Agroindústria adota sacolas ecológicas

Jornal folha de londrina – 17 de maio de 2007

Os irmaõs Maccari estão testando as novas embalagens: ‘‘acreditamos estar fazendo a nossa parte’’ 

Curitiba – A agroindústria familiar Maccari, de produção de salames, embutidos, carne suína e derivados, da comunidade de São Miguel, interior de Francisco Beltrão (sudoeste do Paraná), passou a adotar as sacolas oxi-biodegradáveis na comercialização dos seus produtos. Os irmãos Maccari estão testando as novas sacolas e despertando a atenção de clientes e consumidores, mas já se dizem convencidos não só pela qualidade do material, mas também pela certeza de estarem contribuindo para reduzir a poluição do Planeta.”Quando chove, é mais fácil perceber a quantidade de plástico jogado nas ruas da cidade, que entopem os bueiros ou são carregados pela enxurrada. No meio rural não é diferente, você passa nas estradas e percebe quanto lixo é jogado na natureza”, diz o suinocultor Jaime Maccari. ”Acreditamos estar fazendo a nossa parte. Nós, agricultores, usamos e vivemos no meio da natureza; a nossa vida depende de preservar os seus recursos”, argumenta.

O pequeno frigorífico de Francisco Beltrão adquiriu três mil sacolas, quantidade suficiente para aproximadamente 90 dias de uso. As sacolas plásticas oxi-biodegradáveis se decompõem em aproximadamente 18 meses, enquanto que as tradicionais, se não forem incineradas, levam centenas de anos para desaparecerem. Até lá, elas causam enormes estragos ao meio ambiente e se configuram numa das principais vilãs do lixo urbano.

Líder sugere sacolas

Câmara municipal de Curitiba – 14 de maio de 2007

O vereador Mario Celso Cunha (PSDB), líder do prefeito na Câmara Municipal de Curitiba, está sugerindo à Secretaria Municipal do Meio Ambiente que edite normas visando o estímulo à utilização de sacolas plásticas que se decompõem nas feiras livres, mercadões e outros pontos de distribuiçãode hortifrutigrangeiros em Curitiba. Lembra que a medida já foi adotada, com sucesso, nas 22 lojas dos Armazéns da Família.

Segundo o vereador, um novo modelo de sacola, que se decompõe a partir do contato com a luz, calor e outros fatores ambientais num período de 60 dias a 18 meses, contra centenas de anos do plástico comum, já pode ser encontrado à venda e já é utilizado em alguns supermercados.

“Seria uma contribuição fundamental para o meio ambiente em Curitiba, que é conhecida como a capital ecológica e que proporciona qualidade de vida a seus habitantes”, justifica Mario. Segundo o vereador, a nova sacola, chamada de oxibiodegradável, custa cerca de 3% a mais do que a de plástico comum, mas apresenta benefícios incomparáveis.

O vereador lembra que existe tramitando na Assembléia Legislativa um projeto, de autoria do deputado estadual Caíto Quintana, que prevê a redução do ICMS das sacolas ambientalmente corretas, o que deve tornar o produto ainda mais barato.

Segundo Mario Celso, alguns comerciantes das feiras orgânicas do Passeio Público, do Jardim Botânico e da Praça do Expedicionário já se utilizam do material, que complementa o objetivo do trabalho dos agricultores, que evitam o uso do agrotóxico.

“Seria fundamental que o produto passasse a embalar todos os hortifrutigrangeiros comercializados nas feiras e mercados do município de Curitiba, o que com certeza vai antecipar uma tendência mundial, já que hoje a grande preocupação da humanidade é preservar o ambiente”, finaliza o líder do prefeito.

Receita de sabão de óleo de cozinha usado

Ontem, dia 23 de maio, na hora do almoço fomos à casa do Elias para fazer uma receita de sabão.

No sábado, uma emissora irá fazer uma matéria em que iremos ensinar como fazer sabão de óleo de cozinha já utilizado.

Existem várias receitas, com álcool, com glicerina, com sabão em pó, com amaciante e mesmo com sebo ou até abacate.

Não iremos dar a receita com sebo porque é mais difícil de encontrar.

Estou tentando achar entre os papéis a receita de sabão líquido para colar na página junto com as outras receitas.

Vou tentar colocar hoje.

Primeiro vamos aos cuidados básicos.

