Acesso principal de Pirapó será fechado

Atenção motoristas e moradores de Pirapó.

A concessionária de rodovias VIAPAR informa que o acesso principal ao distrito, na altura do km 230,1 da BR-376, será totalmente fechado a partir deste sábado (30).

Ele ficará interditado até o final do ano para finalização das obras de duplicação da rodovia, bem como a construção de um viaduto no local.

Provisoriamente, para acessar o distrito os usuários terão duas opções. Uma delas na altura do km 231,1, perto do entroncamento do contorno Norte de Apucarana. Já o outro ponto fica no km 229,2 – próximo ao único motel do distrito.

E para que acidentes sejam evitados a empresa ainda orienta os motoristas a reduzirem a velocidade e redobrar a atenção ao trafegar pelo trecho.

Fonte – Assessoria de comunicação da VIAPAR de 28 de julho de 2016

Embrapa lança hotsite para facilitar entendimento sobre Código Florestal

Quem busca entender melhor o Código Florestal pode acessar, a partir de 27 de julho de 2016, o hotsite lançado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que traz informações sobre o tema. Na página, o internauta encontra informações como as definições de área de preservação permanente, reserva legal e de cadastro ambiental rural, conceitos usados na lei.

Além de informações para facilitar o entendimento do Código Florestal, o hotsite traz conteúdos técnicos para a recuperação de áreas rurais e sugestões de boas práticas agrícolas que contribuam com o desenvolvimento sustentável nos diferentes biomas.

Chamado Código Florestal: Contribuições para Adequação Ambiental da Paisagem Rural, o hotsite é resultado de um trabalho que envolveu pesquisadores e analistas da Embrapa e instituições parceiras no projeto especial Soluções Tecnológicas para a Adequação da Paisagem Rural ao Código Florestal Brasileiro.

A Lei 12.651, de 25 de maio de 2012, conhecida como Código Florestal, estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas de preservação permanente, reserva legal, uso restrito, exploração florestal e assuntos relacionados. As propriedades devem seguir as instruções estabelecidas nessa legislação.

Clique aqui para acessar o site.

Fonte – Juliana Andrade, Agência Brasil de 27 de julho de 2016

A valorização do tripé da sustentabilidade

o último dia 21, as cooperativas de Maringá receberam a primeira etapa da Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR). No dia 28 tem a inauguração da central de triagem das cooperativas. A Funverde, organização sem fins lucrativos, se orgulha de ter participado ativamente no processo de viabilização dos empreendimentos.

Em 2012, a Funverde tomou conhecimento, através do Sindibebidas, de um projeto semelhante na cidade de Curitiba. Na época, estávamos em plena batalha para impedir a incineração de materiais recicláveis, considerado um crime contra a humanidade já que destrói recursos naturais ao invés de reciclá-los.

No mesmo ano, conhecemos a CVMR – Central de Valorização de Materiais Recicláveis de Pinhais. Naquele mesmo dia percebemos que Maringá precisava de um empreendimento similar e que seria uma opção ambientalmente correta à incineração. Desde então, nos empenhamos para implantar este projeto em nossa cidade, um sonho que agora se torna realidade.

O projeto foi concebido originalmente pelo Sindbebidas-PR – Sindicato das Indústrias de Cerveja de Alta e Baixa Fermentação, da Cerveja e Bebidas em Geral, do Vinho e Águas Minerais do Estado do Paraná, que se juntou a outros sindicatos industriais e criaram a CVMR. O modelo de funcionamento é o mesmo de uma cooperativa, só que é composta de cooperativas de catadores de recicláveis formando uma cooperativa de segundo grau, a Coopercentral.

Em uma cooperativa normal, o volume de produtos separados, como papelão e pet entre outros é pequeno e acaba sendo comercializado com atravessadores, que ficam com grande parte do lucro. Quando se vende para uma cooperativa de segundo grau, como a CVMR, o volume aumenta muito, possibilitando que se venda diretamente para a indústria, eliminando o atravessador, melhorando o valor da comercialização e consequentemente, a renda do cooperado. Se houver sobra no final do ano contábil, existe a distribuição do lucro para as cooperativas que compõem a CVMR.

A central, inicialmente, irá receber material de cerca de 100 catadores pertencentes às sete cooperativas da cidade de Maringá – Coopermaringá, Coopernorte, Cooperpalmeiras, Coopercicla, Cooperambiental, Coopervidros e a Coopercanção. A pretensão é que as cooperativas em um raio de 100 quilômetros possam se juntar à CVMR.

