias a bonés de baseball, no início de uma cadeia de processamento que busca extrair cada centavo possível daquele fluxo têxtil. “Nada é desperdiçado”, diz Guvinder Toor, diretor-gerente da U.S. Clothing (India) Pvt. Ltd., processadora e exportadora de roupas usadas da Índia.

Primeiro, empresários pagam às empresas de processamento pelo direito de vasculhar as pilhas de roupas em busca de moedas, relógios e outros itens de valor.

Esses trabalhadores, que ganham cerca de US$ 5 por dia — um salário acima da média na Índia —, separam as roupas em 200 categorias diferentes para a revenda. Algumas empresas têm equipes que analisam as pilhas de roupas em busca de itens de alta costura — com o auxílio de pôsteres para ajudá-los a reconhecer itens de grifes como Giorgio Armani, Hermès e Prada.

O processo de separação tem várias etapas. Equipes de empregados removem as roupas manchadas, rasgadas ou — como é o caso dos embarques dos EUA — que simplesmente sejam grandes demais para revender. Calças de homens que superam 100 cm na cintura são vendidas para reprocessamento. Para as mulheres, o limite é 80 cm.

“Os tamanhos americanos são grandes demais e ninguém pode usá-los”, diz Bhavesh Mishra, gerente da U.S. Clothing. “Noventa por cento do que exportamos é para a África e eles não pedem esses números.”

Somente cerca de 30% das roupas que chegam são boas para a revenda, dizem executivos do setor. O resto é desmontado. Botões, zíperes e fechos são reaproveitados. O tecido é cortado em trapos para serem usados em fábricas e oficinas. Partes que não servem nem para serem usadas como trapos são transformadas em fibras, que são tratadas para a produção de fios. O fio, por sua vez, é usado na fabricação de cobertores baratos para organizações de ajuda humanitária.

Há sinais de que esse sistema de reciclagem global está começando a enfrentar dificuldades. Os preços baixos do petróleo e a desaceleração da demanda chinesa tornaram cobertores novos de acrílico mais baratos do que os feitos com material reciclado.

O custo da roupa usada caiu entre 30% e 50% em relação ao ano passado, diz Sajdeh, da Texool. Estoques estão aumentando de Kandla ao Canadá e algumas empresas de reciclagem fecharam as portas no Reino Unido e outros lugares, diz Alan Wheeler, diretor da Associação de Reciclagem de Tecidos do Reino Unido. “Há uma necessidade óbvia de novos mercados para o crescimento da reciclagem”, diz ele.

Fonte – Eric Bellman, The Wall Street Journal de 28 de junho de 2016

Imagem – Allison Joyce

Dez pautas-bomba que ameaçam desmontar a legislação ambiental no país

Marco Weissheimer

No último dia 8 de junho, o promotor Daniel Martini, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, fez um alerta durante a audiência pública “Os agrotóxicos e a (in) segurança alimentar”, realizada no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa gaúcha. A legislação ambiental do país vem sendo atacada fortemente no Brasil, em especial no Congresso Nacional, inclusive com projetos que acabam com a exigência do licenciamento ambiental. Esse processo vem ocorrendo há alguns anos e atravessa todos os entes federados. Em nível municipal, estadual e federal há uma pressão para “flexibilizar”, “modernizar”, “otimizar” (algumas das palavras mais usadas) a legislação ambiental. Há uma série de pautas-bomba para a área ambiental que estão tramitando atualmente no país, várias delas propostas por parlamentares do Rio Grande do Sul. Destacamos a seguir, dez dessas propostas que, se aprovadas, podem provocar um grave retrocesso ambiental no país, conforme alerta feito pelo MP.

(1) PEC 65/2012 (Senador Acir Gurgacz, PDT/RO) – Acaba, na prática, com o licenciamento ambiental

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, em maio, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2012, que prevê que a simples apresentação do Estudo de Impacto Ambiental é suficiente para garantir a obra, que não poderá mais ser suspensa ou cancelada por esse motivo. Na prática, a proposta do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) acaba com o licenciamento ambiental como ele é feito hoje ao acrescentar esse parágrafo no artigo 225 da Constituição Federal:

A apresentação do estudo prévio de impacto ambiental importa autorização para a execução da obra, que não poderá ser suspensa ou cancelada pelas mesmas razões a não ser em face de fato superveniente.