NÃO FAÇA O SABÃO PERTO DE CRIANÇAS POR CAUSA DA SODA, QUE PODE QUEIMAR, OS VAPORES SÃO TÓXICOS … ENFIM, FAZER SABÃO NÃO É COISA PARA SE TER CRIANÇAS POR PERTO.

CUIDADO NA HORA EM QUE FOR DISSOLVER A SODA NA ÁGUA QUENTE, PORQUE OS VAPORES SÃO TÓXICOS.

UTILIZE UMA COLHER BEM LONGA, PARA NÃO ESPIRRAR A MISTURA EM VOCÊ.

ENFIM, TOME CUIDADO SEMPRE, NÃO É BRINCADEIRA, SE PREFERIR, AINDA, UTILIZE LUVAS E MÁSCARA.

Agora, a receita de ontem.

Receita de sabão com sabão em pó

4 litros de óleo vegetal pós-consumo

2 litros de água

½ copo de sabão em pó – utilizamos um copo de 200 ml

1 quilo de soda cáustica (NaOH)

5 ml essência de óleo aromático

Bacia de plástico para misturar os ingredientes

Colher longa ou pá de madeira

formas para colocar o sabão para secar e dar forma

 

Coloque o óleo em uma bacia ou balde de plástico grande o suficiente para mexer sem derramar.

Reserve.

Esquente a água até formar bolhas na lateral da panela.

Desligue o fogo, dissolva o sabão em pó em ½ litro de água quente.

 

Reserve.

Separadamente, dissolva a soda cáustica em 1,5 litros de água quente em um recipiente de plástico.

Lentamente, adicione as duas soluções ao óleo e mexa por aproximadamente 20 minutos.

Adicione a essência adicione à mistura e despeje em formas.

Retire da forma somente no dia seguinte e corte.

Algumas dicas.

Depois de pronto, deixe o sabão de molho em água num recipiente para que a soda cáustica seja neutralizada e não agrida as mãos do usuário.

Não deixe o sabão secar demais para desenformar, para não ficar difícil de cortar.

Sabão com álcool

4 litros de água – temperatura ambiente a morna – não quente

1 quilo de soda cáustica (NaOH)

4 litros de álcool

4 litros de óleo vegetal pós-consumo

5 ml essência de óleo aromático

Bacia de plástico para misturar os ingredientes

Colher longa ou pá de madeira

formas para colocar o sabão para secar e dar forma

Colocar todos os ingredientes na ordem acima – CUIDADO COM O VAPOR QUE SOBRE NA HORA DE COLOCAR A SODA CAÚSTICA.

Só mexer depois que todos os ingredientes estiverem no recipiente.

É importante respeitar a ordem e a continuidade, deixe todos os ingredientes à mão.

Mexa até a mistura ficar em ponto de fio, sem parar – você viu que na receita acima, duas pessoas tiveram que mexer, porque cansa o braço.

O tempo pode demorar de 20 a 30 minutos, depende da temperatura dos ingredientes, da marca da soda … variáveis.

Coloque na forma para secar de 12 a 24 horas.

Não deixe mais que isso para não ficar difícil de desenformar e cortar.

Vire a forma em uma superfície lisa e corte em pedaços.

Armazenamento

De início, deixe em uma caixa de papelão, para secar, depois, quando começar a cristalizar – aproximadamente 1 mês – embale em sacolas de plástico para não secar demais.

Sacolas plásticas com os dias contados no Paraná

 

 

Jornal Estado do Paraná – 22/05/2007

Milhares de sacolas são encontradas nos aterros sanitários do Estado. Iniciativa quer diminuir todo esse volume.

As sacolinhas plásticas, usadas para embalar todo tipo de compra que o brasileiro faz, principalmente as de supermercado, podem estar com os dias contados, pelo menos no Paraná. É o que pretende a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que promete fechar o cerco contra empresários que se negarem a criar alternativas para destinação das embalagens ou a substitui-las pelas sacolas oxibiodegradáveis, que se decompõem em alguns meses. O desafio, entretanto, será mudar a cultura que impera no País de utilizar esse utensílio indiscriminadamente. A partir daí, o próximo passo da Sema e do Ministério Público do Estado (MPE), que estão atuando em conjunto nessa questão, é chamar cada um dos proprietários de supermercados para cobrar-lhes posicionamento. A primeira reunião acontece na quinta-feira, com representantes das dez maiores redes supermercadistas do Estado.