Os investimentos são da ordem de R$ 3,1 milhões. O termo de cooperação para a CVMR foi assinado entre a prefeitura de Maringá, que está dando uma contrapartida de R$ 650 mil. A implantação atende à lei federal de resíduos sólidos (12305/2010), que dispõe sobre a destinação final de materiais recicláveis pelas próprias empresas que os produzem. O projeto é dividido em duas fases em Maringá, sendo a primeira em um galpão de 800 metros para alojar a CVMR e, na segunda fase, a implantação do processamento de plásticos em outro galpão.

Atualmente Maringá produz 400 toneladas de resíduos por dia. Da parcela composta por material reciclável, nem tudo é aproveitado. Hoje, recicla-se entre 3% a 4%. Com a CVMR, esse percentual pode aumentar significativamente.

Para a Funverde o projeto é um exemplo perfeito do tripé da sustentabilidade, pois contempla os aspectos ambiental, social e econômico.

Ana Domingues, Instituidora da Funverde

Fonte – Dirceu Herrero, O Diario do Norte do Paraná de 27 de julho de 2016

Imazon detecta aumento de quase 100% no desmatamento da Amazônia em junho

Incêndio na floresta amazônica, na região de Paragominas, Pará (Foto: Adam Ronan/Divulgação)

Incêndio na Floresta Amazônica, na região de Paragominas, Pará (Foto: Adam Ronan/Divulgação)

Dados de satélite mostram que a derrubada de árvores disparou em junho de 2016, especialmente no Pará e em Mato Grosso

Más notícias para a Floresta Amazônica. Depois de alguns anos com as taxas de desmatamento estagnadas, o desmatamento voltou com força. Dados publicados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostram que a Amazônia perdeu 972 quilômetros quadrados de florestas em junho de 2016, o que representa um aumento de 97% em comparação com junho de 2015. O Imazon faz um monitoramento independente do desmatamento, por meio de imagens de satélites.

O gráfico abaixo, o primeiro presente no relatório do Imazon, nos dá uma ideia de como o desmatamento em junho de 2016 ficou completamente fora da curva.

Desmatamento na Amazônia (Foto: Imazon)

Desmatamento na Amazônia (Foto: Imazon)

A explosão de desmatamento na Amazônia em junho pode ter relação com a cobertura de nuvens na região. Segundo Adalberto Veríssimo, um dos autores do estudo, uma quantidade grande de nuvens cobria a região nos meses anteriores. Em junho, essas nuvens se dissiparam, e os satélites puderam captar todo o desmatamento. Assim, parte do desmatamento que está sendo registrado agora pode ter acontecido nos meses anteriores.

Se esse for o caso, o aumento registrado em junho já estava previsto. Ainda assim, preocupa. “Já tivemos aumentos maiores no passado recente. É preocupante, mas não é estratosférico. O que preocupa é o fato de estarmos vivendo um El Niño muito forte na região – e, portanto, o desmatamento poderá aumentar muito nos próximos meses. Há muitas florestas degradadas que ficam vulneráveis ao fogo nessa época do ano”, diz Veríssimo. A própria Nasa publicou dados recentemente mostrando que a Amazônia pode enfrentar sua pior temporada de queimadas neste ano.

Segundo o Imazon, o desmatamento se concentrou em quatro estados: Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rodônia. O Pará é o caso mais extremo. Metade de tudo o que foi desmatado em junho aconteceu no estado, e Altamira foi a cidade que mais desmatou. Altamira enfrentou um boom populacional nos últimos anos causado pela construção da hidrelétrica de Belo Monte.

O aumento fez com que as autoridades do Pará se mobilizassem. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado, equipes estão sendo direcionadas para as áreas críticas e áreas irregulares serão embargadas. Na próxima terça-feira (26), os secretários de Meio Ambiente dos estados da Amazônia se reunirão com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Segundo Veríssimo, é possível que a situação ainda piore. “O problema maior pode estar por vir, entre agosto e outubro, quando o verão amazônico chega a seu auge. Mais seco. Mais fogo. Maior chance de desmatamento em grande escala.”

