Cidade do México inicia cruzada contra as sacolas de plástico

Nova Lei de Resíduos Sólidos estabelece que o comércio cobre pelas sacolas a partir desta quinta

Quer uma sacola? Pois são 2 pesos. Ou 3, ou 1, o que cada negócio determinar. O que sim é fato é que a sacola não sairá mais de graça na Cidade do México a partir desta quinta-feira, com a entrada em vigor da nova Lei de Resíduos Sólidos. O governo da capital espera, assim, diminuir o consumo de sacolas de plástico, que, calcula-se, supera os 20 milhões de unidades diárias somente no Distrito Federal.

As tradicionais bolsas que costumam ser oferecidas pelos supermercados são fabricadas a base de petróleo e, dependendo de sua espessura, podem demorar várias centenas de anos para se degradar sozinhas. Para amenizar esse impacto ambiental, a partir desta quinta, 19 de agosto, os comerciantes da capital mexicana deverão cobrar as sacolas de plásticos dos clientes, que além disso deverão ser biodegradáveis. Do contrário, se arriscam a serem presos por 36 horas e pagar multas que variam de mil a 20 mil dias de salário mínimo mexicano.

A Lei de Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto do ano passado. A partir de então, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Distrito Federal dispôs de um ano para estudar e determinar todos os pormenores da legislação.

Mas agora que a data está para chegar, nem muitos os negócios da capital estão preparados para a mudança nem há consenso sobre as regras da nova lei. “Aqui não sabemos. Ainda não nos disseram nada”, comentou terça-feira um dos empacotadores de um supermercado no centro, pertencente a uma das maiores cadeias do México. Na loja de conveniência da esquina, também pertencente a um conhecido grupo empresarial, tampouco havia muita informação, salvo que os funcionários estão esperando “que a companhia mande um comunicado com os detalhes”.

Que falta de vergonha na cara, parece o Brasil. A lei dá um ano para se adaptar e chega na hora todo mundo quer dar um jeitinho de empurrar o prazo com a barriga ou derrubar a lei de vez, o que for mais conveniente, desde que não se tenha que mudar nada. Ô gente acomodada, ô gente preguiçosa, ô povinho do século passado.

Na véspera da entrada em vigor da lei, nem o supermercado nem a loja tinham sacolas biodegradáveis à disposição, nem sabiam quanto iriam cobrar por elas. A lei recebeu numerosas críticas. As da Associação Nacional de Indústrias do Plástico (Anipac) talvez fosse de se esperar. Mas até o Partido Verde tinha fortes objeções à medida. De ambas perspectivas, em comum há a reclamação de que a lei é ambígua e portanto consideram que as sanções são inaplicáveis. “Só com o desenvolvimento da norma se poderá estabelecer a lei como tal”, disse Alberto Couttlolenc, deputado do Partido Verde e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Distrito Federal. Em particular, Couttlolenc criticou que a lei não especifica o que é “biodegradável”.

Quanto à máfia do plástico mexicano, máfia é máfia e só estão interessados no lucro sem responsabilidade. mas quanto ao PV mexicano, é numa situação dessas em podemos ver a verdadeira face do político traiçoeiro, que se filia e se elege por um partido claramente comprometico com o ambiente e fazem de tudo menos proteger o planeta. Tomara que esses políticos do PV mexicano tenham a resposta da traição nas urnas.

O deputado assinalou que a secretaria do Meio Ambiente deveria definir elementos como quais tecnologias de biodegradação serão aceitáveis, como será a fiscalização para a aplicação das sanções e como os consumidores poderão identificar as novas sacolas.

Diante das “ambiguidades” da norma, Couttlolenc liderou esta semana uma revisão da lei que propõe várias modificações, entre elas a que não se cobre pelas sacolas “para não prejudicar as famílias mexicanas”‘, e que se exija que as sacolas sejam biodegradáveis em prazo máximo de dez anos. Mas estas mudanças dependem de uma nova votação na assembleia e enquanto isso não ocorre a lei entrará em vigor tal como foi aprovada um ano atrás.

“Como se irá punir o comerciante que siga oferecendo sacolas? Quem será punido com 36 horas de prisão, o caixa, o diretor?”, pergunta o deputado verde. Na corrida contra o tempo, deputados pedirão ao governo que temporariamente permita que a Lei de Resíduos Sólidos entre em operação sem que se aplique as punições que a norma estabelece. “O problema no México é que 90% das sacolas são reutilizadas como saco de lixo e são recheadas com produtos orgânicos”, disse Couttlolenc. “Então as sacolas geram gás metano, que é 60% mais prejudicial ao ambiente que o CO2.”

Uma mudança de hábitos no uso das sacolas plásticas entre as mais de 20 milhões de pessoas que habitam a região da Cidade do México e municípios próximos sem dúvida teria um efeito positivo para o meio ambiente da capital. De fato, um estudo recente da TNS Research International revela que os habitantes do Distrito Federal estão mais conscientes e preocupados com o meio ambiente do que o restante dos mexicanos. Imprecisões e ambiguidades à parte, parece que o público da capital está disposto a assumir o desafio ecológico.

Sim, o banimento da sacola plástica de uso único significará o aumento da vida útil dos aterros e lixões em 10%, diminuirá as enchentes decorrentes de bueiros entupidos com sacolas, diminuirá o custo do governo com a limpeza pública, enfim, banir a sacola plástica de uso único só tem o lado positivo, de negativo mesmo só o egoísmo de todos que querem que o mundo melhorem mas desde que eles mesmos não tenham que mudar para melhorar. Em qualquer pesquisa todos se dizem preocupados com a poluição, mas peça a esses mesmos para reciclarem, usarem menos recursos naturais, usarem sacolas retornáveis. Daí é só desculpa em cima de desculpa. É por isso a importância das leis, das multas altas e sim, de enjaular os que não cumprem a lei em último caso, porque a humanidade é incapaz de mudar seus hábitos por vontade própria.

Quanto às sacolas biodegradáveis, esperamos que eles estejam se referindo às sacolas oxibiodegradáveis, que em 18 meses terão se reintegrado ao ambiente, restando apenas água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2.

Quanto às sacolas de cana e de amido, as sacolas de comida, essas devem ser proibidas imediatamente em qualquer lugar do planeta, em nome da segurança alimentar mundial, pois com mais de um bilhão de pessoas passando fome e sede e os bandidos inventam sacolas em que se usa solo fértil e água potável para plantar comida e pasmem, transformar esta comida em sacolas que serão utilizadas por no máximo meia hora.

Comida é para alimentar a humanidade e NUNCA, JAMAIS, para fazer sacola plástica!

Mude o mundo, use sacola retornável!

Fonte – Revista Veja de 18 de agosto de 2010

Imagem – Getty

México adota lei contra sacola plástica que prevê prisão

Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores.

A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (cerca de R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores.

A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis.

Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.

‘Caça às bolsas’

A Lei dos Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação.

A mudança vem sendo criticada por diversos setores, desde a Associação Nacional das Indústrias de Plástico até o Partido Verde.

Nooossa, sério mesmo que a máfia mexicana do plástico está estrilando? Que novidade … Para eles é sempre “meu lucro primeiro e mundo que se exploda, ou melhor, que se plastifique”.

Alguns estabelecimentos comerciais também anunciaram que não vão acatar a lei e continuarão fornecendo as sacolas gratuitamente.

Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital mexicana, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma “caça às bolsas”, mas sim apenas reduzir seu uso.

Por sua vez, a líder do partido governista PAN na Assembleia Legislativa da capital, Maria Gómez del Campo, pediu aos moradores da Cidade do México que adotem uma cultura de reciclagem e disse que uma possível flexibilização da lei não é negociável.

Metano

O deputado Alberto Couttlolenc (PV) disse à repórter Inma Gil, da BBC Mundo, que o governo precisa definir quais são as tecnologias aceitáveis para a produção das bolsas e o que vem a ser exatamente uma “sacola biodegradável”.

O parlamentar também cobrou um melhor esclarecimento sobre como será a fiscalização e como o consumidor pode identificar a sacola correta.

“Como o comerciante que continuar dando as sacolas vai ser punido? Quem vai receber a multa com 36 hora de prisão, a mulher no caixa, o diretor da empresa?”, questionou, ressaltando o que diz ser lacunas na legislação.

O governo disse que mais detalhes relacionados a lei devem ser divulgados nas próximas semanas.

Fonte – BBC Brasil de 19 de agosto de 2010

Imagem – Borut Peterlin

Não entendemos esse povo que reclama que ninguém resolve os problemas ambientais do mundo e quando se resolve um deles – um dos enormes – ficam reclamando, pois descobrem que tudo tem seu preço e o preço de diminuir em 10% o lixo é a ação de se preocupar em como levar suas compras para casa.

Ah gente, parem de reclamar, usem sacolas retornáveis, caixas de papelão, mochilas, carrinhos de compra, furoshiki ou qualquer embalagem disponível, desde que seja ecologicamente correta tratem de calar a boca e aceitar a lei.

Para se mudar destino da humanidade, cada humano tem que mudar o seu modo de viver, se tornar um consumidor sustentável, desacelerar o consumo, enfim, fazer sua parte, se adaptar à nova realidade deste século, em que travamos uma batalha contra a extinção por conta de nossos péssismos hábitos de consumo, aceitar que os recursos naturais são finitos, que cada quilo de lixo que geramos diariamente está indo parar em uma terra fértil, que um dia fará falta para agricultura.