“O que queremos é convencer os comerciantes que isso é interessante para o meio ambiente. No entanto, o principal item dessa discussão é a mudança de comportamento do usuário, como a adoção da sacola de pano para as compras. Para isso é preciso colaboração de todos”, conclui o promotor Saint Claire Honorato Santos, do MPE.Dados repassados pela Sema apontam que, somente no Estado, são disponibilizadas ao setor supermercadista 80 milhões de sacolas plásticas todos os meses. A quantidade preocupa o coordenador estadual de Resíduos da Sema, Laerty Dudas. “As sacolas demoram centenas de anos para se decompor. Imagine todo esse volume no meio ambiente entupindo bueiros, poluindo rios e resultando em enchentes”, diz. Mais: segundo ele, quem deve responder por todo esse resíduo é quem os distribui, ou seja, supermercados, principalmente. “A Lei n.º 6.938 (de 1981) é clara ao estabelecer que quem coloca o produto no mercado é responsável por ele direta e indiretamente. Portanto, também devem responder pela destinação desse material”.Com vistas a pressionar o setor a achar alternativas para o problema, a Sema contatou a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) em agosto do ano passado e estabeleceu: “Eles devem ter pontos de entrega voluntária e adotar uma política reversa no sentido de pressionar também fornecedores e indústria para que os auxilie nessa adequação”.Outra opção seria a adoção das oxibiodegradáveis, que consistem em saquinhos do mesmo material adicionados de um polímero de patente inglesa, o D2W, que permite a decomposição do plástico em 18 meses. No entanto, segundo Dudas, a resposta não foi satisfatória. “Disseram que não poderiam responder administrativamente por cada estabelecimento”. Isso foi há dois meses.

Bons resultados estão aparecendo

Desde que começou a utilizar as oxibiodegradáveis em janeiro deste ano, o gerente de marketing da rede de supermercados maringaense Cidade Canção, Célio Kiracani, tem visto bons resultados. “Os clientes estão percebendo que, comprando em nossas organizações, mesmo usando a sacolinha para se desfazer do lixo, podem fazê-lo sem preocupação”, constata. A rede foi a primeira a utilizar a tecnologia.

As sacolas ficaram três meses em testes para avaliação da qualidade. Aprovadas, passaram a ser usadas em definitivo pela empresa, que hoje gasta cerca de 10% a mais com as embalagens. “Mas consideramos isso investimento para garantir o futuro”, diz o gerente.

“Também deixamos disponível um 0800 para as pessoas tirarem suas dúvidas”, completou.

A Apras, por sua vez, informa que apresentou à Sema diretrizes e orientações institucionais para que os supermercados do Paraná contribuam e incrementem os Pontos de Entrega Voluntária (PEV) e também na utilização de tecnologia que auxilie na diminuição dos impactos ambientais. A associação diz ainda que um grande número de supermercados do Paraná, principalmente hipermercados, já disponibilizam ao consumidor Pontos de Entrega Voluntárias (PEV), “focados principalmente na educação do consumidor para o hábito de separar para reciclar”.

Maringá: ONG e empresários adotam medidas

Há cerca de dois anos, quando atuava na limpeza de fundos de vale, o presidente da organização não-governamental (ONG) FUNVERDE, de Maringá, Cláudio José Jorge, chegou a uma conclusão: “Precisávamos dar um jeito nas sacolas plásticas. Era o que mais encontrávamos nos rios”, conta. O passo seguinte foi pesquisar o que o mundo estava fazendo para dar conta desse verdadeiro desafio ambiental. Em alguns países da Europa, por exemplo, a forma encontrada foi fazer doer no bolso: se o consumidor quiser as sacolinhas tem de pagar por elas e caro. Resultado: muita gente voltou à boa e velha sacola de pano.

Mas outra solução verificada na Inglaterra chamou a atenção do ambientalista: as sacolas oxi-biodegradáveis. São um pouco mais caras, mas, segundo ele, compensam pelo benefício ao meio ambiente. “O aditivo aplicado faz com que a cadeia molecular seja um pouquinho menor, permitindo que se quebre e que os microorganismos consigam comer o plástico”, explica. O desafio, agora, era vender a idéia ao setor varejista e aos fabricantes: “Quanto mais empresários aderissem, mais barato deveria ficar”.

Assim, enquanto Cláudio convencia os empresários da parte ambiental, Fátima Meguer, diretora comercial da B&L consultoria, tentava achar junto com eles meios de tornar a iniciativa economicamente viável. “Como fica em torno de 5% a 8% mais cara que a convencional, propomos adequações, como impressão da logomarca em apenas um dos lados da sacola e em menos cores”, explica. Atualmente, quatro redes de supermercados maringaenses utilizam a tecnologia em cerca de 50 lojas da região.