Fonte – Bruno Calixto, Blog do Planeta de 22 de julho de 2016

Nasa prevê pior temporada de queimadas já registrada na Amazônia

Mapas da Nasa mostram anomalia de chuvas na Amazônia nos anos de 2005, 2007, 2010 e 2016. Área em vermelho mostra seca. Em 2016, Amazônia está muito mais seca do que nos outros anos, o que indica período intenso de queimadas (Foto: Nasa)

Mapas da Nasa mostram anomalia de chuvas na Amazônia nos anos de 2005, 2007, 2010 e 2016. Área em vermelho mostra seca. Em 2016, Amazônia está muito mais seca do que nos outros anos, o que indica período intenso de queimadas (Foto: Nasa)

Sistema de previsão da Nasa indica que 2016 será mais seco para a Amazônia do que foram 2005 e 2010 – anos em que a floresta ardeu

A Floresta Amazônica enfrentará, em julho, uma das mais intensas temporadas de seca e fogo já registradas na região. Segundo dados da Nasa, a agência espacial americana, a seca de 2016 será mais forte do que as estiagens de 2005 e 2010 – consideradas as piores já registradas até o momento.

Segundo a Nasa, a estiagem deste ano é causada pelo El Niño que se formou no ano passado. O El Niño altera o padrão de chuvas, tornando o tempo mais seco na Amazônia. Com isso, as árvores ficam mais vulneráveis ao fogo. Claro que o clima não é o único responsável pelo problema. A principal causa das queimadas é o uso irregular do fogo na produção agropecuária. Agricultores usam a técnica de fogo controlado para limpar o pasto. O fogo sai do controle e se espalha pela floresta.

Na Amazônia, a temporada de queimadas costuma começar em julho, época de seca na Amazônia. É também nessa época que se registram os picos de desmatamento, já que a ausência de chuvas facilita a extração de madeira. O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) monitora os incêndios na região. Segundo o Inpe, 2015 viu um aumento de quase 30% nos focos de queimadas. Os números continuaram altos em 2016. Todos os meses deste ano, com exceção de junho, bateram o recorde de queimada já registrado para o mês.

Fonte – Bruno Calixto, Blog do Planeta de 06 de julho de 2016

Lixo aumenta 5 vezes mais do que população; Nordeste tem maior número de lixões

Lei obriga que todos os municípios do país aterrem resíduos sólidos, eliminado lixões a céu aberto (Foto: Carol Garcia / Secom)

Pesquisa mostra que 78 milhões de brasileiros continuam sem acesso a serviços de tratamento do lixo e destinação adequada de resíduos

A geração de lixo no Brasil avançou cinco vezes mais em relação ao crescimento populacional de 2010 a 2014, mas 38% dos brasileiros (78 milhões de pessoas) continuam sem acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos. Os dados são do novo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que será divulgado na próxima semana, mas foram antecipados ontem pelo jornal O Globo.

O Nordeste concentra o maior número absoluto de cidades ainda mandando seus resíduos para lixões (834), número que representa mais da metade dos municípios brasileiros com essa prática. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), no estado, são 343 vazadouros a céu aberto.

Além dos poucos avanços em gestão de resíduos em relação ao ano anterior, o relatório revela que os lixões a céu aberto ainda desafiam 1.559 cidades, quatro anos após a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Os vazadouros de lixo sem controle ambiental deviam ter sido erradicados do país em agosto de 2014.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) defende o escalonamento dos prazos para que as prefeituras construam aterros sanitários, considerando as diferentes realidades regionais e o tamanho das populações dos 5.570 municípios brasileiros. Por enquanto, apenas seis estados — Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro , São Paulo e Santa Catarina — concluíram seus planos de resíduos sólidos. O programa ainda está em elaboração na Bahia.

Bahia

Em nota enviada ao CORREIO, o coordenador da Sedur, Mateus Almeida Cunha, informou que foi feito um estudo relacionado à gestão de resíduos sólidos e este já orienta o estado a minimizar problemas de gerenciamento do lixo.

Segundo ele, a Bahia foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a elaboração de proposta de três Planos de Resíduos Sólidos: Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com abrangência dos seus 13 municípios, o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Litoral Sul (LS) e o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. “Os planos estão em fase preliminar ao processo licitatório”.

Responsável pela coleta de resíduos na capital baiana, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) disse que Salvador teve alguns avanços após a implementação da Lei 12.305/2010, dentre eles a substituição do lixão a céu aberto por aterros sanitários, como prevê a lei.