Na justificativa da proposta, Gurgacz diz que uma vez iniciada a obra após a concessão da licença ambiental, ela “não poderá ser suspensa ou cancelada senão em face de fatos novos”. Mas enquanto a justificativa menciona licença, o texto da PEC fala em estudo prévio de impacto ambiental. Licença ambiental é um ato administrativo em que o órgão ambiental autoriza uma determinada obra. Já o estudo de impacto ambiental é o que o empreendedor apresenta para comprovar que sua obra tem viabilidade ambiental. Esse estudo é apresentado antes da emissão da licença prévia. Conforme a redação da proposta, a mera entrega do estudo de impacto ambiental seria suficiente para aprovar a obra, dispensando o processo de licenciamento ambiental. O relator da proposta é o senador Blairo Maggi (PR-MT).

(2) PL 654/2015 (Senador Romero Jucá, PMDB/RR) – flexibiliza o licenciamento ambiental para obras consideradas prioritárias

O projeto de Romero Jucá acelera a liberação de licenças ambientais para grandes empreendimentos de infraestrutura. Esse PL integra a chamada Agenda Brasil — um pacote com 27 propostas com o objetivo de estancar a crise política e estimular o crescimento da economia. Um dos pontos da chamada Agenda Brasil era justamente adotar um prazo para concessão de licenças ambientais para obras do PAC e dos programas de concessão de serviços públicos.

O projeto define 230 dias como tempo máximo entre o pedido do empreendedor e a emissão de licenças ambientais feita pelo órgão licenciador para obras de infraestrutura consideradas estratégicas e de interesse nacional. Se o órgão não se manifestar até o vencimento do prazo, a licença é aprovada automaticamente. A lista desses projetos é ampla: obras e empreendimentos dos sistemas: viário, hidroviário, ferroviário e aeroviário; portos e instalações portuárias; energia e telecomunicações vão ser analisados rapidamente. Para esses empreendimentos, deixaria de valer a exigência das três etapas do licenciamento ambiental (licenças prévia, de instalação e de operação)

(3) Emenda à MP 712/2016 (Deputado federal Valdir Colatto, PMDB/SC) – autoriza a pulverização aérea em áreas urbanas

O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) apresentou proposta de emenda à Medida Provisória 712/2016, que estabelece medidas de vigilância em saúde para combater o mosquito Aedes aegypti, incluindo a possibilidade de aviões fazerem a aplicação de inseticidas em áreas urbanas. A ideia partiu do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) que defende a pulverização aérea em áreas urbanas nas operações contra a dengue, chikungunya e zika vírus. A proposta do Sindag é aplicar pelo ar os mesmos inseticidas hoje usados nos equipamentos terrestres (os chamados fumacês). A emenda do deputado Valdir Colatto já foi aprovada no Congresso e está nas mãos de Michel Temer.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou nota oficial contra a proposta afirmando que ela tem “elevado potencial de causar graves doenças nos seres humanos, extinção de espécies e perdas econômicas”. “A pulverização aérea para controle de vetores apresenta potencial ainda maior de causar danos sobre a saúde, o ambiente e a economia local e nacional. Isso porque o volume será pulverizado diretamente sobre regiões habitadas, atingindo residências, escolas, creches, hospitais, clubes de esporte, feiras, comércio de rua e ambientes naturais, meios aquáticos como lagos e lagoas, além de centrais de fornecimento de água para consumo humano”, afirma a nota.

(4) PL 4148/2008 (Deputado federal Luiz Carlos Heinze, PP/RS) – Fim da rotulagem dos alimentos transgênicos

Esse PL altera as regras de rotulagem dos produtos produzidos à base de transgênicos, modificando o artigo 40 da Lei 11.105 – conhecida como “Lei de Biossegurança” – e praticamente revogando o Decreto 4.680, que regulamenta o direito à informação sobre “alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados”. Entre outras determinações, o projeto estabelece que apenas os produtos que apresentem 1% ou mais de elementos transgênicos em sua composição final – estes terão de ser detectados em análise específica – sejam identificados ao consumidor. Além disso, desobriga a presença do símbolo hoje utilizado para caracterizar a transgenia: o triângulo amarelo dentro do qual há a letra “T” em preto, já conhecido por grande parte das pessoas. A espécie doadora do gene também não precisaria mais ser informada.