Mas a expectativa é que esse número se multiplique. A maior parte dos supermercados paranaenses já foi contatada e a consultora tem sido procurada por redes de outros estados. A receptividade, garante Fátima, é satisfatória. O que pesa por enquanto são os custos. “Mas costumamos dizer que, nesse caso, é um investimento”.

 

Conscientização começa na feira

 

Jornal Estado de Minas – 21/05/2007

Agricultores orgânicos substituem sacolas plásticas tradicionais por embalagens biodegradáveis

Não adianta apenas produzir alimentos livres de agrotóxicos se o cuidado com a preservação ambiental no momento de vendê-lo é deixado de lado.

Agricultores familiares do Paraná decidiram substituir nas feiras as sacolas plásticas tradicionais por material biodegradável.

Na lista de grandes poluidores urbanos, a embalagem tradicional distribuída fartamente por supermercados, lojas e padarias demora centenas de anos para se decompor.

Os novos modelos, chamados oxi-biodegradáveis, desaparecem completamente em 18 meses, no máximo.O consumo acelerado das “sacolinhas” no mundo elevou a demanda pelo produto à base de petróleo para nível 20 vezes maior do que o registrado há 50 anos, segundo cálculos da ONG ambientalista FUNVERDE. A organização não-governamental fez o trabalho de substituição pelo plástico ecológico em todas as feiras orgânicas de Curitiba.O diferencial do produto é ser mais sensível à ação da luz solar, umidade e ter a propriedade de ser digerida por microorganismos, o que acelera o processo de decomposição.

“A sacola biodegradável está dentro da consciência de produzir orgânicos e, por isso, todos os feirantes fizeram a troca”, diz Juliana Escher, filha do primeiro casal de agricultores a usar a sacola biodegradável em feira na capital paranaense.

 

Sacolas ecológicas

Essas notícias já estão velhinhas mas vou publicar mesmo assim, porque faz parte da história da FUNVERDE.

Informe virtual do Ministério Público do Estado do Paraná – 08/02/2007

Da esquerda para a direita – Chefe Regional do IAP – Instituto Ambiental do Paraná Paulino Mexia, Procurador de Justiça do Meio Ambiente Saint Clair Honorato, Prefeito de Maringá Silvio Barros II, Presidente da FUNVERDE Claudio José Jorge, Promotor do Meio Ambiente Manoel Ilecir Heckert

Sacolas ecológicas

O CAOP do Meio Ambiente, por meio de seu coordenador, procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, participou na última segunda-feira, 5, em Maringá, do lançamento do projeto “Sacolas Ecológicas”, da FUNVERDE. A Funverde é uma organização não governamental do terceiro setor, fundação particular de meio ambiente, criada em 1999, em Maringá, com o objetivo de incentivar práticas de preservação, recuperação e educação ambiental. A meta do projeto, que deve se estender para outras cidades do País, é propiciar a troca de sacos e sacolas plásticas por sacos oxi-biodegradáveis (material que se decompõe sem a necessidade de ser enterrado, apenas pela atuação da temperatura, sol, vento e outras variáveis naturais. Sua desintegração ocorre muito mais rápido do que os plásticos comuns: no máximo em 18 meses, sendo que o convencional pode levar até 500 anos). O projeto tem como parceiros a Prefeitura de Maringá, o Ministério Público, IAP, Polícia Ambiental, Associação Comercial e Associação dos Supermercadistas do Norte do Paraná.

Sacolas ecológicas 2

Cerca de 150 pessoas participaram do lançamento, inclusive o prefeito municipal, Silvio Barros II, que, na ocasião, assinou o decreto 122/2007. Esse dispositivo determina a todos os órgãos municipais, diretos e indiretos, que utilizem, a partir de 180 dias, apenas sacos de lixo oxi-biodegradáveis. A prefeitura utiliza 500 mil sacos de lixo por ano. A Funverde disponibilizou em seu site www.funverde.org.br a íntegra do decreto, que pode inspirar a boa prática em outros municípios.