“Hoje, a capital baiana está avançamdo no que tange ao gerenciamento de resíduos. Os resíduos sólidos domiciliares destinam-se ao Aterro Metropolitano Centro, na estrada CIA – Aeroporto, já os resíduos da Construção Civil vão para o Aterro de Inertes, em Águas Claras”, explica a titular da pasta, Rosemma Maluf.

Atualmente, a coleta dos resíduos sólidos em Salvador é realizada através de quatro empresas que formam o Consórcio Saneamento Ambiental. De acordo com informações de Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), mensalmente, são colhidas 136 mil toneladas de
resíduos sólidos, em média. Por dia, uma média de 5,4 mil toneladas é coletada. Dessas, cerca de 55,77% são domiciliares, 43,13% de construção e demolição, 1,10% vegetais e o restante de animais mortos.

Melhorias

Entre outros avanços previstos pela legislação, Rosemma cita o decreto de janeiro de 2015 – que diz que empresas, indústrias e comércio que produzem mais de 300 litros de lixo por dia são responsáveis pelos seus resíduos. “Publicamos recentemente no Diário Oficial a licitação de uma empresa de consultoria para fazer estudos de uma nova modelagem de gerenciamento de acordo com a Lei. Esperamos licitar o contrato até o início do próximo ano e, a partir da vigência do novo contrato da empresa, em julho de 2016, inovações serão implantadas”, diz Rosemma.

Ainda como parte das ações previstas na lei, a capital baiana possui atualmente 16 cooperativas de catadores de materiais cadastradas na Limpurb. E foram implementados 200 postos de entrega voluntária para incentivar a população para a coleta seletiva.

Apesar das melhorias, a secretária acredita que a cidade tem muito a melhorar. “Precisamos avançar, principalmente com relação a reciclagem. Hoje, a gente coleta lixo e descarta no aterro, mas não o aproveitamos”, completa.

Tratamento de resíduos sólidos avançou pouco no Brasil

Divulgados com antecedência pelo jornal O Globo, os dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram discrepâncias entre regiões brasileiras. Enquanto o Sudeste lidera a quantidade per capita de lixo – cada morador gera 1,23 quilo por dia -, o Sul tem o menor percentual do Brasil: 0,77 quilo por habitante, uma queda de 11,5% desde 2010.

O Nordeste, por sua vez, concentra o maior número absoluto de cidades ainda mandando seus resíduos para lixões (834). Já o Sudeste tem 820 cidades enviando seus resíduos para aterros sanitários adequados, liderando nesse quesito.

Os 1.668 municípios dos quatro estados do Sudeste geraram, no ano passado, 105.431 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos, das quais 97,3% foram coletadas. Realidade muito diferente no Nordeste, onde os 1.794 municípios dos nove estados geraram, em 2014, 55.177 toneladas/dia resíduos, das quais 78,5% foram coletadas.

Embora 64,8% dos municípios tenham apresentado iniciativa de coleta seletiva em 2014 – eram 57,6% em 2010 -, os índices de reciclagem de materiais como alumínio, ferro, plástico, vidro, papel e papelão permanecem estagnado. Diretor-executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho atribui o descompasso entre crescimento populacional (6%) e geração de lixo (29%) à evolução econômica do país. “A geração de resíduos está atrelada ao crescimento econômico. O aumento do lixo é reflexo de anos de bonança na economia”.

Especialistas criticam a falta de foco do governo em ações sustentáveis
O atraso por parte das prefeituras na adaptação à Política Nacional de Resíduos Sólidos gera críticas de Gustavo Souto Maior, professor do Núcleo de Estudos Ambientais da UnB. “A política nacional é investir em obras visíveis, como estradas, e desprezar o tratamento de resíduos”, argumenta.

Já o professor de Engenharia Civil da PUC-Rio José Araruna avalia que a crise fez despencar o valor das commodities e os processos de reciclagem de diversos produtos. “As indústrias do alumínio e do plástico estão se retraindo, o que diminui a atratividade de investimentos em reciclagem”.

Fonte – Naiana Ribeiro, Correio 24 Horas de 25 de julho de 2016

Fritjof Capra – Energia e transgênicos como questões na humanização do desenvolvimento 6/6

Fritjof Capra (Viena, Áustria, 1 de fevereiro de 1939) é um físico teórico e escritor que desenvolve trabalho na promoção da educação ecológica. Foto e informações da Wikipedia

A energia eólica tem estabilidade de preços em longo prazo e independência energética. Não há Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP) para os ventos, porque eles se espalham.