(5) Projeto de Lei (PL) nº 3.200/2015 (Deputado federal Covatti Filho, PP/RS) – Muda a denominação dos agrotóxicos e enfraquece os mecanismos de controle sobre os mesmos.

Esse PL muda o processo de controle de registros de agrotóxicos pelo poder público, concentrando-o no Ministério da Agricultura e Abastecimento por meio da criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito). Essa Comissão teria uma série de competências, em especial, as de avaliar e emitir pareceres conclusivos sobre os registros de agrotóxicos, retirando do processo de aprovação a participação do Ibama e da Anvisa. O projeto também propõe a mudança da nomenclatura de agrotóxicos para “defensivos fitossanitários” e redefine e omite conceitos já consolidados na legislação, deixando lacunas que promoverão um vazio legal.

(6) PL 8062/2014 (Deputado federal Alceu Moreira, PMDB/RS) – Repassa da União para os Estados atribuição de definir o que é necessário para licenciamento

Esse projeto distribui para os entes federados a competência de definir quais empreendimentos devem estar sujeitos a licenciamento ambiental. Já há um voto no STF estabelecendo que os estados não podem ter normas menos restritivas que as normas federais. A União não pode repassar para os estados a competência de definir se é necessário ou não licenciamento ambiental para a construção de uma usina hidroelétrica. Na avaliação do Ministério Público, o objetivo desse e de outros projetos é encontrar um argumento para não fazer o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima).

(7) PL 603/2015 (Senador Delcídio Amaral, PT/MS) – altera licenciamento ambiental de obras na área de energia

“Disciplina” o licenciamento ambiental dos aproveitamentos de potenciais hidroenergéticos considerados estratégicos e estruturantes, cria mecanismos para “otimizar” o planejamento do aproveitamento dos potenciais de energia hidráulica do Brasil.

(8) PL 602/2015 (Senador Delcídio Amaral, PT/MS) – cria o Balcão Único de Licenciamento Ambiental

O Balcão Único de Licenciamento Ambiental seria um órgão colegiado, de caráter consultivo, vinculado ao órgão ambiental licenciador federal, que atuará no licenciamento ambiental federal dos empreendimentos considerados estratégicos e prioritários para o Estado.

(9) PL 300/2015 (Governo José Ivo Sartori) – Extingue a Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul

A reação provocada pelo anúncio do projeto fez o governo de José Ivo Sartori recuar, mas a proposta ainda não está descartada pelo Executivo gaúcho. A justificativa do projeto que extingue a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul é a seguinte: “A medida busca dar continuidade às reformas na estrutura da Administração Pública do Estado, indo ao encontro das demais medidas inovadoras que o se pretende implantar. Ao extinguir a Fundação em epígrafe, tem-se por fim proceder a um sensível enxugamento da máquina administrativa, o que determinará considerável redução de gastos”.

(10) Proposta de “modernização” da legislação ambiental no RS

O Rio Grande do Sul tem a legislação ambiental mais avançada do país, mas essa legislação também está sob ameaça. Duas subcomissões da Assembleia Legislativa estão debatendo a ‘modernização’ da legislação estadual com objetivo de adequá-la à legislação federal, que é mais atrasada que a nossa. Entidades como a Federação da Agricultura do RS (Farsul) e a Federação das Indústrias do Estado do RS (Fiergs) apresentaram um conjunto de propostas para “modernizar” a legislação ambiental do Estado. Entidades ambientais como a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) estão preocupadas que o sentido dessa “modernização” seja sinônimo de “precarização” da legislação.

Fonte – Sul21 de 19 de junho de 2016

Anvisa abre consulta sobre limites máximos tolerados de contaminantes em alimentos

Intenção é estabelecer limite toxicológico em alimentos para nutrição infantil e de mulheres amamentando

Para estabelecer os limites máximos tolerados de contaminantes (arsênio, cádmio, chumbo e estanho) em alimentos infantis, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta semana, uma consulta pública (CP 209/2016) sobre contaminantes inorgânicos em alimentos infantis.

Para contribuir com o debate sobre o limite dessas substâncias, as contribuições devem ser enviadas de 26 de junho a 26 de agosto de 2016 pelo site da agência. Quem não tiver acesso à internet, pode encaminhar sugestões para a sede da empresa.

