Aprenda a fazer sua própria sacola retornável com jornal e cola

O artista plástico Elson Sposito ensina passo a passo

Com a polêmica envolvendo o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de Ribeirão Preto, o artista plástico Elson Sposito, morador do Jardim Flórida, criou há um ano uma sacola feita à base de jornal e cola.

 

Forte e resistente, a ideia de fazer as sacolas de jornal surgiu das conversas com o filho biólogo. “Ele foi me estimulando e comecei a pensar no que podia fazer com aquela pilha de jornal, que depois de ler perde a utilização”, explica. De acordo com ele, os custos com a sacola de jornal é só com a cola e a alça pode ser feita de fitas, barbantes ou panos velhos.

Em visita à redação do jornal A Cidade, ele ensinou passo a passo a confecção da sacola ecologicamente correta. Ao lado, na galeria de fotos, uma sequência de imagens ilustra todo o processo.

Para quem gostou da ideia e quer aprender diretamente com o artista, no dia 7 de fevereiro, terça-feira, às 20h, Elson vai realizar uma oficina sobre a sacola retornável no Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto.

Material

Separar 8 folhas duplas de jornal, um tubo de cola, duas tiras de tecido, duas tiras de papelão e uma caixa de papelão.

Confecção

Cole uma folha dupla sobre a outra, formando quatro peças.

Emende as peças com cola, formando uma fileira com as folhas.

Utilizar como molde para a sacola uma caixa de papelão, que será revestida (enrolada) com as folhas de jornal. A caixa não deve ser colada, para que sirva apenas como forma para a sacola.

Para fazer o fundo da sacola, basta unir com cola as quatro laterais inferiores como se fosse um embrulho de presente. Terminado o fundo, retire a caixa de papelão.

Para fazer a alça, basta dobrar a parte superior para o lado de dentro, como se fosse uma “barra” de calça. Nas duas partes maiores, cole uma tira de papelão para dar suporte à alça.

Faça um pequeno furo em cada lateral onde será colocada a alça. Utilize para fazer a alça o material de sua preferência. Pode ser barbante, sobras de tecidos, cadarço de tênis, etc. Na parte exterior, o nó deve ser maior do que o furo.

Acabamento

Passe uma camada de verniz à base de água para tornar a sacola mais bonita e resistente. Depois de pronta, aguarde por duas horas a sacola secar.

Fonte e imagens – Paulo Schneider, Jornal A Cidade de 26 de janeiro de 2012

Monsanto não venderá milho transgênico na França

O grupo americano Monsanto afirmou nesta terça-feira que NÃO venderá milho transgênico em 2012 na França, depois que o governo proibiu o cultivo deste tipo de milho geneticamente modificado.

“A Monsanto considera que não se reúnem as condições favoráveis para a comercialização do MON810 na França em 2012 e mais adiante”, afirmou o grupo em um comunicado.

“Esta posição foi expressa em várias ocasiões e confirmada ante as autoridades francesas”, acrescentou a Monsanto.

Na segunda-feira, uma centena de militantes hostis aos organismos geneticamente modificados (OGM) ocuparam durante várias horas uma instalação do grupo americano perto de Carcasona (sul), onde tinham sido armazenadas sementes de milho transgênico.

Os militantes exigiram a “proibição de cessão, circulação e cultivo” de sementes de OGM.

O protesto pressionou a ministra da Ecologia, Nathalie Kosciusko-Morizet, a anunciar a proibição de cultivar estas sementes antes do fim de fevereiro, mediante uma nova moratória.

Referindo-se ao protesto, o grupo americano lamentou “a entrada à força e os danos ocasionados” pelos manifestantes a suas instalações, lembrando que não é a primeira operação deste tipo na França.

A moratória lançada pela França contra os OGM em fevereiro de 2008 foi recentemente invalidada pela Corte Europeia de Justiça, sediada em Luxemburgo, e pelo Conselho de Estado francês.

Fonte e imagem – AFP de 25 de janeiro de 2012

Só temos uma coisa a comentar. Agradecemos à monsanto por se retirar da França juntamente com a basf. A humanidade e o planeta agradecem. Não queremos comida que mata. Agora só falta bayer, sygenta …

Unidos, podemos mudar o mundo, podemos destruir todas estas megacorporações que estão somente interessadas em lucro e normalmente destruindo o planeta e matando os humanos para isso.

Diga não ao transgênico! Consuma orgânico!

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável!

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável.

É hoje. Finalmente, após a máfia do plástico derrubar 3 leis proibindo as sacolas plásticas de uso único, governo e varejistas do estado de São Paulo se uniram em um acordo para banir aquelas que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do país, as sacolas plásticas de uso único, que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam poluindo por 500 anos.

Kassab, Alckmin, APAS, parabéns pela coragem em enfrentar a máfia multibilionária do plástico para em nome do planeta e da humanidade.

Desde 2004 a FUNVERDE vem travando uma guerra contra a sacola plástica de uso único, perdendo inúmeras batalhas, mas ganhando algumas e garantimos, vale a pena, nossos descendentes merecem. Cada cidade, cada estado que adere à lei ou acordo, não nos importa, estamos mais perto do consumo sustentável, estamos mais perto de um planeta menos poluído para nossos descendentes.

Esta guerra começou aqui, em Maringá, no Paraná, em 2004, nos fundos de vales poluídos por sacolas plasticas e muitos outros produtos plásticos. Foi quando a FUNVERDE definiu que em 5 anos baniria as sacolas plásticas de uso único no país.

Em 2005, após um ano de busca por uma tecnologia que fizesse o plástico ser menos impactante ao planeta, descobrimos o plástico com ciclo de vida útil controlado biodegradável de petróleo d2w, que ao invés de durar 500 anos, em 18 meses se biodegrada. Definimos que este seria nosso primeiro passo, chamar a atenção para o problema e daria menos tempo de vida a estas sacolas plásticas e mais tempo de vida para a humanidade. Começamos a incentivar o uso de sacolas retornáveis  e definimos que em cinco anos, acabaríamos com as sacolas plásticas de uso único. Óbvio que produtos como FLV – sacos para frutas, legumes e verduras – e sacolas para embalar carne, peixe, frango … produtos contaminantes ainda usariam o plástico, mas estes poderiam ser acondicionados com plástico biodegradável de petróleo, que também poderia ser usado em todas as outras embalagens de uso único, como embalagens de xampu, iogurte, saco de arroz ou qualquer produto embalado em plástico.

Quando começamos a estudar este plástico, recebemos inúmeros laudos internacionais e nacionais e começam novos testes nacionais e então fomos descobrindo fatos assustadores do plastico, dia a dia. Ficamos sabendo que a sacola plástica de uso único representava 10% de todo o lixo gerado diariamente no país, que 80% dos plásticos eram de uso único e a cada descoberta nos preocupávamos mais em encontrar uma solução para este problema que se mostrava muito pior do que inicialmente imaginávamos.

A política nacional de resíduos sólidos estava quase completando duas décadas sem ser aprovada, a reciclagem no país não chegava a 1% – e não passa disso até hoje – menos de 10% das cidades tinha aterro sanitário, menos de 5% das cidades contava com reciclagem organizada pelo poder público … a cada descoberta ficávamos mais chocados e preocupados, nos perguntando porque ninguém do governo federal estava fazendo nada com relação ao lixo gerado no país.

Pronto, a solução estava pronta, agora era pegar as armas e iniciar a guerra pelo planeta e em cinco anos limpar o planeta, simples assim, ou assim, inocentemente pensávamos.