A capacidade total de geração de energia eólica no mundo é agora de 23.000 megawatts, o suficiente para satisfazer as necessidades de eletricidade de 23 milhões de pessoas, quase dois terços da população do Canadá.

Nas próximas décadas a Europa sozinha planeja aumentar em três vezes este valor. Mesmo com este dramático crescimento, a aplicação da energia eólica está ainda no começo.

Outra fonte valiosa de energia e especialmente de combustível líquido, é a biomassa, em particular o álcool destilado de grãos ou frutas. O problema é que, mesmo sendo uma fonte renovável, o solo onde cresce não é.

Podemos certamente esperar produções significativas de álcool de certas safras, mas um programa em grande escala para isso, seguramente destruiria o solo com a mesma velocidade que estamos agora destruindo outros recursos naturais.

Entretanto, a boa notícia é que na agricultura e no reflorestamento sempre se produz sobra, a grande maioria pode ser coletada e convertida em energia.

Uma simples estação de colheitas no estado de Nebraska nos Estados Unidos produz uma quantidade de grão de baixa qualidade que não pode ser comercializado, tal “resíduo” poderia produzir etanol suficiente para movimentar 10% dos carros do estado por um ano e ainda mantendo a atual disponibilidade de eficiência energética.

Com carros igualmente eficientes, as sobras das plantações nos campos da França ou Dinamarca movimentariam a metade da frota daqueles países por um ano. Outras sobras da agricultura, como cascas, sementes de frutas, óleos vegetais não digeríveis e restos de algodão, poderiam ser usados igualmente.

Tudo isso junto, esta riqueza oriunda da agricultura e do tratamento das florestas, poderiam, provavelmente, fornecer combustível líquido de forma sustentável para o setor de transporte.

Estes exemplos, aos quais outros tantos poderiam se somar, ensinam duas lições. O primeiro é que um programa eficiente de energia renovável deve ser diversificado e adaptado às condições locais. Sempre terá que ser uma combinação de fontes locais de energia renovável, energia solar, eólica, biomassa, hidro-energia, e outros.

A segunda lição é que, mesmo a melhor combinação possível entre as fontes de energias renováveis não serão suficientes a não ser que as usemos de maneira eficiente.

Capra reforça novamente que os recentes desenvolvimentos no campo da conservação de energia têm sido extremamente encorajadores. Os projetistas ambientais acreditam que uma impressionante redução de 90% hoje na energia e nos materiais é possível apenas com a tecnologia existente sem causar nenhuma redução no padrão de vida.

A razão para esta possibilidade realista de tal aumento na produtividade das fontes assenta-se na ineficiência concentrada e no desperdício que são características da maioria dos projetos industriais atuais.

As práticas sustentáveis mencionadas por Capra na energia e agricultura são apenas alguns exemplos da revolução do “ecodesign” que está agora ocorrendo.

Suas novas tecnologias e práticas incorporam princípios básicos de ecologia e, portanto, têm características em comum. Elas tendem a ser pequenas, com muita diversidade, eficientes energeticamente, não poluentes, orientadas para a comunidade, intensivas com relação ao trabalho e geradoras de empregos.

As tecnologias agora disponíveis fornecem fortes evidências que a transição para um futuro sustentável não é mais um problema técnico ou conceitual. É um problema de valores e desejo político.

Fonte – Roberto Naime, Fritjof Capra e os transgênicos, EcoDebate de 31 de maio de 2016

Fabricantes de plásticos querem desestabilizar o programa de banimento de sacos plásticos da Califórnia

A indústria plástica está forçando a população da Califórnia a rever as decisões que banem os sacos plásticos não degradáveis naquele estado.

Deep-Pocketed Plastics Companies Want to Derail California Bag Ban

It was a historic moment. Back in September of 2014, after years of lobbying by environmental activists all across California, Governor Jerry Brown signed SB 270, which banned single-use plastic bags in most stores across the state. The effect of this bill would be huge, as over 14 billion plastic bags were distributed in California in 2013, of which only five percent were recycled. The rest? Sent to landfills where they’d linger for centuries, or, too often, discarded in the state’s precious waterways and, ultimately, the ocean, where they suffocate marine life and even end up as dangerous microplastics.