Quanto à sacola à venda, esperamos que ela seja oxibiodegradável que é uma sacola feita de nafta – subproduto do refino do petróleo, que a cada barril refinado gera até 5% de nafta e que se não for utilizada para fabricar sacola será queimada na própria usina, não tendo tido benefício para humanidade – como a sacola convencional, mas, diferentemente da sacola plástica de uso único convencional que demora até 500 anos para se degradar, a sacola oxibiodegradável demora apenas 18 meses para retornar ao planeta em forma de água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2.

A única diferença entre a sacola plástica de uso único convencional e a oxibiodegradável – e aí está a grande sacada da tecnologia e por isso mesmo a defendemos onde não pode ser usada sacola retornável – é que se retira 1% do plástico convencional na hora da fabricação e se troca por 1% do aditivo D2W, que faz com que esta sacola se oxide e depois biodegrade em apenas um ano e meio. Para saber mais sobre plástico oxibiodegradável clique aqui.

Quanto à mais nova besteira inventada, um crime contra a humanidade, a maldita sacola biodegradável, feita de comida, nós somos totalmente contra o uso de comida para fazer plástico, porque é uma sandice que está acontecendo no Brasil, uma imbecilidade que é usar terra fértil e água potável para plantar batata, arroz, mandioca, milho – comida que tenha amido - e ao invés desta comida servir para alimentar a humanidade faminta, transformar este alimento em uma sacola plástica qie será usada por no máximo meia hora.

Depois tem outra, a sacola de comida contém mais de 50% de petróleo na composição, então não é só comida, é comida mais petróleo e por último, se não for colocada em ambiente de compostagem – usina de compostagem – e for parar em um lixão ou aterro normal ela irá liberar metano, 23 vezes mais prejudicial do que o CO2.

Vocês ainda lerão muito sobre a maldita sacola de comida em nosso site. Recuse sacola de comida, pense na segurança alimentar dos humanos de hoje e dos que ainda nem  nasceram.

Leia mais sobre plástico de comida e plástico de cana em nosso site, duas invenções abomináveis, que só existem para dar lucro para a máfia do plástico e destruir os recursos naturais do planeta. A sacola de cana, além de utilizar solo fértil e água potável, ainda não faz deste plástico nada melhor do que o convencional, porque demora os mesmos 500 anos poluindo o planeta.

Sorocaba busca multa para desperdício de água

Quem for flagrado desperdiçando água pode ser multado em até R$ 15 mil, em Sorocaba (SP), prevê projeto protocolado na Câmara da cidade. Segundo a medida, é considerado desperdício usar água do sistema público para lavar carros e calçadas.

O valor dobra na reincidência e triplica nos períodos de estiagem, como o atual. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB).

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) de Sorocaba iniciou campanha nas rádios pedindo economia de água. Também pede à população que denuncie o desperdício. A medida foi tomada em razão do aumento no consumo motivado pelo clima seco.

Sem chuva há 45 dias, o nível dos reservatórios baixou e a autarquia começou a usar água da represa de Ipaneminha, reservada para os períodos de seca. Ontem, apesar da melhoria na umidade do ar, que à tarde estava em 34%, a cidade voltou a registrar queimadas. Um incêndio atingiu uma área de 12 hectares de mata e eucaliptos numa região de condomínios, no Alto da Boa Vista. Bombeiros e voluntários trabalharam toda a madrugada para evitar que as chamas atingissem chácaras.

Em Porto Feliz, com a redução no nível do ribeirão Avecuia, o serviço de água começou a usar o aquífero Tubarão para manter o abastecimento. O líquido é captado em poços profundos. A cidade também convive com a fumaça oriunda de queimadas. Em Araçoiaba da Serra, produtores rurais do bairro Jundiaquara reclamavam da falta de água para irrigação. Lagoas e córregos usados para a captação estavam praticamente secos. (AE)

Fonte – José Maria Tomazela, Reporter Diário de 30 de agosto de 2010

Esta é uma lei que todas as cidades tem que ter, porque é ridículo o consumo exagerado de água pela população. É só sair em qualquer dia do ano e ver funcionários lavando calçadas de empresas, donas de casa varrendo a calçada com mangueira e a imbecilidade do povo lavando carro nos finais de semana na calçada, com a mangueira jorrando água no chão enquanto o carro é ensaboado.

Caros políticos, sejam vereadores, deputados estaduais, prefeitos e governadores, vocês tem que fazer leis mais importantes que nomear ruas e criar datas comemorativas. Sempre postamos leis ambientais na esperança de que vocês políticos que visitam a página se inspirem nessas leis e as copiem.

Vocês podem fazer mais do que só que ficar quatro anos só inventando leis inúteis e tentando enricar através de esquemas. Façam leis que podem mudar o destino da humanidade e uma delas é a economia de água, recurso natural precioso para a humanidade, que está sendo desperdiçado, contaminado, enfim, ninguém se dá conta da importância da água, até as torneiras secarem.

Na Inglaterra, uso de sacolas plásticas cai 43% em 4 anos

Nós ainda estamos engatinhando nesse tema, mas nos supermercados da Inglaterra, nos últimos quatro anos, o uso de sacolas plásticas caiu 43%, segundo matéria de hoje do jornal inglês “The Guardian”. Nesse período, a quantidade de matéria-prima usada para a fabricação dessas bolsas foi reduzida em 39.700 toneladas por ano.

Em entrevista ao jornalista Mark King, um porta-voz da rede varejista Marks & Spencer diz que eles começaram a cobrar pela sacola plástica, que leva 100 anos para se decompor na natureza, em maio de 2008. Além da cobrança, eles incentivam o uso de bolsas que podem ser utilizadas várias vezes. E os números mostram que as novas práticas adotadas pela rede valeram a pena: de 2006 para cá, o uso de sacolas plásticas caiu 64%.

Para conseguirmos bons resultados como esse, é preciso mudar de atitude. Ainda dá tempo! Consumidores que estão preocupados com a preservação do meio ambiente devem deixar o plástico de lado e passar a usar bolsas de tecido, que podem ser encontradas em lojas e supermercados da cidade.

Fonte – O Globo de 25 de agosto de 2010

Solução óbvia, mas que não vem sendo adotada no Brasil pelo varejista por medo de perder o cliente e quando existe lei, ela não bane de vez a sacola ou obriga a cobrar por ela porque o político tem medo de perder voto com uma lei impopular.

Vamos dizer o que funciona de verdade para acabar com as malditas sacolas plásticas de uso único.

Dar desconto para quem levar sua própria sacola. Tem sido adotado o desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens. Funciona mal e porcamente, pois as pessoas não dão valor a centavos.

Trocar por um quilo de alimento a cada 50 sacolas devolvidas. Funciona pior ainda, primeiro porque as pessoas tem preguiça de armazenar e levar as sacolas de volta e segundo porque o supermercadista não quer trocar lixo – para o supermercadista é lixo pois ninguém recicla sacola plástica de uso único – por comida de jeito nenhum.

Cobrar pela sacola, de preferência 10 vezes mais do que seu preço de compra. Isto é, uma sacola custa para o supermercado R$ 0,03, então que se cobre R$ 0,30 a sacola, porque se cobrar seu valor de custo, as pessoas comprarão e continuarão a usar, porque o valor é muito baixo. Agora, se cobrar R$ 0,30 por cada sacola, a situação muda, as pessoas levarão suas sacolas retornáveis, carrinhos de feira, mochilas, pedirão caixas de papelão usadas. Essa estratégia funciona muitíssimo bem.

Fazer lei para banir as sacolas plásticas de uso único no varejo. Esta é a melhor solução, mas tem que ser um político mais preocupado com a humanidade e o planeta do que com sua popularidade, apesar de que inicialmente as pessoas reclamam mas, passado um mês todos já se acostumaram e passam a ver com bons olhos a lei. É o caso do prefeito de São Paulo, Kassab, que acabou com a poluição visual ordenando a retirada dos outdoors que emporcalhavam a cidade e regulamentou o tamanho dos letreiros das lojas e por isso foi vaiado, xingado, coitado. Mas, hoje, qualquer morador ou visitante de São Paulo percebe claramente como a cidade ficou mais bonita, mais limpa e elogia a coragem do prefeito em fazer o que é certo.

É isso, para banir para o quinto dos infernos essa invenção diabólica que é a sacola plástica de uso único tem que ser através de lei, senão cada coisa irá funcionar mais ou menos, e elas continuarão a causar enchentes, entupir bueiros, contaminar rios e mares, diminuindo a vida útil dos lixões e aterros em 10%, matando animais e deixando um planeta pior para todos nós.

Mude o mundo, mudando seus hábitos. Use sacola retornável.

O Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo

Com a crise econômica internacional, a estimativa da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é que, até o final de 2009, a América Latina deve contabilizar 53 milhões de famintos. Ao mesmo tempo, os países da região desperdiçam grandes volumes de alimentos, que seriam suficientes para alimentar toda a população carente. Para a FAO, a redução das perdas é uma solução para o aumento da oferta de comida. As causas primordiais desse prejuízo são maus hábitos de alimentação e o gerenciamento inadequado, desde o plantio até a chegada do produto à mesa do consumidor.

O Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo. Cerca de 35% de toda a produção agrícola vão para o lixo. Isso significa que mais de 10 milhões de toneladas de alimentos poderiam estar na mesa dos 54 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Segundo dados do Serviço Social do Comércio (Sesc), R$ 12 bilhões em alimentos são jogados fora diariamente, uma quantidade suficiente para garantir café da manhã, almoço e jantar para 39 milhões de pessoas.