Sacolas ecológicas 3

Na mesma solenidade, 21 empresas que já usam as sacolas ecológicas receberam o selo “Empresa Amiga do Planeta”, título da Funverde que visa incentivar as empresas que têm boas práticas ecológicas. A fundadora da ONG, Ana Domingues, conta que só os supermercados de Maringá utilizam cerca de 15 milhões de sacolas por mês. Cada uma das quatro feiras da cidade gasta cerca de 100 mil sacolas por mês. A ONG distribuiu alguns exemplares da sacola ecológica para os feirantes, para que eles conheçam o produto, que é fabricado em todo o país por mais de 50 empresas. Segundo Ana, o custo da sacola varia de 10% a menos a 10% a mais do que as sacolas comuns, dependendo da negociação, e que a qualidade é a mesma do produto tradicional: “É exatamente igual, só tem a mais o aditivo que quebra as moléculas do plástico, para que se decomponha mais rápido”, afirma.

Sacolas ecológicas 4

A Funverde começou a desenvolver este projeto das sacolas ecológicas, a partir de um grande trabalho de revegetação dos rios de Maringá, que desenvolve com a ajuda de voluntários e de pessoas que cumprem penas alternativas por cometimento de crimes ambientais. De 2004 a 2006, foram plantadas 30 mil árvores, resultado de um trabalho desenvolvido todo sábado, entre os meses de fevereiro e novembro. Durante o desenvolvimento do projeto, percebeu-se que havia muitas sacolas de mercado jogadas nos rios da cidade. Assim, a ONG buscou uma nova tecnologia, dando início ao projeto.

Sacolas ecológicas 5

O procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos afirma que a intenção final do projeto é incentivar as pessoas a utilizarem preferencialmente sacolas de tecido, que podem ser reaproveitadas infinitas vezes, para levar compras, por exemplo. Ele ressalta que a iniciativa das sacolas oxi-biodegradáveis é o primeiro passo para a conscientização dos consumidores e que os promotores podem auxiliar nesse processo recomendando seu uso em todo o estado.

Os malditos finalmente conseguiram – O canto do galo

Como dói ver a diversidade do Brasil se acabando por um punhado de dólares.

Primeiro soja, algodão, milho transgênicos aparecem, assim como muitas doenças desconhecidas.Desaparecem os insetos, aves, animais, e por fim, os humanos, destruindo tudo que a natureza demorou milhões de anos para aperfeiçoar.

Por um punhado de dinheiro. A CTNBio aprovou esta semana o plantio e a comercialização do milho transgênio Liberty LinK, da Bayer. Assim como já aprovara o algodão e o soja transgênicos.

Na penumbra. E, sem mais trocadilhos, uma pena.O Brasil, com o auxílio daqueles que, por ignorância ou conivência, o permitem vai, pouco a pouco, assimilando o lixo do mercado internacional.

E, nesta surda e suja guerra comercial travestida de profundos e sacros colóquios científicos, ficando sem as suas sementes, patrimônio nacional obtido em centenas de anos de suor e seleção.

O próximo passo é a aprovação do milho BT, resistente a insetos. O mesmo que expulsou a borboleta monarca do seu local de moradia, infringindo perdas ainda não calculadas às teias alimentares de seus seculares habitats.

Outras dez variedade de arroz, algodão e milho, aguardam sua vez para aprovação. Para todas, as mesmas justificativas: a redução de agrotóxicos e a conseqüente redução da poluição.Que estranho – ouso pensar: justamente uma multinacional do agrotóxico empunhando a bandeira da redução de seu principal produto. A maior multinacional de agrotóxico quer reduzir o agrotóxico!

– Como o mundo está mudado, meu deuso do céu! – suspiro, olhando pra riba.

Alguém me condena: – ´Xá de sê maldoso… Não vê que os home querem o nosso bem?

– Verdade. Até, por coincidência, a semente do milho da Bayer não morre com o glufosinato de amônia, o agrotóxico que também é só da Bayer. – lembro assim, de relance.

– O milho certo para o veneno certo – alguém expira, inspirado.

– E as herva daninha? – meu primo pára pra perguntar.

– Quéquitem elas? – Ouvi falar que o veneno vai selecionando as mais resistentes e, depois de cinco a seis safras, a dose do remédio tem que aumentar.

– E a Bayer vai vender mais semente e mais veneno, é?

– É.

– Bem, mas aí já é culpa das herva, né cumpadi?

Falando tanto em milho, não posso deixar de lado o poema do patrício baiano, Junqueira Freire, morto na flor de seus 23 aninhos que, nos idos de 1850, já matava a charada:

(…)

Quando eu passar pelo cercado ao longe
abaixarás humilde o bico e a vista:
que eu sou o rei das mais gentis galinhas,
que eu sei erguer a minha régia crista.