Criamos assim a primeira lei de muitas para banir as sacolas, primeiro só podendo usar sacolas com ciclo de vida útil controlado para minimizar os danos ao ambiente e divulgar o problema da plastificação para a população, mas já avisando para quem fazia a lei que em 5 anos a lei mudaria, não podendo ser usada mais nenhuma sacola, apenas a retornável. no final de 2006 a primeira rede de supermercados do país se juntou ao projeto passando a usar somente as sacolas biodegradáveis de petróleo, o Supermercado Cidade Canção, aqui em Maringá. Em 2007 a primeira lei foi aprovada aqui em Maringá. No final deste ano o governo do Paraná nos chamou para limparmos o estado das sacolas e assim o Paraná se tornou o primeiro estado a banir as sacolas plásticas de uso único convencionais, só podendo ser utilizadas sacolas ambientalmente corretas, biodegradáveis de plástico ou papel e retornáveis.

Em 2008 o conselho superior de sustentabilidade da FECOMERCIO de São Paulo nos convidou para falar para os maiores varejistas do país sobre nosso projeto e fomos convidados a participar do fórum permanente de varejo e consumo sustentável da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. 

Ainda 2007 começamos a enviar a lei para vereadores, prefeitos, deputados e governadores Brasil afora para que eles copiassem a lei e assim começaram nossos problemas. Foram dezenas de entrevistas em Rádio, Jornal e Televisão. O projeto ficou conhecido em todo o país e nós ficamos conhecidos pela máfia do plástico.

Até 2007 nem imaginávamos que tínhamos um inimigo tão poderoso, a máfia dos plásticos, com seus advogados caríssimos e cujo único objetivo foi, é e será sempre vomitar todo o plástico que pudessem, mas claro, sem responsabilidade de destinação pós consumo. Nossa vontade era apenas de proteger o mundo contra a vontade destas corporações de destruir o mundo.

Foi assim que encontramos o fim da inocência, aprendemos que não é só querer salvar o mundo, tem que lutar todas as batalhas, cidade a cidade, estado a estado, o que fizemos bravamente até hoje e sabemos que a guerra não acabou, mas antes de 2015 teremos ganho esta guerra em todo o país, pela humanidade e pelo planeta.

Ao longo dos anos fomos modificando as leis para podermos defender o planeta das corporações que visam somente o lucro, sem pensar no amanhã. Finalmente a lei foi alterada de proibição para comercialização das sacolas,  pois vimos que a consciência do povo brasileiro reside no bolso e que, enquanto houvesse sacola grátis, nada mudaria.

Algumas redes decidiram dar desconto de 3 centavos a cada cinco itens adquiridos – é a média de produtos que cabe em uma sacola – mas era pouco, brasileiro não dá valor a tão pouco, não tem ideia de quanto vale uma moeda e portanto nossa sugestão para a lei era de cobrar 10 vezes o custo de cada sacola, isto é, quer usar sacola, pague 30 centavos a unidade.

Vimos algumas ações coordenadas de varejistas e o governo municipal ou estadual fazerem um acordo, no caso da lei ser derrubada e isso começou a ocorrer em cidades de Santa Catarina, onde a primeira cidade a banir as sacolas plasticas de uso único foi Xanxerê, no dia primeiro de abril de 2009.

Convidamos os supermercadistas de Xanxerê para contar sua história pelo Brasil, para convencer os políticos que valia a pena banir as sacolas, participamos e eventos junto com a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados em 2009 onde foram apresentados o caso de Xanxerê ao MMA – Ministério do Meio Ambiente. Foi nesta ocasião que o MMA começou a mobilização para acabar de vez com o uso indiscriminado da sacolas plásticas no Brasil.

Após inúmeras reuniões e muita conversa, estamos hoje vendo o início de uma nova era. A era da limpeza nas ruas, do final daquelas imagens de pessoas perdendo tudo nos dias de enchentes porque os bueiros estão entupidos com tantas sacolas plásticas de uso único jogadas incorretamente. Daquelas inúmeras sacolas voando nos dias de ventos fortes. Estamos iniciando uma era de cidadania plena, onde o cidadão age em vez de ficar somente reclamando, agora sabemos que podemos mudar o que está errado no planeta, onde a união entre as pessoas é o caminho para chegarmos a evolução, construindo um planeta melhor para nossos filhos e netos melhor do que o planeta que nos foi legado por nossos pais.

Temos muita história para contar sobre este projeto, mas o texto já está ficando longo demais. Aos poucos iremos contando toda a história, afinal a guerra ainda não está ganha. Não esquecemos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais … e inúmeras cidades de apenas 5 mil habitantes em que seus governantes acabaram com as sacolas. A cada cidade que bane as sacolas plásticas de uso único nosso projeto cresce, o mundo fica mais limpo, e o destino do planeta muda, para melhor.

Lembrem-se deste dia, o dia em que os aterros e lixões de são paulo ganharam 10% a mais de vida útil. Isto é só o começo.

Imagem – Sacola Vicbag

E você ainda acha legal usar sacola de comida?

Comida no prato e sacola retornável, já!

Será que vai faltar sacola de plástico de comida?

Com estiagem, perdas na agropecuária chegam a 40% no RS

A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul já impacta a produção da agricultura e da pecuária no Estado no início deste ano. De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a escassez de chuvas provocou perdas de até 40% da produção. As culturas mais afetadas são as de milho, feijão e soja, além da oferta de leite.

“As principais regiões atingidas são a central, a norte e a nordeste do Estado. Nesses locais, as estimativas de perdas na produção do milho estão entre 20% e 30%. Na região de Santa Rosa, por exemplo, a produção de feijão perdeu cerca de 30% do total. Já na região central, a cultura de soja tem estimativas de perdas de 10%”, afirmou a doutora em agrometereologia da Fepagro, Loana Cardoso.

Já a produção da pecuária no Estado é a mais atingida com a falta de chuvas, pois o pasto, utilizado como alimento para o gado de leite, está escasso. “A produção leiteira perdeu entre 30% e 40%, principalmente do Vale do Taquari, na região central, já que as pastagens estão secando, diminuindo assim o alimento, e por fim, a produção de leite”, disse Cardoso.

De acordo com o Centro Estadual de Metereologia do Rio Grande do Sul (Cemet), a estiagem vem se prolongando desde setembro e não há previsão de chuvas significativas até a segunda quinzena de janeiro. “A ração, geralmente utilizada como complemento à alimentação, pode substituir o pasto, mas os produtores não contam com grandes estoques. Por isso, devem racionar o uso para manter a oferta, já que não sabemos até quando irá essa seca”, concluiu.

Fonte – Vinicius Pereira, Portal Terra de 04 de janeiro de 2012

Somos e sempre fomos contra utilizar comida para outro uso que não seja alimento, seja para humanos, seja para animais como alimentação indireta, nos perdoem os amigos vegetarianos.

Com o aumento da temperatura do planeta, o clima totalmente louco, desertificação, longas estações sem chuva, quebra de safras ano após ano, aumento da população planetária e estas megacorporações do mal ainda inventam mais esta, roubar comida do prato da humanidade para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada.

Comida no prato e sacola retornável, já!

¿Bolsas hechas con comida? Pero a quién se le ocurre…

Como solución para reducir el número de bolsas de plástico que llevan años contaminando nuestros ríos, bosques, mares y selvas, el Gobierno sacó una ley (Ley 22/2011) que propone la sustitución de estas bolsas no biodegradables por bolsas fabricadas a partir de productos alimenticios.

¡Qué gran idea!

O sea, que ahora nos vamos a dedicar a cultivar para bolsas en vez de alimentar a las personas…

¡Qué no nos tomen el pelo!

Amigos de la Tierra creemos que ya es hora de dejar de generar residuos que la Tierra no puede soportar y de consumir más recursos de los que deberíamos. Para ello, queremos: concienciar a la población de lo importante que es realizar un consumo responsable, exigir a los gobiernos que gestionen los residuos adecuadamente e apoyar alternativas sostenibles que hagan posible el cambio…

Fonte – Amigos de la Tierra

Ainda bem que não estamos sozinhos na guerra contra as sacolas de comida.