O descuido percebido no processo produtivo se repete na casa das pessoas. De acordo com o Instituto Akatu, organização não-governamental dedicada a promover o consumo consciente, uma família brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma semana. Em valores, isso representa US$ 1 bilhão, dinheiro suficiente para alimentar 500 mil famílias. Além das pessoas que poderiam ser alimentadas com o que vai para o lixo, desperdiçar significa prejuízo financeiro. Levantamento da Secretaria de Abastecimento e Agricultura do Estado de São Paulo mostra que todos os alimentos não aproveitados ao longo da cadeia produtiva representam 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um rombo de R$ 17,25 bilhões de reais no faturamento do setor agropecuário.

Em 2005, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) analisou os índices de perdas do plantio à pré-colheita dos principais grãos cultivados no país, entre 1996 e 2002, tais como arroz, feijão, milho, soja e trigo. Essa pesquisa aponta que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimava perdas de grãos em cerca de 10% da produção, o que correspondia a 9,8 milhões de toneladas, considerando números da safra 2000/2001.

O governo promete para 2010 um novo estudo do panorama do desperdício na lavoura, o que vai ajudar na formulação de alternativas para resolver o problema. “Já havia um contrato com uma universidade federal para começar o estudo no ano passado, mas o projeto foi postergado por problemas contratuais’, explica o superintendente de Armazenagem e Movimentação de Estoques da Conab, Milton Libardon

Segundo ele, o governo dispõe de um orçamento de R$ 500 mil para começar o trabalho e está negociando parcerias com 15 universidades em todo o Brasil para uma pesquisa de perdas, que deve ser iniciada em 2010.

O superintendente da Conab ressalta a necessidade de conhecer o problema para combatê-lo. “As perdas existem, mas estamos usando índices estrangeiros. E o desperdício maior acontece na hora da colheita. Caminhando na roça, é visível a produção perdida’, comenta.

Uma alternativa apontada pelo superintendente da Conab – muito comum nos países desenvolvidos – é o financiamento de armazéns nas próprias fazendas. Isso reduziria a manipulação do produto, que passaria a ser transportado apenas uma vez para a indústria de beneficiamento ou para o varejo. “O problema é que isso é muito caro’, afirma Libardoni. Hoje, é preciso levar a produção do campo para a armazenagem e daí para o processamento.

A falta de qualificação e tecnificação no campo foi uma realidade apontada pela pesquisa do IBGE, que avaliou as perdas agrícolas. Segundo o estudo, o prejuízo começa muito antes da perda física, relacionada ao produto que fica pelo caminho antes da comercialização. No plantio, por exemplo, foi verificado que o uso de sementes de baixa qualidade ou a escolha de variedades não recomendadas para as condições de clima da região e a falta de preparo correto do solo podem representar perdas nas lavouras antes e depois do momento de colher os produtos.

Os pesquisadores apontaram, inclusive, que é na fase de colheita que ocorrem as maiores perdas e os motivos são diversos. Um exemplo é a falta de regulação, operação e manutenção adequadas das colheitadeiras ou equívocos na identificação do grau de maturação do produto. A partir dessa pesquisa, é possível observar que questões colocadas como desafios à mitigação desse desperdício ainda hoje são citadas como entraves a serem resolvidos. “Um problema também seria treinar o pessoal dos armazéns e os operadores de colheitadeiras para reduzir prejuízos”, sugere Libardoni.

As dificuldades se repetem na pós-colheita. Falta infraestrutura na rede de armazenagem e no transporte da produção brasileira. Nessa fase, os estragos podem ocorrer tanto do ponto de vista físico, como da qualidade do produto. Os pesquisadores do IBGE identificaram que os danos mais expressivos se dão nas commodities, com perdas ao longo do transporte até a chegada aos portos. Segundo o Ministério da Agricultura, em 2008, o Brasil arrecadou US$ 71,9 bilhões com as exportações de produtos agropecuários.

Para o consultor em Logística e Infraestrutura da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antônio Fayet, os debates sobre o desperdício revelam a ponta de um iceberg, formado pelos fatores que minam a competitividade do agronegócio brasileiro. Ele explica que as pessoas se impressionam ao ver os grãos à beira das estradas, caídos dos caminhões, mas isso seria insignificante se comparado às perdas financeiras no carregamento de estoques. “Não existe perda zero, o prejuízo físico tem uma variação de cerca de 5%. Mas o custo e os problemas, gerados pela falta de infraestrutura, acarretam prejuízos muito maiores’, afirma Fayet.

Segundo o IBGE, a estimativa é de que 67% das cargas brasileiras sejam deslocadas pelo modal rodoviário, o menos vantajoso para longas distâncias. Conforme estudo de viabilidade econômica dos transportes de cargas, o modal rodoviário é o mais adequado para as distâncias inferiores a 300 km, enquanto o ferroviário o é para distâncias entre 300 km e 500 km; e o fluvial para distâncias acima de 500 km.

Esse entrave se agravou ainda mais com a mudança na geografia de produção que passou das regiões Sul e Sudeste para o Centro-Norte do país. Um exemplo é o valor pago pelo frete em relação ao que o agricultor recebe pelo produto. Segundo Fayet, em 2007, um produtor de soja do município de Sorriso, Mato Grosso, recebia R$ 23 pela saca e gastava R$ 12 para levá-la até o porto, onde embarcaria a carga para o mercado internacional. Ou seja, o gasto com o escoamento representava mais de 50% do valor recebido pelo produtor. “Além do grão que é desperdiçado, o Brasil fica impedido de crescer e de se tornar ainda mais competitivo’, comenta.

No Paraná, governo, iniciativa privada, universidades e entidades ligadas ao agronegócio se juntaram para trabalhar contra o desperdício. Há seis anos são organizados concursos regionais e estaduais para premiar os agricultores que apresentam os menores índices de perdas nas lavouras até a colheita. O extensionista do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), Luiz Vicentini, explica que o objetivo é estimular produtores e operadores a realizarem com mais cuidado a tarefa da colheita. A meta é chegar o mais próximo possível dos níveis de perdas aceitáveis para cada região, no caso da soja, em média uma saca por hectare.

A apuração dos resultados é feita por técnicos da Emater e acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá, que percorrem as lavouras antes e depois da colheita, contabilizando e medindo o que foi desperdiçado. Na última edição do prêmio, o ganhador perdeu menos de 5 quilos por hectare. “Mais de 30 prêmios, como carros, motocicletas e máquinas agrícolas, são um estímulo para as pessoas cuidarem melhor, ajustarem as máquinas, reduzindo os prejuízos’, diz Vicentini.

Ele explica que a iniciativa começou em 1995, quando os organizadores da Festa da Colheita da Soja – tradicional no estado – perceberam que, além da comemoração, poderiam mobilizar os produtores. “É importante pensar nisso, porque desperdiçar significa o lucro líquido do agricultor que vai embora. E a competição tem promovido uma mudança de cultura também nos mais de 200 colhedores que trabalham nas fazendas’, ressalta o técnico. Ele lembra ainda que o concurso paranaense é um exemplo que já atraiu técnicos de outros estados produtores, principalmente do Centro-Oeste, para conhecer e levar a ideia a outros lugares.

Mas o caminho do desperdício não se limita ao percurso da colheita até o transporte. Quando se fala em frutas e hortaliças, produtos mais perecíveis, as perdas são ainda maiores e ultrapassam os limites do campo, chegando ao varejo e às cozinhas brasileiras. Um estudo da FAO, de 2004, revela que o Brasil está entre os 10 países que mais jogam comida no lixo, com perda média de 35% da produção agrícola. A Embrapa Agroindústria de Alimentos realizou uma pesquisa focada nesse tipo de produtos e mostrou que o brasileiro joga fora mais alimentos do que, efetivamente, leva à mesa. Nas 10 principais capitais do país, o consumo anual de vegetais é de 35 quilos por habitante. No entanto, o desperdício chega a 37 quilos por habitante/ano.

Do total de desperdício no país, 10% ocorrem durante a colheita; 50% no manuseio e transporte dos alimentos; 30% nas centrais de abastecimento; e os últimos 10% ficam diluídos entre supermercados e consumidores. Segundo o pesquisador da Embrapa, Antônio Gomes, o fim desse problema tem vantagens em diferentes aspectos.

“Se o Brasil reduzisse as perdas, poderia oferecer mais produtos para o mercado interno, barateando os preços, e também exportar mais, sem a necessidade de investimentos adicionais na abertura de novas fronteiras agrícolas’, argumenta Gomes. Ele afirma que o índice de perdas é maior do que se consegue calcular, basta observar a quantidade de lixo orgânico gerado nas centrais de abastecimento das grandes capitais.

De acordo com um levantamento do governo de São Paulo, o volume de perdas da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o maior mercado da América Latina, chega a 1% de tudo o que é vendido em um dia, ou seja, mais de 100 toneladas diárias no lixo.

O pesquisador da Embrapa explica que o problema começa no campo, mas culmina no varejo. Colheita incorreta, transporte inadequado, embalo dos produtos em caixas de madeira são exemplos de práticas que resultam em uma realidade preocupante: muitos produtos que saem do campo para a cidade nem chegam a ser comercializados, porque se perdem no caminho. Isso significa que o custo para produzir aquele alimento foi totalmente perdido. “Muitas frutas, como laranja, abacaxi, são transportadas a granel em caminhões, que vão sacudindo na estrada e causando injúrias nos vegetais que nem chegam às prateleiras’.

Antônio Gomes lembra que não existe uma cadeia de frio para distribuir esse tipo de produto. Ele argumenta que, em um país de dimensões continentais como o Brasil e com clima tropical intenso durante a maior parte do ano, seria mais adequado que frutas, legumes e verduras saíssem das lavouras direto para o resfriamento. A temperatura precisaria ser mantida em baixos níveis durante o transporte e o período de exposição no varejo, o que não acontece no Brasil.