A Resolução RDC n 42, de 29 de agosto de 2013, que estabelece os limites máximos de contaminantes inorgânicos em alimentos, está pacificada entre os países do Mercosul (Mercado Comum do Sul), mas não se aplica de forma específica aos alimentos infantis.

É essencial manter a quantidade de contaminantes em alimentos dentro de limites aceitáveis do ponto de vista toxicológico, a fim de proteger a saúde pública, especialmente no caso dos alimentos destinados a lactentes e crianças de primeira infância.

A preocupação sanitária com os limites de alguns contaminantes, em alimentos infantis, é ainda mais relevante devido à vulnerabilidade dessa população aos efeitos nocivos dessas substâncias, cujo impacto poderão afetar o seu desenvolvimento físico e cognitivo.

As categorias de alimentos envolvidas são:

• fórmulas infantis para lactentes e crianças de primeira infância;

• fórmula pediátrica para nutrição enteral;

• alimentos à base de cereais voltados ao público infantil;

• alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância;

• outros alimentos especialmente formulados para lactentes e crianças de primeira infância.

Endereço para envio de sugestões:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência-Geral de Alimentos, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050.

Fonte / Portal Brasil com informações da Anvisa / EcoDebate de 28 de junho de 2016

IMA e Prefeitura distribuem sacolas biodegradáveis em Piaçabuçu

 

Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Piaçabuçu através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceira com Secretaria de Turismo e o Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (IMA), promoveram atividades voltadas a educação ambiental no Pontal do Peba.

Na hora de consumir produtos que contenham embalagens plásticas, a dica do Projeto “A Praia é Nossa, o Lixo é Seu”, é buscar conscientizar a população, banhistas e turistas sobre a necessidade de ter um ambiente ecologicamente correto, através da distribuição de sacolas biodegradáveis e lixocar.

Essas embalagens, em contato com o solo, passam por uma transformação e são degradados por micro-organismos. As embalagens biodegradáveis geralmente são compostas de matérias-primas naturais de fontes renováveis, como o amido de milho.

Para o prefeito Dalmo Santana Jr., ações como essa são importantes porque trazem desenvolvimento para nossa cidade, com responsabilidade na preservação . “Assim fica mais fácil conversarmos com a população, falando sobre reciclagem e o destino correto do lixo para manter nossa cidade limpa, pensando no futuro da nossa geração”.

No Projeto A Praia é Nossa, o Lixo é Seu, a distribuição de sacolas plásticas biodegradáveis é uma das alternativas de limpeza da praia do Pontal do Peba em Piaçabuçu, como também que o material utilizado para coletar o lixo seja ecologicamente correto.

“Esse trabalho é muito importante, pois torna a praia do Pontal do Peba, que é um cartão postal, mais limpa”, diz o Secretário de Meio Ambiente, Milton Muniz. A opinião é compartilhada pelo empresário local, Carlos Gomes: “Sujeira é na lixeira, então eu espero que todos vocês que vierem aqui na nossa praia, tenha a responsabilidade de não jogar lixo na rua, vamos preservar o nosso meio ambiente.”

Fonte – Portal AquiAcontece

Boletim do Instituto IDEAIS de 08 de junho de 2016

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Disputa sobre glifosato expõe atritos entre UE e seus governos

A saúde da humanidade decidida no xadrez político.

Vytenis Andriukaitis, comissário de saúde e segurança alimentar da União Europeia, reclamou da “posição ambígua” de certos países-membros na questão do glifosato.

Para entender por que a União Europeia tem uma reputação tão ruim entre tantos cidadãos e empresas, um bom lugar para começar é a prolongada briga em torno do glifosato. Seus protagonistas não são os burocratas de Bruxelas, mas sim os governos dos países-membros do bloco, que estão tentando transferir uma decisão impopular para os ombros da UE.

O glifosato, o ingrediente ativo do Roundup, fabricado pela Monsanto Co., e de outros herbicidas, é amplamente usado na agricultura, jardinagem e paisagismo. Mas grupos de defesa do meio ambiente e da saúde há muito fazem campanha contra a substância, alertando que ela é nociva à saúde humana e à biodiversidade. Milhões de assinaturas já foram coletadas para proibir a substância. No ano passado, a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, parte da Organização Mundial da Saúde, afirmou que o glifosato “provavelmente” tem o potencial de causar câncer nos seres humanos.