Some were unhappy about this unabashedly pro-environment move. The plastics industry wanted nothing to do with this ban, which would cut off a huge source of income in the country’s largest economy. Despite the fact that plastic pollution is a well-documented problem, and that their abundance in the world’s oceans is nearing catastrophic levels, the industry is forcing Californians to revisit SB 270. After a multi-million dollar effort by the deceptively named American Progressive Plastic Bag Alliance (an industry front), the bill’s implementation was delayed, and the choice whether to keep the ban will be up to California voters this fall.

“This is not just a referendum on plastic bags, it’s a referendum on whether out-of-state special interests can hijack California’s ballot by spending…millions of dollars to undo a law the Legislature passed and the Governor signed,” said Steven Maviglio, spokesperson for Protect California’s Plastic Bag Ban, a coalition of environmental, business, consumer, labor groups and citizens.

More Plastic Than Fish by 2050

This should be a clear cut issue. Plastic is a major environmental problem that has been covered extensively at Planet Experts. Quite simply, there is too much cheap plastic being produced, and far too much of it is ending up in the wrong places. In fact, if we don’t do something soon, there could be more plastic than fish in the ocean by 2050.

Moreover, look at who is for and against repealing the ban. On one side you have the plastic industry’s mostly out-of-state money, and, that’s about it. On the other side is nearly every major California environmental non-profit, community organization, many of the state’s political leaders, and, of course, the weight of scientific reality.

“Anytime that out of state business interests spend million of dollars to thwart the democratic process in the state of California, that’s a bad thing,” said Dan Jacobson, Legislative Director with Environment California, which supports the ban. “Using money to trick voters into voting no on this ballot measure is both dirty and deceptive.”

Of course, science does not matter to an industry focused on protecting its profits. Unfortunately, that means voters can count on a flood of deceptive advertising and campaign tactics from the plastics industry, with the goal of confusing Californian voters. It can be an effective tactic, as many analysts believe that when voters are unsure about an issue, they lean to voting no. In this case, a “no” vote on SB 270 would repeal the ban.

“This is going to be a David vs. Goliath campaign,” said Maviglio. “It’s critical for supporters to get engaged [if we are to] defeat the out-of-state corporations that want to repeal California’s landmark plastic bag ban.”

The state saw the impact of corporate money in 2012 with the most expensive ballot referendum in California history, proposition 37, which would have mandated labeling of genetically modified organisms (GMO) ingredients in food. It was initially supported by a majority of Californians, but after an astounding $45 million was spent by corporations against it, it was defeated.

Will History Repeat Itself?

The plastics industry is hoping history will repeat itself, having already spent more than $4 million gathering signatures to put the referendum on the ballot. They’ll have their work cut out for them, since plastics are widely recognized as an environmental problem, and plastic bag bans (which already exist at the local level across California) enjoy far more support than GMO labeling ever did.

“More than half of California’s population lives with a plastic bag ban in their communities, so we are not as vulnerable to the scare tactics of our opponents,” said Maviglio. “We are confident that Californians will see through the lies of out-of-state plastic companies.”

Thankfully, advocates of the bill aren’t standing down, with Environmental California, for example, making this one of their primary efforts for 2016.

“We’ll be educating hundreds of thousands of people throughout the state…and urging them to vote yes to ban single use plastic bags in California,” said Jacobson, adding that they plan to do extensive outreach on college campuses, phone banking and door-to-door canvassing to build grassroots support.

One of the challenges is that SB 270 will be at the end of what will inevitably be a long California ballot. But voting yes may be one of the most important choices that voters can make this fall, not only for the environment and our oceans, but also for sending a strong signal to the plastics industry that their free ride is over.

“When California talks, the people listen,” said Jacobson. “California has set environmental trends, for clean cars, solar panels, helping to reduce global warming pollution, and this is just another way for California citizens to show support for the ocean and for the environment.”