Outro problema apontado pelo pesquisador é a falta de informação dos consumidores. Não se trata apenas de saber aproveitar melhor os produtos na hora de cozinhar, mas sim da necessidade de cuidados também no momento da compra. “É preciso educar o consumidor. Se na hora de escolher o quiabo, você quebra a ponta, ninguém mais vai querer esse produto. Se, ao escolher o tomate, o cliente amassa o vegetal, é mais uma perda’, exemplifica Gomes.

Em meio a tantas formas de desperdício, a alta conta gerada pelas perdas não fica diluída ao longo da cadeia. Segundo a Embrapa, agricultor e consumidor são os mais prejudicados. Isso acontece porque o investimento para produzir, manipular e transportar o alimento já foi feito. Antes do produto se perder, a rede varejista faz uma previsão de perdas e repassa tanto ao preço pago ao produtor, quanto ao que é cobrado do cliente. “O agricultor recebe menos e o consumidor paga mais. É preciso rever esse processo, porque o varejo dilui o prejuízo. Investir em produtividade tem significado também aumentar o volume do desperdício. Quanto mais produzimos, mais jogamos fora. É preciso pensar com mais seriedade em uma solução para as perdas’, lamenta o pesquisador.

O Ministério da Agricultura possui uma regulamentação que classifica os vegetais e estabelece regras para manter a qualidade, mas, na prática, as normas não são cumpridas. “Governo e agentes do mercado precisam ser parceiros e fazer valer a lei’. Para o pesquisador, a mudança desse quadro passa pela qualificação de todos os envolvidos na cadeia produtiva, desde o trabalhador rural que colhe o alimento até os estoquistas e funcionários dos pontos de varejo.

A redução do desperdício, no entanto, é uma preocupação séria da rede varejista. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em parceria com outras entidades, faz todos os anos uma avaliação de perdas. A pesquisa mostrou que, em 2007, mais de 82% dos pontos de varejo pesquisados possuíam departamentos específicos para cuidar desse assunto e 75% deles reconheciam ter investido em soluções. O levantamento, feito todos os anos, busca identificar causas e avaliar o custo-benefício para a implantação de programas de prevenção de perdas.

Em 2007, o índice médio de desperdício foi de 2,15% do total comercializado, desse volume 55% são produtos perecíveis. Apesar de permanecer crescendo desde 2004, o ritmo de perdas no caso específico dos perecíveis avançou apenas 0,2 ponto percentual ao final de três anos. O estudo da Abras chama atenção para o fato de as perdas de perecíveis terem reduzido em 2007, mas revela um aumento desse prejuízo com causas desconhecidas. Isso dificulta a formulação de iniciativas para combater o problema.

Fonte – EcoDebate / Varejo Sustentável

Tendência de aumento no consumo de alimentos orgânicos

Tendências para o setor em 2010 apontam para o fortalecimento de alimentos orgânicos no mercado

O alto custo dos produtos alimentícios em 2009 teve um grande impacto nas hábitos de consumo dos norte-americanos. Em artigo publicado na XXX, Phil Lempert, responsável pelo site o “o guro dos supermercados” chama atenção para o fato de que cada vez mais americanos estão preparando sua própria comida em casa, levando lanches ao trabalho, e optando por marcas genéricas baseado em seu preço baixo. A questão é: esta tendência continuará em 2010?

De acordo com Lempert sim. Entre as tendências para o varejo mundial, o especialista destaca a larga utilização de produtos fabricados com ingredientes orgânicos, em uma investida das empresas para tornarem seus alimentos mais saudáveis. Um dos indicadores de sucesso desta tendência é a maior aquisição por parte dos consumidores por produtos que privilegiam sua saúde.

Empresas como a fabricante de sorvetes Haagen Dazs, a Peter Pan Peanut Butter (a única grande marca de pasta de amendoim com baixos níveis de frutose de milho), e a nova linha de sopas saudáveis da Campbell’s são exemplos do movimento por um setor alimentício mais sustentável.

Outras tendências:

•Crescimento no número de marcas próprias dos grandes varejistas em detrimento das marcas conceituadas;
•Estabelecimento de marcas do país de origem;
•Diminuição no investimento em publicidade e exploração de plataformas de mídia social que reproduzem o famoso boca-a-boca, como tiwtter, blogs, ferramentas para celular etc;
•Ascensão das comidas estilo gourmet;
•Produtos destinados a relaxar a consumidor, com substâncias, por exemplo, que facilitem seu sono etc.

Fonte – Idéia Sócio Ambiental / Varejo Sustentavel

Empreendedores precisam estar preparados para a sustentabilidade

Em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a coordenadora técnica do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberta Cardoso, dá exemplos de como as pequenas e médias empresas podem se tornar mais sustentáveis

Doutora em administração e coordenadora técnica do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da Fundação Getúlio Getulio Vargas (FGV), Roberta Cardoso é uma das defensoras de práticas sustentáveis pelas empresas varejistas. Em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a doutora diz que nos próximos anos a tendência é ocorrer uma conscientização dos consumidores, que estarão em busca de produtos e serviços que não agridem o meio ambiente. “A mudança vai acontecer gradualmente e os empreendedores precisam estar preparados para elas”.

Que dicas você dá para empresas que querem ser sustentáveis e não sabem por onde começar?

É interessante começar pelo público interno. Explicar para os funcionários o que é sustentabilidade, dizer que a questão vai além de cuidar do meio ambiente, ensinar formas de ser mais sustentável na vida pessoal e dentro da empresa. Feito isso, pode-se começar a desenvolver alguns projetos como, por exemplo, coleta pós-consumo e reciclagem. Dar oportunidade a fornecedores locais para gerar renda local e diminuir a emissão de Co2 também é um bom início.

Quais são os principais desafios para as empresas se tornarem sustentáveis?

O primeiro deles é a massificação dos produtos. Mudança de cultura também é um impasse. Porque para haver sustentabilidade dois elementos são necessários: tecnologia, que possibilita fazer mais com menos, e a mudança de hábito, o que é mais complicado porque mexe com a mentalidade das pessoas e com estilo de vida. De qualquer forma, acho que temos feitos avanços. Muitos consumidores já estão sensibilizados. Há três anos, quando eu ia fazer compras e recusava sacolas, as pessoas achavam estranho. Hoje é um comportamento normal

A sociedade atual é muito consumista e a sustentabilidade prega consumir apenas o necessário. Como vai se dar essa mudança de comportamento e de escolha da população?

O estilo de vida das pessoas vai mudar e a legislação será precisa e eficiente. Na verdade, certos abusos vão começar a ficar caros. A taxa do lixo aplicada em São Paulo é uma tendência, medidor individual de água nos prédios é outra. Desperdiçar recursos vai sair caro porque tem um impacto muito grande. As pessoas vão ter que reduzir ou modificar a forma de consumo. Não há outra saída.

Não corre o risco das empresas terem seus lucros diminuídos?

Não. O que vai acontecer é uma mudança na forma de consumo. Vamos consumir mais serviços. Muitos produtos vão ser de propriedade das empresas e terão vida útil maior. O site Susteintable Everyday apresenta algumas soluções interessantes. Por exemplo, ao invés de todas as casas terem máquina de lavar e secadora, lavanderias comunitárias serão instaladas nos prédios, em condomínios ou em regiões. O usuário paga pelo serviço. O empresário precisa estar atento a essas mudanças, saber que elas estão acontecendo e encontrar novas oportunidades de negócio que certamente vão surgir. Fecham-se algumas portas, mas abrem-se outras. A mudança vai acontecer gradualmente e os empreendedores precisam estar preparados para elas.

Que empresas têm maior dificuldade de ter uma estrutura sustentável? As grandes ou as pequenas e médias?

As grandes possuem mais recursos, mas por outro lado elas têm uma organização complexa. Então, para haver mudanças é mais demorado. Por outro lado, essas empresas conseguem abarcar um número maior de ações porque têm mais recursos e são bem estruturadas. Em relação às pequenas, o tamanho é uma das principais vantagens. Geralmente a equipe é reduzida e o dono tem como acompanhar todo o processo de mudança, que é bem rápido. É mais fácil adotar medidas e ver se estão sendo cumpridas. Dá para perceber o resultado logo e corrigir o rumo rapidamente. Agora, geralmente, as ações das pequenas empresas são localizadas, há uma dificuldade em aplicar iniciativas em todos os setores da gestão. Alguns são ótimos com o meio ambiente, outros mexem com o público interno. São ações isoladas bem interessantes, mas isoladas.

Produtos sustentáveis são mais caros?

Às vezes sim, mas esses produtos estão se tornando mais populares e isso diminui o preço. Os orgânicos, por exemplo, estão barateando. É importante que ocorra a popularização dos produtos para que a massa tenha acesso e a sustentabilidade do planeta se torne viável. Caso contrário, não funciona. O preço é um fator que inibe a experiência, principalmente nas classes sociais mais baixas. A redução do IPI foi uma medida interessante porque permitiu à população comprar eletrodomésticos mais eficientes, que gastam menos energia e são menos poluentes.

O que as empresas devem fazer para popularizar os produtos sustentáveis? Como mudar a mentalidade do consumidor?

O consumidor, na maioria das vezes, compra o que está acostumado. Ele sai esperando determinado serviço e produto. Então, para popularizar o consumo sustentável é preciso mostrar aos clientes quais são as motivações e a importância delas. Qualquer procedimento deve ser explicado para evitar ruídos. Deve-se tornar eficiente a comunicação nos pontos de venda e treinar funcionários para esclarecer possíveis dúvidas. Em geral, o empreendedor se surpreende com a resposta positiva dos clientes porque é impressionante como os consumidores querem fazer parte, como eles estão ávidos para contribuir de alguma forma.

Como lidar com os erros?

