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Supermercados exigirão laudo para comprar sacolas

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) vai orientar seus associados a pedirem um laudo técnico do químico responsável pela fabricação das sacolas. O superintendente da entidade, Adilson Rodrigues, explica que a medida foi tomada após denúncias de que há sacolas sendo vendidas no mercado como compostáveis mas que, na verdade, são de plástico comum ou oxibiodegradável, ambos proibidos pela legislação de Belo Horizonte.

“Se tem alguma coisa errada, temos que corrigir”, afirma Rodrigues. Antes, a Amis já havia visitado as fábricas de alguns fornecedores para checar a documentação das sacolas e há cerca de um mês a entidade pediu à Prefeitura de Belo Horizonte a intensificação da fiscalização.

Em novembro do ano passado, O TEMPO mostrou que havia sacolas falsificadas no comércio de Belo Horizonte. A suspeita foi confirmada por um teste divulgado anteontem pelo Instituto Ideais, de São Paulo, que constatou que as sacolas vendidas no comércio da capital não são compostáveis.

O teste encontrou ferro na composição das sacolas. As sacolas biodegradáveis contém ferro, manganês ou cobalto em sua composição, mas as compostáveis aceitas em Belo Horizonte não podem apresentar esses materiais, segundo o presidente do Ideais, Fernando Figueiredo. Ele diz que é difícil para o supermercadista ou lojista ter certeza que a sacola que estão adquirindo está dentro das normas, por isso, os testes são importantes.

A Amis diz que vai esperar o resultado do teste oficial, prometido pelo Procon, para decidir quais medidas adotar em relação às sacolas falsificadas. “Se o teste oficial mostrar que há irregularidades, vamos recolher as sacolas, como já fizemos com outros produtos que tiveram a irregularidade comprovada”, garante Rodrigues.

Preço

O preço de venda das sacolas não está mais uniformizado em R$ 0,19, de acordo com a Amis. A entidade explica que o valor foi adotado no início da vigência da lei como forma de “colaboração” com a nova legislação. Na época, segundo Adilson Rodrigues, havia poucos fornecedores e a Amis pediu aos seus associados que repassassem as embalagens ao consumidor pelo preço de custo, que era de R$ 0,19. “Hoje, tem sacola sendo vendida por R$ 0,15, R$ 0,17, R$ 0,19 e até R$ 0,22”, afirma ele.

Uso em queda

Em pouco mais de um ano de vigência da lei, o uso de sacolas nos supermercados de Belo Horizonte caiu 97% e hoje é de 13 mil unidades por dia. A intenção é reduzir para 1% até o fim do ano.

Fonte – AMIS de 13 de junho de 2012

Qualquer ser pensante sabe que ao haver a cobrança pela sacola plástica de uso único, ela naturalmente será banida pelo consumidor, porque enquanto elas eram supostamente gratuitas – elas sempre tiveram um custo, só que embutidas nos produtos adquiridos – o consumidor fazia a festa, era viciado em sacola, mas ao perceber a diferença ao pagar a conta quando a sacola é cobrada, ele instantaneamente se transforma no maior ambientalista do planta, porque a consciência do consumidor está no bolso, só cobrando pelas sacolas plásticas de uso único e de preferência 50 centavos a unidade é que finalmente as sacolas plásticas de uso único serão banidas e chegará a era das sacolas retornáveis.

Quanto aos testes, a sacola testada NÃO É COMPOSTÁVEL, a amostra testada é sacola de Polietileno convencional e possui traços de Ferro (Fe). O Ferro pode ser originado de impurezas da resina Polietileno, dos pigmentos utilizados para dar cor ao filme plástico, e/ou também de desgaste de partes da extrusora. Também pode ser originado do uso de algum aditivo fotodegradável. Ferro é conhecido elemento promotor de fotodegradação de plásticos na presença de raios UV. Não é possível concluir a origem do Ferro e por conseguinte se a sacola testada pode ser denominada fotodegradável.

Portanto, a sacola testada NÃO É COMPOSTÁVEL como manda o decreto, ela apenas irá se partir em pequenos pedaços na presença de raios UV se a certeza de posteriormente ser consumida por microorganismos e irá poluir o planeta pelos mesmos 500 anos que uma sacola convencional. Isto é simplesmente inaceitável, enganar os políticos que fizeram a lei para proteger o planeta, enganar o varejista, que está colaborando com a proteção ambiental e que pagou a mais por um produto que não é nem biodegradável nem compostável e por fim, enganando o consumidor que está fazendo sua parte ao adquirir a sacola pseudo ambientalmente correta e não um engodo.

Consumidor, resolva este problema, use sacola retornável, sempre. Quando não for possível, só compre em estabelecimentos em que as sacolas compostáveis ou biodegradáveis tenham o selo comprovando que são autênticas, e não um engodo.

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