Comida é para alimentar a humanidade e jamais para fazer sacola.

Comida para os humanos e sacola retornável, já!

BASF asume el fiasco de su patata transgénica y renuncia a vender transgénicos en Europa

La organización ecologista anima al resto de la industria a seguir el ejemplo

La multinacional química alemana BASF anunció ayer su decisión de abandonar el mercado europeo de semillas transgénicas, reconociendo la “falta de aceptación en muchos lugares de Europa por parte de la mayoría de consumidores, agricultores y políticos”. Esto supone la retirada de la patata transgénica Amflora aprobada hace tan solo dos años, de la que se han cultivado apenas unas decenas de hectáreas y que, tras múltiples escándalos de contaminación, ha supuesto otro gran fracaso para la industria de los transgénicos.

La decisión de BASF se produce después de intensos años de lobby por parte de esta multinacional para introducir sus cultivos transgénicos en Europa. La patata transgénica Amflora fue el primer cultivo aprobado en la Unión Europea tras 12 años, y supuso una de las primeras y polémicas apuestas del Comisario de Salud y Consumo John Dalli.

“La decisión de BASF es un aviso para empresas como Monsanto, Syngenta o Bayer, que siguen presionando para introducir cultivos transgénicos en Europa. El ejemplo de BASF demuestra que forzar la voluntad de los consumidores y de la gran mayoría de agricultores, ni siquiera es rentable económicamente” afirmó David Sánchez, responsable de agricultura y alimentación de Amigos de la Tierra.

Las tácticas de la industria de los transgénicos para la introducción de sus productos en Europa están cada vez más al descubierto, con protestas formales de Gobiernos Regionales como el de Azores por la injerencia de la Embajada Estadounidense por la reciente prohibición de estos cultivos [3]. O las presiones de la industria y la Embajada de EEUU en España que revelaron los cables de Wikileaks, y que confirmaron porqué España es el único país de la UE que cultiva transgénicos a gran escala [4]

“Animamos al resto de la industria de los transgénicos a seguir el ejemplo de BASF y reconocer que el futuro de la agricultura y alimentación en Europa y en el resto del mundo, pasa por un modelo social y sostenible, en el que cada vez está más claro que las semillas modificadas genéticamente no jugarán ningún papel” añadió Sánchez.

Fonte – Amigos de la Tierra de  17 de janeiro de 2012

Revelaciones de Wikileaks sobre el Gobierno de España y los transgénicos

Agricultores, ecologistas y consumidores exigen a Rosa Aguilar que la política española sobre transgénicos deje de estar dictada por las multinacionales y que se prohíba su cultivo

Wikileaks demuestra la alianza de determinados miembros del Gobierno de España con EEUU para favorecer a la industria de los transgénicos y para presionar a la UE

A raíz de la información publicada hoy en El País, basada en datos de Wikileaks que evidencian una estrategia conjunta a favor de los trangénicos de los gobiernos de España y EEUU, Amigos de la Tierra, Ecologistas en Acción, Greenpeace, COAG, Plataforma Rural y CECU exigen que la política española sobre organismos modificados genéticamente (OMG) deje de estar controlada por las multinacionales y una moratoria inmediata a su cultivo en España. Las organizaciones de agricultores, ecologistas y consumidores exigen a la ministra de Medio Ambiente, Medio Rural y Marino, Rosa Aguilar, que adopte las medidas oportunas, tome inmediatamente cartas en el asunto exigiendo responsabilidades a quienes, escandalosamente, han trabajado para favorecer los intereses de las grandes multinacionales biotecnológicas en detrimento de los del conjunto de la sociedad, de la salud pública y del medio ambiente.

Desde hace más de una década el Gobierno de España ha defendido prácticamente en solitario el cultivo de transgénicos en la UE, y es el único país que ha tolerado su cultivo a gran escala (según datos del propio ministerio, se cultivan entorno a 70.000 hectáreas de un maíz modificado genéticamente de Monsanto). Y lo ha hecho sin cumplir con las normas europeas y españolas de transparencia, sin seguir los productos a través de la cadena alimentaria, sin obligar a etiquetar los alimentos transgénicos y sin realizar seguimiento alguno de los campos cultivados con estas peligrosas semillas. Los datos hechos públicos ahora explican por qué se ha permitido que campeen a sus anchas las multinacionales del sector, a pesar de los innumerables casos de contaminación genética y los daños sociales y económicos que estos cultivos han ocasionado.

Por ello es de vital importancia que la nueva ministra cambie inmediatamente la posición del Gobierno de España y que la primera medida sea prohibir el cultivo de maíz transgénico de Monsanto MON 810 para la próxima campaña de siembra, tal y como llevan haciendo desde hace años los gobiernos de hasta diez países de la UE (entre ellos Francia, Austria o Alemania) debido a las evidencias científicas sobre sus impactos en el medio ambiente, la imposibilidad de convivencia de la agricultura transgénica con la convencional y ecológica y las incertidumbres sobre sus efectos sobre la salud a largo plazo.

La prohibición del cultivo de transgénicos por parte del Ejecutivo español es imprescindible para poder defender los intereses de nuestro medio ambiente, nuestra agricultura y la salud pública, para que éstos no sigan en manos de la industria de los transgénicos, de los intereses de EE UU y de quienes, desde las instituciones españolas, los han apoyado abiertamente, tal y como ha quedado demostrado en los cables de Wikileaks.

Fonte – Amigos de la tierra

Europa expulsa basf. Para onde eles vão?

Basf desiste de transgênicos na Europa

Notícia representa uma vitória de todo o movimento anti-transgênicos na Europa e da forte resistência manifesta por consumidores e produtores

A Basf, multinacional do setor químico com sede na Alemanha, anunciou esta semana a decisão de abandonar o mercado europeu de sementes transgênicas. Segundo um comunicado divulgado pela empresa, a decisão é devida ao fato de que “ainda existe uma falta de aceitação à tecnologia em muitas partes da Europa – por parte da maioria dos consumidores, agricultores e políticos”. A empresa irá concentrar seus esforços em “mercados mais atrativos para a biotecnologia de plantas na América do Norte, na América do Sul e nos mercados em crescimento na Ásia”.

A Basf é detentora da patente de uma das duas únicas variedades transgênicas aprovadas para cultivo na Europa: a batata transgênica Amflora, destinada à produção de amido para uso industrial. A produção de plantas alimentícias transgênicas para uso industrial é fortemente criticada em função do risco de contaminação de lavouras destinadas à alimentação. Desde que foi autorizada há dois anos, a Amflora foi cultivada em apenas algumas dezenas de hectares e já envolveu um escândalo em 2010, quando um campo experimental da própria empresa, na Suécia, foi contaminado por uma outra variedade de batata transgênica não autorizada, chamada Amadea. Um porta-voz da empresa declarou à AFP que, desde o episódio sueco, o cultivo da Amflora se limitou a uma parcela de dois hectares na Alemanha e que as vendas em 2011 foram “praticamente nulas” (UOL, 16/1/12).

Com a saída da Europa, a Basf interromperá a comercialização e o desenvolvimento de todos os produtos transgênicos destinados ao mercado Europeu, incluindo as batatas transgênicas para a produção de amido industrial (Amflora, Amadea e Modena), uma batata resistente a uma doença conhecida como requeima e uma variedade de trigo resistente a doença fúngica. A empresa apenas dará continuidade aos pedidos de autorização comercial que já estão em curso.

Fonte - Redação da EcoAgência com informações da AS-PTA de 20 de janeiro de 2011

Imagem – BUND_Esslingen

Vamos analisar os argumentos da basf para entender o que aconteceu.