O erro vai acontecer. Estamos abrindo caminhos que não existiam. É diferente de você aplicar uma teoria que já foi testada há anos e deu certo. Sustentabilidade é um assunto que, apesar de ter um histórico de discussão sobre ele, a aplicação no meio empresarial é recente. No Brasil, o tema só começou a despontar no final da década de 90. Porém, ao errar, o empreendedor não pode desistir e nem desanimar. É preciso se aperfeiçoar, corrigir as falhas e nunca desfazer o compromisso com o objetivo final.

Tem alguma empresa no Brasil com práticas de sustentabilidade admiráveis?

O WalMart implementou ações inovadoras e coerentes. A empresa montou um comitê para revistar monitorar se as práticas sustentáveis têm sido cumpridas e há metas de percentual de produtos sustentáveis dentro de cada linha. Etiquetas informam o grau de sustentabilidade de cada produto. Além disso, eles desenvolveram cooperativas nas regiões aonde atuam e têm mobilizado os fornecedores. É um projeto muito sério, mas não é o único. Várias medidas em paralelo têem sido feitas por empresas de todos os portes.

Fonte – Ana Cristina Dib, PEGN / www.varejosustentavel.com.br

Logística Reversa como alternativa de ganho para supermercados

Logística Reversa como alternativa de ganho para o varejo: um estudo de caso em um supermercado de médio porte.

Mais um ótimo projeto para ser copiado por varejistas, principalmente supermercadistas.

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Clique aqui (arquivo PDF)

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Fonte – www.varejosustentavel.com.br

Sustentabilidade através do aproveitamento de resíduos em supermercados

Sustentabilidade através do aproveitamento de resíduos: um estudo dos processos implantados por um supermercado de médio porte.

Para o supermercadista ler e copiar o projeto, pois bons exemplos e projetos podem devem ser copiados.

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Clique aqui (arquivo PDF)

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Fonte – www.varejosustentavel.com.br

Falta de dinheiro não é desculpa para não ser sustentável

A disseminação de práticas e produtos sustentáveis passa necessariamente pelo varejo

A disseminação de práticas e produtos sustentáveis passa necessariamente pelo varejo, que tem papel-chave nesse processo. Isso porque é o varejista que está próximo do consumidor e este compra produtos com base em escolhas prévias do comerciante. Assim, se o comerciante colocar em suas gôndolas produtos piratas, produzidos por empresas que ainda não adotaram o tema da sustentabilidade, ou que desperdiçam os recursos naturais, esses itens ganharão mais mercado.

O pequeno varejista também pode incluir em seu negócio práticas sustentáveis e, para tanto, não precisa desenvolver grandes projetos. Falta de caixa não é justificativa para não fazer nada. “Ele pode sugerir para a sua cadeia de suprimentos usar menos embalagem, gerir a loja de forma mais “verde”, ou seja, com mais janelas, economizar água, luz, contratar aprendizes, portadores de deficiência etc.”, sugere Roberta Cardoso, coordenadora-técnica do Programa de Sustentabilidade no Varejo do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (GVcev). Que fique claro, lembra ela, que se a empresa pequena não consegue abraçar todas as áreas ao mesmo tempo, pode escolher, em todo caso, um primeiro passo.

Outras duas práticas podem ser consideradas pelo pequeno varejo. Uma é dar oportunidade para os fornecedores de sua região, fomentando assim o desenvolvimento local, que consequentemente irá gerar renda na região e beneficio social, econômico e ambiental. Pode estimular também entre seus clientes a prática do consumo consciente, oferecendo informações, ou eliminado a sacola plástica, entre outras ações. “O varejo tem todas as condições de estimular um mercado sustentável no Brasil, conversando com sua comunidade, esclarecendo-a sobre os produtos que adquire, estimulando-a a participar do processo”, acrescenta Roberta.

Definição

Sustentabilidade, define a técnica do Centro de Excelência, é minimizar os impactos negativos e maximizar os positivos na sociedade, incluindo os sociais e ambientais. Para praticá-la, o comerciante tem de fazer a releitura de suas atividades, conhecer os impactos que ela gera na sociedade e no ambiente e verificar o que pode ser mudado. “Não é necessário criar programas especiais. Sustentabilidade não é algo à parte do negócio. Precisamos de mudança no dia a dia e em todas as ações”, defende Roberta, sem deixar de alertar que é possível identificar quando uma empresa está praticando a sustentabilidade ou quando está usando-a apenas para promoção. “Os fatores de diferenciação são a intenção, algo difícil de ser medido, e a coerência entre as ações. É preciso coerência e consistência entre o discurso e a prática.”

Fonte – Evandro Monteiro, Diário do Comércio de 29 de novembro de 2010

Foi às compras e esqueceu a sacola? Não tem problema, faça um furoshiki na hora!

Em 23 de setembro de 2009, durante o jantar de premiação do 1º prêmio FECOMERCIO de sustentabilidade  – a FUNVERDE participou da banca julgadora – A Sanae Murayama Saito, uma mulher fantástica, presidente do Sindivarejista de Campinas e região me ensinou a fazer uma sacola tão fácil de fazer que não dá para ninguém mais usar a desculpa para não usar sacola retornável, porque esta sacola que pode ficar dobrada dentro da sua bolsa para emergências, como compras de impulso em shopping, farmácia, banca de revista …

Claro que não estamos pedindo para você usar a furoshiki, esta sacola de nome tão estranho mas que é super prática, para fazer a compra do mês no supermercado, pois para grandes compras o ideal é usar sacolas retornáveis, caixas de papelão, carrinho de feira … qualquer coisa, menos as malditas sacolas de plástico de uso único, mas ela pode e deve ser usada quando você esqueceu a sua sacola retornável em casa para pequenas compras.

Assista abaixo, a maravilhosa matéria da Globo, realizada pela Juliane Guzonni, onde explicamos passo a passo como fazer uma furoshiki.

O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês através da utilização de um tecido quadrado – de preferência um tecido que não amasse, como seda – que possibilita embrulhar qualquer objeto. Este tipo de sacola é usada no Japão há muitos séculos – seu uso se iniciou há mais de 1200 anos atrás - e só perdeu sua popularidade após a criação das famigeradas sacolas plásticas.

No ano passado o uso desta sacola foi resgatado pela ministra do meio ambiente, Yuriko Koike, que compreendeu o grande mal causado pelo uso das sacolas plásticas de uso único e melhor, entendeu que mudança de atitude individual pode o destino da coletividade e melhor ainda, começou a divulgar a furoshiki e a utilizar esta sacola. Nada melhor do que o exemplo. Foi lançada então a campanha Mottainai furoshiki – 3 Rs reutilizar, reduzir, reciclar – pelo governo japonês para resgatar a tradição japonesa e incentivar o uso da furoshiki de forma moderna, como sacola retornável e fizeram até o folheto abaixo, para ensinar as pessoas como fazer diversos tipos de sacolas retornáveis, embrulhos, tudo com um pedaço de tecido.

Abaixo alguns modelos de furoshiki do site Muhle. clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Abaixo, mais um vídeo de como fazer uma furoshiki.

Quando for dar um presente, compre um tecido que não amasse, com padronagem que o presenteado gostar, e embrulhe este presente, pois na verdade você estará dando dois presentes, já que o embrulho não será descartado imediatamente no lixo e sim utilizado por muito tempo como uma sacola retornável e quem você presentear certamente lembrará mais tempo do presente que recebeu.

Mude o destino da humanidade e do planeta apenas mudando seus hábitos, use sacola retornável, use furoshiki.

Maioria não vai às compras com sua ecobag

Pesquisa conduzida por uma confecção que faz sacolas ecológicas, a Gatto de Rua, expôs um problema que diretores do Wal-Mart já haviam me falado anteriormente: o aumento no número de pessoas que têm ecobags não necessariamente significa uma diminuição do consumo de sacolas plásticas na mesma proporção.

De todas as pessoas consultadas, apenas 34% possuem as sacolas ecológicas . Dessas, 71% não estavam utilizando sua ecobag na hora da compra. Os principais motivos apresentados foram: esquecimento, pouca praticidade para carregar a sacola e a opção de alguns consumidores em reciclagem das sacolas plásticas para outros fins.

Isso mesmo: a maioria das pessoas que têm ecobags não as levam para as compras! Essas sacolas são usadas como bolsas comuns e até (somente) como acessório de moda.

Alooou pessoal. De que adianta usar uma sacola que estampa palavras como: “consumo sustentável”, “não sou de plástico”, “consciência ambiental”, se ela não está diminuindo realmente o consumo de plástico, como era a sua proposta original? Só por que ser “verde” virou moda? Vamos acordar.

Dicas da blogueira, que é uma usuária assídua de todos os tipos de ecobag para os que decidem comprar coisas “no meio do caminho” – ou seja, saíram de casa sem ter o intuito de comprar –, aos que nunca lembram de pegá-las antes de sair e também aos que não acham as ecobags práticas:

- Sempre tenha uma ecobag mais prática na bolsa. Há várias que podem ser dobradas ou enroladas e não ocupam muito espaço. Isso serve mais para as mulheres, eu sei, mas homens também podem dar um jeito. É só ter uma ou duas sacolinhas plásticas no bolso do casaco ou da calça. Se cabe uma carteira, cabe uma sacolinha imperceptível.

- Deixe sua ecobag bem em vista, em locais que você sabe que irá olhar antes de sair para as compras. Quem sabe, a ecobag pode até virar decoração na sua sala ou na sua cozinha. Não preciso lembrá-los de que existem algumas simplesmente lindas.

- Se você vai ao supermercado ou à feira com aqueles carrinhos de metal que evitam (e como!) problemas na coluna do vivente, abra sua ecobag dentro dele e sempre deixe por lá. Assim, você nunca esquecerá.