Fonte – Nithin Coca, Planet Experts

Boletim do Instituto IDEAIS de 25 de julho de 2016

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Exploração mundial de matérias-primas triplicou em 40 anos

Em quatro décadas, a humanidade passou a consumir de 22 bilhões a 70 bilhões de toneladas de matéria-prima em todo o mundo

Em quatro décadas, a humanidade passou a consumir de 22 bilhões a 70 bilhões de toneladas de matéria-prima em todo o mundo

O aumento do consumo, alimentado por uma classe média global em crescimento, triplicou a quantidade de matérias-primas extraídas da Terra nas últimas quatro décadas, aponta o novo relatório do Painel Internacional de Recursos (IRP, sigla em inglês) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

“O ritmo alarmante em que estamos extraindo materiais já está tendo um grave impacto sobre a saúde humana e a qualidade de vida das pessoas”, declarou Alicia Bárcena, co-presidente do IRP. “Isso demonstra que os padrões imperantes de produção e consumo são insustentáveis”.

De acordo com o relatório Fluxo de materiais e produtividade dos recursos em escala mundial (em inglês), a quantidade de matéria-prima extraída da Terra passou de 22 bilhões de toneladas em 1970 para 70 bilhões em 2010. Os países mais ricos consomem em média 10 vezes mais materiais que os países mais pobres e duas vezes mais que a média global.

Mantido os padrões atuais de extração e consumo e cumprida a expectativa de crescimento demográfico global neste século, em 2050 precisaríamos extrair mais de 180 bilhões de toneladas de matéria-prima para satisfazer a demanda de nove bilhões de habitantes. Esse montante representa o triplo do consumo atual de matéria-prima e provavelmente elevaria a acidificação e a eutrofização dos solos e da água em todo o mundo, aumentaria a erosão do solo, e produziria maiores volumes de resíduos e mais contaminação tóxica.

“Devemos enfrentar urgentemente este problema, antes que esgotemos de forma irreversível os recursos que impulsionam nossas economias e retiram as pessoas da pobreza. Este problema exige replanejar a governança da extração de recursos naturais com o objetivo de maximizar sua contribuição ao desenvolvimento sustentável em todos os níveis”, defende Bárcena.

Uma dimensão delicada desse aumento no uso de recursos naturais é a dos combustíveis fósseis. O aumento drástico no consumo desses combustíveis resulta na maior concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera terrestre, influenciando diretamente na mudança do clima.

Em escala global, o uso de materiais vem se acelerando desde 2000, na medida em que economias emergentes como China e Índia experimentam transformações industriais e urbanas que requerem grandes quantidades de ferro, aço, cimento, energia e materiais de construção. Em contrapartida, o mundo avançou pouco na eficiência no uso de recursos naturais desde os anos 1990 – na realidade, a eficiência caiu nos últimos 15 anos. Hoje, a economia global requer mais materiais por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) do que no começo deste século, pois a produção passou de economias eficientes nesse aspecto (como Japão, Coreia do Sul e países europeus) para economias muito menos eficientes (como China, Índia e Sudeste Asiático). Isto resultou em maior pressão sobre o meio ambiente por unidade de atividade econômica.

Desacoplar o uso de recursos naturais do crescimento econômico é “imperativo da política ambiental moderna, e é essencial para a prosperidade da sociedade humana e um entorno natural saudável”, apontou o IRP no relatório. Esse desacoplamento, fundamental para o sucesso dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), requer políticas bem desenhadas. Porém, não basta investir em eficiência: para o IRP, é importante que os preços das matérias-primas incorporem os custos sociais e ambientais de sua extração, tanto como um incentivo para reduzir o consumo quanto para financiar pesquisa para setores da economia intensivos no uso desses materiais.

Fonte – Página 22 de 21 de julho de 2016

Fritjof Capra – Energia e transgênicos como questões na humanização do desenvolvimento 5/6

Fritjof Capra (Viena, Áustria, 1 de fevereiro de 1939) é um físico teórico e escritor que desenvolve trabalho na promoção da educação ecológica. Foto e informações da Wikipedia

Felizmente há uma alternativa ecologicamente aprovada e muito bem documentada para os transgênicos. Nova e que esta lentamente tomando conta da agricultura mundial numa revolução silenciosa.

É conhecida como “agricultura orgânica”, “agricultura sustentável” ou “agroecologia”. Quando os agricultores plantam safras organicamente, eles usam tecnologia baseada no conhecimento ecológico e não no químico ou na engenharia genética para aumentar seus campos, o controle das pestes e promover fertilidade no solo.