Ainda existe uma falta de aceitação à tecnologia em muitas partes da Europa, por parte da maioria dos consumidores, agricultores e políticos - europeus não são massa, não são povão, são sim cidadãos que entenderam desde o começo da era dos transgênicos o perigo que esta tecnologia representava para a toda a vida no planeta e desde então vem travando uma guerra contra basf, syngenta, bayer, monsanto … e agora, finalmente, conseguiram mais uma vitória, talvez a mais relevante de todas, já que conseguiram expulsar uma megacorporação do mal de suas terras. Eles lideraram a rotulagem, eles proibiram vários países de plantarem transgênicos, eles fizeram passeatas, convenceram políticos, queimaram plantações clandestinas quando o governo se absteve de cumprir seu papel, eles convenceram supermercadistas, eles foram cidadãos e por isso merecem esta vitória, que culminou com a expulsão dos produtores de veneno de seu continente.

A empresa irá concentrar seus esforços em mercados mais atrativos para a biotecnologia de plantas na América do Norte, na América do Sul e nos mercados em crescimento na Ásia - vejamos, americanos comem o que vier pela frente, querem comer e estão comendo o mundo, com sua comida supersize, quanto mais, melhor. São basicamente brasileiros com mais dinheiro, só isso. Eles não tem exatamente uma consciência ambiental ou de qualquer coisa e por isso estão pouco se lixando se comem transgênico, não tem idéia do que seja orgânico … e por aí vai.

Ásia - os grandes países asiáticos estão tendo pela primeira vez chance de comer e por isso não se preocupam com qualidade, mas sim. China, Índia, Rússia, Japão e os tigres asiáticos concentram a maioria da população do planeta e precisam comer, não importa o que. Imagine o potencial de crescimento do faturamento das empresas de transgenia nestes locais? Lembrem-se, primeiro vem o pão, depois o sonho.

Cucarachas e macaquitos, traduzindo, brasileiros e américa latina - geralmente governos corruptos, população ignorante e sem engajamento, preocupada com seus próprios umbigos, isto é, se eu estiver bem, o resto pouco importa. É o paraíso das megacorporações do mal.

Transgênicos – Expulsa da Europa, Basf quer expandir no Brasil

A Basf vai abandonar o mercado europeu de sementes transgênicas, depois de muitas polêmicas envolvendo uma variedade de batata – plantada na Suécia sem autorização da União Europeia. Após o encerramento das atividades, anunciado na última semana, a multinacional alemã pretende aumentar sua presença no Brasil e outros mercados considerados potenciais.

A batata transgênica Amflora, destinada à produção de amido para uso industrial, era a principal aposta da Basf. No entanto, a produção de plantas alimentícias transgênicas para uso industrial é fortemente criticada, devido ao risco de contaminação de lavouras destinadas à alimentação.

Uma nota divulgada pela multinacional relaciona a saída da Europa à baixa aceitação popular das sementes geneticamente modificadas.

Ao longo dos anos, consumidores, agricultores e políticos têm se mobilizado contra as tentativas das indústrias químicas de impor seus produtos.

As primeiras sementes transgênicas chegaram ao Brasil clandestinamente, em 1997. Depois da liberação, o país se tornou dono de uma das maiores produções agrícolas com variedades modificadas. Em 2010, cultivo transgênico atingiu uma área de 25,4 milhões de hectares.

Fonte – Portal Vermelho de 21 de janeiro de 2012

Imagem - Bündnis90/Die Grünen LV Schleswig-Holstein

Abandonar? Foram chutados de lá por verdadeiros cidadãos preocupados com sua saúde e a saúde de todos os europeus.

Daí eles pensaram: hmmm, onde não seremos incomodados ao produzir nosso veneno, que irá destruir a humanidade pela boca? Já adivinharam?

Então eles vem para cá, para a terra das cucarachas e dos macaquitos, em que não existem cidadãos, existem escravos que trabalham para pagar impostos e preços altíssimos por produtos e serviços e que ao invés de pensar em defender sua saúde ou qualquer coisa, tem idéia fixa com a tal da felicidade, a ponto de quererem transformar em lei “todos tem direito à felicidade”.

Por aqui o negócio é trabalhar das oito às seis de segunda a sexta e deixar qualquer assunto, mesmo que vital para sua sobrevivência, ser decidida pelos políticos corruptos. E o argumento é sempre o mesmo: nós já trabalhamos demais e pagamos impostos altíssimos, eles que resolvam tudo. É a teoria do grande pai, que resolve todos os problemas para os filhos brincarem sossegados.

A massa só quer pensar em felicidade, traduzida em carnaval ou qualquer aglomeramento que envolva música, de preferência pagode, sertanejo … quanto mais vulgar e brega, mais faz sucesso na terra das cucarachas e macaquitos. Tem a felicidade da bunda, traduzida nos BBBs da vida e incontáveis novelas e qualquer programa de auditório, com muita baixaria, revelações chocantes e dá-lhe miséria humana. E não podemos nos esquecer da cerveja ou a pinguinha do final do dia, afinal, ninguém é de ferro, só o homem de ferro, essa foi tosca.

O sujeito nem chega em casa, gasta o salário no primeiro boteco fofocando com os amigos, sendo feliz. Ah, tem também o churrasquinho para reunir os amigos, para falar mal dos outros, ouvir música e ver muita bunda. E é claro, com a emergência da nova classe C, o consumismo, comprar para ser feliz, lembra do “todos tem direito à felicidade”? Compram de esmalte a eletrodomésticos, compram o que está na novela, compram para preencher o buraco existencial que eles não tem e jamais terão idéia de que existe dentro deles e enquanto isso, as corporações chegam silenciosamente, aproveitando a ignorância do povo e os políticos corruptos, as megacorporações do mal, os que se dizem espertos mas que na verdade são os destruidores de mundos e estão destruindo o planeta, encontraram o paraíso para eles e irão transformar a vida dos poucos cidadãos do lado debaixo do equador num inferno e levando a humanidade à extinção.

Acordem, seus zumbis, a vida é mais do que consumir, a vida também é lutar por um mundo melhor. Portanto, menos novela e mais engajamento em qualquer luta para melhorar o planeta.

Se nós permitirmos, as próximas serão syngenta, bayer, monsanto. Portanto, cabe a nós, os poucos cidadãos do hemisfério sul mostrarmos para a basf que aqui eles também não são bem vindos, que ninguém no planeta quer seu lixo transgênico, que nós não os queremos envenenando nossa comida, ou melhor, nós não queremos suas plantas mutantes assassinas.

Transgênicos, não! Orgânicos, já!

Londrina, PR – VI conferência municipal do meio ambiente

São Paulo, SP – Sacola gigante é colocada no centro

Feita de material reciclável, a sacola serve para conscientizar os paulistanos a utilizar as reutilizáveis

Uma sacola gigante feita de material reutilizável está prendendo o olhar das pessoas que passam nesta segunda-feira pelo Largo São Bento, no centro de São Paulo.

Essa é uma iniciativa do governo do Estado em parceria com a prefeitura da capital para conscientizar os paulistanos a utilizarem sacolas reutilizáveis.

Lei das sacolas plásticas

As sacolas plásticas nos supermercados de São Paulo deixarão de ser gratuitas a partir do dia 25 de janeiro. Acordo entre o comércio e a prefeitura prevê o fim das embalagens para proteger o meio ambiente.

A medida deveria entrar em vigor em janeiro, mas foi barrada pela Justiça após uma ação do sindicato da indústria de material plástico, que alega que a medida pode provocar a demissão de 6.000 pessoas.

Apesar disso, a associação dos supermercados fez um acordo para acabar com as sacolas. O acordo prevê que 1.300 estabelecimentos acabem com a distribuição gratuita no dia 25. No lugar das embalagens gratuitas, os estabelecimentos passarão a vender sacolas biodegradáveis por R$ 0,19.

Quem não quiser pagar terá de levar as compras em caixas de papelão, mochilas ou sacolas de pano.

Fonte e imagem – Portal da Band de 16 de janeiro de 2012

Preparem suas sacolas retornáveis porque a era das sacolas acabou, finalmente.