Fonte – Blog Ar Puro de 20 de agosto de 2010

Imagem – FUNVERDE

Que novidade … a FUNVERDE bate na mesma tecla desde 2004, quando criou o projeto sacolas ecológicas e que tem arduamente ajudado na criação de leis para banir as malditas sacolas plásticas de uso único, cidade a cidade, estado a estado, um verdadeiro trabalho de formiguinha, diante da resistência do tubarão assassino, que é a máfia do plástico, a máfia que pretende cobrir o planeta com as suas asquerosas sacolas plásticas de uso único, pois afinal, o que importa para eles é o lucro a qualquer preço e depois que fabricam a sacola, que o mundo se vire para limpar a sujeira que elas causam.

A verdade inconveniente é que pessoas são preguiçosas, acomodadas, incapazes de mudar seus hábitos, por mais prejudiciais que estes hábitos sejam e por isso a lei é importante, para forçar a mudança desses hábitos e um desses péssimos hábitos que tem que mudar urgentemente é parar de emporcalhar o planeta com as sacolas plásticas de uso único, voltar a usar sacolas retornáveis, caixas, carrinhos de feira, enfim, tudo que for reutilizável, durável.

Enquanto o varejo – principalmente o supermercado – permanecer distribuindo sacolas como pipoca e algodão doce e o consumidor continuar achando que estas sacolas são gratuitas, nada irá mudar, exceto pela força da lei e isto nós estamos fazendo, pois não acreditamos na mudança pela boa vontade da população.

Ah, quase esquecemos de mencionar. A sacola que foi utilizada na matéria do blog é fabricada pela FUNVERDE para gerar renda para manter os diversos projetos da fundação. Clique aqui para saber como colaborar com nossos projetos adquirindo nossas sacolas. Clique aqui.

91 per cent of Canadians test positive for BPA

 

 

 

 

 

 

 

More than 90 per cent of people, aged between six to 79, tested positive for the chemical bisphenol A (BPA) in their urine, reveals the Canadian Health Measures Survey.

The federal study conducted, between 2007 and 2009, analyzed blood and urine samples for indicators of more than 80 environmental contaminants and chemical substances.

Those surveyed had a mean concentration of 1.16 micrograms of BPA per litre in their urine.

The study also revealed that concentrations of BPA in urine were higher for children aged 6 to 11 than they were for adults aged 40 to 79. The highest concentrations were identified in teenage children.

Some scientists argue that BPA damages human health – adversely effecting the reproductive and nervous systems.

But supporters of BPA claim that the chemical is safe to use in food and beverage packaging.

Enquanto isso, o xico tóxico da plastimorte , o CETEA/ITAL, o INP e todo o setor que vive às custas da máfia das petroquímicas, engana a população e ainda ataca tecnologias que resolvem o problema da poluição causada pelos seus próprios plásticos …

Por que $$$erá???

Lixo vindo da Alemanha é encontrado em porto no RS

Uma carga de 22 toneladas de lixo embarcada na Alemanha foi interceptada pela Receita Federal no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 3 de agosto. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o contêiner, que deveria trazer plástico para reciclagem, trazia lixo doméstico.

Entre os materiais encontrados, ainda segundo o Ibama, havia embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados. Segundo o Instituto, só é permitida a importação de resíduos de origem industrial, sem matéria orgânica, para evitar contaminação.

A transportadora responsável pela carga foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão. A empresa importadora, com sede em Esteio (RS), também recebeu multa, no valor de R$ 400 mil.

O Ibama enviou, na segunda-feira (16), uma notificação à transportadora, que tem dez dias após o recebimento do documento para levar a carga novamente para a Alemanha. Até as 13h desta terça-feira (17), a transportadora não havia confirmado o recebimento da notificação.

Fonte – G1 de 17 de agosto de 2010

Imagem – G1

Ô gente que pega no pé da máfia do plástico! Afinal, ah … é para a Plastimorte reciclar … será que ninguém entende os meninos travessos? Ué … não tem plástico compostável de comida da BASF?

Agora falando sério, com uma taxa de reciclagem de menos de 1% no país, tem que se proibir a importação de qualquer material para a reciclagem, temos que incentivar a reciclagem no país. Enquanto os outros países se livram do lixo deles, nós jogamos nosso material reciclável em lixões uns poucos aterros no país.

 

The Majestic Plastic Bag – A Mockumentary

SUS tem interesse em 71 espécies de plantas medicinais

O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas de interesse do SUS. Entre as plantas encontram-se a alcachofra, a aroeira da praia e a unha-de-gato, usadas pela sabedoria popular e confirmadas cientificamente, para distúrbios de digestão, inflamação vaginal e dores articulares, respectivamente.

A Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) traz uma lista de plantas medicinais com potencial para gerar produtos de interesse ao SUS.

O objetivo do Ministério da Saúde, com a divulgação da lista, é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população. Atualmente, o SUS já oferece fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

Fitoterápicos

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, por isso, são considerados seguros e eficazes para a população.

O SUS pretende ampliar a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. O Ministério da Saúde também espera que com o Programa, os Estados possam se sentir estimulados a oferecer o serviço com esse tipo de medicamento – são 12 Estados ao todo que já oferecem.

Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus)

01 – Achillea millefolium
02 – Allium sativum
03 – Aloe spp * (A. vera ou A. barbadensis)
04 – Alpinia spp * (A. zerumbet ou A. speciosa)
05 – Anacardium occidentale
06 – Ananas comosus
07 – Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
08 – Arrabidaea chica
09 – Artemisia absinthium
10 – Baccharis trimera
11 – Bauhinia spp * (B. affinis, B. forficata ou B. variegata)
12 – Bidens pilosa
13 – Calendula officinalis
14 – Carapa guianensis
15 – Casearia sylvestris
16 – Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
17 – Chenopodium ambrosioides
18 – Copaifera spp
19 – Cordia spp * (C. curassavica ou C. verbenacea)
20 – Costus spp * (C. scaber ou C. spicatus)
21 – Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
22 – Curcuma longa
23 – Cynara scolymus
24 – Dalbergia subcymosa
25 – Eleutherine plicata
26 – Equisetum arvense
27 – Erythrina mulungu
28 – Eucalyptus globulus
29 – Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana *
30 – Foeniculum vulgare
31 – Glycine max
32 – Harpagophytum procumbens
33 – Jatropha gossypiifolia
34 – Justicia pectoralis
35 – Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum *
36 – Lamium album
37 – Lippia sidoides
38 – Malva sylvestris
39 – Maytenus spp * (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
40 – Mentha pulegium
41 – Mentha spp * (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
42 – Mikania spp * (M. glomerata ou M. laevigata)
43 – Momordica charantia *
44 – Morus sp *
45 – Ocimum gratissimum
46 – Orbignya speciosa
47 – Passiflora spp * (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
48 – Persea spp* (P. gratissima ou P. americana)
49 – Petroselinum sativum
50 – Phyllanthus spp * (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
51 – Plantago major
52 – Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
53 – Polygonum spp * (P. acre ou P. hydropiperoides)
54 – Portulaca pilosa *
55 – Psidium guajava *
56 – Punica granatum
57 – Rhamnus purshiana
58 – Ruta graveolens
59 – Salix alba
60 – Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
61 – Solanum paniculatum
62 – Solidago microglossa
63 – Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
64 – Syzygium spp * (S. jambolanum ou S. cumini)
65 – Tabebuia avellanedeae
66 – Tagetes minuta
67 – Trifolium pratense
68 – Uncaria tomentosa
69 – Vernonia condensata
70 – Vernonia spp * (V. ruficoma ou V. polyanthes)
71 – Zingiber officinale

* definir a(s) espécie(s) com cultivo, estudos e indicação de uso

Fonte – Diário da Saúde

Imagem -  mauroguanandi

Leia na página sobre nosso projeto canto das ervas, que ensina à comunidade a utilidade e importância do uso das ervas medicinais e culinárias, tão conhecidas por antepassados.

Este conhecimento infelizmente está sumindo com os antigos e por isso criamos o projeto canto das ervas, para resgatar este conhecimento e fazer as pessoas entenderem que tempero não é só salsinha e cebolinha e que nem toda enfermidade necessita de farmácia.

Dez anos para deter a desertificação

A desertificação é, há muito tempo, considerada um grave problema ambiental, econômico e social por muitos países. Apesar dos esforços internacionais, a degradação da terra se intensifica. Yukie Hori, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UCCD), disse à IPS que o Plano de Ação contra este fenômeno, adotado na conferência internacional de 1977, “não chama de maneira suficiente a atenção para melhorar a situação nas terras semiáridas”.

Entretanto, marcou um começo na luta contra a desertificação e “serviu de plataforma para um enfoque novo e integrado para o problema, enfatizando a ação para promover o desenvolvimento sustentável em nível comunitário”, disse Yukie.

Impulsionar ações que protejam as zonas semiáridas será o objetivo da Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta contra a Desertificação, lançada oficialmente ontem e que vigora desde janeiro de 2010 até dezembro de 2020. O lançamento da Década coincide com a abertura da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade de Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, que acontece em Fortaleza, capital do semiárido Estado do Ceará.

Quando os habitantes da África ocidental sofrem escassez de alimentos devido a uma seca prolongada, a importância de chamar a atenção sobre a desertificação e suas consequências não pode ser subestimada, afirmaram especialistas. A região mais afetada é a do Sahel, longa faixa de terra que atravessa o continente africano do Atlântico até o Mar Vermelho, e onde o Programa Mundial de Alimentos implementa um plano de emergência para ajudar cerca de oito milhões de pessoas.