Há de seguir-te em toda a parte o espectro
de minha nobre e célebre conquista
 será manhã, – não cantarás teu hino,
nem jamais erguerás a régia crista.

Hás de sentir que eu fui valente antagonista:
– eu cantarei meu hino de triunfo,
tu correrás de minha nobre vista:
– tu, infamado, marcharás humilde,
eu erguerei a minha régia crista!

Corroer aos poucos o patrimônio biológico de um país, sob o pretexto de ajudá-lo, tendo vendidos e comprados compatriotas irmanados nesta causa, é o mesmo que trair a história da nação. Depois disso, só restará ao vencido abaixar humilde o bico e a vista, deixando que o comprador ande em solo pátrio erguendo a sua régia crista.

O poema se chama O canto do galo.

Três coisas delgadas sustentam o mundo, segundo os irlandeses: o delgado fio de leite que vai da vaca ao balde; a lâmina delgada do cereal verde que vem do chão; a fina linha de coser nas mãos da mulher experiente.

A Bayer parece saber disso melhor que ninguém. Alguns de nossos patrícios também. (Luiz Eduardo Cheida)

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 19 de maio de 2007 – Sábado

Ai, Ai …

Na semana passada a câmera foi setada errada e tirou 16 fotos por foto, hoje, para não melhorar, ficou em qualidade VGA, sendo que sempre tiro em 3 megapixel.

Nem vou ficar brava – mais do que o normal – mas na semana que vem antes de tirar qualquer foto, vou verificar todas as configurações.

Se alguém quiser tocar nesta câmera, vou dar um tapa na mão, juro.

Fico possessa quando mexem na câmera e depois vem aquele sorriso amarelo de – OPS, foi sem querer.

Linquei a entrevista do Laerty Dudas – SEMA Paraná do post anterior – consegui. É só clicar no microfone para ouvir sobre as sacolas ecológicas.

Estivemos nos espaço saúde novamente, desta vez no Jardim São Silvestre.

Os acadêmicos de farmácia da UEM – universidade estadual de Maringá, que irão estar amanhã na EXPOINGÁ comentando alguns dos projetos da FUNVERDE vieram aprender sobre os projetos conosco e com o estagiários.

Não sei explicar EXPOINGÁ, coloque no GOOGLE e você vai achar – para quem gosta de cowboy é um prato cheio.

Alguns estagiários aproveitaram para cortar os cabelos enquanto o público era pequeno.

Fizemos demonstração das sacolas ecológicas, sacolas recicláveis, destinação de lâmpadas e baterias, destinação de óleo de cozinha usado, para sabão e biodiesel e dicas de economia de recursos naturais, como por exemplo, pedir para as pessoas trocarem suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes, não lavar a calçada com mangueira …

Fomos convidados pela secretaria de esportes da cidade a dar curso de sabão de óleo nos 10 bairros onde a prefeitura já tem cursos regulares.

Claro, não é só o curso, mas também uma oportunidade de ensinar truques novos a cachorros velhos, ou seja, mudar o padrão de consumo e o modo de agirdestas pessoas que queremos mudar.

Hoje tínhamos vários tipos de sabão, com álcool, com sebo, com glicerina e até sabão líquido.

As pessoas que passavam achavam que era cocada, doce de leite, um perigo, porque já iam pedindo para provar.

Teve até quem achasse que o sabão líquido era mel.

Agora, as fotos.

Note que sairam um horror, porque estava em VGA.

Duas semanas com fotos estragadas ninguém merece.

 

 

Projeto sacolas ecológicas na CBN

A Mercedes – blog folha verde – encontrou na rede esta entrevista com o Laerty Dudas da SEMA Paraná, sobre as sacolas oxi-biodegradáveis.

Tenho algumas considerações sobre o assunto.

Não são somente 80 milhões de sacolas por mês e sim mais de 1 bilhão de sacolas por mês que os supermercadistas distribuem para poluir o ambiente.

Supermercados, sem contar feiras, farmácias,  padarias, açougues, bazar de R$ 1,99 e todo e qualquer comércio.

Isso é uma enxurrada de plástico, impermeabilizando os aterros sanitários, impedindo a compostagem, criando metano, que é 23 vezes pior que o CO2.

Quando o polietileno, que é transparente é colorido, primeiro, está se utilizando recursos naturais do planeta sem necessidade, jogando no ambiente mais produtos químicos.