Quando o solo é cultivado organicamente, seu conteúdo de carbono aumenta, e assim a agricultura orgânica contribui para reduzir o aquecimento global. De fato, tem-se estimado que aumentando o conteúdo de carbono nos solos empobrecidos do planeta a níveis plausíveis absorveria quantidade de carbono equivalente àquelas emitidas pelas atividades humanas.

O renascimento da agricultura orgânica é um fenômeno mundial. Agricultores em mais de 130 países produzem atualmente alimento orgânico para comercializar. A área total que está sendo trabalhada de forma sustentável é estimada em mais de sete milhões de hectares e o mercado do alimento orgânico tem crescido numa estimativa de U$ 22 bilhões ao ano.

Há evidência abundante que agricultura orgânica é uma alternativa ecológica saudável à química e à tecnologia genética da indústria da agricultura. A agricultura orgânica aumenta a produtividade de forma viável econômica e socialmente além de ambientalmente benigna.

Numa sociedade sustentável, todas as atividades humanas, assim como os processos industriais devem utilizar energia solar exatamente como fazem os ecossistemas.

Em virtude do papel crítico que o carbono tem sobre as alterações globais, fica evidente que o uso de combustíveis sólidos é insustentável em longo prazo. Portanto, mudar para uma sociedade sustentável centralmente inclui mudar o modelo energético baseado em combustíveis fóssil, principal fonte de energia da Era Industrial, para a energia solar.

O sol tem fornecido energia a este planeta por bilhões de anos; virtualmente todas as formas de energia, madeira, carvão, petróleo, gás natura, vento, hidro-energia e assim por diante, são formas de energia solar.

Entretanto, nem todas são renováveis. No debate atual sobre energia, o termo “energia solar” é aplicado mais especificamente para referir-se a formas de energia que vêm de fonte inesgotáveis ou renováveis, a luz do sol para aquecimento solar e eletricidade fotovoltaica, vento, hidro-energia e biomassa (matéria orgânica).

A tecnologia solar mais eficiente envolve equipamentos pequenos, a serem usados pelas comunidades locais e que geram uma ampla variedade de postos de trabalho. Portanto, o uso da energia solar reduz a poluição ao mesmo tempo em que aumenta a demanda de trabalho.

Nas décadas anteriores, depositava-se muita esperança que a energia nuclear pudesse ser o combustível ideal para substituir o carvão e o óleo, nas logo tornou-se aparente que ela trazia enormes riscos e custos e que não era uma solução viável.

Os riscos começam com a contaminação das pessoas e do meio-ambiente com substâncias radioativas causadoras de câncer, durante todos os estágios do ciclo deste combustível. Juntando-se a isso, há a emissão inevitável de radiação em acidentes nucleares e mesmo durante operações rotineira de manutenção dos equipamentos.

Há também o insolúvel problema de segurança na estocagem do resíduo do material radioativo, a ameaça de terrorismo nuclear e a possibilidade de perda de direitos civis básicos numa “economia totalitária do plutônio”.

Todos estes riscos combinados aumentam o custo de operação de estações de geração de energia nuclear a um nível que as tornam altamente não-competitivas.

Hoje, a energia nuclear é a fonte energética de menor crescimento, caindo para um mero percentual de crescimento em 1996, sem nenhuma perspectiva de melhoramento. De acordo com o jornal inglês “The Economist“, nenhuma estação de geração de energia nuclear no mundo tem mais sentido comercial.

A energia solar, por oposição, é o setor que mais cresce desde a última década. O uso de células solares (células fotovoltaicas que convertem a luz solar em eletricidade) cresceu perto de 17% ao ano nos anos 90.

Uma estimativa mostra que mais de meio milhão de lares no mundo, a maioria em vilarejos remotos que não estão ligados à energia elétrica, agora obtém energia de células solares.

A recente invenção de telhas solares no Japão promete levar uma nova explosão na eletricidade fotovoltaica. Estas placas-telhas são capazes de transformar os telhados em pequenas estações geradoras de energia e que muito provavelmente revolucionarão a geração de energia.

A utilização de energia eólica tem crescido ainda mais espetacularmente. Durante a década de 90 cresceu perto de 24% e em 2001 a capacidade de geração de energia eólica cresceu espantosamente para próximo a 31%. Desde 1995 esta energia cresceu mais de cinco vezes enquanto o carvão diminuiu 8%.

Fonte – Roberto Naime, Fritjof Capra e os transgênicos, EcoDebate de 27 de maio de 2016