A esperança é que as iniciativas da Década ajudem a reverter o processo de desertificação, evitando crises por secas no futuro. O lançamento global no Brasil será complementado por atividades regionais, como uma entrevista coletiva conjunta em Nairóbi do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os lançamentos simultâneos destacarão o fato de que se trata de um “problema global” e, portanto, merece a atenção de todos.

A desertificação, definida como degradação dos ecossistemas tanto por atividades humanas como por variações climáticas, ocorre em todos os continentes, menos na Antártida, sendo de especial preocupação nas áreas áridas e semiáridas. Os principais fatores são exploração de recursos naturais de maneira insustentável em razão do aumento populacional, determinadas políticas socioeconômicas e algumas formas de agricultura.

Estima-se que um bilhão de pessoas em mais de cem países são afetadas pela desertificação, e que, se o processo não for detido, poderá causar transtorno a 44% de todos os sistemas cultivados da Terra. “Quando acontece, a degradação da terra tem consequências de longo alcance que afetam vários aspectos da vida”, disse Yukie. Os últimos estudos mostram que os solos secos ocupam 41,3% da superfície do planeta e neles vivem 2,1 bilhões de pessoas.

Seus moradores são os mais pobres do mundo, com renda média por habitante quase dez vezes menor do que a dos cidadãos dos Estados membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube de nações ricas. As taxas de mortalidade infantil também são muito altas, com média de 54 para cada mil nascimentos.

Embora “o processo de desertificação tenha se intensificado nas estatísticas gerais”, isso não significa que tenha ocorrido em todas as partes, explicou Yukie à IPS. Podem ser constatadas melhorias “acumulando os exemplos locais de sucesso”. Um deles são as Iniciativas para o Reflorestamento da África (ARI). Este programa promove a regeneração natural para ajudar os agricultores a se adaptarem à mudança climática e para melhorar a segurança alimentar na África subsaariana.

Ao introduzir sistemas mais complexos e produtivos, com a integração da agricultura, da pecuária e da silvicultura, as ARI procuram obter aumento de 10% na produção agrícola, e uma consequente redução da pobreza entre 6% e 9%. Estes programas não só revertem a desertificação, melhoram a biodiversidade e otimizam a fertilidade dos solos, como também causam um impacto social.

Podem melhorar a vida das mulheres, que já não terão de caminhar tanto para conseguir lenha, e podem reduzir os conflitos entre pastores e agricultores graças à maior disponibilidade de recursos. Limitar ou reverter a desertificação também pode estabilizar regiões inteiras, detendo o fluxo de emigrantes que, devido às secas e à escassez de alimentos, cruzam fronteiras em busca de terras férteis.

Yukie disse à IPS que, como as ARI, “devem surgir iniciativas positivas contra a desertificação a partir das próprias comunidades, apoiadas por políticos locais, nacionais e internacionais”. A Década é promovida pela UNCCD em colaboração com o Departamento de Informação Pública e a Secretaria Geral da Organização das Nações Unidas, o Pnud, o Pnuma e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola. Envolverde/IPS

Fonte – Megan Iacobini de Fazio, IPS / Envolverde de 17 de agosto de 2010

Imagem – Nelson Luiz Wendel

Uma advertência para o mundo

A onda de calor sem precedentes que assola a Rússia diminui a produção de grãos, o que pode aumentar o preço dos alimentos, afirma o especialista Lester Brown. Uma turbina eólica no Estado de Iowa pode produzir eletricidade limpa. Mas o governo dos Estados Unidos destina milhares de milhões de dólares para subsidiar a produção de etanol, com mínimas consequências sobre o aquecimento global, disse Lester, fundador do Instituto da Terra, com sede em Washington.

“O mais inteligente que os Estados Unidos podem fazer é eliminar aos poucos os subsídios do etanol”, acrescentou Lester, referindo-se à alta do preço de alguns alimentos devido à onda de calor sem precedentes que assola o oeste da Rússia, que dizimou cultivos e aumentou a quantidade de mortos por dia. “Costumamos ter entre 360 e 380 mortes por dia nesta época. Agora são 700. A mortalidade duplicou”, disse à agência russa Ria-Novosti o chefe do departamento de Saúde da prefeitura de Moscou, Andreï Seltsovski.

“A lição que temos de aprender diz que deve ser levada mais a sério a mudança climática, e realizada uma rápida redução das emissões de gases-estufa, antes que a situação fuja ao controle”, alertou Lester à IPS. Em julho, a temperatura média em Moscou esteve oito graus acima do normal, e “esse tipo de aumento durante todo um mês é algo inédito”, acrescentou.

Foram registrados 37 graus na capital russa no dia 9. A temperatura média normal de agosto é de 21 graus. Foram 28 dias seguidos de temperaturas superiores a 30 graus. A umidade da terra caiu a níveis só observados uma vez a cada 500 anos, afirmou Lester. A previsão é que a produção de trigo e outros grãos caia 40%, ou mais, na Rússia, no Cazaquistão e na Ucrânia. A região produz 25% das exportações mundiais de trigo.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, anunciou que o país proibirá as exportações de grãos. O preço dos alimentos aumentará, mas ainda não se sabe quanto, previu Lester. “Só sabemos que o trigo, o milho e a soja já estavam mais caros no começo deste mês do que em agosto de 2007, antes do recorde do preço dos grãos”, acrescentou.

Os gases-estufa liberados na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis concentram a energia solar na atmosfera. Especialistas climáticos prevêem que seja mantido o aumento na quantidade e intensidade das ondas de calor e que ocorram mais secas. O calor e os incêndios custaram a vida de centenas de pessoas no ano passado, na pior seca que aconteceu na Austrália em mais de um século, que também prejudicou o setor agrícola. Na Europa ocorreu algo similar em 2003, quando morreram 53 mil pessoas, mas os cultivos não foram tão afetados.

Se a onda de calor que assola a Rússia tivesse atingido regiões produtoras de grãos como aquelas onde ficam Chicago e Pequim, as consequências teriam sido muito piores, porque a produção de cada uma delas é cinco vezes maior do que a russa, disse Lester. As perdas chegaram a entre 100 e 200 toneladas de grãos, com consequências inimagináveis para o fornecimento de alimentos. “O que acontece na Rússia é chama atenção para a vulnerabilidade do fornecimento de alimentos”, ressaltou.

O clima da Terra está esquentando e a maioria dos cultivos é sensível ao calor e à falta de água. A produção de arroz caiu de 10% a 20% nos últimos 25 anos na Tailândia, Índia, China e Vietnã, devido ao aquecimento global, segundo nova pesquisa da norte-americana Universidade da Califórnia. Dados coletados em 227 fazendas bem irrigadas mostram uma importante redução na produção devido às altas temperaturas registradas durante a noite, segundo os pesquisadores.

“Quanto mais quentes são as noites, mais diminui a produção de arroz”, disseram Jarrod Welch, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e seus colegas do Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores chegaram a conclusões similares em terrenos experimentais, mas esta é a primeira vez que ocorre em condições reais e em grande escala.

Com tanta pressão sobre o fornecimento de alimentos, simplesmente é um erro utilizar 25% da produção de grãos para produzir etanol e usar como combustível de automóveis, insistiu Lester. “É preciso eliminar gradativamente os subsídios ao etanol e reduzir de fato as emissões contaminantes de forma urgente”, acrescentou. Envolverde/IPS

Fonte – Stephen Leahy, IPS / Envolverde de 12 de agosto de 2010

Imagem - kenskritters

Enquanto isso, aqui, no famoso celeiro do mundo, continua a utilização do solo fértil e da água potável para se plantar comida e depois usar esta comida não para alimentar os milhões de humanos famintos do planeta, mas sim para fabricar combustível e agora, horror dos horrores, também para fabricar sacola plástica, a invenção mais imbecil, mais desnecessária criada no século passado.

Pelo jeito continuaremos a caminhar a passos largos, rumo à inevitável extinção da raça humana, levando conosco incontáveis espécies da flora e da fauna nesta nossa corrida para consumir o mundo até a última gota de água potável, até o último hectare de terra fértil, até o último recurso natural do planeta.

Russia’s Agony a “Wake-Up Call” to the World

A wind turbine on an acre of northern Iowa farmland could generate 300,000 dollars worth of greenhouse-gas-free electricity a year. Instead, the U.S. government pays out billions of dollars to subsidise grain for ethanol fuel that has little if any impact on global warming, according to Lester Brown.

“The smartest thing the U.S. could do is phase out ethanol subsidies,” says Brown, the founder of the Washington-based Earth Policy Institute, in reference to rising food prices resulting from the unprecedented heat wave in western Russia that has decimated crops and killed at least 15,000 people.

“The lesson here is that we must take climate change far more seriously, make major cuts in emissions and fast before climate change is out of control,” Brown, one of the world’s leading experts on agriculture and food, told IPS.

Average temperatures during the month of July were eight degrees Celsius above normal in Moscow, he said, noting that “such a huge increase in temperature over an entire month is just unheard of.”

On Monday, Moscow reached 37 C when the normal temperature for August is 21 C. It was the 28th day in a row that temperatures exceeded 30 C.

Soil moisture has fallen to levels seen only once in 500 years, says Brown. Wheat and other grain yields are expected to decline by 40 percent or more in Russia, Kazakhstan, and Ukraine – regions that provide 25 percent of the world’s wheat exports. Russian Prime Minister Vladimir Putin announced a few days ago that Russia would ban all grain exports.

Food prices will rise but how much is not known at this point, says Brown. “What we do know, however, is that the prices of wheat, corn, and soybeans are actually somewhat higher in early August 2010 than they were in early August 2007, when the record-breaking 2007-08 run-up in grain prices began.”