A autorização para o uso do glifosato na UE vai vencer no fim de junho e a proposta da Comissão Europeia, o braço executivo do bloco, para prorrogá-la não obteve a necessária maioria dos votos entre os 28 países-membros. Será que isso pode ser uma rara vitória da sociedade civil sobre o poder corporativo?

Não exatamente. De fato, o Roundup e outros produtos à base de glifosato não devem desaparecer das lavouras europeias neste ano. A minúscula Malta foi o único país que votou ativamente contra a renovação da licença de venda do glifosato, enquanto muitos outros simplesmente se abstiveram de votar. Isso praticamente obriga a comissão a prorrogar a autorização para o uso do glifosato na semana que vem.

A comissão propôs inicialmente dar ao glifosato uma nova licença de 15 anos. O plano se baseou numa análise feita em novembro do ano passado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, que concluiu ser improvável que o glifosato seja uma substância carcinogênica para os humanos. Logo ficou claro, entretanto, que o plano da comissão não teria o apoio da maioria dos países da UE. Para tanto, seria preciso a aprovação de 16 ou mais países, representando pelo menos 55% da população do bloco. A França e a Itália indicaram que se oporiam à renovação da licença numa votação formal, enquanto a Alemanha afirmou que se absteria em razão de uma divergência na coalizão governante do país.

O ministro alemão do Meio Ambiente, de centro-esquerda, era contra a liberação da nova licença e o ministro da Agricultura, de centro-direita, queria que os produtores continuassem tendo acesso ao glifosato. Cerca de 40% deles usam o herbicida hoje, segundo a Força Tarefa do Glifosato, um grupo do setor. Em vez de exercer seu poder de voto de Minerva, a chanceler alemã, Angela Merkel, preferiu tirar o país da votação da UE.

Uma proposta mais modesta, em que a comissão cortou o período de renovação da licença para nove anos, também não conseguiu o apoio suficiente no fim de maio, o que levou as autoridades, uma vez mais, a desistir de uma votação formal. “Eu confirmo que a França vai se manter firme contra o glifosato”, disse Ségolène Royal, a ministra do Meio Ambiente do país, em sua conta no Twitter.

No início deste mês, faltando apenas algumas semanas para a licença expirar, o comissário de Saúde da UE, Vytenis Andriukaitis, apresentou um plano final: os países-membros deveriam estender a autorização de uso do glifosato por 12 a 18 meses, tempo suficiente para que a Agência Europeia de Químicos possa fazer sua própria avaliação dos efeitos da substância na saúde. A proposta também recomendou minimizar o uso em parques e jardins públicos e também antes das colheitas.

“Os Estados-membros que não queiram usar produtos à base de glifosato têm a possibilidade de restringir o uso. Eles não precisam se esconder atrás da decisão da comissão”, disse Andriukaitis, exortando os governos a apoiar o plano.

A manobra não funcionou. Embora Malta, cujos 400 mil habitantes representam menos de 0,1% da população da UE, tenha sido o único país a votar contra o plano, os países que votaram a favor não atingiram o limite exigido de 55% da população. Sete deles se abstiveram, inclusive as populosas Alemanha, Itália e França, apesar da oposição aberta de Royal, o que reflete as divergências sobre a questão no governo francês.

Grupos ambientalistas e outros opositores do glifosato saudaram a fracassada votação como uma vitória, mesmo ressaltando os problemas do processo. “Os governos da UE se esquivaram de sua responsabilidade para com a saúde dos cidadãos e a proteção do meio ambiente”, diz Sven Giegold, representante do Partido Verde, da Alemanha, no Parlamento Europeu.

Com efeito, a incapacidade dos países-membros de ir contra ou a favor do plano transfere a decisão sobre o destino do glifosato de volta para a comissão, que deve se ater à sua planejada extensão de 12 a 18 meses. Autoridades europeias e especialistas do setor alertam que deixar a autorização vencer no dia 30 vai expor a comissão a numerosos processos judiciais.

Numa reunião com seus colegas comissários, Andriukaitis reclamou da “posição ambígua de certos países-membros, que procuram induzir a comissão a decidir em seu lugar”. Segundo uma autoridade da UE, entre esses países que são alvo da queixa estão a Alemanha e a França.

