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No Paraná, 53% dos municípios ainda jogam lixo em qualquer lugar

Mais da metade dos 399 municípios do Paraná ainda não tem aterros sanitários. Segundo um levantamento divulgado neste ano pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apenas 47% das cidades possuem um local adequado para destinação dos resíduos sólidos. Em 27% dos municípios, ainda são usados aterros controlados – considerados uma solução intermediária para o problema – e nos outros 26%, ou 109 municípios, ainda são usados lixões. Com a aprovação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ontem, essa realidade deverá mudar em breve.

De acordo com o estudo do Ipardes, os lixões estão localizados em municípios pequenos, com menos de 20 mil habitantes, e estão concentrados no Centro, Centro-Sul e Nordeste do estado. No entanto, grandes municípios, como Guarapuava e Paranaguá, também estão na lista. O principal argumento dos gestores é o custo de manutenção.

Prisão

Na opinião do procurador de justiça do Meio Ambiente no Paraná, Saint Clair Honorato dos Santos, a falta de recursos não é desculpa para a presença de lixões. “Quanto menor a cidade, mais barato o custo de manutenção. O descumprimento da legislação ambiental, na minha opinião, deveria levar o gestor para a cadeia. Prisão preventiva obrigatória para todos os prefeitos que descumprissem a lei”, opina.

Segundo o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Sema), Laerty Dudas, o problema dos lixões é cultural e não depende apenas dos gestores. “O objetivo deve ser minimizar e reduzir a geração de resíduos. Apenas 15% do que produzimos é lixo, todo o resto é reaproveitável. Separando, evitamos a criação dos lixões e aumentamos a vida útil dos aterros”, afirma.

Das 170 mil toneladas de lixo produzidas no Brasil por dia, 40% são depositadas em lixões municipais, segundo a estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e resíduos Especiais. No Paraná são produzidas 20 mil toneladas de lixo por dia.

Segundo um trabalho acadêmico publicado pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além dos prejuízos ao meio ambiente – como a contaminação do lençol freático – , o lixão pode causar impactos na saúde do ser humano, como alto risco de contaminação de doenças transmitidas por vetores, principalmente a dengue.

Fonte – Gabriel Azevedo, Gazeta do Povo de 03 de agosto de 2010

Imagem –  baansok

Essa pouca vergonha dos prefeitos do Paraná não terem programa de reciclagem de lixo, de não terem local para compostagem já deveria ter acabado há muito tempo e teria, se ao menos um dos prefeitóides tivesse sido algemado – opa, agora não pode mais – e jogado na parte de trás de um camburão. É um crime terrível contra a humanidade e o planeta cometido diariamente por estes pseudogestores das cidades ao jogar o lixo em lixões. Fazer uma praça com chafariz, toda iluminada dá voto, agora, mexer com lixo tira voto e por isso eles não assumem sua responsabilidade.

É simples resolver o problema do lixo. Se houver separação em duas partes – reciclável e não reciclável – já aumentará a vida útil dos lixões e aterros em 50%. Se houver, além disso, separação em 3 partes – reciclável, compostável e rejeito – a vida útil dos lixões e aterros será aumentada em 95, visto que somente 5% do lixo que geramos é rejeito, o resto é 50% compostável – adubo orgânico, produto cada vez mais necessário para enriquecermos o solo – e 45% é reciclável, que gera renda para catadores e para a própria prefeitura.

Como fazer isso acontecer? Lei para multar quem nao fizer a separação, seja pessoa física ou jurídica. Multa por amostragem de locais de coleta, multas estas dadas pelos próprios garis, com um caminhão passado dia x para coleta de reciclável e dia y para compostável e dia z para rejeito. O caminhão para reciclável pode ser semanal, pois dá para acumular este material limpo.

Ao invés de licitações para comprar unicórnios, pégasos e fadas – vocês sabem do que estamos falando – os prefeitos deveriam tomar vergonha nas suas dignissimas caras de pau e fazer licitação para comprar caminhões de lixo e resolver de vez por todas essa encrenca do lixo.

E se algum prefeiteco disser que é difícil e caro fazer compostagem, que tire sua dignissima bunda da sua majestosa cadeira do seu luxuoso gabinete e vá visitar as três cidades modelo do Paraná, que fazem compostagem barata, limpa e rentável, que são General Carneiro, Tibagi e Bituruna. Temos certeza de que vocês serão muitíssimo bem recebidos senhores prefeitos, pois estas cidades tem imenso orgulho de terem resolvido o problema do lixo com soluções simples.

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