Porque não fazer a sacola transparente, com uma cor de propaganda?`

Porque o supermercadista gosta de tantas cores? Tá loco, tem sacola que parece adereço de carnaval, quanto mais ridículo, melhor.

Parece aquele lojista  – falando de Maringá, especificamente – que faz o letreiro da sua loja tomando toda a fachada, o vizinho vai e faz maior,  com letras garrafais, o outro vizinho vai e coloca um letreiro luminoso, para ofuscar os olhos do cliente, como se dizendo compre aqui, compre aqui, compre …

Isso, aqui na cidade, tem criado uma prática de cortar as árvores em frente ao estabelecimento para aparecer o nome da loja inteiro.

Vai ser caipira assim lá na putaqueospariu.

Atitude do Século XX.

Mas … voltando ao assunto sacolas oxi-biodegradáveis, se todos colocassem uma só cor, é só o consumidor olhar, para ver de onde a vizinha veio com tantas compras, pelamordedeus supermercadistas, ninguém é cego, não precisa fazer sua sacola vermelha com bolinhas amarelas, a mulherada é curiosa, quando vir vizinha chegar carregada de compras, ela irá até perguntar onde foi que ela comprou tão barato para trazer tantas compras.

Claro, é por isso que o comerciante quer se diferenciar em suas sacolas, propaganda barata.

Quanto mais sacolas estiver levando, mais propaganda o comprador faz para o mercado.

Aí vem a conversa de assimliar 3%. Assimilar o que, caramba, se sabemos que o consumidor é que paga a conta. Sempre … eternamente …

Será que esses empresários gananciosos e sem compromisso com o ambiente acham que não raciocinamos? Eles dizem as coisas como se fossem verdades absolutas, porque ninguém vai pensar no assunto mesmo.

Sobre a rede SONAE de Portugal que adquiriu 500 milhões de sacolas, porque não usam as mesmas no Brasil? Porque nós brasileiros, somos tratados como cidadãos de segunda linha, não somos respeitados e também não temos legislação para nos proteger.

O WALMART, BIG, só está utilizando em uma loja porque?

Porque está com um pé cá, outro lá. Se houver alguma lei, eles podem dizer,

– Mas olhe, nós já estamos utilizando em uma loja, agora com a lei, vamos ampliar para todas as outras.

É muita cara de pau mesmo.

Mas temos como dar o troco, é fácil.

Vejamos um exemplo, aqui em Maringá, temos a primeira rede de supermercados do Brasil que adotou as sacolas oxi-biodegradáveis em outubro de 2006, com 10 lojas e que utiliza mais de 2 milhões de sacolas/mês.

Agora temos a rede Bom Dia, com 34 lojas, o Bem Bom, com 4 lojas, o Guguy, com 2 lojas.

Aqui na esquina de casa tem um São Francisco, seria muito fácil para a família comprar aqui, perto de casa, mas desde do início 2006 estamos tentando a adesão desta rede, a maior regional e eles se recusam terminantemente. Até hoje não sabemos porque, visto que os preços estão praticamente iguais.

Já tentamos de tudo e finalmente concluo – eu, mim, pensamento pessoal – que o dono da rede é um empresário inescrupuloso, ganancioso, sem compromisso com o futuro da humanidade.

Depois dessa conclusão só pude tomar uma atitude comprometida com o planeta, não compro mais no supermercado São Francisco, se todos os consumidores fizerem isso, BOICOTE, ou o empresário adota a sacola ecologicamente correta ou vai à falência, não tem uma terceira opção.

Quando aprenderemos que nós é que controlamos o rumo da política e da economia?

Eu não uso nem uma sacola nem outra, uso mesmo é minhas boas sacolas retornáveis já há alguns anos, primeiro porque minha consciência fica limpa e o planeta também, segundo, porque no enbornal cabe o conteúdo de umas 5 sacolas de mercado, não machuca as mãos para carregar e não sobra aquele monte de sacola em casa.

Mas, como o projeto depende exclusivamente dos compradores, estou boicotando o supermercado São Francisco e falando para todos que conheço fazerem o mesmo.

Agora, a entrevista.

Clique no microfone.

Uso de sacolas biodegradáveis foi estimulado pela ACIM

Estou varrendo notícias sobre a FUNVERDE e comentando.

Não, não é que sobre tempo, mas certas coisas tem que ser comentadas, apesar de ter um monte de postagens para fazer.

Primeiro – A APRAS (associação de supermercadistas ) Maringá está servindo de exemplo à APRAS Paraná com as sacolas oxi-biodegradáveis, mostrando que ALGUNS de nossos empresários são ambientalmente responsáveis.