O governo alemão não quis comentar, enquanto Royal enfatizou novamente que a França vai votar “não” à reautorização do glifosato num comitê de recurso agendado para sexta-feira. O ministro da Agricultura da França, Stéphane Le Foll, disse, por sua vez, que apoia a prorrogação temporária, mas enfatizou que a opinião de Royal teria precedência.

Uma decisão da comissão de estender o uso do glifosato pouparia os governos dos países-membros de protestos de agricultores irritados ou de cidadãos preocupados. Mas o golpe que a comissão terá de enfrentar pode, um dia, deixar os políticos nacionais sem um bode expiatório tão conveniente.

Fonte – Gabriele Steinhouser, colaboraração Inti Landauro e Andrea Thomas, The Wall Street Journal de 24 de junho de 2016

Famílias brasileiras desperdiçam até R$ 171 por mês em alimentos

desperdicio-de-comida-Ribeirão-Preto-Reaproveitamento de alimentos que seriam desperdiçados - Feira na região central de Ribeirão Preto - Tomates desperdiçados jogados na rua durante a feira (Foto: Pierre Duarte/Ed. Globo)

O desperdício de alimento é algo que vem sendo combatido no Brasil (Foto: Pierre Duarte/Ed. Globo)

Conclusão é de uma estudo realizado por analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Cerca de 20% do arroz que chega à casa do consumidor da classe média baixa brasileira vai parar no lixo. A conclusão é de uma estudo realizado por Gustavo Porpino, analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No trabalho, ele também estimou perdas consideráveis de feijão, verduras, legumes, pão e macarrão.

As perdas de alimentos no Brasil na lavoura, transporte, armazenagem e comercialização vêm sendo combatidas nos últimos anos por agricultores, associações, entidades, empresas e governos.

Apesar dos avanços, segundo estimativas de 2015 da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 30% dos alimentos produzidos na América Latina ainda se perdem antes de chegar ao consumidor final.

A pesquisa recém-saída do forno, no entanto, aborda um aspecto pouco estudado: o desperdício de alimentos na ponta final da cadeia, ou seja, na casa das famílias brasileiras.

Após ver, várias vezes, na feira da Rua Caiowá, no bairro Sumarezinho, em São Paulo, montanhas de alimentos ainda próprios para consumo, mas impróprios para comercialização, virarem lixo no dia seguinte, Porpino decidiu pesquisar, para sua tese de doutorado na FGV, o comportamento dos consumidores das famílias da classe média baixa, que representam a maior fatia da população brasileira, em contraponto à ideia de que apenas os abastados esbanjam à mesa. Descobriu que, embora com poucos recursos, as famílias desperdiçam muito alimento todos os dias. Ou seja, jogam dinheiro no lixo.

Estimativas do Instituto Akatu, que há 15 anos trabalha com ações de incentivo ao consumo consciente, indicam que, em média, o brasileiro desperdiça 205 gramas de alimento por dia e cada família (de 3,3 integrantes, segundo o padrão do IBGE) manda para o lixo todo mês R$ 171 em alimentos. Enquanto isso, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar do IBGE aponta que cerca de 22,6% das famílias ainda são subalimentadas no Brasil, sendo que 3,2% dos domicílios enfrentam situação de fome (eram 7% em 2004).

As fases mais críticas do desperdício, segundo a pesquisa da Embrapa, ocorrem antes do preparo do alimento e no armazenamento pós-preparo. “Questões culturais influenciam o desperdício, por falta de planejamento na compra, preparo abundante e descarte das sobras das refeições”, diz Porpino.

Destino das sobras

Na hora do preparo, a dona de casa tende a exagerar, aliando dois hábitos brasileiros: fartura e hospitalidade. “Sempre pode chegar alguém” e “melhor sobrar do que faltar” são frases que Porpino ouviu aos montes. Depois, vem o principal problema identificado pelo analista: o preconceito contra as sobras.

“As famílias não acham legal aproveitar as sobras. Muitas mulheres me disseram que o marido não gosta do que chamam de ‘comida dormida’ e que o arroz tem de ser sempre fresquinho”, diz Porpino.

E o descarte não é só lixo; alguns destinam as sobras para os cachorros e gatos, mesmo que sejam os dos vizinhos ou da rua. E quem guarda o que sobrou, na maioria das vezes, usa recipientes inadequados e faz o que o analista chama de “procrastinação das sobras”. Ou seja, a comida é “esquecida” alguns dias na geladeira, geralmente em potes de margarina até sem tampa, para reduzir o sentimento de culpa. Mas, depois, o destino é mesmo o lixo.

