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Químico de latas de alumínio aumenta risco de doença cardíaca e renal nas crianças

União Europeia e EUA já proibiram biberões com Bisfenol A, mas novo estudo pede novas proibições

A exposição a um químico utilizado na produção de plásticos alimentares e latas de alumínio parece estar associado ao risco de doença cardíaca e renal em crianças e adolescentes, revela um estudo publicado esta quarta-feira e citado pela Agência Lusa.

Segundo o artigo, publicado na edição online da Kidney International, uma publicação da revista Nature, mesmo níveis reduzidos do Bisfenol A (BPA) aumentam a libertação de proteína na urina, um biomarcador de falência renal e do risco futuro de doença cardíaca.

Realizado por cientistas da Universidade de Nova Iorque, o estudo consistiu numa análise dos dados recolhidos num rastreio nacional a 710 crianças e adolescentes entre os 6 e os 19 anos.

“Apesar de o nosso estudo não confirmar definitivamente que o BPA contribui para as doenças cardíacas ou renais em crianças, juntamente com o nosso estudo anterior sobre o BPA e a obesidade, estes novos dados vêm juntar-se às preocupações já existentes sobre o BPA como um fator de risco cardiovascular em crianças e adolescentes”, disse o médico Leonardo Trasande, coautor do artigo.

Para o cientista, este estudo vem dar razão àqueles que apelam a uma maior limitação da exposição ao BPA, especialmente entre as crianças.

“Removê-lo das latas de alumínio é provavelmente uma das melhores maneiras de limitar a exposição. Há alternativas que os fabricantes podem usar”, disse o cientista norte-americano.

Nos EUA, é proibida a utilização de BPA na produção de biberões e copos para crianças, mas o químico ainda é usado no revestimento interior das latas de alumínio. Os fabricantes argumentam que este composto tem uma função antissética, mas os cientistas têm dito que afeta diversos mecanismos no metabolismo humano.

As crianças norte-americanas são expostas ao BPA desde cedo – até há pouco tempo os biberões continham o químico – e estudos demonstraram que, aos seis anos, 92 por cento delas já tinham vestígios de Bisfenol A na urina.

A União Europeia proíbe, desde março de 2011, a produção e, desde junho do mesmo ano, a comercialização de biberões contendo Bisfenol A na Europa.

Já em setembro, a equipa de Trasande publicou um estudo que revelava uma associação significativa entre a obesidade nas crianças e adolescentes e concentrações elevadas de BPA na sua urina.

Fonte – TVI24 de 09 de janeiro de 2013

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