Anvisa divulga lista de alimentos mais contaminados por agrotóxicos

Antes de iniciar a matéria, que fique extremamente claro, LAVAR FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES NÃO ELIMINA, NÃO TIRA, NÃO SOME COM O AGROTÓXICO.

Se você quiser vegetais sem agrotóxicos, compre orgânicos.

Clique na imagem abaixo para ler na íntegra dos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de 2010.

O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontam dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados na última quarta-feira (7). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.

No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.

Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.

Balanço

No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24,3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.

Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.

Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Álvares.

Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas pelo Para não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.

Confira na tabela o número de amostras analisadas por cultura e resultados insatisfatórios. PARA, 2010

Fonte – Ciclovivo de 08 de dezembro de 2011

Annie Leonard – A revolução do consumo e da felicidade

De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo “A história das coisas”, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro – o homônimo “A história das coisas” (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.

O Globo - Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever “A história das coisas”?

Annie Leonard - Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.

O Globo - Como surgiu a ideia do filme e do livro?

Annie - Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro “A história das coisas” foi continuação desse trabalho.

O Globo - Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?

Annie - A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro agora. Em cada país que visito vejo pessoas – de professores a pais, empresários e até mesmo políticos – que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.

O Globo - Você já esteve no Brasil?

Annie - Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de “A história das coisas” e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.

O Globo - Como podemos tornar nossa vida mais sustentável e feliz?

Annie - Pensando por nós mesmos. Estabelecendo nossa própria medição de satisfação. Não deixando comerciais instilarem um senso de inadequação que nos faça achar necessárias coisas das quais realmente não precisamos. Conhecendo melhor nossos valores e visão de uma vida feliz, e os pondo em prática.

O Globo - Como mudanças pessoais podem fazer diferença?

Annie - Escolhas responsáveis, como consumir o necessário, cuidar do lixo e usar menos carro, nos fazem não só nos sentirmos melhor quanto inspiram outras pessoas a fazer o mesmo, a levar uma vida ambientalmente responsável. É claro, o impacto ambiental das indústrias é maior, mas nosso grande potencial de mudança é a chance de pressionar por novos padrões de produção e consumo. É preciso mudar a mentalidade das pessoas sobre o lixo e o desperdício, fazê-las associar isso a sua vida pessoal.

O Globo - Qual a melhor forma de educar as pessoas sobre meio ambiente?

Annie - Nossa economia, nossa saúde, nossas vidas dependem de termos um ambiente saudável, mas a educação ambiental por muitos anos tem sido segregada como uma área de estudo opcional. Precisamos mudar isso. A consciência de nosso papel no meio ambiente deve permear todas as áreas de educação, inclusive as profissionais, como medicina ou negócios. Afinal, não existirão negócios, hospitais e produtos num planeta morto.

O Globo - Como podemos conciliar nossa necessidade de coisas como computadores, geladeiras etc. com o impacto ambiental que causam?

Annie - Eu não estou dizendo que devemos nos desapegar de tudo. O que eu digo é que os bens de consumo precisam ser saudáveis e seguros para o planeta, para quem os produz e para nós mesmos. Por exemplo, hoje os telefones celulares têm metais tóxicos. E também não duram nada. Somos estimulados a comprar sempre modelos novos, em campanhas publicitárias milionárias, que estigmatizam os aparelhos mais antigos. O ideal é que os aparelhos durassem mais, pudessem ser atualizados e utilizassem tecnologias que facilitassem a reciclagem. Hoje, nos EUA, o tempo de vida útil médio de um celular é de apenas um ano. Se considerarmos a quantidade de energia e os materiais necessários para produzir um celular, uma vida útil tão curta é uma verdadeira tragédia. Eu não sou contra ter coisas. Eu apenas defendo um consumo mais responsável. Defendo que as coisas sejam mais duráveis e possam ser recicladas.

O Globo - O que você faz para reduzir seu consumo, reutilizar produtos e proteger os recursos naturais?

Annie - Eu compro menos coisas novas. Em parte porque eu levo muito a sério a responsabilidade ecológica e também porque eu não quero a minha casa entulhada de coisas. Há aparelhos, como impressoras, por exemplo, que podem ser compartilhados com amigos. Poderíamos compartilhar mais certos aparelhos e mesmo carros. DVDs, livros, tudo isso pode ser compartilhado e trocado entre amigos.

O Globo - A publicidade tem um grande impacto em nossa vida. Como podemos lidar melhor com isso?

Annie - Eu tenho recebido muitos e-mails do Brasil que expressam exatamente preocupação com isso. Muitos anúncios fomentam uma sensação de ansiedade ou inadequação se você não tem um determinado produto. Todos os dias ouvimos que nosso cabelo e nosso corpo poderiam melhorar com esse ou aquele produto; que não temos um bom carro ou celular. Temos mais coisas do que qualquer geração antes da nossa e nem por isso somos mais felizes. Na verdade, somos mais infelizes do que as gerações que nos antecederam. Por isso, é prioritário limitar a publicidade para crianças, só estimula uma sensação permanente de insatisfação. Também deveria haver leis mais rígidas em relação à honestidade da informação que é veiculada. Precisamos encorajar o pensamento crítico sobre a publicidade. Ter coisas demais não aumenta nossa qualidade de vida.

O Globo - Como podemos passar de uma cultura acostumada a jogar coisas fora a outra de lixo zero, que valorize produtos não-tóxicos?

Annie - Não existe uma receita mágica. A solução está em várias frentes simultâneas. Numa delas podemos recompensar cidades e indústrias que reduzam o lixo e implementem taxas para grandes poluidores. Na frente tecnológica é importante desenvolver produtos com menos uso de materiais, que sejam mais duráveis e facilitem a reciclagem. Na frente cultural, estimular valores que não sejam baseados no consumo excessivo, investir em centros comunitários que compartilhem cultura. Na frente econômica, é preciso parar de favorecer indústrias poluidoras e incentivar a sustentabilidade. Há muitas estratégias e desafios. Mas muitos problemas ecológicos não são realmente difíceis de resolver. Já existem boas tecnologias e informação para fazer as coisas mudarem. A falta de ação é indesculpável.

O Globo - O materialismo realmente nos faz infelizes?

Annie - A despeito de todas as que pregam que consumir mais coisas nos torna mais felizes, um crescente número de pesquisas tem mostrado o contrário. Uma orientação de vida altamente materialista só aumenta a insegurança e a ansiedade. Eu não estou dizendo que comprar um produto novo nunca nos faz felizes. Mas à medida que consumimos mais, a satisfação vai diminuindo. Nosso primeiro ou segundo casaco certamente tiveram um impacto maior do que o 12 ou 13. Além disso, também nos preocupamos com os gastos. Obviamente, todas essas considerações só valem para quem pode consumir. Claro que pessoas que lutam para comprar comida a cada dia ficam muito felizes quando podem comprar alguma coisa. Mas quando falo de consumismo, estou me referindo a quem já tem o suficiente.

O Globo - Nossa sociedade está mesmo passando por um momento de mudança de paradigma? Como a economia global pode se adaptar?

