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Quais São As Matrizes Elétricas Possíveis No Mundo De Hoje?

Quais são as matrizes elétricas possíveis no mundo de hoje?

Por Redação Além da Energia

Recentemente, a premiada série televisiva Chernobyl trouxe a energia nuclear de volta à consciência mundial ao mesmo tempo que levantou debate sobre as alternativas de transição para uma matriz energética de baixo carbono. Afinal, a matriz energética da maior parte dos países é essencialmente baseada em combustíveis fósseis e a energia nuclear, embora seja uma fonte de zero emissão de carbono, ainda gera temores de uma nova Chernobyl ou Fukushima.

Quando falamos apenas em geração de eletricidade, o Brasil tem uma matriz essencialmente renovável. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as fontes renováveis representam aproximadamente 75% da matriz elétrica brasileira. O levantamento inclui grandes e pequenas hidrelétricas, usinas eólicas, solares e geração a com a biomassa da cana-de-açúcar, bem como de outros produtos.

Nesse sentido, o Brasil tem uma vantagem competitiva em relação a outros países, já que possui uma grande matriz renovável a um custo relativamente baixo de produção. A matriz brasileira é majoritariamente hidrelétrica, o que traz diversas vantagens para o sistema. É uma fonte renovável e com zero emissão de carbono, dá suporte a outras fontes renováveis intermitentes, como a eólica e tem baixo custo de produção.

O Brasil adota um modelo muito específico para operação otimizada de suas usinas hidrelétricas, chamado Mecanismo de Realocação de Energia.  Ele visa compartilhar entre todos os geradores hidrelétricos os riscos de operação, ou seja, uma usina produzir menos energia do que o que ela se comprometeu a gerar.

E quais são os outros tipos de matrizes energéticas existentes no mundo? Cada país tem uma característica e fontes predominantes em relação às demais. Veja algumas das principais matrizes elétricas mundiais.

Combustíveis fósseis

A geração de energia elétrica com combustíveis fósseis ainda é dominante em muitos países apesar dos esforços para descarbonização das economias. Nesse sentido desponta como principal fonte geradora o carvão mineral, geração de baixo custo mas com grande nível de emissão de poluente. Essa é a principal fonte de geração de energia na China, por exemplo. Em 2016, representava mais de 60% da capacidade instalada de geração no país asiático.

Gás natural

Embora o gás natural seja um combustível fóssil, ele não é tão poluente quanto o carvão mineral, sobretudo nos casos em que o vapor gerado nas caldeiras de geração é reaproveitado, o que é conhecido como usinas de ciclo combinado. O gás natural é também visto por muitos países como o combustível de transição para uma economia de baixo carbono e uma saída para matrizes poluentes de países mais concentrados em combustíveis fósseis. Em países de forte dependência hídrica, é considerado uma fonte que ajuda na regularização dos reservatórios das hidrelétricas.

Nuclear

Apesar dos riscos da energia nuclear, sujeita a eventos climáticos ou ataques terroristas, a fonte é considerada de zero emissão de gases do efeito estufa. Países como a Hungria e a Eslováquia têm mais da metade da sua capacidade de geração composta por usinas nucleares. A energia nuclear é considerada de baixo custo de produção, mas de alto custo de instalação. Além disso, há questões sensíveis em relação ao enriquecimento do urânio, pois dependendo do nível de enriquecimento é possível fabricar armas nucleares.

Renováveis

As matrizes renováveis têm diversas vantagens sobre as demais. Além de terem um grande nível de diversificação de fontes (hidrelétricas, biomassa, solar, eólica, etc), o custo de produção vem caindo vertiginosamente ao longo dos anos à medida que ganham escala e novos desenvolvimentos tecnológicos são feitos. Além disso, emitem zero carbono e contribuem para as metas de redução das emissões dos países.

Diferentes matrizes ao redor do mundo

Cada país tem um tipo diferente de matriz elétrica, de acordo com diversos fatores, como disponibilidade, custos, incentivos e políticas regulatórias. Nos últimos anos, contudo, cada vez mais nações estão optando, quando possível, na direção de uma economia de baixo carbono para fazer frente aos desafios que as mudanças climáticas estão colocando diante do mundo. Empresas como a ENGIE têm também um papel fundamental nessa mudança de paradigma ao se prepararem para o cenário de transição energética que se coloca diante do mundo.

 

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