Segundo –  A ACIM (associação comercial e industrial de Maringá), como sempre está apoiando projetos ambientalmente corretos.

Terceiro – o Sir Carvalho está falando besteira ao dizer que as soluções para os problemas ambientais são complexas, muito pelo contrário, tudo é simples, é só dar o primeiro passo. Isso de encontrar entraves em tudo é coisa de gente que fica em sua mesa filosofando, ao invés de colocar a mão na massa (trabalhar cansa).

Agora é hora de agir, enquanto temos tempo, pouquíssmo tempo, diga-se de passagem.

Estou com ódio mortal de gente que fica reclamando, enumerando os problemas, aparecendo na mídia falando de efeito estufa, poluição – porque isso dá ibope – ao invés de encontrar soluções e executá-las.

Ação, ação, ação … a humanidade está há um passo da extinção e se esperarmos os intelecualoides de plantão fazerem alguma coisa, hahaha, estaremos extintos como os dinossauros antes do final deste século.

Ah, antes que mes esqueça, o Pão de Açucar USAVA sim, as sacolas, mas naquele esquema sacana, uma só loja, pequeninha, dentro de um shopping, em São Paulo, mas agora parou de usar.

Isso não é compromisso, isso é esperteza brasileira.

A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) tem até essa sexta-feira (16), para apresentar soluções alternativas para as sacolas à base de plástico convencional, o projeto deve ser apresentado à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). A solicitação foi feita pelo secretário da Sema, Rasca Rodrigues, e pelo procurador de justiça do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos.A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) firmou parcerias com indústrias de sacolas biodegradáveis para estimular o uso nos estabelecimentos comerciais da cidade. A parceria entre a ACIM e as fábricas Yop Tecpack Ltda e Ladal Plásticos e Embalagens, e a consultora B&L, foi assinado no ano passado, sendo portanto, a precursora dessa decisão da justiça. Na ocasião, a ACIM, a Prefeitura de Maringá, a Apras, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a FUNVERDE assinaram um protocolo para estimular o uso de sacolas biodegradáveis. A Funverde foi a ONG responsável por estimular a ACIM a participar do projeto, conscientizando os diretores da entidade.

Segundo o presidente da ACIM, Carlos Tavares Cardoso, a adoção das sacolas ecologicamente corretas é uma atitude que demonstrará a responsabilidade ambiental das empresas que aderirem ao projeto. “Hoje o empresário tem que pensar seu empreendimento como algo sustentável não apenas do ponto de vista econômico e social, mas também ambiental. Se não nos preocuparmos com esta questão, dentro de pouco tempo entraremos num processo sem volta e muitos dos estragos causados ao meio ambiente não terão mais remédios”, completa.

Para o vice-presidente para Assuntos de Meio Ambiente da ACIM, Sir Carvalho, as soluções para os problemas ambientais são sempre complexas, mas podem ser levadas avante se houver boa vontade para executar ações pontuais, como é o caso da produção e utilização de sacolas biodegradáveis. “Sem dúvida, esta parceria é um marco importante e tanto a ACIM como a Apras tem um papel fundamental na disseminação do uso destas embalagens entre as empresas da cidade”, ressalta.

No Brasil, a rede de supermercados Pão de Açúcar já utiliza as sacolas biodegradáveis. Já em Maringá, a rede de supermercados Cidade Canção adotou as sacolas, a Prefeitura determinou o uso de sacolas e sacos de lixo biodegradáveis nas repartições públicas do município. Os integrantes das feiras Verde, Pôr do Sol e do Produtor receberam as sacolas para utilização.

No Paraná, são utilizadas 80 milhões de sacolas plásticas por mês nos supermercados. Em Maringá, cada feira utiliza 100 mil sacolas, já os supermercados utilizam 15 milhões de sacolas mensalmente. A Prefeitura, anualmente, usa 500 mil sacos de lixo. No Brasil existem 50 indústrias produzem sacolas biodegradáveis, uma delas situada em Maringá.

A diferença entre a sacola normal e biodegradável não é perceptível, a tecnologia consiste na introdução de aditivos, com polímeros de acetato, no plástico durante o processo de fabricação, que fragilizam as ligações entre as moléculas do material e aceleram a decomposição. Uma sacola biodegradável se decompõe em 18 meses, enquanto uma sacola de plástico convencional demora 400 anos. (ACIM)