Emissions of greenhouse gases like CO2 from burning fossil fuels trap more of the sun’s energy. Climate experts expected the number and intensity of heat waves and droughts to increase as a result. In 2009, heat and fire killed hundreds in Australia during the worst drought in more than century, which devastated the country’s agriculture sector. In 2003, a European heat wave killed 53,000 people but as it occurred late in the summer crop, yields were not badly affected.

If a heat wave like Russia’s were centred around the grain- producing regions near Chicago or Beijing, the impacts could be many times worse because each of these regions produce five times the amount of grain as Russia does, says Brown. Such an event could result in the loss of 100 to 200 million tonnes of grain with unimaginable affects on the world’s food supply.

“Russia’s heat wave is a wake-up call to the world regarding the vulnerability of the global food supply,” he said.

The global climate is warming and most food crops are both heat and drought sensitive. Rice yields have already fallen by 10-20 percent over the last 25 years in parts of Thailand, Vietnam, India and China due to global warming, new research has shown. Data from 227 fully-irrigated farms that grow “green revolution” crops are suffering significant yield declines due to warming temperatures at night, researchers found.

“As nights get hotter, rice yields drop,” reported Jarrod Welch of the University of California at San Diego and colleagues in the Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) Aug. 9. Previous studies have shown this result in experimental plots, but this is the first under widespread, real-world conditions.

With such pressures on the world’s food supply it is simply wrong-headed to use 25 percent of U.S. grain for ethanol as a fuel for cars, said Brown.

“Ethanol subsidies must be phased out and real cuts in carbon emissions made and urgently,” he said.

Fonte – Stephen Leahy, IPS de 11 de agosto de 2010

Imagem - kenskritters

Usar ecobag ajuda mais do que assinar manifesto

Há 11 anos ele abandonou o uso do carro próprio. Desde de 1993, faz a separação do lixo em casa. Na sua cozinha, não entra quase nada de comida pronta. Para adoçar pratos e bebidas, só açúcar orgânico. Quando procura o outro extremo do paladar, vai de sal marinho.

O que para muitos poderia ser sacrifício, para Maurício Waldman, um dos mais antigos ambientalistas do Estado, é só hábito, que não tem nada de radical, não soa ecochato e nem de salvador do planeta.

“Toda vez que usamos sacola retornável e separamos o lixo para o catador levar, contribuímos bem mais do que assinar manifesto em favor do panda”, simplificou.

Autor do livro Lixo: Cenários e Desafios, apresentado oficialmente ontem durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Waldman falou ao Diário sobre a necessidade cada vez mais urgente de se melhorar a gestão dos recursos sólidos.

“O Brasil é 3,06% da população mundial e 3,5% do PIB global. Mas somos, de acordo com estudos, origem de 5,5% ou 6,9% do total mundial do lixo urbano. Não adianta culpar os países ricos, o problema também é nosso! Só reduzir, reutilizar e reciclar não serve. É preciso repensar o modelo de consumo”, afirmou.

Envolvido com os temas ambientais desde a década de 1970, Waldman enxerga evolução no comportamento da sociedade.

Contudo, ao mesmo tempo em que mudança aponta uma saída, mostra também como é longo o caminho.

“A conscientização cresceu. Muitos setores do empresariado avançaram. Nos anos 1990 se fabricavam 64 latinhas com 1 quilo de alumínio. Hoje, se fabricam 74, um avanço indiscutível.”

Longe dos holofotes que iluminam os que vêm a público angariar prestígio divulgando suas ações ambientais, o exército de homens e mulheres que trabalha coletando, separando e transportando o lixo, pode ser marginalizado para muitos, mas é vital para a sobrevivência das cidades, segundo Waldman.

“É obrigatório lembrar dos catadores. As pessoas que dizem que a gestão do lixo está um caos não fazem idéia de como as coisas estariam sem o trabalho deles.”

Para o especialista, como no título de sua publicação, entender o cenário e o desafio que o lixo apresenta para a qualidade de vida de todos é uma tarefa para Poder Público, indústria e sociedade.

“Os segmentos da economia que mais crescem relacionam-se com a preservação ambiental: energia solar, agricultura orgânica e a reciclagem. Apenas atrasados insistem na sacolinha e nos descartáveis. Não existe vida sem mudança.

Professor realizou trabalhos no Grande ABC

O Grande ABC também é parte da longa da trajetória do professor e pesquisador Maurício Waldman, 44 anos, reconhecido como um dos especialistas mais respeitados quando o assunto é gestão de resíduos sólidos.

Nos dois primeiros anos da década de 1990, Waldman foi coordenador de Meio Ambiente em São Bernardo. Em Ribeirão Pires, trabalhou em cursos de capacitação sobre lixo, água e afro-educação.

Em 2006, voltou à região, mas dessa vez defendendo tese sobre a gestão dos recursos hídricos, enfocando também os mananciais do Grande ABC, com destaque para a Represa Billings.

Waldman é graduado em sociologia, mestre em antropologia e doutor em geografia, todos pela USP (Universidade de São Paulo).

Sua atuação profissional está concentrada em três esferas: no ativismo ecológico, na administração pública e no meio acadêmico.

Entre atividades realizadas no Brasil e no exterior, Waldman também se destaca pela publicação de livros e consultoria em relações internacionais, religião, topologia, antropologia, cidadania e racismo.

Atualmente, Waldman, que foi assessor do histórico ambientalista Chico Mendes, defensor das causas da floresta Amazônica, é pós-doutorando na área dos resíduos sólidos junto ao Instituto de Geociências da Unicamp, onde também é professor da disciplina Geografia da África Negra.

Política nacional

O tema abordado no seu mais recente livro, Lixo: Cenários e Desafio, deverá receber mais atenção dos governos a partir da nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos – sancionada pela presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no começo de agosto.

Entre outras regras, a norma prevê a extinção dos lixões e o aumento dos índices de reciclagem.

Trechos

“Decorrência da manifesta vocação das sociedades humanas para transformar o meio natural, o lixo é indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço. Assim sendo, sem que nesta afirmação exista qualquer exagero, já nos primórdios da humanidade o lixo constítuia um foco obrigatório de atenções.”
Página 11

“Exibindo nos dias atuais uma performance que a mais audaciosa das profecias jamais ousou vaticinar, pela primeira vez na história o homem se sente ameaçado, no âmago de sua alma, pelo lixo. (…) Tomada de incerteza quanto à sua capacidade de solucionar um problema engendrado, no final das contas, por ela mesma, a sociedade contemporânea tornou-se presa da sensação de impotência em dar conta da questão.”
Página 45

“(…) O plástico parece ter invadido todas as redes sociais e econômicas. Até as feiras de rua, bastião de formas tradicionais de aquisição de alimentos, também capitularam diante do material. Atualmente, os fregueses levam junto com suas compras tanto plástico-filme quanto se estivessem retornando de um moderno supermercado. A insidiosa invasão do plástico em todos os espaços planetários tornou-se um descalabro mundial. Objetos feitos com esse material estão boiando em praticamente todas as águas marinhas do globo terrestre.”
Página 58

“Em síntese, os almejados ‘R” de Repensar, Reduzir e Reutilizar, apenas poderão se impor – ombro a ombro com práticas ecológicas efetivas abraçadas pelo conjunto da população – mediante um corpo de leis que imponha ações restritivas, coercitivas e/ou punitivas para o setor produtivo e uma atuação do Estado na qual ele demonstre agilidade e efetivo interesse público em fazer com que sejam cumpridas.

Fonte – André Vieira, Diário do Grande ABC de 15 de agosto de 2010

Imagem – Pretty and Green

Esqueçam os 3 R, temos que adicionar mais 2 R na equação.

Repense sua ligação com o planeta – fazemos parte do ecossistema global, não somos superiores a um pé de alface ou inferiores a uma girafa, somos iguais em importância a cada espécie existente no planeta e não podemos viver sem este planeta e todas as outras formas de vida que nos circundam, cada ação nossa tem consequências, muitas vezes graves e que põe em desequilíbrio toda vida no planeta – e com o consumo, ou atualmente, o consumismo desenfreado, analise como seu modo de vida afeta todo o equilíbrio do planeta e como este modo de vida está destruindo o planeta e a humanidade. Mas repense e mude seu modo de vida, se torne um consumidor responsável e sustentável, senão não adianta nada.

Recuse qualquer produto que cause destruição ao planeta e a outras formas de vida, recuse embalagens não sustentáveis, recuse alimentos que estão causando desmatamento ou causando poluição, recuse sacolas plásticas de uso único, enfim, recuse o que é ruim para todos os seres do planeta e por consequência, para nós humanos.

Reduza o consumo, pare de comprar bobagens só porque a mídia diz que você tem que ter algo que você nem sabe o que é, pare de consumir só para causar inveja aos outros, só compre o que for comer ou usar, não desperdice. Lembre que após você deixar o planeta, outras gerações de humanos necessitarão dos recursos naturais que esta geração está esgotando tão rapidamente e inconsequentemente.

Reutilize tudo o que puder, como embalagens, roupas – troque roupas, móveis, assessórios, enfim, tudo com suas amigas – para que o que deixar de ser utizado não vá para o lixo, o lixo de um é o tesouro de outro e você terá sempre coisas novas – novas para você, para aplacar sua sede de consumismo -.

E por fim Recicle, ou melhor, separe o lixo para reciclagem em 3 categorias, reciclável, compostável e rejeito. Se você fizer isso, ajudará a aumentar a vida útil dos aterros em até 95%, preservando a terra que seria utilizada para a construção desses depósitos de lixo para ser utilizada no futuro para plantio de comida para os humanos que ainda não nasceram.

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