Annie - Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente. Muitas pessoas começam a se sentir sufocadas no meio de um oceano de coisas. Nossas casas estão cheias. Nossas garagens estão lotadas. Passamos nosso tempo livre comprando, arrumando as muitas coisas que compramos. Temos mais coisas, porém, menos amigos do que as gerações anteriores. Estamos nos tornando socialmente isolados e solitários. Por isso, muita gente começa a perceber que as coisas mais importantes na nossa vida não são coisas materiais. Temos um excesso de coisas e um déficit do que realmente importa: tempo para lazer, para vida em comunidade, senso de significado em nossas vidas. Pessoas de todos os países ricos do mundo começam a reconsiderar suas prioridades, aprender a como viver melhor com menos, e a construir redes de compartilhamento de coisas. Você facilita o acesso a uma série de produtos que precisa apenas por parte do tempo, como cortadores de grama, copiadoras, e não precisa mais ser consumido pelo excesso. Já vemos mudanças na economia em busca de um novo modelo. Negócios baseados em aluguel de carros, DVDs e mesmo vestidos caros começam a florescer em toda parte. Para esse tipo de negócio, que são uma forma de inovação, há muitas oportunidades. E é um caminho de sucesso que não está baseado na destruição dos recursos do planeta. Eu sei que existe um longo caminho para uma economia global sustentável. Há desafios. Mas esses desafios não são nada se comparados com o desastre que nos espera se tentarmos continuar com o modelo atual indefinidamente. A questão não é se a economia irá se adaptar. Mas como ela fará isso. Simplesmente não podemos manter para sempre nosso ritmo de consumo atual. Vamos mudar por vontade própria e estratégia ou devido a um desastre. Eu prefiro que mudemos por estratégia e acho que já começamos!

Fonte – Ana Lucia Azevedo, Agência O Globo de de 10 de janeiro de 2012

Caindo a máscara dos plásticos pseudo verdes e de amido – biofuels industry in denial over CO2 error

Leia esta matéria que faz cair a mascara dos plásticos pseudo verdes da Braskem, dos plásticos de comida da Basf e de boa parte dos combustíveis de origem renovável. Agora, em português.

Indústria do biocombustível nega erro de neutralização de carbono

A União Europeia quer que o uso da bioenergia cresça mais de 50% até 2020, argumentando que esta fonte de energia é neutra em emissões de Carbono: o problema é que não é verdade, e este objetivo deve ser, de fato, descartado.

Tal medida iria enfrentar uma grande oposição do lobby ligado à agricultura, florestal e de energia, e diminuir ou reverter uma multibilionária indústria de bioenergia na Europa.

No entanto, as emissões de Carbono pela queima de bioenergia são, na verdade, muitas vezes maiores do que os combustíveis fósseis sendo considerada nula de carbono sob as regras de comércio de emissões e de baixo carbono em energia renovável.

Bioenergia refere-se a combustíveis líquidos ou sólidos derivados de plantas, seja das colheitas de alimentos, madeira ou gramíneas. 

Assim como combustíveis fósseis como gasolina, diesel e carvão, os chamados biocombustíveis também liberam Carbono quando se queimam em um motor de carro ou na indústria. 

Mas os políticos têm afirmado que a energia da queima das plantas não é poluente, porque o Carbono liberado é o mesmo que o Carbono absorvido quando as plantas estavam em crescimento. 

Essa afirmação ignora o fato que o plantio de uma lavoura para fins de gerar energia substitui outras plantações que seriam plantadas neste local, fazendo com que terras não cultivadas em outro lugar tenham que ser usadas para o cultivo que foi de lá tirado do seu local original de cultivo.

Quando esse novo campo, onde existia  grama, árvores ou arbustos é convertido em plantações para fins alimentar, ele não pode mais absorver CO2, anulando o suposto efeito neutro desta bioenergia.

Em outras palavras, a ideia de que esta bioenergia é carbono neutro, acaba não saindo da porteira da fazenda.

Uma exceção é o lugar onde a plantação desta lavoura de bioenergia, por exemplo, não substituiu a área plantada para produção de alimentação humana ou animal.

Mas isso significa reconhecer que existe alguma perda de utilidade,  isso é um debate antigo na industria, sendo plantar para fins de alimentação versus plantar para fins de gerar biocombustíveis.

O erro

Um painel de cientistas da Agência Europeia do Ambiente (EEA) há dois meses disse em uma nota: “As potenciais consequências deste erro da contabilidade de bioenergia são imensas”.

Eles confirmaram a primeira pesquisa destacada por Timothy Searchinger da Universidade de Princeton em um artigo de 2009 na revista Science.

A EEA é uma agência da União Européia que fornece consultoria independente.  Em seu painel de ciência recomendou há três anos que o objetivo da UE de usar biocombustíveis líquidos deveria ser suspenso.

O erro é crítico porque o maior objetivo da UE é de direcionar um quinto da energia do bloco europeu para derivados de fontes renováveis até 2020 depende muito da bioenergia.

Enquanto isso, a indústria está se expandindo através de metas para as refinarias e utilitários para consumo deste tipo de combustível.

Um joint venture envolvendo a companhia petrolífera BP, Dupont e AB Açúcar irá inaugurar uma nova refinaria no nordeste da Inglaterra, onde irá processar anualmente 1.100.000 toneladas de trigo, gerando  bioetanol, e vende a ideia de que este produto gerado não irá emitir Carbono, ou seja, seria um produto Carbono neutro.

“O CO2 emitido quando o biocombustível é queimado nos veículos é compensado pelo CO2 absorvido durante o crescimento do trigo na lavoura”, diz o website Vivergo.

O erro surgiu originalmente na Convenção do Clima das Nações Unidas 1992, onde as emissões de bioenergia foram categorizadas de acordo com o uso da terra em vez do tipo de energia, diz Searchinger.

O Protocolo de Kyoto de 1997 manteve essa abordagem. Mas neste protocolo, os países não têm a obrigatoriedade que prestar conta do uso de suas terras em suas metas de emissões e assim a quantidade CO2 emitido a partir de bioenergia desaparecem da contabilidade.

O erro do Carbono neutro acrescenta às preocupações de que os biocombustíveis poderiam realmente levar a grandes aumentos nas emissões de carbono, se os agricultores substituírem a perda de locais de plantação derrubando florestas, um efeito conhecido como a mudança indireta do uso da terra (ILUC).

O que significa?

O ponto principal é que o total das emissões de carbono emitidos nos escapamentos dos carros ou nas chaminés devem ser contabilizadas, assim como os combustíveis fósseis, em vez de ser ignorado, como está sendo feito hoje.

Atualmente, a bioenergia é considerada isenta de gases de efeito estufa permitindo o comércio de emissões de carbono no esquema da União Européia. Enquanto isso, funcionários da Europeus estão decidindo quais combustíveis gerados a partir de bioenergia devem ser considerados renováveis, dependendo das emissões de Carbono, o que provavelmente irá ignorar o equívoco do Carbono neutro. 

A soma das emissões da queima faz da bioenergia muito mais poluente do que os combustíveis fósseis porque existem emissões extras no crescimento da cultura e porque o produto tem um maior teor de umidade do que o petróleo ou o carvão.

Então,  a bioenergia a partir de plantas , não deve ser considerada como mais renovável ou de baixo carbono do que a energia gerada partir dos combustíveis fósseis.

Faz sentido continuar a apoiar a transformação de energia a partir de RESÍDUOS de produtos, incluindo resíduos de origem animal, alimentos e serrarias.

A bioenergia pode poupar algum carbono, mas é discutível se estes são suficientes para compensar as maiores emissões comparado com a queima de combustíveis fósseis.

Um caminho é aumentar o preço dos alimentos que poderiam ajudar os agricultores a melhorar o rendimento das culturas, o que significaria melhorar o rendimento das terra não cultivadas.

Outra coisa é não substituir as plantações deslocadas para outras áreas, apesar de que isso pode gerar ampliar os problemas com a alimentação humana .

Utilizar subprodutos para alimentação animal também pode salvar o cultivo dedicado para a alimentação do gado.

Economias nas emissões de carbono serão feitas caso a plantação produzir mais matéria vegetal, e então absorver mais CO2 do que a safra que a substituiu. Esse é o caso, por exemplo, onde a cana para produzir etanol é cultivado no lugar das pastagens.

Mas há também impactos de Carbono, incluindo o impacto ILUC mencionado acima.

Dada a dificuldade de calcular esses impactos, a suposição padrão deve ser que estes combustíveis emitem tanto carbono quanto os combustíveis fósseis.

Florestas plantadas para produzir o combustível de madeira também não escapam.