“Embora a pesquisa tenha sido qualitativa, a partir das minhas observações, estimei que em torno de 20% do arroz preparado não é consumido. Quase a metade das famílias citou ter desperdiçado também feijão ao longo da semana e 38% reportaram ter desperdiçado tanto arroz quanto feijão”, disse o analista da Embrapa.

A pesquisa foi feita em campo com 20 famílias de Itaquaquecetuba, município da Zona Leste que tem a menor renda per capita (R$ 750) da Grande São Paulo, e com dez famílias de baixa renda de Itapoã, no entorno de Brasília. O analista também pesquisou 20 famílias de cinco localidades no condado de Tompkins, Nova York (EUA), que estão inseridas em programas de suplementação alimentar. O objetivo era estabelecer as diferenças entre os consumidores de baixa rendados dois países.

Descobriu-se que o comportamento de desperdício é semelhante, mas as mães americanas têm mais tendência de usar comidas processadas em vez de cozinhar do zero. Além disso, exageram na quantidade (30%), enchem os filhos e a família de guloseimas para mostrar carinho (20%), o que acaba elevando o volume de sobras das refeições, e têm mais sentimento de culpa do que as brasileiras por não aproveitar as sobras (20%).

No Brasil, 40% são desperdiçadoras de sobras e 25%, ao contrário, são versáteis, ou seja, desperdiçam menos porque reinventam pratos a partir das sobras e veem menos problemas em servir alimentos preparados anteriormente.

Gabriela Yamaguchi, gerente de comunicação e campanhas do Instituto Akatu, que trabalha há 15 anos promovendo ações de incentivo ao consumo consciente, diz que os resultados não surpreendem quem trabalha na área. Em outubro do ano passado, o instituto lançou uma pesquisa sobre os caminhos para estilos sustentáveis de vida.

“Identificamos que a adoção de práticas sustentáveis, como o consumo consciente de alimentos, não parece estar relacionada a ser mais jovem ou mais velho, rico ou pobre, homem ou mulher, mas sim à crença em uma visão de mundo que se traduz em práticas sustentáveis no cotidiano. São os valores adotados e compartilhados por essas pessoas que provocam a mudança”, diz ela.

Consumo consciente

Gabriela e Porpino citam várias ações que podem mudar o mapa das perdas de alimento no início da cadeia produtiva e o desperdício no final. A mais importante é conscientizar a população sobre o valor dos alimentos e da alimentação saudável. Eles sugerem a realização de campanhas que atinjam todo o país, como foi a do cinto de segurança ou a do Zé Gotinha.

“Precisamos de campanhas com personagens inspiradoras, admiradas e que sejam referência para vários tipos de público. Elas devem mostrar que aproveitar ao máximo os alimentos e as sobras não é vergonha. As pessoas têm de se conscientizar de que todo alimento que jogamos fora leva junto água, energia, tempo e trabalho usados para produzir essa comida, além do nosso dinheiro”, diz Gabriela. O Ikatu acrescenta que é necessário colocar o assunto no currículo escolar.

A aprovação da Lei do Bom Samaritano, projeto que está parado no Congresso desde 2005 e que isenta o varejista de problemas ao doar produtos próximos do final da validade para o Banco de Alimentos, é outro item necessário para a mudança, segundo Porpino, assim como alinhar os programas de combate à insegurança alimentar, como o Bolsa Família, a iniciativas de educação nutricional.

Fonte – Globo Rural de 07 de março de 2016

Sacolinha plástica pode voltar a ser gratuita em São Paulo

Atualmente, os estabelecimentos cobram R$ 0,08 por sacola, mas há locais em que elas saem por R$ 0,10. Em 2011, uma lei chegou a proibir a distribuição de sacolas na capital

São Paulo

As sacolas plásticas podem voltar a ser entregues de forma gratuita em supermercados da capital paulista. Um projeto de lei que impede a cobrança foi aprovado em segunda votação, na quarta, na Câmara Municipal de São Paulo, e agora segue para avaliação do prefeito Fernando Haddad (PT).

Fonte – O Dia Brasil

Boletim do Instituto IDEAIS de 27 de junho de 2016

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