A primeira colheita pode absorver mais CO2 do que o uso anterior da terra. Mas, em sucessivas rotações, mudas novas absorvem menos carbono do que se as árvores cortadas fossem deixadas para crescer até a sua maturidade.

Searchinger usa o exemplo de uma rotação de 55 anos de Douglas Firs – uma conífera – para gerar combustível de madeira, que emite quatro a cinco vezes mais CO2 do que queimar carvão ou gás durante 25 anos, o período usual utilizado na análise de retorno do investimento.

Fonte – Gerard Wynn, Reuters de 14 de novembro de 2011. – Tradução – FUNVERDE

Caindo a máscara dos plásticos pseudo verdes e de amido – biofuels industry in denial over CO2 error

Leia esta matéria que faz cair a mascara dos plásticos pseudo verdes da Braskem, dos plásticos de comida da Basf e de boa parte dos combustíveis de origem renovável.

biofuels industry in denial over CO2 error

The European Union wants bio-energy use to rise by more than half by 2020 arguing that the energy source is carbon neutral: the trouble is it isn’t, and the target should in fact be scrapped.

Such a move would face huge opposition from farming, forestry and energy lobbies and slow or reverse a multi-billion -euro bio-energy industry in Europe.

Yet carbon emissions from burning bio-energy are actually often higher than for fossil fuels, while being deemed zero carbon under emissions trading rules and low-carbon in renewable energy targets.

Bio-energy refers to liquid or solid fuel derived from plants, whether food crops, wood or grasses.

Like fossil fuels petrol, diesel and coal, biofuels release carbon when they burn in a car engine or power plant.

But policymakers have maintained that energy from burning plants is non-polluting because the carbon released is the same as the carbon absorbed when the plants were growing.

This ignores the fact that planting a field of energy crops displaces what was grown there before, causing uncultivated land elsewhere to be ploughed up.

When that other field of grass, trees or scrub is converted to crops for consumption it can no longer absorb CO2, cancelling out the supposed “neutral” effect of bio-energy.

In other words, the idea that it is carbon neutral stops at the farm fence.

An exception is where the crop displaced by the energy crop, for example food or animal feed, is not replaced. But that means acknowledging some loss of utility in a long-running food-versus-fuel debate which the industry has always hotly disputed.

The error

A European Environment Agency (EEA) panel of scientists two months ago in a note said: “The potential consequences of this bioenergy accounting error are immense”.

They were affirming research first highlighted by Princeton University’s Timothy Searchinger in a 2009 article in the journal Science.

The EEA is an EU agency which provides independent advice. Its science panel three years ago recommended that the EU’s liquid biofuel target be suspended.

The error is critical because the EU’s wider goal of deriving a fifth of the bloc’s energy from renewable sources by 2020 depends heavily on bio-energy. (See Chart 1)

Meanwhile, the industry is expanding through targets for refiners and utilities to supply the fuel.

A joint venture involving oil company BP, Dupont and AB Sugar will launch a refinery in northeast England to annually process 1.1 million tonnes of wheat into bio-ethanol, and leans on the notion that the product is carbon neutral.

“The CO2 emitted when the biofuel is burnt in the vehicle is offset by the CO2 absorbed during the growing of the wheat crop,” the Vivergo website says.

The error originally arose in the 1992 U.N. Climate Convention where bio-energy emissions were categorised under land use instead of energy, says Searchinger.

The 1997 Kyoto Protocol retained that approach. But under Kyoto, countries didn’t have to account for land-use emissions in their emission targets, and so CO2 from bio-energy disappeared from such accounting altogether.

The carbon-neutral error adds to concerns that biofuels could actually lead to vast increases in carbon emissions, if farmers replace lost food crops by clearing forests, an effect referred to as indirect land use change (ILUC).

What does it mean?

The bottom line is that the full carbon emissions at the tail pipe or smokestack should be accounted for in bio-energy, just as for fossil fuels, instead of being ignored as at present.

Currently, bio-energy is exempt from greenhouse gas permitting in the EU’s emissions trading scheme. Meanwhile EU officials are deciding which bio-energy fuels should count as renewable, depending on carbon emissions which will likely ignore the carbon neutral error. (See Chart 2)

Adding the emissions from burning it makes bio-energy much more polluting than fossil fuels because there are extra emissions from growing the crop and because the product has a higher moisture content than oil or coal. (See Chart 3)

So while bio-energy from plants still has a role as an alternative energy source, it should not be supported in renewable or low-carbon targets any more than fossil fuels.

It does makes sense to continue to support making energy from waste products including food, animal and sawmill waste.

And bio-energy can make some carbon savings, but it’s debatable whether these are enough to offset the greater emissions compared with burning fossil fuels.

One way is by raising food prices which could help farmers improve crop yields, which means less uncultivated land is ploughed.

Another is if displaced food crops are not replaced, although that has implications for malnutrition.

Using by-products for animal feed could also save growing dedicated crops for livestock.

And savings are made if the energy crop produces more plant matter, and so absorbs more CO2, than the crop it replaces. That’s the case, for example, where sugar cane to produce ethanol is grown on grassland.

But there are also carbon penalties, including the ILUC impact mentioned above.

Given the difficulty of calculating these savings and penalties as well as the wide-ranging academic estimates, the default assumption should be that these fuels are as carbon-emitting as fossil fuels.

Plantation forests for wood fuel don’t escape, either.

A first crop may absorb more CO2 than the former land use. But in successive rotations, new saplings will absorb less carbon than if the harvested trees were allowed to grow to maturity.

Searchinger uses the example of a 55-year rotation of douglas firs to burn wood fuel, which emits four to five times more CO2 than burning coal or gas over 25 years, the usual period used in payback analysis. (Editing by Jason Neely)

Fonte – Gerard Wynn, Reuters de 14 de novembro de 2011

Zaeli é multada por omitir transgênicos

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, multou hoje a empresa Alimentos Zaeli Ltda. em R$ 548 mil por deixar de informar no rótulo do produto a existência de ingrediente transgênico em sua farinha de milho.

A fiscalização foi coordenada pelo DPDC com os Procons Estaduais do Mato Grosso, São Paulo e Bahia. Dentre os diversos produtos coletados pelos órgãos estaduais para análise, a Farinha de Milho – Fubá Fino Mimoso, fabricada pela Alimentos Zaeli Ltda., apresentou resultado positivo para a presença de transgênicos sem informar no rótulo do produto.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e com o decreto 4.680/2003 2003, é obrigatório informar no rótulo do alimento a presença de mais de 1% de ingredientes transgênicos. Análise de laboratório confirmou a presença de 22% de milho geneticamente modificado.

Fonte – O bonde de 06 de janeiro de 2012

A solução simples, boicote esta e qualquer empresa que não tem respeito por seus clientes.

Oras, eles fabricam seus produtos para seus clientes, que são a base do seu lucro e se o cliente não quer transgênico, por que diabos eles estão fabricando isso? Para obter mais lucro?

Empresas precisam entender que quem manda é o cliente, que a concorrência é grande e se a empresa mentir, omitir informações, o cliente migra para seu concorrente, o que pode significar o fechamento desta empresa que foi desleal com o cliente.

Consumidor, aprenda que seu poder é absoluto, que você pode mudar toda a indústria, você pode mudar o mundo, mas você tem que querer, tem que ter iniciativa, tem que tirar a bunda do sofá onde passa os dias assistindo novelas e mobilizar seus parentes, amigos, sua rede de contatos, para que tudo mude.

Diga não aos transgênicos! Se você não comprar, eles não irão plantar, eles não irão fabricar.

Atenção, fique alerta – prefeitura anuncia nova audiência pública para queimar o lixo em 30 de janeiro de 2012

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais -. Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, 08 horas da manhã, no Hélio moreira.

Então, convocam a audiência no apagar das luzes de 2010, quando a cidade está praticamente vazia e festando, data em que ninguém está preocupado em ler jornal, muito menos os classificados e marcam a audiência para o final de janeiro, período em que todos estão em férias.

A convocação apareceu no jornal o diário no dia 29 de dezembro – pra ninguém ler – no caderno de classificados, o classidiário – que ninguém lê – na página C-6, canto inferior direito, em letrinhas beeem pequenininhas, que é para ter absoluta certeza de que quem é contra queimar o lixo não iria ler.

Com quase 10 milhões para gastar em publicidade, quando lhes interessa, compram página inteira, caso contrário, escondem onde ninguém lê. Isso é falta de espírito democrático, isso não se faz.

Mas, como leais soldados da mãe terra, estamos sempre em alerta, Defcon 1 e, portanto, vamos divulgar, panfletar, conceder entrevistas, chamar especialistas, adesivar carros, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para não deixar este crime ocorrer.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Diga não à incineração de lixo!

 

Santa Catarina – Eletrosul faz pregão eletrônico para queimar lixo

Eletrosul faz ´pregão eletrônico´ para contratar estudo dirigido para um sistema de tratamento térmico de lixo

A ELETROSUL Centrais Elétricas S/A que possui a sua sede em Florianópolis (Santa Catarina), publicou as vésperas do Natal e do Ano Novo, um edital para cumprir a licitação pública – Pregão Eletrônico nº 913112161 – que tem por objeto a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”.

O ofício da ELETROSUL que torna pública a licitação – Pregão Eletrônico nº 913112161 – é assinado pelo gerente da Divisão de Licitação e Contratos – DVLC, datado em 16 de dezembro de 2011, uma sexta-feira, dia que antecede a semana em que todo o povo brasileiro se preparava para as Festas de Natal e da Virada do Ano.

Nesse documento em questão, a Divisão de Licitação e Contratos da ELETROSUL diz que “o recebimento das propostas ocorre a partir das 16h do dia 16/12/2011 e a abertura programada para às 10h do dia 05/01/2012, sendo que o início da sessão de disputa de preços será às 14h do dia 05/01/2012”.

O leitor do site Máfia do Lixo pode calcular o total de dias úteis que antecedem a apresentação da proposta exigida no Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O dia da publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL ocorreu em uma sexta-feira (16/12/2011).

Vem o sábado (17/12) e o domingo (18/12). A seguir contamos cinco (5) dias úteis. E chega a véspera de Natal, sábado (24/12). Dia seguinte é Natal, domingo (25/12).
Mais cinco (5) dias e temos outro sábado (31/12), esse agora é véspera de Ano Novo.

Chega o dia 1º de janeiro de 2012, um domingo. Temos então mais três (3) dias úteis na primeira semana de 2012. E finalmente o dia da abertura do Pregão Eletrônico nº 913112161, uma quinta-feira (05/01).

Contamos treze (13) dias úteis, desde a data de publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161, tempo esse oportunizado para que as empresas brasileiras interessadas em participar do certame da ELETROSUL, cujo objeto prevê a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”, apresentem as suas propostas. Inacreditável.

O “estudo” a ser contratado pela ELETROSUL vai definir posteriormente o Edital de uma licitação milionária, instrumento esse a ser publicado ainda em 2012, cujo certame terá por objeto a instalação e operação de uma USINA DE LIXO na Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o total de trinta e nove (39) cidades gaúchas: Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Crissiumal, Esperança do Sul, Humaitá, Sede Nova, São Martinho, São Valério do Sul, Tiradentes do Sul, Três Passos, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caiçara, Cerro Grande, Cristal do Sul, Erval Seco, Frederico Westphalen, Irai, Jaboticaba, Palmitinho, Pinhal, Pinheirinho do Vale, Rodeio Bonito, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre, Alpestre, Constantina, Engenho Velho, Gramado dos Loureiros, Nonoai, Novo Xingu, Rio dos Índios, Ronda Alta, Sarandi, Três Palmeiras e Trindade do Sul.

Lendo o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL, pode-se perceber que a licitação apresenta fortes indícios de direcionamento, que impedem a participação de diversas empresas brasileiras, as quais utilizam outras tecnologias de ponta. Tecnologias essas diferentes da proposta pela ELETROSUL no Pregão Eletrônico em andamento.

Entendo que a definição de tecnologia imposta pela ELETROSUL interfere e distorce o processo licitatório público.

Conforme consta no edital do Pregão Eletrônico nº 913112161, a ELETROSUL exige experiência em incineração, impondo em uma licitação pública essa tecnologia, um processo desaconselhado pela PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que afasta inúmeras empresas brasileiras, as quais possuem outras tecnologias concorrentes que são utilizadas em diversos países da Europa.

Se desconhece que a ELETROSUL tenha promovido qualquer audiência pública com os moradores das trinta e nove cidades gaúchas, cuja pauta tenha sido a contratação desse “estudo” que impõe a tecnologia da incineração de lixo.

Certamente o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPE-SC) deverá analisar com profundidade o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O administrador Enio Noronha Raffin vai noticiar ainda hoje o MPE-SC para que esse tome as providências de estilo.

Fonte – Máfia do lixo de 04 de janeiro de 2012

Não é só por aqui que a máfia do lixo está querendo queimar recursos naturais. O Brasil se tornou uma mina de ouro para a máfia do lixo. Bilhões em contratos que duram mais de 30 anos, é o paraíso para eles. Mas por que isto está ocorrendo? Porque os administradores públicos vem empurrando o problema do lixo com a barriga faz séculos, se recusando a fazer a lição de casa, que é cobrar da população a separação para reciclagem e compostagem.

As prefeituras não tem um programa de educação ambiental para desincentivar o consumo, conscientizar da população para o problema do lixo e ensinar que, cada um fazendo sua parte, todos ganham com a solução do problema.

Infelizmente, o primeiro setor só se interessa por obras faraônicas, bilionárias, que rendam o dízimo, o terço, que a mídia divulgue. Agora, fazer o básico parece não fazer parte dos planos dos administradores públicos.

It is sun-believable – pesquisadores criam tinta capaz de captar energia solar

Muitas residências e prédios comerciais já adotaram alternativas sustentáveis para terem energia elétrica como os painéis solares, que captam energia do sol. Os painéis solares se tornaram razoavelmente comuns, mas ainda assim são muito caros. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Notre Dame (que apesar do nome fica nos Estados Unidos), desenvolveram uma tinta para paredes capaz de captar energia solar, a Sun-Believable.

A tinta, que utiliza partículas semicondutoras para produzir energia, é uma opção barata para transformar uma residência inteira em um grande ‘painel’ de energia solar.

Os pesquisadores iniciaram o projeto com a tentativa de descobrir um mecanismo que fosse além da tecnologia solar baseada em silício. Para isso, a equipe se centrou em desenvolver nano partículas de dióxido de titânio, revestidas com sulfeto de cádmio ou seleneto de cádmio.

As partículas por sua vez foram misturadas em uma base de álcool-água para criar uma pasta. Quando a pasta é aplicada sobre um material condutor transparente e exposta à luz, ela é capaz de gerar energia.

Por enquanto, os pesquisadores conseguiram atingir apenas 1% de eficiência em conversão da luz em energia com a tinta, muito abaixo da eficiência energética de 10 a 15% dos painéis solares disponíveis no mercado.

“Mas esta tinta pode ser feita de forma barata e em grandes quantidades. Se pudermos melhorar a eficiência energética, poderemos fazer uma grande diferença encontrando outros recursos para as necessidades energéticas do futuro”, afirmou ao Science Daily Prashant Kamat, John A. Zahm, pesquisador do Centro de Nano Ciência e Tecnologia da Universidade de Notre Dame.

Os pesquisadores planejam agora estudar melhorias para tornar a Sun-Believable um material mais estável e eficiente.

Fonte e imagem – Geek de 25 de dezembro de 2011

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